O ladrão de livros da Biblioteca Escolar


Nunca sabemos como, quando, porque, e se acontecerá entrelaçamento de histórias e vidas. Não temos influência sobre nossas histórias, vidas e entrelaçamentos. Por exemplo: um cliente chegou à minha casa num certo dia de sábado do ano de 2015 e me chamou ao portão. Abriu a porta malas do carro e me disse:

– Negão! Estou indo jogar estes livros no lixo. Passei aqui para ver se você não gostaria de separar alguns livros, pois sei, que você é chegado a leitura.

Eram muitos! Entre apostilas de cursos de ensino médio, coleções de livros didáticos, e uma porção de livros da literatura nacional, internacional e best sellers. Eu não titubeei. Aceitei todos. Não fiz separações. Não fiz escolhas. Não selecionei. Carreguei todos para o meu cafofo. Muitos dos livros que eu já havia lido, repassei para alguns amigos. Um livro novíssimo, dei de presente para um amigo no dia de seu natalício. E os demais, estou lendo um a um.

No início desta semana peguei o livro “Histórias Extraordinárias. Edgar Allan Poe”. Já o li todo! Este livro tem em sua contracapa um carimbo que o identifica como parte do acervo da biblioteca municipal de uma escola daqui da cidade de Irecê. Eu não havia percebido que havia uma página faltando. Anteontem, dia 09/01/2019, ao voltar à leitura caiu aos meus pés a página. Estava dobrada. Abri. Uma dedicatória escrita a caneta em azul diz:

“Roubado é mais gostoso” assim como é mais gostoso a vida ao seu lado. Lu…. Que este contos de Poe lhe arrepie tanto quanto os momentos em que estou ao seu lado. Mil beijos de quem te ama muito. M.D. 19/01/13 (sic).

Sem querer, descobrir que um velho conhecido e amigo da família roubou um livro numa biblioteca escolar.

Hábitos e costumes, meus vícios e rotinas …


Meus hábitos e costumes, meus vícios e minhas rotinas se alteraram neste ano de 2018, mas, algumas particularidades, os tais “traços de caráter”, ainda que me desagrade e me faz ter certos prejuízos permanecem ativos.

Não sei se foi a condição de saúde, o metabolismo, a idade, o certo é que estou dormindo mais cedo, raramente tem passado das 23:00 e já estou com muito sono ou já dormindo. Em contrapartida também tenho acordado mais cedo e tenho passado a mesma quantidade de horas acordado de antes.

Neste ponto surgiu a oportunidade de alterar a minha rotina de trabalho, de entretenimento e manutenção dos vícios em música, filmes, séries, games e o salutar hora de leitura. Tenho, nos últimos 10 meses acordado regularmente entre às 5:00 e no mais tardar 5:30 horas da manhã. Levanto, ligo o computador. Vou ao sanitário. Volto e coloco a senha no PC, e, aciono uma playlist com algumas músicas que eu queira ouvir, pego os livros e vou até a cozinha. Coloco a água para o café.

Nestes últimos 3 meses adotamos uma gata, e, ela começa a pedir o lanche da manhã. Alimento a gata, sento e abro um dos livros. Ela termina de comer vem e sobe no meu colo, aí mesmo se espreguiça, se estica, se encolhe e dorme. Eu tenho que ficar imóvel para a soneca dela. Foi demorado conseguir desta gata a confiança. Ela era ainda bebê, quando numa madrugada um grupo de jovens tropeçou nela, e, a chutaram, bateram. Meu filho interrompeu as agressões, a pegou, acolheu nos braços e trouxe para casa. Passamos mais de 10 dias até ela se sentir segura, domesticada e parte da casa.

Estou lendo dois livros. O primeiro é O Jogador, de Fiódor Dostoiévski. O Segundo é Evolução em Dois Mundos, psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira. Leio dois capítulos ou três de cada um dos livros, enquanto seco quase 750 ml do café.

Terminado os 60 minutos de música, leituras e café, quase sempre é o momento em que o celular desperta. Já são sete horas da manhã. Vou para o quarto de trabalho onde o computador está ligado. Troco as músicas para o sertanejo universitário e a playlist que os demais integrantes da casa gostam e querem ouvir. Fim de minha hora de músicas antigas.

No computador, visito as redes sociais, dou pitacos aqui, faço caso acolá, respondo e-mail, e, realizo umas 10 partidas no Angry Bird e umas 5 a 7 vidas no Candy Chrush… e, a parti das 8 tenho que sair para atender clientes e empresas.

Hoje, tirei estes vinte minutos para escrever este texto.

Tenham um bom dia! Hoje é vésperas de natal. Vá comprar seus presentes, tenha um bom dia de hábitos, costumes, vícios, rotinas e aproveite cada momento de seus dias, ocupando-os com trabalhos, vícios, hábitos, repita seus costumes, realize suas manias, alcance seus objetivos. “É tudo da lei!”

O mata mosca é o melhor produto inventado!


Algumas vezes, e por muitas vezes, questionei qual seria? Qual é? Que invenção, criação, realização da ciência é a maior de todas as invenções e qual deveria ser apontada como sendo a maior de todas as criações científicas … no entanto, por mais importante que seja uma criação, eu nunca conseguir enumerar as qualidades suficientes e ou benefícios extraordinários capazes de eleger apenas uma criação como a mais importante de todas. Talvez, apenas a curiosidade, o desejo de criar, realizar… o que já desvirtua a pergunta e o objeto da investigação.

O certo é que em determinado momento, em certas circunstâncias elegemos sim uma invenção como sendo a mais importante. Nestes dias quentes, úmidos, sufocantes, e, em que, temos aqui na região de Irecê, a intercalação de chuva, calor, sol, umidade, uma grande proliferação de moscas durante o dia, e muitas muriçocas durante a noite, e os temidos Aedes aegypti em seu momento de picada.

Quanto a moscaria neste período, por estes dias, elegemos o inseticida tipo “mata mosca” como o melhor e mais bem pensado invento da ciência. E, nem sabemos que ramo da ciência é que estuda e desenvolve inseticidas, pesticidas ou sustâncias e ou qualquer outro tipo de essência eficaz em exterminar as moscas no ambiente.

Ah! Se os egípcios tivessem esta tecnologia! Certamente a praga divina das moscas não teria sido tão intensa. Por outro lado, talvez, pensando um pouco após o evento, talvez o inseticida do tipo “mata mosca” tenha sua origem, no Egito, por causa da praga das moscas.

Certamente você já se irritou com pelo menos uma mosca. Aquela insistente, rápida, que sempre dá uma volta em seu derredor e pousa no mesmo lugar que estava. Você levanta a mão, e ela voa. Você move um pouquinho, e ela voa; você fica imóvel, faz de estátua e ela não volta. Você espera ela pousar e ela não retorna à posição. Você disfarça. Olha de viés e ela parece que desapareceu, desistiu. Então você volta à sua atividade, ela volta e pousa no mesmo lugar. Você bate em você, tenta espantar, você grita esperando que ela te ouça… e, ela volta e pousa no lugar.

Estávamos passando por esta situação até no sábado último, dia 15/12/2018, quando fui ao supermercado e comprei o produto, que na embalagem está escrito: MATA MOSCA! Eu tinha lembranças de como é que funcionava o produto. Mas, minha esposa discordou. Esperou o tempo de provar que eu estava equivocado e aplicou o produto na casa como ela traquinou em sua mente. Ela dissolveu o conteúdo do frasco em água. E, saiu borrifando o líquido funesto por todo o ambiente que ela não desejava mosca.

Desde então, aqui em casa o cuidado tem sido outro, não com as moscas pousando e nos irritando, mas, não pisar, sentar, e ter cuidados em utilizar pratos, talheres, copos, roupa, sapato e etc., com mosca mortas nos incomodando. Não sei o nome, mas, sei que o tal “mata mosca” desde sábado último tem sido o melhor produto que inventaram, até nós temos uma outra necessidade e outro produto nos ser útil.

Na minha época de adolescente isto não acontecia!


No sábado último minha esposa preferiu receber o valor em dinheiro para poder ir à uma festa a receber presentes no domingo das mães. Tudo bem! Vontade realizada. Ela e o filho primogênito foram para a festa na cidade de João Dourado! Eu fiquei em casa, como sempre! Não vou às festas, manifestações, eventos em praças, ruas e avenidas!

O filho caçula decidiu ir em um lugar de festas aqui na cidade mesmo! O primo dele seria o DJ! Saiu de casa por voltas 21 horas e voltou entre duas e três horas da madrugada! O curioso de tudo isto foi o que o caçula me disse no domingo, o dia das mães! Ele me abordou e disse o seguinte:

– Pai! Estou “bugado” com o que aconteceu ontem lá na festa!

– E o que foi?

– Estava na portaria e chegou uma menina, e, me pegou!

– Como assim, te pegou?

– É! Não foi eu quem cantou ela, deu a cantada, tomei a iniciativa! Foi ela que veio para cima de mim! Ela me pegou!

O Bug, que ele se refere, é que, ele tem e mantêm conceitos tradicionais, é conservador, é família tradicional e comum. Para ele, ainda é estranho este “novo mundo” em que há mulheres que agem assim, fazem o que fazem, decide e realizam seus desejos de forma clara, inequívoca, inquestionável e determinada. Na cabeça e valores dele, ele como homem, heterossexual, a iniciativa seria dele.

Para “bugar”, mais ainda ele, a menina não deixou ele pagar nada! Ela pagou tudo! Assumiu e decidiu tudo! Ele tinha algum dinheiro! Riu da situação em que se encontrou! E, ainda no domingo estava ainda tentando assimilar a experiência!

– E, ela pagou por que? Indaguei a ele!

– Oxi! Ela disse que tinha dinheiro, e que não precisava de homem pagar nada para ela não, e, mesmo eu dizendo que o contrário era verdadeiro, ela não deixou eu pagar nada!

É o novo mundo dos relacionamentos!

Como será que é dividido o gênero feminino em grupo?


Me parece que o gênero feminino se divide em alguns grupos:

– Aquelas que perpetuam o comportamento, ações e reações da mãe;

– Aquelas que repudiam e se revoltam com, e, pelo comportamento, ações e reações da mãe;

– Aquelas que pensam que devem vingar-se do mundo por causa do comportamento, ações e reações da mãe.

O tópico está aberto a sugestões!

Me defino como: totalitário, empático e outras antíteses!


Eu sou totalitário! Pois, o que vale é meu querer! Minhas vontades! Minhas ideias! O que eu sei! O que eu conheço! O que eu estudei e no que “sou especialista! ”

O que vale é o que EU penso! O que quero, o que determino para mim, o que busco, meu querer, meu desejo, minhas vontades, assim, “eu sou egoísta”, ainda que tenha empatia por alguns semelhantes!

Eu sou preconceituoso, ainda que me esforce para não fazer discriminação! Não gosto disso, nem daquilo! Não amo todos, nem tudo! Não tenho ódio por qualquer um, coisa, pessoa, lugar, atitude, comportamento ou valor!

Eu amo! Me apaixono! Tenho um time do coração! Tenho uma esposa, dois filhos, que ela jura que são meus! Eu creio! Assim, sou machista, e por isto, eu sou machista!

Tenho fé e não sou ateu, pois, a fé não nos divide, só o objeto da fé! Não sou agnóstico, nem apolítico, apesar de serem conceitos bons, estabelecidos e críveis! Não sou bonito, nem rico e nem famoso! ETC!

Se você não gostou! Use os recursos das redes sociais: Bloquei! Exclua! Silencie! Deixe de seguir! Dê unfollow! Mas, por favor! Não me enche o saco, nem me questione, porque, aí, volta tudo para a primeira frase do texto: Eu sou totalitário!

“Meu pobre legado” a minha posteridade!


Minha herança para meus filhos não são bens materiais. Não tenho nada! Não tenho casa! Não tenho terrenos! Não tenho imóveis. Não sou dono de latifúndio ou herdeiro de grande fortuna. Não tenho nada da trindade secularista: móveis, imóveis e automóveis.

Também não tenho outras coisas e bens imateriais como: influência, referência e deferência!

Somente tenho a deixar para meus filhos e gerações posteriores o zelo pelo trabalho, a perseguição pelos valores morais como honestidade, solidariedade, empatia. Ter sido e vivido dentro dos padrões mínimos que esta vida me permitiu e proporcionou, apesar de breves momentos de tortura, sofrimento, angústia e ansiedade.

No demais, deixo registrado, que se tivesse morrido ontem, teria morrido feliz, satisfeito, contente, realizado com o que pensei desde quando me entendo por gente, exceto que, sempre orei, pedi e quis, que meus pais não sofressem com minha morte, fosse ela prematura, trágica, violenta, misteriosa… pois, incerta, a morte sempre é, afinal, quem de nós sabemos quando morreremos?