Como viver com valores, visão e ideias em conflito?


Neste dia 24 de maio de 2019 encontrei um senhor na fila da loteria e conversamos enquanto estávamos na fila e uns dois minutos depois de sairmos da loteria quando ele alegou ter outro compromisso e saiu em direção contrária.

O que aconteceu foi uma conversa amistosa, que começou com direito adquirido de se “ser prioridade” nas filas. Ele defende o suposto direito imposto por lei, enquanto eu afirmo desde muito tempo, que sempre aconteceu de as pessoas, em regra geral, procurar meios de auxiliar pessoas necessitadas, idosas, grávidas, deficientes sem a necessidade de leis impondo o tal direito a prioridade. Reconheço que o respeito e a consideração por pessoas em estado tal, nem sempre é concedido, tanto quanto, reconheço que nem todos que utilizam do direito necessitam da concessão e usufruto do direito.

Pois bem! Foi assim que começou a conversa. Logo a seguir, não sei porque, o moço adentrou no tema: “cada um tem sua hora de morrer”. Afirmou o clássico do determinismo: “cada um de nós está determinado um dia, uma hora, um minuto, um segundo” em que inevitavelmente se irá morrer, e, todos os eventos, meios, forças irão agir para que, aquela pessoa morra, exatamente naquele instante determinado. Eu discordei! Disse que tal ideia se tratava de algo cruel e também falta de criatividade de qualquer ser responsável por tal determinação.

Ele não entendeu o ponto: Esta ideia é muito cruel! E eu expliquei falando o seguinte: Se todos temos um momento determinado para morrer, é muita crueldade, que se ajunte 200 pessoas num avião, em um navio, em um lugar, e os matarem todos no mesmo dia, hora, minuto e circunstância. Seja quem for quem determinou isto, é um ser cruel para com todos que foram reunidos para morrerem do mesmo jeito!

Ele contra argumentou: Isto é sua mera opinião. E, me perguntou porque eu não cria da mesma maneira. Eu respondi, que a ideia era contrária a teoria de que nós temos livre arbítrio, e, ele imediatamente afirmou: Eu creio que todos temos o livre arbítrio. Eu ri! Como é que se crê que todos temos um dia, hora, minuto e segundo para morrer, e ao mesmo tempo crê que temos liberdade de escolher? Se fosse verdade, poderíamos decidir e escolher não ir para o tal momento determinado em que se vai morrer!

Por fim perguntei a ele, que de profissão é militar lotado na CIPE/BA: Quando você como agente do Estado aperta o gatilho e mata um bandido, gente má e ruim para a sociedade, você está agindo no sentido de que “chegou a hora daquele bandido morrer” e você é o instrumento deste fim, ou, você, é o agente que está pondo fim ao livre arbítrio dele ele agir criminosamente?

Ele que estava indo na direção ao oeste, parou, disse que tinha outro compromisso, se despediu, e foi em direção ao leste.

Um comentário em “Como viver com valores, visão e ideias em conflito?

  1. Muito bom amigo. Serve de parâmetro para discutirmos se o destino é o comandante do barco da vida ou se nós é quem mandamos nessa bagaça. O tema tem um quê de complexidades, justamente porque o ser humano é em si complexo e não gosta de juntar o côncavo e o convexo, prefere ir em sentidos opostos. Você é genial. Abraço.
    SOU SEU FÃ!

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