51 anos depois, como está minha vida


Neste último dia 07/07/2019 passei para a idade 51. O mundo nesta idade, não é aquele que pensavam que seria; aos 51 anos, eu também não estou como pensava que estaria. Alias, sou daquela geração que se julgava azarada por estar vivendo justamente no ano 2.000, quando o mundo acabaria de fato e de vez. Outro detalhe de minha geração, é que nossas expectativas de vida era até 35 a 45 anos de idade. Os anos que passasse dos 50 seria lucro e uma velhice prodigiosa. Não pensávamos em aposentadoria.

Nestes 51 anos de idade, tive de tudo um pouco. Aos 15 recebi estudos bíblicos e aos16 aceitei a mensagem Adventista do Sétimo dia e no batismo da primavera de 1986, o Pr. Joel Meirelles me batizou nas águas. Militei e fui um membro leal, fiel, comportado, dedicado com todas as minhas forças. Entre 1986 e 1988 morei na cidade de Posto da Mata/BA. Aos 20 anos passei no vestibular para Teologia.

Aos 24 anos abandonei o curso, depois que fui acusado de ser “o suposto tarado sexual” que atacava e vigiava as moças e mulheres do prédio feminino. Isto me perseguiu por muitos anos. Por onde e para onde eu ia, me jogavam na minha cara a história. Por mais que eu explicasse, justificasse, apresentasse provas e testemunhas, sempre fiquei como culpado para a maioria.

Após 18 anos na IASD, e depois de 10 anos de contestação e insistentes investigações de minha vida e de história que eu cansei de repetir, contar e explicar, optei por sair. Isto aconteceu em março do ano de 2002, aos 34 anos. Preferi ficar fora e longe da IASD que vai em presídios levar a mensagem da salvação para os condenados da justiça, e, desacredita em pessoas inocentes que lhes conta a verdade.

Casei em 1993. Em 1994 nasceu o primeiro filho. No ano 2000 nasceu o segundo. No período de 2007/2008 até 2011/2012 o período mais dolorido, incerto e desesperador destes 51 anos, foi a luta contra o câncer de linfoma que meu filho primogênito passou.

Foi um período também, que eu, e minha família fomos abraçados e acolhidos por milhares de pessoas. Quanto mais as dificuldades em obter exames, transporte, medicação, foi também o período em que as pessoas mais auxiliaram e compartilharam recursos, amizade, conhecimento. Eu tenho uma lista dos amigos, amigas, famílias e empresas que muito nos sustentaram.

Em 2010, aos 42 anos, fui diagnóstico com diabetes; em 2011 passei no vestibular para o IFBA. Em 2016 terminei o curso técnico, por mencionar isto, tenho que ir lá pegar o certificado. Em 2019 termino de escrever este texto, dizendo que, entre aventuras, venturas e desventuras, ainda estou aqui, para o desgosto de alguns, para continuar a saga do curso para ser semideus, afinal, continuo casado, desde 1993 com a mesma mulher.

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