Corpo, Alma e Espírito

Kaio Borges – Lutas e Vitórias

Publicado por adaobraga em Junho 28, 2009

Estamos envolvidos numa crise. E não é a crise gerada pelo sistema financeiro americano. Não é a crise teo-demo-dita-cratica iniciada pela fraude nas eleições no Irã. Não é uma crise gerada por atos secretos no senado brasileiro. Estamos envolvidos numa crise com a saúde de nosso filho mais velho: Kaio Borges.

Por isto, não tenho deixado texto aqui com maior frequencia. Não é por falta de assunto. Não é por falta de condições técnicas, falta de energia elétrica, nem por falta de internet. É tão somente por estarmos envolvidos e buscando soluções para a crise.

Não sabemos, e também, os médicos não souberam ainda dizer-nos o que provocou o surgimento da crise. Sabemos que existe, é real, é palpável, e temos que enfrentar. Para isto, convido a todos vocês, para acompanharem o diário KAIO BORGES – Lutas e Vitórias. O link completo é este aqui:

e também pode ser acessado por este outro alias:

Porque nestes endereços e não no WORDPRESS e no BLOGSPOT, e ou domínio próprio?  Não optei pelo wordpress, por não permitir a inclusão do GOOGLE ADSENSE e também do HOTWORDS que é uma das maneiras que pretendemos em aumentar os rendimentos no final do mês. E não foi publicado no BLOGSPOT por outros motivos, tal como não poder usar o KAIOBORGES no login, porque o GOOGLE, não libera a senha do usuário.

Já existem vários textos no espaço. Aguardo a visita de todos e de todas, bem como, conto com vossos comentários.

Estamos selecionando os textos deste blog, e do outro Adão Braga – Conectado, com o objetivo de publicar um livro para ser mais uma fonte de renda, pois, pelo tratamento proposto, teremos que ter energia, disposição, e meios de iniciar, continuar e terminar este tratamento.

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Selo Dourado

Publicado por adaobraga em Junho 28, 2009

seloblogdoradoAqui na cidade de Irecê o sobrenome DOURADO, é de uma família tradicional, e tem origem em Portugal na região do rio douro, ou coisa parecida. Bem, o fato é que este blog foi mencionado e premiado com este selo. Veja-o, ai ao lado! 

As regras são as seguintes:
1- Mencionar quem lhe ofereceu o selo:

2- Completar a frase “Eu sou Luz e quero iluminar…": a todos os que pensam que por algum motivo estão sentindo que falta uma luz na sua vida…

3-Passar o selo para até 15 blogs que consideremos de LUZ, avisando-os da oferta.

As partes 1 e 2 são fáceis, a terceira, nem todos gostam, mas, independendo do gosto, selecionarei-os de minha lista de FEEDS.

1.1 – O sêlo me foi ofertado por Lugirão, do Voz Ativa

2.1 – “Eu sou Luz e quero iluminar …” aonde estiver.

3.1 – Passar para ATÉ 15 BLOGS, ei-los abaixo:

  1. 30 & Alguns – A Veri é luz em todos os sentidos, de LED até NEON.
  2.  A medica Frustrada -  Uma luz que alumia a familia;
  3. Cármen Neves – Luz pela poesia e palavras
  4. Eu sou a Tal! – Pelo amor e por sua vida amorosa
  5. Fabio Mayer – Por seus comentários politicos precisos e necessários
  6. Jesus Apócrifo – Por tratar daquilo que esquecemos. 
  7. Julie – Minha Psi! – Por ser uma luz particular para alguns
  8. Leticia e David – Por ser o que são: batalhadores e guerreiros
  9. Leve Impressão – Pela leve impressão que deixa, apesar, de ser impressionante sua luz
  10. Luz de Luma – O nome já diz
  11. Poucas Palavras – Com poucas palavras, muita luz

Tarefa cumprida. Vou avisar a todos e a todas.

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Os normais e os anormais

Publicado por adaobraga em Junho 21, 2009

Ontem Kátia entrou num supermercado e deu de cara com aquela senhora que revelou-nos os motivos pelos quais eram tão complicados para nós conseguirmos os recursos do TFD para Kaio. Leia aqui: Coação Politica.

O interessante é que agora ela sabe da complexidade da situação. Sabe do empenho que fazemos e também das dificuldades que estamos enfrentando. Para piorar, penso que já deve ter chegado aos ouvidos dela, que eu, conto a história para diversas pessoas, inclusive o chefe do setor dela já ficou sabendo, e não concordou com a opinião, e atitude dela.

Sou assim mesmo! As histórias que são minhas eu conto a quem quiser. Não tenho vergonha, nem sou lá cercado de certos parâmetros morais e éticos, quando tenho que falar do que me acontece, do que me aconteceu, e do que penso que acontecerá.

- Ô Kátia, eu fiquei sabendo que você ficou chateada comigo. Me perdoe. Não foi minha intenção te magoar. Saiu assim no calor do momento, e nem pensei no caso. Me perdoe.

- Tem nada não querida! Isto é normal no mundo de hoje! Siga seu caminho tranquila.

Na estrada, ela continuou o raciocinio comigo, explicando que atualmente, o mundo anda esquisito. O padrão estabelecido é que tudo é normal.

- Fulano morreu! – Comunicou-nos um amigo.

- Rapaz, como é que foi assim, fulano morrer de repente?

- Foi assaltado, e o sujeito deu-lhe três tiros.

- É rapaz, a violência chegou pra ficar.

Não se espantam mais com a violência. Já é normal aceitarmos. Só rezamos para não ser o próximo a sofrer tais atos violentos. Isto porque a violência é o padrão da normalidade. “Os atos secretos do senado, escandalizam a casa”  – É normal. Afinal, já se espera que os políticos eleitos esteja envolvidos nalgum grupelho político especializados em roubar os recursos públicos.

É normal a violência! É normal a falta de ética e moral. É normal a intromissão na vida alheia! É normal não meter a colher na briga de marido e mulher. É normal o desrespeito familiar. etc.

Como ela chegou de Salvador na sexta-feira a noite, e Kaio chegou com fortes dores no corpo, com dificuldades de respiração, vômito e diarréia, comentou assim:

- Não se preocupe, isto é uma reação NORMAL ao tratamento.

O sofrimento é normal. A indolência é normal. O descuido, o descaso, o desrespeito tudo isto é normal. A falta de ética, a falta de moral, a falta de vergonha, a falta de palavra, a falta de compromisso, a falta de coerencia, a falta com a verdade, TUDO é NORMAL.

Anormal somos todos nós outros.

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O trabalho, a família e as realizações pessoais!

Publicado por adaobraga em Junho 17, 2009

Semana passada encontrei uma amiga que disse estar sentindo minha falta na empresa.

- Nunca mais você foi lá. – Disse ela para mim -  Estão chamando um rapaz para consertar os computadores, mas ele, não transmite segurança. Porque você nunca mais nos atendeu?

A resposta, como sempre curta, claro e concisa:

- Querida, eu não me submeto a certas chantagens para pessoas que eu tenho certeza, e digo: EU TE AMO, vou me submeter a certas situações por dinheiro? Nem que!

- É querido! Por amor a outros não sei, mas vejo nesta atitude seu amor-próprio. Você tem auto-estima e dela faz bom uso. Eu bem que gostaria de poder me desprender daqui, mas, o dinheiro fala mais alto.

Nós temos condições de viver melhor sem ter muito dinheiro e estar preso ao sistema escravocrata capitalista. Temos meio de melhorar nosso convivio e nossa saúde mental, emocional e corporal. Não precisa tanto de dinheiro, mas necessitamos muito de vontade. Temos urgência em aprender a viver com o pouco, mas, com qualidade, pequenas atitudes. Pequenos gestos. Pequenas mudanças. Grandes resultados.

Kátia tem o hábito de mudar sempre a mobilia de lugar. È uma atividade normal e corriqueira para ela, no entanto, ela mantém o ambiente sempre limpo, cheiroso, e atrativo. Isso faz com nós, os moradores, nos sentamos melhor, com um cheiro diferente. Não usamos pedras, nem cristais para harmonizar o ambiente, nós somos as pedras, nós somos os cristais, e nos esforçamos para estarmos sempre reluzentes, e brilhantes. Nem sempre é possível, mas nós nos esforçamos.

O dinheiro é importante na vida de cada humano. Quem não tem dinheiro nem sempre é bem visto, nem sempre é bem recebido, nem sempre é bem tratado. (Leia esta história que Julie publicou). Mas, mesmo com pouco dinheiro, procuramos sempre ter uma alimentação agradável. Nem sempre saudável, mas sempre o que nos agrada o apetite.

Numa família, saber o que cada um gosta de comer é importante. Pedro por exemplo, não gosta de Coca-Cola e Kátia não gosta de Fanta Uva, a predileta de Pedro. O que fazer? Ao invés de dois litros de coca-cola, 1 litro de coca-cola, 1 litro de fanta uva e ambos ficam contentes e satisfeitos. Kaio come todo tipo de verduras, legumes,  frutas e carnes. Pedro é seletivo, e não pode comer tudo que deseja.

Não somos negativistas, mas, não somos um exemplo de positivismo e otimismo. Procuramos eliminar o que faz mal, e buscamos o que nos torna alegres, contentes e que nos proporciona prazer. Estamos juntos em momentos difíceis, e nem sempre juntos nas alegrias de cada um, todavia, mesmo que ausentes, demonstrando conhecimento da evolução e sucesso obtido. Acompanhamos e apoiamos cada um em seus desafios, empreitas e atividades.

As crianças na escola, recebem atenção, acompanhamento, e cumprimento às regras, leis e estatutos. Se estão corretos, procuramos não desautorizar os professores na presença dos mesmos. Vocês sabem: não se pode dar asas a cobra! De tudo que eles pedem, menos da metade lhe é concedido. Qual humano mediano consegue tudo na vida? Então, porque motivos, dariamos tudo que nossos filhos pedem? De jeito maneira! Temos que colocar limites.

Nossos valores, nossas vontades, nossos preceitos morais, espirituais e emocionais não tem preço. Por isso, digo que há situações que nem por amor ás pessoas que amamos, nós cedemos, porque motivos nos rebaixariamos por dinheiro? Em hipose alguma.

Depois de uma breve conversa com esta amiga, ela me contou como ela tem trabalhado naquele ambiente. São certas humilhações, certas palavras agudas que ferem, magoam, e mina nossa auta-estima. Certos trabalhos, faço por amor, outros nem por todo dinheiro do mundo.

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“A primeira noite de amor”

Publicado por adaobraga em Junho 8, 2009

Tem certos programas da televisão que não me conquista pelo conteúdo. A novela global do matinê denominada de Malhação, é um destes. E o motivo é simples, este ano, em todas as vezes em que pude estar na frente da TV no horário da mesma, o assunto foi o mesmo, com personagens diferentes.

E qual era mesmo o assunto? Sexo entre jovens e adolescente, e a repetição do bordão e clichê dos autores novelescas: “minha primeira noite de amor tem que ser especial, com alguém escolhido para este momento”. Estão criando o mito da “primeira noite de amor”

Não que eu seja contra estarem preparados e buscando uma noite de sexo e amor; que são diferentes entre si. Todavia, o assunto deve ser tratado não da maneira promiscua, irrelevante, superficial, artificial e descompromissada como é apresentada nesta sofrivel telenovela.

A telenovela, ao contrário de trazer esclarecimento, apresenta a desinformação quanto ao assunto, em especial, promover o MITO do quanto deve ser ESPECIAL a primeira vez de uma jovem adolescente, e também, em insistir no tema como se todos os jovens ao aparecer os primeiros pelos pubianos, sejam obrigados a terem a primeira experiência sexual.

A insistência deste tema, se torna incomoda, a ponto, d´eu ter ficado com a impressão, de que, “A PRIMEIRA VEZ” para as jovens e adolescente ser algo a ser buscado de qualquer forma, maneira, e aproveitar toda e qualquer oportunidade para tal realização, e será traumático, e uma vergonhosa experiência se fracassar em obtê-la, e ou se demorarem para se ter a tal “primeira noite de amor”.

A profundidade da apresentação do assunto me impressionou quando vi e ouvi o dialogo entre os personagens. Em quase todas as cenas vistas, e abaixo copiadas e coladas do site da Globo, é uma jovem, com fortes expectativas, e vibrantes planos para uma noite especial, “quando ela daria pela primeira vez”. Sendo esta a oportunidade para seu especial namorado, aproveitar de seu inexplorado corpo e das regiões recém emancipados a segredo de estado da personalidade feminina.

Querem tratar o assunto de uma maneira moderna, atraente, mas, estão fazendo de forma irresponsável, e também disseminando falsas idéias quanto ao sexo, e os desejos masculinos e femininos.

Uma das personagens chorou e declarou que havia cancelado seus planos de entrega total, uma vez que ele nem lembrava daquela data. Aquele dia era especial, e por ele, não ter lembrado a data, significava que ele era imaturo, infantil, e assim, por este motivo foi desclassificado para ser aquele ESCOLHIDO para a defloração.  Ou seja, a primeira noite também é uma especie de prêmio para alguns felizardo, escolhido a dedo, pela única capaz de fazê-lo: a dona da virgindade.

A apresentação de tal situação, me levou a questionar a inteligência feminina, não do gênero, mas, da classificação e tipo de mulher apresentada na telenovela. Eis abaixo reprodução de um outro dialogo:

Norma Jean – “Ai, Veri, quando você dá esse sorrisinho, eu sinto até um arrepio. O que você tá armando, hein?” . Sem pensar muito, Veridiana diz que ela quer mais do romance com Luciano. “O que eu tô querendo dizer é que eu gosto do Luciano, ele é lindo… É o cara perfeito pra minha primeira noite de amor!”, revela. Site da Globo

A insistência, e a superficialidade da abordagem, além de perpetuar o mito, da felicidade eterna nos relacionamentos, se sua “primeira noite de amor” for uma maravilha, é baseda em fatos falsos, se concluir o que é, e quem é perfeito para isto ou aquilo. A ponto de que cheguei a conclusão ironica, de que o fracasso na “primeira noite de amor”, talvez seja a explicação para tantas mulheres malsucedidas na atualidade.

Os motivos para a primeira noite, é sempre baseado na superficialidade, típico da juventude, mas, não do gênero feminino. Sei da influência hormonal, porém, deveria haver maior seriedade na abordagem do tema. É verdade também, que a juventude anda desemparada moral e eticamente, mas, aproveitar o momento para insistir com a baixa qualidade já é um exagero; não se vê, ou eu não vejo, movimento de ONGs, MP, e outros orgãos reguladores para investigar, ao menos, a qualidade dos programas, que deveria ter o objetivo de INFORMAR e TRANSFORMAR, e não DESINFORMAR e perpetuar falsas idéias e conceitos.

Além disso, há a clara confusão entre as palavras AMOR e SEXO. Noite de amor, é sinonimo de NOITE DE SEXO. Compreendo o uso da palavra AMOR, como sinonimo, apesar de discordar.

“O casal estava tão frustrado com tantos problemas tentando sua “primeira vez” que já tinha até desistido.

Mas Gustavo, percebendo a aflição dos amigos, conseguiu o principal para os pombinhos: um lugar calmo e favorável para o amor.”

Percebam este inicio! Estamos num momento importante da situação sexual dos nossos jovens. Doravante, além da busca pela felicidade, haverá também aflição pela primeira vez, frustração, destempero, angústia, pânico, e não vai tardar suicidio por não acontecer a “primeira noite de amor” antes dos 14 anos de idade, fazendo com haja entre nós, jovens paranóicos, e infelizes por não ter conseguido ter sua primeira noite de amor nesta época.

Há também a tentativa de trazer para o debate, se isto fosse mesmo um debate, o desejo feminino, como sendo algo normal e da fisiologia humana. Veja abaixo a descrição de mais uma cena que vi:

Após Gustavo dizer para Débora que quer dar um passo adiante no relacionamento deles, a vilã acha que o rapaz está falando da primeira vez dos dois. Então, ela compra uma camisola bem sexy, a fim de enlouquecer o namorado, e se consulta com sua ginecologista, para estar preparadíssima…

Quando Débora abre a porta para Gustavo, ele fica surpreso com o visual ousado da gata. “Eu quero que a nossa primeira noite seja perfeita”, diz ela, já se insinuando. Imediatamente, o rapaz desperta do transe e se toca que a nojentinha entendeu tudo errado. “Eu tava falando… Disso aqui”, fala Guga, dando uma aliança de compromisso para Débora.

A gata não consegue disfarçar a decepção, mas usa a oficialização do namoro para avançar na intimidade da relação. Com os braços ao redor de Gustavo, ela joga todo seu charme. “A gente tá sozinho em casa, Guguinha. Vamos aproveitar a noite? Fica comigo, vai?”, diz ela, toda sensual. O rapaz fica tenso. Será que ele vai resistir à tentação?

Que classe de mulher hein! Antes tal comportamento era típico do genero masculino, mas aqui, há uma inversão nos papeis. Ele quer compromisso. Ela quer sexo. O assunto merece mais do que esta banalização permitida em horário da matinê, e será que como pais teremos força para ensinar o contrário?

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Blogagem Coletiva: “Em defesa da Infância” 2009

Publicado por adaobraga em Maio 20, 2009

Dias 18 e 25 de maio

erotizacao

A última geração de criança feliz, besta e inocente nasceu em 07 de julho!

Com esta frase, sempre afirmo que tive uma infância legal, bonita, feliz, alegre, e aproveitei cada instante que me foi concedido.

Os tempos são outros. Depois que elencaram certos conceitos e certas idéias na educação, a coisa ficou ruim. Muitas mães e muitos pais, não sabem mesmo orientar as crianças. Muitas famílias são desestruturadas emocionalmente, e para tais já existem as leis, os estatutos que protegem as crianças destes inaptos.

Porém, há muitos males ocultos em muitas boas famílias, que aparentemente seguem a lei. E digo isto baseado nalguns exemplos.

1 – Há pais que acham bonitinho a erotização;

Por volta de 1997 e 1998 uma amiga ficou chateada comigo e com Kátia quando discordamos da idéia de que nossos filhos fossem namorados. Segundo ela, era uma coisa inocente e pura;

No sábado pela manhã na igreja, lá estava a filhinha com seu novo namoradinho, entrando na igreja de mãos dadas. Porém, mais tarde teve que sair correndo para os fundos da igreja, porque o casalzinho estavam aos beijos e abraços.

- Que isso minha filha?

- Estou namorando mamãe igual na novela!

2 – Há pais e outros familiares que ensinam a erotização.

Eu sou chato, segundo a opinião de muitos, mas isto não me incomoda se sou assim rotulado por manter minhas idéias e vontades. Há por aqui, na família, dois homens que ensinam as crianças do sexo masculino a erotização banal.

- Olha que gostosona filho! Veja a bunda dela? uuuuHHH

- uuhhhh! É mesmo pai!

Já um tio dos meninos, sempre repete:

- Olha que mais que gostosona!

Vivem repetindo tais palavras, e ensinam a erotização precoce em mentes não preparadas para o erotismo.

Houve ainda uma vez que vi o pai acima mencionado, baixar a roupa do filho e apalpar o filho para provocar a ereção infantil, e assim, criar um vínculo sexual, quando até certa idade, não haveria ainda tal relação de idéias e sentimentos.

Em defesa da Infância, deveriamos também tratar destes pais e famíliares. Alguns impregnados de idéias machistas em que pensam e querem que crianças demonstrem reações sexuais.

Não é mais apenas o ensino do futebol, do gosto por atividades, conceituamente masculinizadas, estão também erotizando cada vez mais cedo os meninos-crianças com intenções diversas. Segundo alguns,

- É pra não ser bicha quando crescer!

E desde quando erotização precoce define a sexualidade futura? A erotização, ao contrário desta idéia, faz com que crianças possam ser abusadas, isto porque, uma vez fazendo parte de sua rotina, ela não entenderá, e reclamará do que lhe é normal.

Pais que ensinam seus filhos meninos a se portarem como pequenos adultos com suas palavras, atitudes, desejos bem como mães que vestem e usam maquiagens, e outros apetrechos em  filhas como pequenas mulheres, estão contribuindos para a banalização e  afetadam o desenvolvimento afetivo, emocional e sexual destes pequenos seres. Tem atropelado a vida  destes pequneninos, transformando-os  em miniadultos, porém, sem os meios de defenderem-se dos adultos.

Leia mais:

Blogagem coletiva proposta pelo Blog DIGA NÃO A EROTIZAÇÃO INFANTIL.

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A lei não escrita X Maria da Penha

Publicado por adaobraga em Maio 16, 2009

Ontem estive com uma amiga. Ela é advogada e nos conhecemos numa curiosa situação profissional. Depois de muitos anos ela confessou ter gostado de mim no primeiro dia, e das impressões que deixei nela. Em especial, disse-me ter ficado impressionada como eu conseguia me expressar tão bem numa frase ridícula, mas, que ela gostou.

- As vezes – disse-me ela certo dia – ao apresentar um argumento num tribunal, tenho vontade de gritar igual a você:

- Eu sou o máximo!

Ontem, ela estava indo para mais uma empreita judicial. Antes porém conversamos.

Não sei por que motivos, mas, a conversa chegou na Lei Maria da Penha. A lei em si, não resolve nada. A lei, em certo grau acaba sendo um mal para uma classe de mulher. A lei escrita é uma coisa. A lei não escrita é melhor divulgada. Os filhos de Marte (Deimos, "o terror", e Phobos "medo") são os fieis emissários das leis não escritas.

- Adão você não tem idéia do tanto de mulher que sofre com maridos violentos. Mas, pior do que ser vítima da violência, é o pânico que muitas vivem depois da denuncia na justiça. Todas as vezes que se ouve, que aquele homem saiu da delegacia e deu catorze facadas na companheira, é como enviar um recado para nós outras.

As mulheres tem a lei, e nada mais.

Este comportamento do gênero masculino, parece-me estar de  certa forma ligada a todos os demais por um CAMPO MÓRFICO.

Melhor explicando, a lei Maria da Penha dá ao gênero feminino certos direitos e garantias, no entanto, esta mesma lei, é contrária a vida e modo de vida de parte do gênero. Então,  o que se observa  é este comportamento que representa o desejo intimo da classe masculina. Há casais em que a violência, as porradas,  as surras é que são normais. Quando elas reagem a esta normalidade, a pergunta que muitos fazem é:

- O que fiz de errado?

- Você bateu nela!

- Oxente! eu bato sempre! Ela nunca reclamou antes. Porque agora é errado?

A reclamação de ONG’s e outros organismos é que as mulheres não ajudam. Que elas tem medo. Que foram dominadas. Que foram subjugadas pelos companheiros.

O que impede muitas mulheres de continuarem na denuncia, é a mensagem subliminar destes outros, que assassinam suas companheiras e mandam o recado.

- Adão!  – Disse-me a amiga advogada – Quando é comprovado a agressão à companheira, o sujeito pode obter liberdade pagando fiança.

- Mas, esta liberdade, não é condicionada a medidas de segurança que proteja a mulher agredida?

Ela deu uma gargalhada, como que dizendo, e o juiz quer saber de nada disso. E ou, e tem condições de arranjar proteção para tantas mulheres? Muitas mulheres retiram a queixa porque não tem garantias depois de o processo começar.  As mulheres vivem sob o dilema!  Apanhar do marido, denunciar e desencadear uma série de eventos que pode voltar-se contra a sua vida, e ou, continuar apanhando, mas continuar viva?

- Mas, há os casos em que a denuncia ajudou a acabar com a violência e ou fez com que o agressor se mantivesse longe da ex-mulher. Não é?

- A minoria é que tem o destaque na imprensa de que denunciou, foi protegida, e mudou sua vida. É a minoria! A maioria,  continuam apanhando calada com medo de ser morta.

O que impera entre elas é o recado enviado por outros do gênero masculino, quando saindo da prisão por pagamento de fiança, vão lá e matam, assassinam, mutilam, aleijam, inutilizam, “paraplégiam” e deixa o recado para todas as demais:

“Vai acontecer com você!”

Esta é lei não escrita que passa de mente em mente das milhares de mulheres que vivem cada dia sob a tortura da violência, e se calam, se ocultam sob óculos escuros e maquiagens, pelo terror de “se lhes” acontecer um fim trágico, à semelhança de muitas outras.

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Garotos e Garotas

Publicado por adaobraga em Maio 11, 2009

Agora a pouco passando pelo centro da cidade observei jovens casais. Elas não aparentam mais do que 14 anos, no entanto, já dizem amar, já insinuam e já estão no jogo da conquista e querem desde já ouvir: EU TE AMO!

Os meninos da mesma idade, querem e agem com elas da maneira como agem com seus pares: a tática é a intimidação.

Fico curioso como eles conseguem se unir em tais circunstâncias. Elas querem ouvir, elas querem sentir. Eles se impões. Dizem que as regras são deles.

Quando voltava vi um casal. Ele estava encostado num poste de iluminação. As mãos estavam voltadas para as costas e esticadas até a popa da bunda. Cruzada, voltadas as palmas para o poste e fazendo a divisória entre a bunda e o metal frio.

Ela estava a menos de meio metro. Ria alegremente enquanto ele não reagia ao entusiasmo dela. Então ela o agarrou, abraçou, puxou-o do poste. Porém ele não reagiu. As mãos continuaram no lugar de antes. Não mudou de posição e atitude. Ela é quem insistia.

Neste caso em especifico, ele já impõe a regra, que mais tarde será dita: Eu sou assim! Você me conheceu assim! Se aceitou não tem como mudar!

Infelizmente, ainda é assim que funciona. Ainda é assim que se vive, e é assim que se relacionam.

As meninas vivem do romance, pelo romance, para o romance. Eles vivem pelo dominio, pela força, pela imposição, por regras que aprenderam e que viram sendo aplicadas, não teoricamente, mas na prática.

A intimidação masculina sobre os sentimentos femininos são transmitidos de pais para filhos, enquanto, mesmo que as mães insistem, eduquem, orientem as meninas a serem diferentes delas, viverem diferente da situação dela, mesmo que não seja uma realidade tão ruim, elas (as meninas) se submetem ao sistema educacional dele, tão somente por pensarem que o amor por ele, mudará a atitude dele.

Isto nem sempre acontece! Algum dia será diferente?

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o pior machismo!

Publicado por adaobraga em Maio 7, 2009

- Naquela tarde que você falou aquelas coisas comigo, eu fiquei constrangida porque sua esposa estava perto!

- Achou estranho que eu fale com você, na presença de minha esposa, o que seu marido não fala no recôndito de sua casa?

Desconfiada, ruborizada, disse-me: – Ele fala sim!

É compreensivel a maneira como as ESPOSAS defendem seus maridos, mesmo quando sabem que eles são indefensáveis.

-  Acho o máximo como vocês vivem. Você pode olhar, falar, pegar em outras mulheres, é claro dentro do respeito e da amizade, e ela não sente ciúmes? Não fica insegura? – Demonstrou que a opinião anterior, era mesmo falsa. Ele não fala, ela também não.

- Porque ficaria? Ela tem os mesmos direitos! Pode abraçar, beijar, ir e vir a hora que quiser e como quiser? Claro que temos regras e limites, mas, isto está limitado por nossos compromissos um com o outro, e não, por certas tradições e regras que ninguém sabe donde aparecem.

- As pessoas, não falam não, de vocês?

- Falar! Elas falam, mas, eu posso impedir as pessoas de falarem e pensarem? Não! Elas deixarão de falar? Não! Então, que falem e pensem. Eu vivo e só morrerei no último dia de minha vida. Se ficar preocupado com isto, pode ser que este meu último dia chegue antes. – Voltando ao assunto inicial, afirmou-me:

- Eu fiquei mais preocupada quando ela não quis entrar na loja esta semana.

- Bobagem sua! Ela não entrou, porque ficou na porta olhando um principe negro, feito a pincel que passava do outro lado da rua.

- Como é? Ela estava olhando quem? Ai, meu Deus! Tem cada louco neste mundo!

- Por isso não querida! O fato de estarmos casados, não significa que ela perca a capacidade de admirar a beleza e as curvas de outro homem que passa na rua ou que esteja ao alcance dos olhos dela. Ela olha e baba. Depois desconta em mim…

- Ah! Se meu marido fosse assim!

- Ah! Se ela fosse igual a você!

Uma amiga entrou na conversa, sem ouvir ou saber do que antes havia sido comentado. Pegou a conversa pela metade. Só ouviu, e só soube que uma mulher casada olhava um homem negro do outro lado da rua, e o esposo, sabia que ela o olhava,  e disse:

-  Para mim, um homem que vê sua esposa olhando outro homem na rua, e não diz nada, não age, não faz nada, é um frouxo, aliás, um tremendo de um frouxo!

- É mesmo?

- E porque você pensa assim?

- Porque é, ôxe! Como é que pode um homem saber que sua mulher olha para outros homens e não faz nada com ela?

- Farei o que? Furo os olhos dela? Quebro-lhe as pernas ou saio matando os homens bonitos? O que você acha que devo fazer?

- Desculpe-me, não sabia que era você!

O pior machismo, é o que certas e muitas mulheres impõe a si, e as outras!

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ou eu ou… ?

Publicado por adaobraga em Abril 28, 2009

Nós humanos temos a capacidade de aprender. Temos a capacidade de falar. Bem como temos a capacidade de dificultar. Em especial, quando se trata de relacionamento.

Temos por hábito pensar, por meros momentos, que pelo fato de termos beijados na boca, ter ido para qualquer lugar, ocorrido aquele amasso, aquele sexo gostoso ou não, todavia significativo, que doravante, este outro ser nos pertence, e todas as suas forças, energias, sentimentos e atenção devam ser direcionadas a nós. Porém, a realidade não é esta.

- Você escolhe agora: Ou eu ou seus cavalos. Assim esbravejou a jovem, linda, carinhosa e meiga Carol. Monzin ficou descabreado, porém, educadamente pegou a jaqueta, pegou os capacetes, pegou as mochilas e saiu acelerado na moto com ela na garupa.

Não mais do que 35 minutos depois volta ele: só. Trocou a roupa,  foi para o curral, montou num dos cavalos e saiu pela roça. A mãe toda  raivosa com a atitude do filho quis saber porque ele levou a namorada embora.

- Namorada não! Agora ela é ex-! Ouviu mainha: é EX! E mulher nenhuma vai me fazer escolher entre meus cavalos que acompanho desde criancinha e ela. Nenhuma! Qualquer uma que fizer a pergunta, já perdeu. Eu não largo meus cavalos. Não tem nada a ver uma coisa com outra.

Que confiança cega, faz com que se aja assim? Que lógica é esta, que faz alguém pensar que pode pressionar alguém a optar entre um sentimento, que certamente não sabe mensurar, com a importância que ela pensar ser e ou pensa ter?

Não raros, são algumas, vejam bem eu escrevi, algumas mulheres pensam que podem encurralar certos homens, a ponto deles, por motivos desconhecidos, optarem por ficar com ela.  Raramente se encontrará homens fazendo tais exigências. Nas vezes em que se sente preterido, muitos de nós, apenas dizemos:

- Fique com isto ai!

Ou seja, o comportamento dos homens talvez seja diferente, porque pressupõe que ela já escolheu. Ela já decidiu. Ela já está nesta outra atividade. Ela optou e deseja ficar com esta outra atividade, estar com esta outra pessoa. Porém, nada desagradável. É só um direito de se fazer, de se ter o que quiser e como quiser. Direito garantido em lei.

O que faz “certas mulheres” pensarem que são mais importantes do que o amor que sentimos em ir ver nosso glorioso time no estádio ou na TV?

O que fez esta jovem, e também muitas outras mulheres pensarem, que certos homens, abandonarão a rodada de cinuca no fim de semana, para ficar ao lado dela como “pedras imóveis na praia”?

Em certos casos, a razão lógica é simples, como foi no caso dele:

- Meus cavalos nunca me pressionaram. Meus cavalos nunca exigiram que eu escolhesse em estar com eles e ou sair montada na moto. Eles simplesmente, ficam comigo quando eu estou com eles.

Alguém assim reclamava de sua situação:

- Ela diz que eu nunca passo um dia com ela. Mas, quando fico com ela o dia inteiro, “não ganho nada!”  Ela quer que eu fique em casa olhando para ela, fique rodeando ela o dia inteiro. Aonde é, que deixo de bater uma pelada, para ficar em casa? Nunca! Nunquinha nesta vida, por mais que eu a ame, meu amor, não é de um tipo só!

Por outro lado, a esposa relatava:

- Ele fica em casa, até “ganhar uma coisinha”. Depois disso, ele arranja várias desculpas, vários compromissos. Só chega suado, sorrindo e contando vantagens do campo de futebol.

O problema nestas situações é que nós humanos usamos nosso egoismo ao extremos. Queremos que tudo gire em torno de nós. Queremos uma mulher só pra nós. Queremos um marido só nosso. Esta mulher não pode ter nenhuma outra atividade, atenção, zelo. Não pode pensar, a não ser, como diz a música: Pense em mim, chore por mim, liga pra mim.

Tudo pra mim. Nada para você. Se você chegou ao ponto de impor a seu parceiro(a) esta opção, é porque, você não reconhece os direitos que este outro ser tem.

O amor é um sentimento gigantesco. O amor não é egosita. E nós humanos conseguimos amar diferente, pessoas diferentes, atividades diferentes, situações diferentes.

Quando amamos uma pessoa, é diferente quando, amamos uma atividade. Mas, quando não se compreende que podemos amar assim ou pensar, que ao amar uma atividade, um alguém, uma coisa, sem inferiorizar, sem menosprezar, é uma tolice, impor ao outro esta escolha:

ou eu ou …?

Esteja bem seguro(a) ao propor a resposta deste raciocinio lógico, a resposta, pode ser aquela que você NÃO deseja!

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