Herdando os restos

22 mai

Já escrevi um texto sobre “heranças” em que falo do que existe em mim de bom e o que há de ruim que meus filhos herdam, inclusive, o gosto musical, as preferências pelas roupas, cores, modo diversos, comportamentos, frases, etc e tal. Isto é um assunto. 

Quando eu era menino, e nossa família com muitos meninos e meninas na mesma faixa etária, era comum as roupas que não serviam mais para um, era deixada para o outro, o uniforme da escola de um ano era herdado pelo outro, o sapato, a saia, a blusa. 

Aqui em casa somos três machos e uma fêmea. Até recentemente, as cuecas, sapatos, camisas, blusas, e outros objetos cada qual tinha o seu, e cada qual usava o seu sem ir na gaveta do outro, mas, isto mudou, e mudou unilateralmente. Acontece que eu sou proibido pela fêmea da casa e pelo dono de ir na gaveta dele para pegar meias, cuecas, blusas, camisas. As calças e os sapatos nem tem mesmo como usar. Eu calço 39/40 e ele 41/42 não tem como eu usar os tênis e sapatos e sandálias do meu filho primogênito, no entanto, as minhas cuecas, meias e camisas, blusas, casacos, seja lá o que for meu, que ele queira, deseja, tem necessidade, simplesmente “toma de posse”. Só volta, quando volta, só o mulambo. 

Esta semana descobri que sou herdeiro dos restos de meias, blusas e cuecas de meu filhão. E aconteceu, de ao abrir a gaveta das cuecas, existir exatamente quatro cuecas “novas”. 

- Kátia! E estas cuecas aqui? Por que estão aqui?

- Foi Kaio que disse que não vai mais usar elas não! Como estão boas, coloquei ai para você.

Ah! Tá! Entendi. Vi ali duas cuecas que eu tinha certeza de que havia comprado e usado uma vez, e tinha dado como perdidas, desaparecidas, novamente minhas por herança, por abandono. 

Eu quis saber por que estava recebendo as tais, e fui notificado que as três novas que eu comprei, ele tinha pegado para ele, e que para eu não ficar no prejuízo, me devolveu as que haviam sido sequestradas, usadas, e, agora, devolvidas a mim, uma vez que, ele estavam com novas que chegaram na última segunda-feira. E, isto não é tudo. Ele é o primogênito. Em breve serão os dois a usarem o que é novo, e me deixarão como herança os restos deles.

Como ele me disse: Ah! Painho! Você já sabe como é que funciona as coisas! Sua vida sempre foi assim! E poderia ser pior! Você ficar sem nenhuma!

Só rindo da situação!

O nosso mundo masculino e visão feminina!

18 mai

Agora a pouco quando voltei de um atendimento notei que a blusa, do tipo camiseta, que eu vesti de manhã estava ao avesso; totalmente com as costuras para fora, com a etiqueta com a língua de fora, com o adesivo do Pastel do Léo escrito ao contrário. Ou seja, para os supersticiosos eu amanheci ao avesso, ao contrário. Há quem diga, que, por isto, devo ter atraído energias negativas.

Pois bem! Ai, entra o mundo masculino. Eu liguei para três dos homens com os quais passei estas horas da manhã e perguntei se eles notaram que a minha blusa estava ao avesso; eis as repostas deles:

- Eu vi sua blusa e pensei ser destas modas que surgem por ai. Eu até pensei: Olha Adão Braga aderindo uma moda de gente moderna… e até ri desta coisa ai, não da blusa ao avesso.

- Rapaz! Eu não reparei não! Para mim, tanto faz se estava ao avesso, normal, limpa ou suja, se estava curta, longa. Eu não olho isto não!

- Se estava ao avesso? E, você estava usando que roupa? Nem olhei para sua roupa, vou saber se estava ao avesso? – Sai fora macho!

Aqui em casa, somos três machos e uma fêmea. E, pentear cabelo, ajeitar botões, golas, bainhas, cadarços,  sapatos, entre outros detalhes é ela quem faz todo o burburinho. Quando vou sair, vou no guarda-roupas e pego a primeira roupa disponível. Algumas vezes, ouço reclamação de que peguei uma calça, uma bermuda, cueca, meia ou camisa inadequada ao uso, e ou, com algum problema. Ela reclama que peguei aquela roupa, e, para mim, se algo não deveria ser usado, não deveria está disponível à escolha. Se está ali, pode ser usado.

A outra situação é quando vou sair com ela. Tenho que esperar a roupa sobre a cama para usar aquela, e somente aquela, sem, ao menos perguntar: por que esta roupa? É bom não inquerir sobre as escolha dela.

Para evitar qualquer tipo de birra e comentários outros, veste-se, vai e volta sem comentar nada, e se, receber criticas, fui eu quem escolhi, se foi elogiado pela escolha da roupa, combinação de cores, adequação ao evento, época do ano, características especiais de ambiente… bem! tudo isto foi ela quem fez e escolheu.

No nosso mundinho desorganizado e caótico é isto que é bom: nada é organizado, e tudo está no seu lugar, ou melhor, tudo no lugar em que caíram, não no lugar que colocamos. Mas, sabemos onde caiu, e para todos os efeitos, está onde colocamos. Para a mente masculina, as coisas tem sua importância na medida que precisamos delas. Aqui,  a minha mesa reina e impera o caos, com sua ordem desproporcional aos olhos e a qualquer mente que não seja a minha mente. Cada objeto, apesar de aleatório e disperso, deveriam permanecer em seus respectivos lugares.

E aqui vai uma curiosidade: a maioria dos objetos permanecem em seus respectivos lugares até momentos antes, de eu ir usá-los.

Na imagem em anexo, se pode ver, como é parte de minha mesa. Exemplo: ali está uma chave de teste de polarização de energia. Faz pelo menos quarenta dias que não a uso. Mas, quando eu for usá-la, alguém terá tirado do lugar.

Imagem

Todos os objetos tem um motivo de estarem ai, exceto para alguém que chega e tira do lugar, o que acontece sempre, momentos antes, d´eu necessitar.

Finalizando.

Quando cheguei em casa e entrei na cozinha, minha esposa, olhando para mim disse:

- Você foi e veio da rua com esta camisa ao avesso? Ave Maria! Se eu não ficar olhando vocês, vocês só faz vergonha! Nem uma camisa, vocês conseguem vestir direito. Só me faz passar vergonha!

- ãH?

A família e os impactos tecnológicos

17 mai

A família e os impactos tecnológicos é o tema para analise, reflexão e textos proposto por Norma Emiliano do Blog Pensando em Família. Agradecimento à Luma que também está participando. É só clicar aqui!

Aqui é tudo conectado e todos somos dependes da tecnologia. Kaio e Pedro são nativos digitais. Kaio é mais ativo e sabe muito sobre as interconexões de redes, aparelhos, mensagens, compartilhamentos. Parece que todos os aparelhos da casa lhes prestam obediência. Do quarto dele ele controla o som, a televisão e o videogame.

Nossa família vive com a tecnologia e dos serviços que a tecnologia oferece. Eu trabalho com informática e instalo, configuro, manuseio, ensino, compartilho informações sobre tecnologia. Kaio também já ganha dinheiro com configurações, downloads, instalações, e até assessoria técnica.

Nossa família usa a tecnologia como meio de renda e também, a tecnologia nos permite lazer. Música, filmes e séries tem seus destaques. Agora, enquanto escrevo, ouço a música que toca no quarto de Kaio. Não tem volume suficiente que incomodar e tornou-se hábito, segundo ele, depois que ficava ouvindo o bip-bip da sala de cirurgia.

Música é algo indispensável aqui em casa. Todos os dias ouvimos músicas e para tanto, existem diversos meios. O som no quarto de Kaio é ligado ao PC dele. Na TV da sala existe um HD com pelo menos 35.000 músicas de todos os tipos, letras, bandas, solos, novas, antigas, estilos. Com alguns toques no controle e pronto. Quanto há festas, usa se o Notebook de Kátia conectado ao som que fica no quarto de Kaio. Música para todos os gostos. Outro dia, uma amiga nos viu dançando ao som de Nelson Rodrigues e uns forrós. Eu não sei dançar. Sim! Ela nos viu pela webcam. Outro impacto.

Pedro Henrique também se utiliza da tecnologia. Tem um PC. Tem um celular, presente de meu amigo Dezin. Com este celular, carrega PDF, trabalhos da escola, conecta-se a rede sem fio, envia-me email do tipo: “Pai, imprime o trabalho que te enviei” – “Pai! Preciso de cartolina, lápis de cor, e o livro de Machado de Assis”.

Kátia usa da tecnologia o básico. A tv para ver novelas, noticias, programas que ela gosta do tipo: entretenimento, musicais, informativos, receitas, festas, celebridades. Para ouvir músicas ela tem uma caixa de som portátil que pode tocar músicas com autonomia de bateria de até duas horas. Rádio tem pelo menos três e tem hora para ser ligado: das 11:30 até as 14:30 – Hora do almoço. Quando não, toca-se muito o Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Meu sogro adora!

Quanto a mim! Bem, eu ganho algum dinheiro, para fazer algumas tecnologias funcionarem, e muito mais dinheiro, quando os aparelhos tecnológicos não funcionam. Outro meio de renda, é a desinformação tecnológica. Alguns colegas reclamam de pessoas que não lidam bem com a tecnologia. Eu porém digo: “Não falem de meus clientes mais assíduos”. Afinal, são as pessoas que, por faltar tato tecnológicos,  que melhor pagam para aprender a usar, manipular, consertar, entender.

A tecnologia em minha família é uma coisa. E como todas as coisas, nós as usamos para gerar bem estar, produzir satisfação, e sobre tudo, termos tempo para nós mesmos. Por aqui, tem hora de todos estarem na mesa para o almoço, motivos para ir a um restaurante, sairmos. Por meio da tecnologia, por exemplo, a jornada de trabalho de Kátia é menos bruta, menos estressante por meio da máquina de lavar, do processador que tritura, corta, rala; da batedeira de massas, da geladeira, do fogão.

Nesta última quarta-feira, 15/05, dia internacional das famílias, enquanto estava no campus do IFBA estudando, Kátia e Pedro foram à praça de alimentação curtir um cinema 3D itinerante. Eles voltaram encantados com os breves minutos que estiveram no interior do referido cinema. Contaram coisas incríveis que viram. Uma pena que é caro: R$ 5,00 por poucos minutos. Mas, vejo ai, o impacto da tecnologia nas famílias.

O objetivo da tecnologia é permitir que usemos menos nossos meios físicos, sejam eles: músculos e mentais, para que produzamos mais, com menos tempo, e tenhamos tempo, exatamente para dedicar à família e outras atividades familiares. Nas grandes cidades, nem sempre isto funciona. Se passa muito tempo indo de um lugar para outro, viaja-se muitos quilômetros para trabalhar, estudar, deslocar. Mas, ainda assim, a tecnologia tem impacto positivo nas famílias. Tempos atrás, muitas pessoas simplesmente não poderiam ir trabalhar, por exemplo, a 40 quilômetros de distância, pois, não havia tecnologia suficiente para transpor a distância, e encurtar o tempo. Hoje existe.

Os impactos tecnológicos sobre as famílias são mais positivos do que negativos. Mas, como tudo, existem aqueles que extrapolam, usam em demasia, e a tecnologia se torna um mau, tanto quanto, abusar de todas as coisas boas, se torna um mau em si.

Aqui em casa, o impacto foi positivo, e eu dependo cada dia mais dela, e os impactos são enormes.

Finalizando com uma piada:

Ontem, minha esposa e eu estávamos sentados na sala, falando das muitas coisas da vida. Estávamos falando de viver ou morrer. Eu lhe disse:

“Nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo de uma máquina e de líquidos. Se você me vir nesse estado, desligue tudo o que me mantém vivo, sim?”.

Você acredita que a vaca levantou, desligou a televisão e jogou minha cerveja fora?

Não existe segredo no futuro a ser revelado. Esqueçam o futuro!

20 abr

O futuro é desconhecido, incerto, imprevisível. A Bíblia declara que, somente Deus é capaz de revelar o Futuro. Religiões diversas mantém certa relação com o  futuro. Algumas só existem por garanti que tem a revelação e a interpretação dos eventos que acontecerão em breve, ou, num ponto no infinito.

Pois bem. É fato que o futuro é algo que muitos querem saber. Querem obter uma sinopse do que virá. Outros, dizem saber como ver o futuro. O meu futuro, evidente! Pois, o futuro dele é  tão incerto quanto o meu, e ou, o futuro dele depende de eu acreditar que ele é capaz de decifrar o que acontecerá no meu futuro.

Hoje, recebi um e-mail curioso. Ei-lo aqui, a primeira parte:

Assunto: Predição: A incrível descoberta feita por um Psicólogo

Prezado Internauta,

O que pregava-se e acreditava-se ser impossível, um Bacharel em Psicologia, de 62 anos, 32 anos de experiência na área, provou o contrário. Ele desenvolveu um sistema, baseado na comunicação do consciente com o inconsciente, capaz de predizer o futuro e o presente iminente de uma pessoa.

Pelo uso de determinados símbolos, que ele denominou Símbolos do Inconsciente, provou que é possível, sim, predizer o futuro de uma pessoa. Foram mais de 15 anos de pesquisas, de estudos e centenas e centenas de testes para colocar em prática tal sistema. Com isso, esse cientista na área da Psicologia quebrou um paradigma científico que afirmava que não era possível predizer o futuro de uma pessoa.

Eu já desconfiei de tudo pela seguinte informação: “um Bacharel em Psicologia, de 62 anos, 32 anos de experiência na área” – E o que é que tem nesta mensagem que me fez desconfiar? Simples: não é crível alguém ter 62 de idade, ter 32 anos de experiência em qualquer área de atuação e ainda ser BACHAREL que é o grau de formação inicial; que é a formatura do indivíduo que obteve o primeiro grau de formatura em qualquer curso universitário. Depois de 32 anos de experiência, e se desenvolveu o que está mensagem, ele não deveria ser mais bacharel.

Outro detalhe é atribuir, e eu acreditar, que “Pelo uso de determinados símbolos” qualquer pessoa seja capaz de ter, obter informações do futuro. Não existe nenhum poder em determinados símbolos, que seja capaz de alguém obter informações do futuro, como se o futuro fosse algo palpável e disponível.

A mensagem força e tenta me convencer da possibilidade afirmando: “Foram mais de 15 anos de pesquisas, de estudos e centenas e centenas de testes para colocar em prática tal sistema” – O que é que tem de comprovação ai na informação? Nada! Afirma que se passou 15 pesquisando, como se muito tempo validasse como verdade, correta, inequívoca qualquer pesquisa. Afirma também que neste tempo, fizeram muitos testes para se colocar em prática, como se, fazer 15 anos de testes o qualifica; Não! Não é o tempo de testes que garante a veracidade, validade, possibilidade, e garante isto e aquilo.

Por fim, fui convidado a clicar num link para ir a um site, e clicar em outro link, ler várias páginas, clicar num aplicativo e receber uma resposta sobre o meu futuro, que em minha opinião, parece-me um texto produzido com o software EMBROMATION. Ei-lo aqui:

O EMBRIÃO – Nº 45

Um fato magnífico e marcante que lhe proporcionará momentos de img_trigrama_45muita felicidade está para acontecer. Está em processo de formação, é só aguardar, pois ele está para desabrochar.

O acontecimento prenunciado pela sua mente inconsciente deverá lhe causar momentos de êxtase e desencadeará muitos sentimentos positivos. Deverá ser extasiante pelo aspecto impactuoso e de importância, bem como pelo fato de não estar sendo esperado neste momento. Será uma surpresa extremamente agradável.

Este Trigrama não prediz um acontecimento que estava sendo planejado ou que surgirá de um projeto bem elaborado. Pelo contrário, quase nada parece ter sido feito por você para que ele venha emergir, por isso tem o agradável caráter de surpresa.

O acontecimento está em formação. Sua fase embrionária significa que ainda não está pronto.

Onde é que vou acreditar que estes dois círculos (preto e branco) em junção com um triângulo sejam capazes de revelar o que vai acontecer amanhã, depois de amanhã? Lendo a mensagem, o que é mesmo que se está revelado ai? Nada! Tudo muito genérico. O sujeito quer me enrolar. Quer me convencer com estas palavras vazias, e sem conteúdo algum.

É o fascínio que milhões de humanos tem em querer se adiantar com o amanhã. É a solteirona que quer saber quando seu amor chegará, e bem poderia se contentar com o blue da piedade: “Pra quem não sabe amar, fica esperando Alguém que caiba no seu sonho” – Isto já revela o futuro de muitas pessoas; Quem é que não sabe o que vai acontecer na segunda-feira? Ao menos de forma genérica, todos sabemos o que acontecerá.

Exemplos? Sim! Vou prever o que vai acontecer na vida de alguém distante. Alguém que mora no Rio de Janeiro, por exemplo. Ela é mãe. Acordará cedo. Cuidará de algumas atividades domésticas. Filho na escola, material escolar, uniforme, trânsito, bomba, mensurar glicemia, cuidar, proteger. Voltar para casa, ou ir ao comercio. Ficar chateada com o calor, quem sabe com a chuva e a torrente de água que depois deixará uma camada fina de poeira… e por ai vai. Será a segunda-feira.

Posso também prevê o que vai acontecer na minha segunda-feira. E até algo que vai acontecer-me até o dia 24 deste mês. Então duas coisas. Na segunda-feira, 22/04 às 9:30 estarei na Av. Cel Terencio Dourado. E como sei deste detalhe do meu futuro? É a agenda do dentista. No dia 24/04 tenho que ir a uma agência da CEF; Na semana que vem terei aula todos os dias da semana, e  menos que algo um ”… acontecimento prenunciado pela [minha] sua mente inconsciente”  e que “deverá [me] lhe causar momentos de êxtase e desencadeará muitos sentimentos positivos.” Os meus dias futuros podem muito bem ser desvendados e enumerados. Sem muito segredos.

Para finalizar, para o meu futuro, eu até posso garanti o seguinte: “eu vou morrer amanhã, mas, pode ser que não” – Como repito para alguns amigos próximos: “falta 24 horas para eu morrer, mas, pode ser que eu não morra amanhã!”

Não existe segredo no futuro a ser revelado. Esqueçam o futuro. Finalizo com a poesia cantada pelo Toquinho em Aquarela:

Um menino caminha e caminhando chega no muro e ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está. E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar. Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar Sem pedir licença muda nossa vida e depois convida a rir ou chorar; Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá; O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar;

O objetivo da mensagem, que promete desvelar o meu futuro é simples: Vender-me um livro, que, segundo a enrolação da mensagem: “…o livro físico é 95% mais completo, mais científico, responde acertadamente suas perguntas e muito mais real, uma vez que você manipula os símbolos manualmente”

Ah! tá! Quer dizer que mexer com estes triângulos, círculos, quadrados, e outros símbolos manualmente é o segredo! Muito cientifico. Eita! 15 anos de testes, 32 anos de experiência, e 62 anos de vida jogado fora!

Quando as metades de nossos pais se separam ou se unem?

24 mar

Biologicamente somos formados por 23 pares de cromossomos sendo que último par  são os “cromossomos sexuais, de morfologia diferente entre si, que recebem o nome de X e Y. No sexo feminino existem dois cromossomos X e no masculino existem um cromossomo X e um Y” – Virtual EpM 

Eu e J. Apócrifo estruturamos umas ideias em torno de uma ficção sobre isto ai, em que há uma grande conspiração universal terreal para obter tais elementos no sangue do filho do Espirito Santo, onde reside a imortalidade e ou elementos químicos interessantes para a reprodução em laboratório de criaturas com características do Espirito Santo, afinal, se nasceu menino é o elemento X e Y estão presente … por ai. Tá lá o primeiro volume no Amazon.

O texto não é sobre isto. É sobre pais, heranças genéticas e outras heranças.

É muito comum ouvirmos nas famílias frases do tipo: “isto é da mãe”, “igualzinho ao pai”; “os avós dele é que eram assim”; “as mesmas traquinagens de quando o pai era desta idade”. Evidente que estas características não vieram nos genes. Não são transmitidos pelos cromossomos. Comportamento não!

Hoje! Com meus quarenta e poucos anos de idade, sou capaz de fazer algumas distinções comportamentais em mim e até atribuo certas características de ação e atitudes a herança de meu pai, outras no entanto, observo seria atitudes e modos de ação de minha mãe.

As vezes até ameaço meus filhos e esposa com frases do tipo: “não provoque a parte ruim de meu pai que existe em mim.” – Mas, eles desconhece este lado até perverso de meu velho pai. É um lado obscuro; Frio; Melancólico; Que é capaz de permanecer hibernado; remoendo mágoas;  abandonar e esquecer; ignorar e olhar seja quem for implorar por ajuda, e nada fazer. Deixar de lado, e mesmo com dor no coração, jamais procurar novamente.

Feio isto não é? Vergonhoso para muitos. Mas, sei que existe isto em mim. São características emocionais, comportamentais, heranças do convívio  que trago, que trazemos de nossos ancestrais. Alguns podem sentir orgulhosos do lado maravilhoso, e vergonhoso pelo que é capaz de fazer de ruim, de sombrio, de tórrido, de traiçoeiro, de malévolo. Mas, somos assim: humanos transferindo seus círculos, suas maneiras a seus filhos, seus netos.

De meu pai há heranças boas e ruins. Mas, normalmente somos levados, as vezes, a crer que tudo de bom vem da mãe, e o lado ruim do pai, perpetuando o maniqueísmo: pai =  mal; maldades e a mãe = boa; bondade. Que os homens representam o mal e as mulheres criaturas divinas aprisionadas pelos agentes das trevas. – Jamais vou deixar de lembrar da Clarissa nestes momentos  – Quiçá tenha oito. Bem e mau de ambos. 

Eu tenho os quatro lados em mim. O lado bom e o mal de meu pai. O bom e o mal de minha mãe. E ambos são bem definidos. O lado mal materno chega a pervertida situação de demonstrar-se ser vítima de inescrupulosa injustiça, quando, nem sempre é.

Este texto nasce de algo corriqueiro e trivial. Eu e minha esposa estamos em casa. Não há outras pessoas aqui a não ser eu e ela. Estávamos conversando e ao mesmo tempo vendo TV e eu também estou usando o computador para outras atividades. Eu sei que é uma confissão desastrosa e desanimadora para todas as pessoas que pensam que os casais, quando tem tempo para ficar só, aproveitam para fazer sexo intenso.

A TV está ligada e minha esposa mudou o canal, sei lá para onde. O que sei é que estava passando Gilberto Gil com um trio de mulheres cegas cantoras. Elas contavam a história delas intercalado das mesmas cantando. Para muitos, isto é um programa de cultura popular e que deveria eu estar interessado por isto, mas, não! Não estou, por que acho que não é interessante. Não vejo interesse na história, nas senhoras, que são irmãs, cegas e cantoras. Muito menos pelo Gilberto Gil. Pois bem! Ela deixou no canal e foi para a cozinha pegar o quiabo. Eu reclamei da programação da TV o que ela disse que queria acompanhar a história das mulheres. Tudo bem! Ela tem o direito de querer e ver o programa que quiser.

Peguei os fones de ouvido, fiz uma seleção de músicas estrangeiras, e doravante, nem programa de TV tão pouco as conversas que estávamos mantendo mais me interessam.

Agora é ela lá na TV e eu aqui no PC com os textos e o lado ruim de meu pai: ignorar e não dar atenção; bem como o lado ruim de mamãe: quem mandou optar pelo que me desagrada. Ela tem direito de querer ver o programa e, eu, de não querer. Ela quer. Eñtão que veja! Eu não quero, não vejo! Faço outras coisas, oras!

Viu ai? Até a culpa se transfere para o outro lado. Se assim ajo, não é porque sou mal, mas, sim por que ela escolheu errado, e provocou em mim ações torpes. A culpada é ela e não minhas heranças, desejos, vontades, educação, exemplos herdados. Mas, já terminei o texto e vou ali, adular minha esposa que está em dias de “Chapeuzinho vermelho”. – Esse lado de cuidado, é meu mesmo. Quem sabe uma parte de minha mãe. Talvez, uma parte de meu pai!

Haverá o movimento “Eu odeio o dia oito de março” ?

8 mar

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Hoje foi o dia dedicado às mulheres. O tal do 8 de março. As vezes tenho a impressão que fui eu quem começou esta onde homenagens às mulheres. Lembro-me da primeira vez que presentei minha sogra – que me detestava – com um quadro religioso. Ela se espantou, era o ano de 1993, e quis saber porque estava ganhando o presente, e expliquei-lhe:

- Hoje é o dia internacional da mulher.

Desde então, o movimento municipal, regional, estadual, federal e mundial só fez aumentar.  Não me lembro de antes desta época haver tanta atenção ao dia 8 de março, e, naquela época eu fiz isto, por que era pauta da programação da Escola Sabatina da IASD de Irecê, na Bahia. Até parece que fui eu quem comecei todas estas comemorações, he he he he

No entretanto, já entrei em movimento solitário e contrário ao dia. E já tenho minha lista de desagrado quanto ao dia. E, vamos lá.

1 – Fui/Sou cobrado por… Cheguei numa empresa em que a maioria do quadro funcional é feminina e fui cobrado por, ao entrar no recinto, não ter chegado dizendo: “Feliz dia internacional da mulher, meninas"!

Evidente que receberam uma resposta adequada e a altura da cobrança. Mas, fui educado em justificar. Curiosamente, o gerente, o mais detestado por todas, fez assim, já fui menosprezado e equiparado a ele. Isto, no entanto, me enfureceu, e, assim, parti para a defesa mais agressiva e apresentei a incoerência delas com a situação.

- Vocês passam todos os outros dias do ano reclamando do patrão. Dizem que ele é mau educado; dizem que ele é grosso; dizem que ele é a pior parte deste trabalho; dizem que ele não vale nada; que ele é burro; dizem e reclamam de estarem abaixo de uma pessoa como esta … mas, hoje, ele é melhor do que eu, que as elogio sempre, que ajudo vocês, que as auxilio, que as amparo… e por que ele é melhor que eu? Porque as felicitaram hoje… e eu, simplesmente ignoro este dia. O que vocês preferem então? Já sei! Um dia de felicitação!  Não de mim. Se acostumem!

2 – Mistificação do gênero. Fiz e recebi criticas e xingamentos por criticar a mistificação que a Clarissa Pinkola Èstes faz do gênero feminino. E o dia 08 de março tem sido um instrumento de ampliação da mistificação do gênero feminino. Eu acho muito.  Reconheço que há diferença entre nós. No entanto, não chega a ser, elas as deusas, e nós, pobres diabos. Não mesmo!

Ontem na TV alguns programas só falavam da superioridade feminina e a funesta vida de serem, quase sempre, submissa ao gênero masculino. Um dito canto de pagode, agora a pouco, deixou claro que, quando as esposas adoecem, tem que ficar hospitalizada, “são abandonadas” por seus companheiros.

Não é uma verdade absoluta. Há homens insensíveis. Um muito próximo, abandonou a companheira por que o médico, a aconselhou ficar em repouso total, inclusive, quanto ao sexo. Ele justificou: “não vou  ficar com uma mulher que não pode me dá, quanto há tantas que podem”. Existem aos montes, assim, como há, as que abandonam os companheiros quando estão em situação financeira ruim.

Já reclamei aqui no blog das vezes que tive que voltar da porta da enfermaria do Hospital Regional. É regra: “esposos e pais não podem acompanhar esposas, filhos e filhas” – Preferem e exigem acompanhamento feminino nas alas e enfermarias. “HOMENS são monstros e se veem uma doente nua, ocorrem ereções”, e havendo ereções, consequentemente, quereremos estuprar as doentes. – Foi o que me disseram no hospital regional de Irecê e a parte sem aspas, é a dedução lógica.

3 – irrealidade da situação. Evidente que há muitas mudanças quanto a sexualidade, quanto as diferenças de gêneros, o tratamento social, os direitos conquistados, os reconhecimentos… etc. e tal. Mas, a irrealidade do que se transparece no dia oito de março é espantoso.

Há milhões de mulheres em situações vergonhosa e que o dia oito de março sequer acolhe, conhece, estende as mãos. Exemplo disso são as colegas acima citadas, em que, exige-se, cobra-se, xinga-se, maltrata-se, mas, que tudo se justifica no final do mês, com o salário mínimo. Eu digo a estas colegas, que, o trabalho fora de casa, o acumulo das funções de funcionária, mãe, esposa, dona de casa serve para demarcar as diferenças entre irmão, pai e patrão.

Os irmãos os primeiros guardiões de suas celas invisíveis e impositores de regras, leis e exigências. O pai o terrível monstro a ser derrotado, destruído, seja na vida real, quanto na imaginária, na ficção e na cabeça de Clarissa Éstes. Todos são imagens e metáforas do mal a ser vencido pelas semideusas. Já o patrão é o que digo: é para vocês saberem que há algo pior do que irmão e pai. – Mas, apesar dos gracejos, tudo verdade!

4 – Divisão e facção. Lamentavelmente o dia tem se transformado num banker da divisão e da facção. É o dia do levante. E, homens como eu, que vê com desconfiança tal movimento, somos taxados de insensíveis, trogloditas, ultrapassados, toscos, irrelevantes, quando de fato, estamos levantando a bandeira do alerta para a grande divisão e a grande  facção que a comemoração tem estabelecido na sociedade.

O dia 08 de março é um grande símbolo. E, ai daquele, daquela, de qualquer grupo ou individuo que ousar dizer algo contra.

Podem pesquisar na internet e vê a importância que se dão à origem do dia internacional da mulher. E daí? Quais tem sido os direitos conquistado pelas mulheres?

- De trabalhar? Sim! De trabalhar “fora de casa”- Ah! tá. Eu nasci em 1968. Só tive um professor (do sexo masculino) na quinta série em 1980. Da alfabetização até então, só mulheres participaram desta minha fase. O que os homens faziam? Trabalhavam para suster a casa, e os cargos mais importantes das mulheres eram na educação, e na revolução. Evidente! Me lembro de ser estranho ouvir nome de mulheres ligadas às lutas comunistas.

Pois então! Hoje se vangloriam de ter obtido o direito de trabalhar.  E reclamar da carga excessiva, das jornadas, da insensibilidade masculina… ai! ai! No mercado de trabalho meninas, somos todos quase iguais. E vos garanto que já ouvi: meu computador não tá funcionando bem, pois, quem formatou e instalou tudo foi aquela moça lá daquela loja. Bem vindas.

- De estudar? Sem dúvidas esta é uma enorme bandeira. E como se vangloriam de as mulheres estarem mais estudiosas do que os homens; e como se enchem a boca para dizer, que as mulheres são mais aplicadas; do quanto as mulheres dedicam mais tempo aos livros; de como as mulheres são mais cultas; do quanto as mulheres são mais preparadas; de como as mulheres… choram quando o patrão, menos tudo, grita com elas, e elas, … elas, a maioria, se calam e voltam para suas tarefas.

- De beber, ir a festas, de dá vexame. Agora que meu filho tem tido uma vida social normal e agitada, tenho visto o comportamento feminino desta nova geração, e como elas se sentem no poder, por, ter a liberdade de ir às festas, competir com os colegas no gole da bebida, de vomitar, de embebedar, cair bêbada, fazer “coisas feias”, grotescas. E, tudo isto, é visto como conquistas.

Por outro lado, as normas sociais continuam a prevalecer, e os colegas, amigos, amigas continuam naquela linha anterior de censurar, criticar, dizer que é feio.

… tem muito mais por ai.

Eu vejo com desconfiança e descrédito certas conquistas. Vejo uma grande conspiração em ter mão de obra barata, qualificada e com menos problemas de insubordinação, de irresponsável e afrontamento, ameaças, violência, força, resistência.

Certos direitos femininos vieram não do direito mas do mercado de trabalho. Adquiriram por umas e outras que lutaram para exercerem certas atividades, e que o mercado de trabalho preferiu-as. Outras áreas estão sendo invadidas exatamente pela qualidade das mulheres. Outras no entanto, nem tanto.

Por tudo isto, e mais outros que eu tenha esquecido, é que o dia 08 de março está na minha lista do dia a ser ignorado, enquanto, dia de enaltecimento, consagração, dedicação às mulheres. Eu insisto, e continuo a tratar todas as mulheres com carinho, elogios, atenção, dedicação todos os dias do ano, e nos contatos. Mas, para aquelas que preferirem, eu faço como certos gerentes que conheço: trato mau todos os dias do ano, e  trato bem, apenas neste dia oito de março.

O que vos parece? Eu ainda não posso odiar o dia oito de março, mas, a comemoração, as celebrações, as mistificações, as massificações, tem me feito colocar o dia na minha lista de dias a ser ignorado. Não por causa das mulheres, mas, por uma série de fatos e eventos: em especial estas atitudes de vitrinização do gênero, do empedestalamento da figura feminina, do engrandecimento, da vitimização… de uma série de coisas e eventos, que de outra maneira, não existiria.

Pior: é a aceitação e a defesa que o gênero tem feito do dia, como, que sendo contra, sou o pior de todas as criaturas, pior de todos os monstros, pior do que todos os torturadores, de todos os estupradores, pior do que todos aqueles que destroem, aprisionam, maltratam as mulheres, tão somente por serem mulheres, e conheço homens  que assim fazem. Conheço também mulheres que falam assim, das mulheres.

O titulo é este mesmo: Poderia ser este o título: “Eu odeio o dia oito de março” – E não existe ainda o movimento, e outros textos na internet em que se afirma: “Eu odeio o dia oito de março!” ou “Porque eu odeio o dia oito de março”. Não é de espantar, afinal, há tais movimentos em outros dias comemorativos como o natal, carnaval, dia das mães, dia dos pais, dia das crianças… etc.

Vai existir em breve o “eu odeio o dia oito de março?” É esperar para ver!

Sou um destinado, fadado. Não teve jeito!

6 mar

Existem muitas informações fascinantes no mundo. Das ciências, às filosofias, das religiões aos mitos, lendas, saberes, conhecimentos, … tudo tem um vasto mundo a ser desvendado, estudado, as vezes entendido e compreendidos, outras vezes ignorados, esquecidos, abandonados.

Esta semana, pensando sobre o passado, o presente, e o caminho que o futuro vem me revelando, quase acreditei que existe destino, sina, maktub, moiras, eleição, predestinação…

É que, pelas circunstâncias, histórias, eventos que me ocorreram, desde a minha juventude, tudo! Tudo! Mas, tudo mesmo, conclui, não adiantaria eu ter tomado outro caminho, ido para outra região, ter mudado de país, ter descido ao contrário de ter subido… seja o que eu tivesse feito; não importando onde estivesse, com quem estivesse, eu estaria na mesma situação, teria passado pelas mesmas agruras. Ou seja, esta semana, me senti destinado, fadado, com todas as fatalidade, toda sorte, felicidade, infelicidade, sucessos e insucessos…

E, o que desencadeou isto? Uma frase que um professor, amigo e  conselheiro me disse quando eu tinha vinte e poucos anos. Para evitar o que estava previsto para o futuro, naquela noite, passei dois anos chorando para aceitar as decisões tomadas. Chorei. Suportei. Sofri.

E hoje eu pergunto: do que adiantou? Nada! Afinal, vivo hoje, o que foi previsto que eu viveria. Apenas, estou em outra cidade, com outras pessoas… mas, tudo igual ao que deveria ter sido evitado.

Sou um destinado, fadado. Não teve jeito!

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Feliz aniversário Sara!

19 fev

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Referência: Eu, meu filho e o diabetes.

O que te faz sentir-se bem, alegre e feliz?

10 fev

Estar alegre, sorridente, de bem com a vida, satisfeito, realiazidado (que é uma demonstração externa) é sem dúvidas, uma demonstração, quiçá, a melhor forma de demonstrar ou revelar-se feliz. Isto é uma variavel! E assim, significa dizer que cada pessoa, em certas circunstâncias sente e demonstra.

O que é que te faz sentir-se bem, alegre e feliz? Depende de sua idade, circunstâncias, realidade, e momentos. Quando jovem, isto é, entre 12 a 16 anos o que me fazia sentir-se assim, era idealizar entrar em alguma residência de gente rica e influente.  Abaixo uma imagem do Google Maps que destaco uma piscina que meu pai construiu, nos anos oitenta, talvez 1981/1982.

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Nesta época, quando eu tinha uns 15/16 anos a minha satisfação era entrar em casa de gente rica e influente. Esta piscina, por exemplo, foi contruída na residência de um dos fazendeiros mais ricos e influentes da região de Nanuque da década de 80. A dona da casa, exigiu mudanças na planta e meu pai fez tudo como ela solicitou. Elevou a piscina.

Esta piscina, foi na época, a primeira e única piscina suspensa por pilares e colunas. Abaixo dela é possível entrar carros do tamanho de toyotas e F10, Silverados, e pequenos caminhões. Ter um pai que construia casas e mansões, entrar nestes recintos, saber o que os ricos e poderosos tinha e usavam, me fazia sentir feliz, alegre, satisfeito, e realizado naquela década de 80; mas, não só isto! Eu me sentia feliz, alegre, satisfeito, contente com músicas, ouvir e acompanhar os grandes sucessos pela rádio Mundial, saber as matéria da oitava série, ser o primeiro e o melhor   aluno destaque do primeiro ano B no colégio Alpheu Melgaço. Isto me fazia sentir-se bem, imporatnte, alegre, satisfeito, feliz!

Os anos passaram. Estamos no terceiro ano da segunda década deste século e também,  o 13º ano deste milênio (2000/3000). O que é que me faz sentir-se como antes? Não muito diferente, vejamos!

Tenho contato com pessoas importantes, ricas, influentes da cidade de Irecê e da região e sou, um quase desconhecido na terra em que nasci. Isto (entrar e conhecer as residências de pessoas conhecidas, famosas, ricas e importantes), não me é uma medida de sucesso, satisfação, alegria e felicidade. Não mais!

Confesso que a companhia e o ambiente com estas pessoas me faz sentir especial. No entanto, o que me faz sentir-me bem, alegre, satisfeito, feliz é o que sou como pessoa, os valores e as conquistas que tenho! Ser o que sou!! Carregar a bagagem socio-cultural; ter e poder manter os valores socio, espiritual, moral, e ético de minha educação, seja ela familiar, escolar e socio cultural que a comunidade da Vila Esperança em Nanuque, Minas Gerais conseguiram transferir e impregnar em mim.  Isto me faz hoje, sentir-me bem, alegre, satisfeito, contente, feliz.

Há pessoas que associam minha pessoa, o trabalho que faço, e o modo como vivo com os valores que carrego. “Pode entregar! É de confiança”; “Ele fará o que for necessário e possível para resolver o problema”; “Se ele dizer: não tem jeito a não ser comprar peças e substituir isto e aquilo… é que não há outra solução possível”.

A satisfação, a alegria, e a felicidade de uma pessoa pode estar ligada a vários item e fatores. Pode ser de valores morais, éticos, espirituais; até o profissional, também o sucesso, fama e riqueza seja lá o que for …  Imagem 002

O que te faz sentir-se bem, alegre e feliz?

Beth Santana: repetindo 2009 para o aniversário de 2013

7 fev

26.052.007

Este o número acima, é o número de inicio.

Olhando-o assim, parece nada representar. Nada significar. Então, vou mudar a sua representação para dar-lhe um novo aspecto e ter significado para você.

26/05/2007. Assim ele tem outra importância e adquire um significado. Um registro no tempo. No espaço. Na história. Esse foi o dia que li este texto:

Pedaço de você. Podem reparar que eu não comentei. Mas, com o atrevimento que me é peculiar, enviei um e-mail para a autora, que assim me respondeu:

Parte da Resposta de Beth ao E-mail

Parte da Resposta de Beth ao E-mail

Nestes 603, muito aconteceu!

Tenho uma grata satisfação de ouvir a voz desta “carioca da gema”, de fazer-lhe alguns desabafo, ouvir outros da parte dela.

Beth Santana - Porto Seguro - Bahia

Beth Santana – Porto Seguro – Bahia

Ano passado, por ocasião da situação mais crítica na década, ela, mesmo com todas as grandezas da física, conseguiu alterar a trajetória da situação que estava ruim, e descambava para o péssimo. Foi uma intervenção fantástica. Kátia chorou. Kaio se emocionou. Eu fingir força e grandeza. Eu sempre choro na madrugada, quando não há ninguém acordado na casa.

Ela nasceu entre duas estrelas da história da música e do cinema.

06/02 – Bob Marley;

09/02 – Carmem Miranda.

No contexto atual, releia o seu texto. Veja agora como ele é atual, filosofico e magnético.

Quem és?
O espelho não mais reflete teu âmago.

De onde vens, onde estás e para onde vais?
Olhastes para dentro de si e pensastes: – Não sei.
A força se tornou frágil diante dos propósitos perdidos.

Quais propósitos?
Quais propósitos que regem tua vida?
Me dirás: felicidade, trabalho, dinheiro, fé, amor, filhos, casamento.

Só isso te basta.
Só isso? E você? E onde te encaixas nisso tudo?
No dia em que tudo se findar, ou seguirem os seus próprios caminhos?

Para onde tu irás?
Perguntei-te: quais eram os teus propósitos e não os propósitos alheios
Ele está perdido dentro de você. Precisas encontrar tua resposta.

Talvez teu coração acelere, dúvidas imperem e atormentem.
Descubrirás quem és no meio das tuas tormentas, não te preocupes.

Encontrarás tua única resposta.
Ela é única
Ela está dentro de você.
Não posso te ajudar.

(by Beth Santana)

Querida Beth;

FELIZ ANIVERSÁRIO! – Lembre-se do ano passado: Clique aqui

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