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O que te aprisiona no passado sem DIABETES?

14 dez

No inicio desta noite 14 de dezembro li o texto O que te aprisiona no passado sem DIABETES? no blog de minha amiga Sarah Rubia Baptista e me impulsionou a escrever também sobre a minha situação. Em 2010 notei os sintomas: urina, emagrecimento, visão turva, dores nas articulações, fome insaciável, boca seca, e bebendo água constantemente.

Emagreci seis quilos em apenas 45 dias. Passei a comer durante a madrugada. Durante o dia a mijação era em poucos intervalos, cerca de 20 a 35 minutos. Durante a noite a cada duas horas.  A visão foi embora rapidamente. Numa semana enxergava tudo, na semana seguinte, só enxergava com o uso de óculos, e até hoje tenho que usar.

No entanto, no inicio eu pensei que tudo isto, todos os sintomas era apenas e tão somente reação a combinação desastrada de medicamentos com uma certa bebida rosa que minha esposa havia comprado. Foi assim: num certo sábado sentamos e bebemos uma garrafa da tal bebida, e nos dias seguintes eu passei a sentir todos os sintomas, então, era óbvio e lógico pensar que era reação da bebida com o medicamento, mas, não era.

A diabete não mudou muito a minha vida. Eu digo até, que a vida me foi enganosa nestes aspectos. Eu passei dezoito anos de minha vida dedicada a uma religião, que, entre as suas doutrinas, há, uma que ensina sobre regime alimentar. Por isto, pelas orientações doutrinárias, eu já evitava bebidas alcóolicas, refrigerantes, açucares, queijos, frituras. Quando deixei de congregar com os Adventistas do Sétimo dia, e me chegou a diabete, os regimes alimentares que a endocrinologista orientou, não me foi nada estranho.

No inicio disto tudo, a preocupação era com os sucos. Como é que eu beberia sucos, uma vez que, me era estranho o gosto dos adoçantes. Eu preferia sempre beber os sucos sem açúcar e também sem adoçante. A comida continua a mesma. Minha esposa cuida de mim neste aspectos.

Por estes dias recebi a visita de minha mãe e de minha irmã caçula: Andréia. Elas me trouxeram um adoçante que eu não conhecia. Adorei este adoçante e já estou usando-o. Muito bom. Um tal de “doçurinha”. Mas não abuso não!

A diabete me trouxe dois tipos de problemas que até o momento são irreversíveis: A visão turva; A dentição. Tenho tido estes dois problemas agravados com a chegada da diabete. No entanto, o meu cotidiano pouco se modificou. Continuo a andar pela cidade sem cansaço, sem dores. E, apenas um item, dos exigidos nunca conseguir colocar dentro das métricas exigidas: dormir cedo, acordar cedo.

Evidente que temo as complicações desta moléstia. Como diz a endocrinologista, tomar cuidado é o mínimo que cada portador da diabete deve fazer. Mudar alimentação; mudar a rotina; e cuidar para que ela não atinja os “órgãos alvos”.  Nestes anos que tenho convivido com a diabete posso dizer que fui beneficiado pela doutrinação religiosa em me orientar quanto à alimentação, ter evitado bebidas alcóolicas, refrigerantes e alimentos doces, e de açúcares.

Do passado sem diabete, não tenho algo que me aprisiona. Mas, ter me cortado a visão, e ter fragilizado a dentição, isto, no presente, muito me incomoda. Mas, do passado, nada!

Este sete de setembro de 2013 é nosso segundo ano de INDEPENDÊNCIA

7 set

Acordei no horário de costume. Tomei a uma grama do medicamento glimeperida, que é a recomendação médica para o controle e ajuste do diabetes, e voltei para o sofá. É! Eu dormir no sofá esta noite, pois, os dois filhos resolveram invadir a cama, e, eu corri para o último refúgio do macho alfa. Quando minha esposa me chamou já era mais de dez. Mas, hoje é feriado, e faz muitos anos que não ligo a TV neste dia para não ter que acompanhar os desfiles, que hoje, pouca importância há para mim. O dia de hoje se tornou enfadonho, desde que os tais movimentos sociais, os sindicatos e outros assemelhados seqüestraram o dia para fazer movimentos políticos.

Eu e minha esposa sentados no sofá, ela me trouxe uma porção de café. Se tivesse eu feito o café teria  lhe servido uma porção, mas, desde quando ela desgostou do meu café que é ela quem sempre faz. Nada fora do lugar, nem há nenhuma novidade nestes eventos. E começamos a falar do mês de setembro. Falamos das nossas lembranças de quando éramos estudantes, das dificuldades que era participar dos eventos, porque nossas famílias, com poucas posses, impediam-nos, por não terem ou não quererem gastar com uniformes, roupas exigidas, sapatos, penteados, entre tantas outras exigências para se participar dos desfiles cívicos da época em que éramos jovens estudantes.

Nós conversamos sobre isto por mais de hora. Outra lembranças que ela puxou na memória foi a de que, é tradição nas famílias aqui da região, as comemorações, no mês de setembro, do dia de Cosme e Damião. É tão arraigado e tradicional isto, que desde o dia primeiro, e nos dias 7, 17 e 27 do mês, fazem comida típica da tradição, que é o caruru.

(O caruru é um prato afro-brasileiro feito de quiabos, a que se acrescentam camarões secos e peixe, e temperado com cebola, azeite de dendê, pimenta-malagueta, amendoim, castanha-de-caju etc..)

Mas! De todas estas lembranças, a que me faz ainda tremer, foi o sete de setembro de 2011 quando Kátia e Kaio chegaram de mais uma viagem, e que o médico especialista em hematologia, havia sido pessimista e tremendamente deselegante em dizer que não tínhamos condições de pagar pelo  tratamento que havia sido solicitado para nosso filho.

Ainda me doí aquelas lembranças. “Tem certas coisas que acontecem que é você quem tem que resolver” – Alma Gêmeas de Fábio Junior. E, naquele dia, eu não estava, a não ser desabafar, em condições de resolver nada. No entanto, Deus, que sempre está conosco, havia traçado uma linha de soluções, que, hoje! na visão que tenho de tudo que aconteceu, foi o inicio do fim da situação.

Naquele dia e no texto escrito recebi uns poucos comentários, entretanto, foram comentários, e também, algumas pessoas que comentaram AGIRAM de forma orquestrada, organizada, fraternal, amável e seguindo a orientação espiritual. E, depois daquele sete de setembro de 2011, nossa história veio se transformando.

Neste dia de hoje, sete de setembro de 2013, nosso menino, que já está com feições de homem feito, corpo de homem completo, com cabeça de adulto, com planos para o futuro, … ah! como tudo que escreveram naquele texto se cumpriu maravilhosamente bem! Veja aqui os comentários.

Aprendi estudando filosofia, que, as lembranças são mais fracas do que, o que de fato aconteceu. Hoje, ainda choro de lembrar daqueles dias. Mas, vamos dá um desconto, por que eu sou chorão! Todas as lembranças anteriores do dia 7 de setembro, são legais, boas, gostosas, mas, é inevitável não chorar em lembrar daqueles dias, que nos descortinava como funestos, tenebrosos, tristes, desesperançados. No entanto, tivemos outro final.

Neste dia de hoje, nosso menino está na rua desde cedo com dois amigos lá do IFBA. É! Ele está fazendo o mesmo curso técnico que eu faço. A diferença é que ele estuda na modalidade Integrado, e eu, estudo no horário da noite, e na modalidade subseqüente. Meu filho, semana passada, comentou que iria fazer o ENEM este ano, que iria concluir o ensino médio, e que, já estava pronto para ir morar numa capital, ou noutra cidade, em que exista os cursos que ele pretende fazer.

Ele não me perguntou: “O que você acha meu pai?”. Ele afirmou: “Vou fazer isto, aquilo, e mais aquilo” Ah! como fiquei feliz em ouvir meu filho comunicando seus planos e pretensões.

Eu só tenho que agradecer estas pessoas amigas que comentaram, e muito mais, aquela que além de comentar, se envolveram com minha família ao ponto de modificar, transformar o trajeto e caminho que estávamos trilhando. Foram dias tristes, mas, que logo se transformaram em dias alegres.

E o que aconteceu Adão?

Como o médico havia dito que não tínhamos condições financeiras de arcar com as despesas do tratamento, uns amigos, pela internet, ajuntaram e nos enviaram uma boa quantidade de dinheiro.

Uns amigos aqui da cidade fizeram a mesma coisa. A empresa onde trabalhei por muitos anos, os sócios, doaram quantidade de dinheiro igual, e, a partir de fevereiro de 2012, fizemos contato com outro médico, que fez o tratamento e acompanhamento de nosso filho.

Com o medicamento correto, com as orientações corretas, nosso filho nem teve que passar pela cirurgia de extração do baço. E, o mais impressionante! A ajuda que recebemos foi suficiente para concluir o tratamento e acompanhamento. Já comemoramos neste dia sete de setembro a reviravolta daqueles eventos.

Este sete de setembro de 2013, é nosso segundo ano de INDEPENDÊNCIA. É nosso dia de: Independência ou morte! Graças aos amigos, e nomes me chegam a mente, mas, não citarei, veja aqui os comentários, que contribuíram para esta nossa realidade.

Obrigado a todos vocês que nos auxiliaram naqueles dias, que, inevitavelmente nos trazem para este dia de hoje: INDEPENDÊNCIA, não de morte!

Minha vó em quatro momentos em minha vida e por toda a vida!

15 jun

 

Laurentina Borges

Esta é uma da última imagens que recebi de minha vó, que minha mãe, sempre chamou de mamãe. Faleceu na última quarta-feira, 12/06/2013. Laurentina Borges, Dona Filhinha, mãe de Maria Eulália passou por todas as etapas biológicas, só para lembrar: Nasceu, cresceu, reproduziu, envelheceu, e esta foi a última etapa: morreu no dia dos namorados.

Segundo comentam, sempre há os bons comentários, foi um dia marcado para se encontrar com seu “namorado” – companheiro de longos anos, que faleceu faz poucos anos. Como diz por aqui em Irecê, e na região – quiçá no Brasil: “Pense numa mulher arretada e porreta! Era esta ai.”

Tive pouquíssimos contatos com minha avó e com meu avô. No entanto, ainda que poucos encontros – eu consigo contar apenas 04 vezes – foram encontros marcantes. Tenho lembranças boas de minha avó, a dona Laurentina Borges. Um amigo me inquiriu sobre eu ser racional e, chorar pela morte de minha vó. E lhe expliquei, que razão e emoção são coisas diferentes. A razão se alimenta de dados, de informações, que gera conhecimentos, de dados lógicos, aritméticos e as emoções não. As emoções surgem, são provocadas e nosso corpo reage com lágrimas, sorrisos, arrepios, tremores, e até reações físicas mais intensas como suores, calafrios. As emoções nos balançam demais.

A Primeira vez que tenho lembranças de minha vó Laurentina não foi uma ocasião boa. Ela, e o meu avô, levaram minha mãe com eles. É uma história longa e  triste, e com final que só as mães conseguem fazer. Ela e seu Antônio Borges foram lá em Nanuque e levaram minha mãe de mim, e de minhas irmãs. Passamos muitos dias sem nossa mãe.

Segunda vez. Meus avós passaram “lá em casa” (A casa de nosso pais, nunca deixam de ser nossas casas) para se despedir de nós. Meu avô havia vendido o que tinha para aventurar a sorte no norte do Brasil. Foi naquela época em que o governo estava incentivando quem quisesse ir morar naquelas bandas. Meu avô e minha avó foram dos que creram e investiram na ideia. Eles passaram lá em Nanuque – MG, e, me lembro até, que abracei meu avô ainda abaixo da cintura.

Terceira vez. Meus avós, depois de alguns anos retornaram. Não me lembro o motivo ou quais motivos os fizeram voltar à região. Sei que passaram alguns dias lá em casa. Era o ano de 84/85 e eu tinha uma camisa de malha com a imagem de Bob Marley. Tiramos fotos na área em que havia a mesa de almoço e jantar.

Quarta vez. Eu estava na cidade de Frutal – MG no ano de 1991 e soube que meus avós estavam em São Paulo. Meu avô estava lá fazendo tratamento e cirurgia de catarata. Estavam uns 350 ou até 400 quilômetros de distância. Antes de voltar para Nanuque, fui ao encontro de meus avós. Encontrei-os, e são estes os dias que estive com eles que estão na minha memória. Todos estão, mas, estes foram os últimos em que os vi e que com eles convivi. Todos os dias ia à casa de tia Missi para pedir a benção. Era interessante ouvi minha vó dizer: Deus te faça feliz!  Igual à minha mãe Maria Eulália. Até a entonação da voz.

Minha avó faleceu esta semana, e, sei que o convívio foi muito breve, ainda que tenham vivido mais de oitenta anos cada um deles. Mas, a herança que recebo deles é inestimável. Seja pela educação, que herdo por parte de minha mãe, as características biológicas, as hereditariedades genéticas, os traços, os jeitos, os conceitos morais, éticos, o carinho, a dedicação, bem como alguns, evidente pouquíssimos defeitos que carrego, tudo vem deles.

Gratidão Laurentina pelo exemplo que fostes. Gratidão pela vida digna que  transmitistes; Gratidão Laurentina pelo esforço em educar, cuidar, proteger, zelar, inspirar, talhar, apontar, endireitar, e tantos outros verbos que demonstra sua ação e seus ideias.

Na nossa última conversa, ela me falou algumas coisas. Eram coisas sobre a família, as filhas, os filhos, os netos e sobre a religião e me confidenciou assim: “eles querem que eu mude para o templo deles, mas, eu não vou mudar não. Eu nasci nesta igreja e vou morrer nela, mas, eu vou lá com eles, mas, não fala com ninguém não que eu não pretendo ir para o salão deles não” – Ela me colocava no colo e passava a mão nos meus cabelos duros e dizia palavras carinhosas e amáveis.

Podem ver e saber, nem é questão de dedução, que nosso tempo juntos foram mínimos, se contarmos todos os dias, talvez nem dê uma quinzena. Porém, foram suficientes para marcar minha existência com suas palavras, atitudes, modo simples de tocar a vida, de vestir, palavras corretas no tempo certo, um conselho no momento necessário, a reprimenda na medida, o olhar de desaprovação de forma carinhosa, um jeito de andar que parecia estar flutuando, mãos firmes, pernas fortes, sorriso tímido. São tantas lembranças com esta pessoa que viveu muito em minha vida, e que, tão pouco esteve fisicamente presente.

A minha mãe é uma cópia muito fiel de minha vó. E, de uma, sei como é a outra. Com uma passei de zero a vinte quatro anos juntos. E com minha vó, poucos dias que valeram toda a existência: Vai com Deus Laurentina. Fica registrado meus agradecimentos e minha gratidão por ti.

O que te faz sentir-se bem, alegre e feliz?

10 fev

Estar alegre, sorridente, de bem com a vida, satisfeito, realiazidado (que é uma demonstração externa) é sem dúvidas, uma demonstração, quiçá, a melhor forma de demonstrar ou revelar-se feliz. Isto é uma variavel! E assim, significa dizer que cada pessoa, em certas circunstâncias sente e demonstra.

O que é que te faz sentir-se bem, alegre e feliz? Depende de sua idade, circunstâncias, realidade, e momentos. Quando jovem, isto é, entre 12 a 16 anos o que me fazia sentir-se assim, era idealizar entrar em alguma residência de gente rica e influente.  Abaixo uma imagem do Google Maps que destaco uma piscina que meu pai construiu, nos anos oitenta, talvez 1981/1982.

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Nesta época, quando eu tinha uns 15/16 anos a minha satisfação era entrar em casa de gente rica e influente. Esta piscina, por exemplo, foi contruída na residência de um dos fazendeiros mais ricos e influentes da região de Nanuque da década de 80. A dona da casa, exigiu mudanças na planta e meu pai fez tudo como ela solicitou. Elevou a piscina.

Esta piscina, foi na época, a primeira e única piscina suspensa por pilares e colunas. Abaixo dela é possível entrar carros do tamanho de toyotas e F10, Silverados, e pequenos caminhões. Ter um pai que construia casas e mansões, entrar nestes recintos, saber o que os ricos e poderosos tinha e usavam, me fazia sentir feliz, alegre, satisfeito, e realizado naquela década de 80; mas, não só isto! Eu me sentia feliz, alegre, satisfeito, contente com músicas, ouvir e acompanhar os grandes sucessos pela rádio Mundial, saber as matéria da oitava série, ser o primeiro e o melhor   aluno destaque do primeiro ano B no colégio Alpheu Melgaço. Isto me fazia sentir-se bem, imporatnte, alegre, satisfeito, feliz!

Os anos passaram. Estamos no terceiro ano da segunda década deste século e também,  o 13º ano deste milênio (2000/3000). O que é que me faz sentir-se como antes? Não muito diferente, vejamos!

Tenho contato com pessoas importantes, ricas, influentes da cidade de Irecê e da região e sou, um quase desconhecido na terra em que nasci. Isto (entrar e conhecer as residências de pessoas conhecidas, famosas, ricas e importantes), não me é uma medida de sucesso, satisfação, alegria e felicidade. Não mais!

Confesso que a companhia e o ambiente com estas pessoas me faz sentir especial. No entanto, o que me faz sentir-me bem, alegre, satisfeito, feliz é o que sou como pessoa, os valores e as conquistas que tenho! Ser o que sou!! Carregar a bagagem socio-cultural; ter e poder manter os valores socio, espiritual, moral, e ético de minha educação, seja ela familiar, escolar e socio cultural que a comunidade da Vila Esperança em Nanuque, Minas Gerais conseguiram transferir e impregnar em mim.  Isto me faz hoje, sentir-me bem, alegre, satisfeito, contente, feliz.

Há pessoas que associam minha pessoa, o trabalho que faço, e o modo como vivo com os valores que carrego. “Pode entregar! É de confiança”; “Ele fará o que for necessário e possível para resolver o problema”; “Se ele dizer: não tem jeito a não ser comprar peças e substituir isto e aquilo… é que não há outra solução possível”.

A satisfação, a alegria, e a felicidade de uma pessoa pode estar ligada a vários item e fatores. Pode ser de valores morais, éticos, espirituais; até o profissional, também o sucesso, fama e riqueza seja lá o que for …  Imagem 002

O que te faz sentir-se bem, alegre e feliz?

Segundo ano de natal. E tudo recomeçou no natal passado.

24 dez

Durante alguns anos eu e minha esposa fomos criticados, muito mais ela, do que eu, em relação a gostar e fazer festas. Ela é assim! Quando não tem uma data especifica ela fazia uma ”festa”, nada tão grandioso. Alias, ela faz festa do que quer e não precisa muito. Este video aqui abaixo representa o que é festa para ela: poder ouvir músicas e dançar. Diz, desde já: “no meu velório, nada de muito choro. Ligue o som e deixa  tocando na sala. É isto que quero!”

Video de Novembro de 2007

E qual era o motivo da festa? A vida! Uma piscina de criança, música e uma pessoa que gosta de dançar. Comida da festa: 1 litro de feijão verde (R$ 6,00 preço atual), filé de frango (R$ 9,70), arroz, farinha, pimenta e meia dúzia de cerveja e 1 litro de refrigerante. Para ela ser feliz e estar feliz é coisa simples e possível e sobretudo, não é preciso de móveis, imóveis, automóveis. Não é necessário riqueza, poder e grandes eventos: basta estar viva e com saúde! Até hoje é criticada por viver assim.

“Assim, você não vai ter nada na vida!”, “Vocês nunca irão ter nada”, “Vão morrer pobres”, ”Como é que se quer viver sempre assim”. São os conselhos e criticas mais comuns. As criticas e as sugestões são sempre neste sentido: ter coisas, ter bens, ter móveis novos, ter casa bonita, ter apartamento bem mobiliado, ter carros, poder viajar e conhecer o mundo … tudo isto listado é muito mais importante do que viver do jeito que se quer viver, e muitas pessoas que assim vivem e exigem dela esta mudança, reclamam da vida que vivem, e do modo como vivem. oras! oras!.

Depois do ano de 2007, raramente tivemos festas nesta casa. Seja ela de qualquer natureza até o final do ano de 2011. Já este ano de 2012 já aconteceu vários momentos assim. Estivemos olhando fotos hoje a tarde. Olhando o antes. Olhando o durante. E estamos vivendo o periodo do “depois”.

Era muito bom antes. Foi muito ruim o durante (2008/2011/12) e agora estamos terminando o primeiro ano do depois. E este “depois” começou em novembro/dezembro de 2011. Este ano nós o vivemos como antes. Não do mesmo jeito, afinal, a falta de chuva tem provocado grandes estragos, mas, ainda tá suportável, e se chegar em um ponto insuportável, ainda existe a possibilidade de imigração…

Este ano começou com duas boas noticias nos primeiros dias. No dia 05 de janeiro é o aniversario de Kátia e de outras pessoas também. No entanto, no dia 05 tivemos o aniversário de Kátia, o resultado da aprovação de Kaio no IFBA, e a aprovação de Pedro na melhor escola de Irecê e ele ganhou uma bolsa integral.

Nos meses seguintes vieram os resultados dos exames laboratoriais e a avaliação médica positiva quanto a situação de Kaio. O baço não precisava ser extraído; o tratamento que o médico havia dito: “vocês não tem condições de pagar” – nem foi necessário. Colocamos na conta de Deus estas mudanças todas em poucos meses. Certamente que creio e aceito intercessão, por meio da oração dos amigos e amigas.

Segundo ano de natal. E tudo recomeçou no natal passado. Por isto, este ano, o nosso natal será igual aos que eram antes. E continuaremos a lutar, orar, interceder para que continue assim, até a consumação dos séculos.

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Se não estiver conseguindo ler, clique na imagem.

Votos de Adão Braga e família!

Somos felizes como pessoas, como casal, como pais

11 out

No ano passado, nos meses de setembro e outubro, nós estávamos abalados com as noticias sobre a possível contaminação do baço de nosso filho primogênito. Foi uma noticia difícil para nós todos. E para piorar recebemos o comentário funesto do especialista de que não podíamos pagar ele e o tratamento na clinica dele. Nós, eu e Kátia passamos dias e dias chorando e angustiado com aquele reverse. Mas isto passou! Aquele período logo se desmanchou em novidades, em boas novas.

Pessoas maravilhosas entraram em ação e ajudaram; elas contribuíram com a mudança de cenário. Primeiro elas enviaram mensagens de apoio: estamos orando por vocês; estamos juntos nesta fase com vocês; não se preocupem o que necessitarem nós estamos aqui. Depois elas nos confortaram: seja o que vier, estamos juntos e unidos; Estas pessoas nos animaram: sejam fortes. Se faltar forças, pegue um pouco aqui.

Eu já escrevi textos em agradecimentos a e este aqui é para dizer que tudo aconteceu e tem acontecido para honra e glória de Deus. E, não é só porque tivemos a resposta positiva, pensamos que a resposta positiva aconteceu por que tudo isto aconteceu.

É muito complicado, complexo criar e elencar razões de causa e efeito, ação e reação nestes casos. É como digo: um produto da fé. Um resultado da esperança e da perseverança. E que invariavelmente a lógica e a razão, por mais, lógica e racional que seja, não encontrará razão e lógica.

Pois bem! Esta semana temos dois eventos marcantes em nossas vidas. Mais um ano juntos, unidos, lado a lado, caminhado.

  • Dia 13 dia de aniversário de casamento;
  • Dia 14 dia de aniversário de Pedro Henrique meu filho caçula;

Oficialmente faremos 18 anos de casados. A contagem total deve-se levar em conta desde 15 de julho de 1993 quando nos beijamos. Foi neste dia, uma quinta-feira que nos unimos. Primeiro em salivas, depois em amores, sentimentos, ações, reações, emoções… e toda esta história.

Hoje, quando já havia escurecido, ouvi a seguinte frase: o que é que eu vou ganhar de presente no sábado? Desde já, hoje quarta-feira, que já há marcação de terreno. No domingo Pedro Henrique fará 12 anos. E no dia 27/2012 Kaio faz 17 anos.

Estejam convidados a participarem dos eventos deste fim de semana. E, a todos os amigos, e todas as amigas, todas as famílias que nos apoiaram, nestes momentos tão difíceis. Obrigado por tudo que fizeram.  O que fizeram. Como fizeram. Quando fizeram.

Vocês marcaram nossa vida conjugal, familiar e de cada individuo. Neste ano de 2012, que está sendo maravilhoso, e vocês se enlearam a nossas vidas, a nossas histórias, e já não vivemos sem lembrar-se das dificuldades, e lembrar-se de todos vocês que estiveram debaixo do jugo que a nós chegou.

Nestes 18/19 anos de união já vivenciamos os mais diferentes lados de vários sentimentos, várias situações. E no balanço geral: somos felizes como pessoas, como casal, como pais, e temos filhos maravilhosos.

Alguns dias atrás uma pessoa me perguntou qual era o segredo de nosso casamento, e eu respondi: eu me preparei para viver sempre em família. E penso que falta este compromisso social com as gerações atuais. E transmitir a todos eles o valor que é viver em família, o gosto que é superar obstáculos em família. Penso que se desiste muito fácil do convivio. As vezes por problemas clássicos e banais. Puro egocentrismos. Outros perduram apesar disto tudo.

Agradecimentos a todos vocês que estão conosco fazendo, participando, escrevendo esta nossa história, pois, desde dezembro de 2011 que a vida reentrou numa série de evento ditoso, venturoso, feliz, e afortunado. Obrigado!

Adão Braga e Família

Eventos do dia 02 de Agosto.

2 ago

Neste dia de hoje, 02/08/2012 aproveito duas coisas distintas para este texto.

1 – O convite para escrever algo para o blog: Pensando em Família; Recebi o convite por e-mail.

O blog é de Norma Emiliano, e assim ela se apresenta no blog:

Norma-N“Olá. Sou Norma Emiliano,Terapeuta de Família. Faço atendimentos clínicos há 17 anos.Tenho paixão pelo que faço. Minhas experiências profissionais constituem a base das minhas reflexões sobre as mudanças ocorridas na sociedade e suas repercussões nos indivíduos, nas relações interpessoais e, principalmente, no interior das famílias. Neste blog, convido o internauta a ler, refletir e a trocar idéias sobre vários assuntos apresentados em poesia, música, experiências e textos que dizem respeito à família”

Eu conheci o blog e a Norma Emiliano faz uns seis meses com a Blogagem Coletiva da Luma Rosa (Amor aos Pedaços). E o que tenho a dizer sobre o blog que faz aniversário no dia nove deste mês, é o seguinte:

Tudo e todas as coisas, eventos, movimentos, pessoas, ação, reação e cada um dos nossos passos, podem ter sido escrito ou não. Eu penso que tudo isto faz parte do grande painel que é a vida e o viver. Certamente que vários conceitos, preceitos, regras e estatutos que ajudavam as famílias estão sendo derrubados, destruídos e caídos. Por outro lado, é bom saber que existem pessoas que insistem em acreditar, e fazer com que o núcleo familiar seja fortalecido.

Normas Emiliano este seu blog, este seu site, este seu intento, esta sua ideia tem meu apoio, incentivo e atenção. Parabéns!

2 – Aniversário de Julie Rossi

É! Hoje é o dia da “minha psi!”. Faz muito tempo que tive contato com ela. Desapareceu a mulher. Nem no blog: Poeiras ao Vento, nem tão pouco no MSN, nem no e-mail.

jj

Por onde é que anda esta mulher? A aniversariante de hoje? Não sei! Se alguém tiver noticias, ou se, a mesma desejar, comunique-se

Fiz 44 anos. Ainda não estou nem na metade do tanto de anos que desejo viver.

7 jul

Hoje 07/07/2012 é meu aniversário. Fiz 44 anos. Ainda não estou nem na metade do tanto de anos que desejo viver, no entanto, já tenho muitas histórias a contar. Tenho muitas pessoas intrinsicamente ligadas a minha história e também entranhadas em minha intimidade.

Pessoas de longe que diz o seguinte a meu respeito: “Nunca nos vimos, nunca nos olhamos nos olhos, mas posso dizer que somos amigos e que dividimos momentos significativos e marcantes de nossas vidas… E hoje meu desejo é que seja um dia festa la em Irecê… Com todos os paparicos que a Katia e filhos sabem proporcionar…”Sarah Rubia.

Meu aniversário este ano não foi como em anos passados. Foi como sempre tive: quieto, sereno, sossegado, livro. Além de Sarah, somente um amigo esteve comigo. Me chegou aqui logo cedo. Trouxe comidas próprias para este diabético aniversariante. Meu sogro foi quem me chamou para a comemoração na casa dele. E lá estavam minhas cunhadas e sogra.

Tenho diversas lembranças desde que nasci e me entendo por gente. Em 2011 minha mãe admirou eu ter lembranças de um funeral que aconteceu lá em casa. Eu só não sabia quem era. Eu tenho muitas lembranças da infância, da juventude, da mocidade, e de  tudo mais. Então vamos às estatísticas destes 44 anos.

  • De 1976 até 1986 eu aprendi a ler, escrever e me formei em técnico contábil;
  • De 1985 até 2003 eu fui cristão da IASD;
  • De 1988 até 1993 estudei Teologia no IAENE;
  • Em 1994 casei;
  • Em 1995 Kaio nasceu;
  • De janeiro de 1996 a Fevereiro de 1997 moramos em Serra dos Aimorés e em Nanuque;
  • Em abril de 1997 voltamos para Irecê;
  • Entre 1997 e 2001 trabalhei na Cavalvanti Computadores;
  • Em outubro de 2000 Pedro Henrique nasceu;
  • A partir de 1999 até 2006 trabalhei na Holistica;
  • A partir de 2007 passei a dar aulas na Cursotec;
  • Em 2006 Kátia teve problemas de coluna;
  • A partir do final de 2007 passamos a enfrentar o Linfoma em Kaio;
  • Em 2010 a diabete hereditária se apresentou a mim;
  • Em abril de 2011 voltei aos estudos. Estou cursando Informática no IFBA;
  • Em 2012 recebemos a alta médica.

Neste período estive cercado de pessoas amigas. Este ano de 2012 tem sido o melhor ano desde a muitos anos. E este meu aniversário de 2012 foi assim maravilhoso. Fiz minhas avaliações. Não espero que meus dias sejam sem problemas. Não desejo dias descomplicados. Desejo ter forças para enfrentar e suportar tudo que vier pela frente. Desejo ter e contar com todas estas pessoas que até aqui contribuíram com minha existência. Pessoas aqui, ao esticar de um braço, de andar alguns minutos e estar junto a elas, e também pessoas que estão a distância de um clique do mouse, e das lentes da webcam. (Só uma pessoa aparece em minha webcam).

Obrigado a todos que contribuíram e fez com que meus dias de aniversários e os demais dias fossem o que foram e o que tem sido. Sem a amizade de todos certamente meus dias não seriam, e não teriam sido como foram. Vocês todos e todas mudaram e participaram destes dias  todos. Estiveram comigo na alegria e na tristeza, e certamente mais na pobreza (finanças evidente) e na riqueza de vossas mentes, na saúde de vossa fé, na contrição, na esperança, no amor, na expectativa de dias de alta médica. Vocês estiveram comigo. E eu sou feliz por isto!

Obrigado por estarem comigo nestes dias  todos.

     

Fazendo o balanço de 2011

30 dez

2011 não foi um ano fácil. Não foi um ano desastroso. As vezes foi dolorido. As vezes choro, e sei que minha esposa também chora. Mas, estamos concluindo, junto com a Terra e mais sete bilhões de semelhantes, a volta em torno do astro rei: sol. Em muitos momentos 2011, apenas nos pareceu cruel. Em outros momentos, e as vezes no íntimo, 2011 está marcado em antes dele e depois dele. Tenho datas marcadas deste ano. Voltei a estudar. Auxiliamos mais PH. Tivemos momentos tensos do casal.

No pessoal, além de ter datas, eventos e pessoas gravadas no corpo, na alma e no espírito, tomei a decisão de cortar certas palavras do vocabulário que haviam se incorporado ao longo dos anos. Isto foi feito em atendimento a uma reclamação de minha amada esposa: “quando eu conheci você, você não xingava!” Decisão é assim. Decidir e tenho cumprido!

A dor mais intensa foi receber a noticia de que nosso filho terá que continuar os exames e na busca das explicações médicas para o aumento de 20% do baço. Não só isto! A persistência do quadro desde junho, julho, agosto e setembro: quando se confirmou o quadro em definitivo.

Outro dia um amigo afirmou: como é que você Adão, suporta a vida e a situação? Eu apenas disse: assim deste jeito! Tem outro jeito? Ele riu e me abraçou! Estas ações, ajudam. Um abraço. Um aperto de mão. Um beijo. Isto em 2011 foi muito bom! Não nos faltaram.

Por outro lado uma frase nos marcou este ano de 2011. E, tal frase nos revelou uma brecha em nossa estratégia. Não que tentamos ou tenhamos necessidade de ocultar, dissimular, sonegar, esconder qualquer coisa, mas, quando estamos lidando com certas circunstâncias os lados que se unem e se completam na base do ser humano: emocional, racional e físico devem receber igual peso. E num determinado dia de 2011 ouvimos de nosso filho algo que nos perturbou sobremaneira, e tivemos pouco tempo para demonstrar o contrário. Fato foi que em determinado momento, quase nos perdemos no emocional, por causa de um elemento racional:

- Eu não quero que a vida de todo mundo nesta casa pare e seja prejudicada por minha causa! Já estou cansado de ser a carga que vocês tem que carregar!

Foi aquele momento de perguntar: e agora o que digo? O que eu faço? Como dizer que não! Tem necessidade de argumentar o contrário? E se o argumento confirmar o que ele disse? Tensão! Emoção forte. Coração acelerado! Pupila dilatada. Pressão modificada. Pulso acelerado. Cadê o chão? […]

Tivemos vários momentos tensos e semelhantes. E não nos conformamos com nossa situação, e não gostamos da proposta indecorosa de pensar: tem gente em situação pior e nem por isto deixam de ser felizes. E, não nos conforta, porque, assim como existem pessoas em situação pior, existem pessoas em situação melhor. Então, o melhor é não querer comparar quem é que está pior, nem quem está melhor. Só faz piorá as emoções, confunde as razões, e perturba e gera situações somáticas.

Os amigos e amigas

Ao longo do ano muitos exames, viagens e remédios foram feitos, comprados, pagados. Algumas vezes, chegamos num lugar e diziamos: O jeito é esperar. Não temos o que fazer agora! Nestes momentos é que se viu mar se abrir. O água virar vinho. O morto ressuscitar, e o doente levantar… etc. Tudo isto por meio dos amigos. Recebemos um SUPER presente de alguns amigos distantes. Um presente que marcou 2011. E que nos dá tranquilidade para o ano de 2012.

Temos já exames marcados. Tivemos intervenções especificas de amigas. Amigos. Pessoas que se revelaram especiais em momentos cruciais. Pessoas simples. Pessoas anônimas. Pessoas especiais.  Pessoas amigas… as ditas formiguinhas, não é Rosário? Empatia, amor, carinho, atenção, e ombros debaixo da carga …em resumo: Em alguns momentos 2011 nos desperdaçou. Noutros 2011 nos lapidou. Na sacola ainda temos esperança, fé, amor, carinho e 1 milhão de amigos.

Estamos prontos para 2012!

Minha vida: não é questão de ser ou não justa. É o que acontece!

26 nov

Minha vida não é um mar de rosas. Minha vida é a vida dos homens conscientes. Minha vida é hoje o que pude agregar nestes breves anos de existência. Aprendi a não julgar uma mulher por seus relacionamentos. Por seus casamentos acabados (fracassadas) ou mantidos (feliz e bem sucedida). Mantenho minha linha, e venho obtendo, e tenho este comportamento, por que li, por exemplo, o dialogo de Jesus com a mulher samaritana. Aprendi, lendo, o respeito que culturas antigas dedicavam às mulheres. Não sou dos simpáticos com vários caminhos propostos. No entanto, não sou dos que saio por ai advogando isto e aquilo em nome do gênero. Às vezes sou machista. Às vezes sou o macho alfa. No entanto, evito ao máximo ser o homem que meu pai por longos anos exemplificou para mim. É um modelo que não me agradou. Nunca! O homem violento e forte com os fracos: esposa e filhos ainda crianças!

Assim como abomino o modelo de macho de meu pai, é de igual forma por mim, visto como execrável as atitudes de certas feministas. Agora deram, de uns tempos pra cá, enviarem correios eletrônicos para mim, com conselhos e textos, com a clara ideia e vontade de “salvar a alma” desta pobre criatura que não ama as mulheres: Adão Braga.

Quando estou com problemas é que minha mente mais trabalha. E, não só eu. Somos assim. Quando exigidos produzimos e somos mais criativos, imaginativos. Esta semana tenho um quadro agravado de saúde aqui em casa. Faz algumas noites que tenho que velar sobre Pedro Henrique. Não só eu. De uns tempos pra cá, minha esposa também tem revezado comigo. Ah! Não se espante. Eu sempre fiz isto. Faz parte do acordo com ela. Eu cuido das crianças enquanto você dorme. Nem é de agora.

Pois bem! Além de tudo que passo. Além da forma como vivo. Além da maneira como levo adiante a família, a esposa, os filhos, as responsabilidades, ainda tenho que lidar com as acusações. Não digo que não são importantes, pois são. Algumas acusações e ideias que fazem a meu respeito caem por si mesmo, sem que eu tenha que abrir a boca para me defender… Outras, no entanto me perseguiram por longos anos, até caírem no esquecimento.

- O tarado!

No internato do IAENE nos anos de 91/92 sofri por, pelo menos doze meses a acusação de ser um tarado! Foi um período que, para muitos, deveria ser deixado lá no passado. Mas, eu não o esqueço, pois, me faz lembrar constantemente que tipo de homens os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia tolera e aceita para administrar suas instituições, colégios, clinicas e igrejas. Muito tem baixa qualidade moral, ética e parcos conhecimentos de como viver em comunidade. Muito são tiranos, autoritários e perseguidores.

São pessoas também que agem como agentes de difamação. São caluniadores, difamadores e injuriadores. Dez anos depois de sair do internato ainda sofria com eles, como uma sombra me perseguindo. Foi quando resolvi contra-atacar. E, me livrei deles. Mas, jamais conseguirei fazer com que pessoas que lá viveram que lá estiveram, tenham ideia e conhecimento a meu respeito a não ser: Adão Braga o tarado do IAENE em 1992/93.

O espancador de esposa

No inicio da década de noventa uma pessoa da família de minha esposa me fez uma ameaça. Disse que me mataria. Não sou um homem diferente dos demais homens em certas circunstâncias. O que me diferencia, talvez, é que não tenho pressa para nada nesta vida. Nem para morrer. Fui à delegacia e registrei a ameaça. Começava ai, minha reação. Fui depois ferido em uma briga braçal com o referido sujeito. Fiz outra queixa crime e um corpo de delito. Procurei um advogado. Orientei-me sobre a legislação e perguntei se em caso de uma fatalidade, como é que eu poderia usar a defesa putativa a meu favor. – Ai está uma de minhas diferenças. Se necessário, uso o que está à disposição do gênero. Apenas com sofisticação.

Desta época, o que ficou marcado foi à defesa do sujeito, amparado por sogra, e três cunhadas: ele bate em minha irmã! Por volta da metade da primeira década, uma senhora, casada com o primo de minha esposa disse que não conversava comigo e não queria nunca saber de mim, por que: eu tenho cara de homem que bate em mulher.

Ela só confunde feiura com pessoas violentas ou quem sabe, para ela, todas as pessoas feias também são as feras e todas as bonitas são as belas. Só se for! Penso que é só um distúrbio! Dela e nela! Não de nós feinhos. Não necessariamente os feios são espancadores de mulher. Não é Dado? Nem os anônimos. Não é Netinho? Não é Mel Gibson? Não é Cadú? […]

Eu posso dizer: Nunca bati em minha esposa. Mas, já fui acusado e já me condenaram por isto! A vida é assim, acontece isto e aquilo. Não é questão de ser ou não justa. É o que acontece. Justo e injusto é como classificamos. Afinal, justiça é tudo aquilo que está a nosso favor.

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