Opinitivo e Pessoal

O que me faz querer ouvir sempre as músicas do meu passado, do que, as músicas da presente geração


O conflito de gerações entre nós, os pais, os filhos, avós e outros familiares é, sem dúvidas, inevitável. Lembro-me de uma sobrinha, que, confrontava meu pai ao chama-lo repetidamente e insistentemente de “Viado! viado! Viado!”. Enquanto assim gritava, mais apanhava. Depois, de perceber, que ela não deixaria de chama-lo de viado, meu pai parou de bater!

Depois do ocorrido, ao conversar sobre o assunto, se percebeu a realidade do confronto. Ele bateu nela para lhe impor uma correção outra; ela o chamava de viado sem saber “da ofensa” moral. Meu pai, por ser adulto e detectar a incorrigível situação, concluiu que ela preferiria morrer apanhando dele, a mudar de opinião e de ofender.

Era um, dos muitos e comuns conflitos de gerações que existem e acontecem entre nós. Aqui em casa, “o conflito de gerações” acontece de várias formas, maneiras, meios e canais. Desde os meios tecnológicos até as concepções morais, éticas, espirituais e relacionais.

Agora a pouco, tivemos um, dos agravantes entre nós. A geração atual, por faltar diversidades musicais, repetem ad aeternum as músicas de certas duplas sertanejas. São músicas, que, dentro de um ecossistema, como existiu nas décadas passadas, se poderiam até, alavancar um grande número de fãs. Mas, pela repetição, desperta também a antipatia do “não fã”.

Em certo tempo passado havia espaço para os mais variados tipos de músicas, bandas, cantores, compositores. Hoje, há uma tendência de massacrar outros estilos, com um objetivo claro de supremacia de poder de um estilo. Ao contrário de umas décadas passadas, em que, se desejava agradar as mais variadas correntes e condições sociais; na situação atual, o que me parece, há um desejo de supremacia e esmagamento de estilo divergentes e diferentes.

Quando meu filho liga o som para ouvir os mesmos, os de sempre. Seja eles compostos de Marílias, Wesleys, Pablos, Maiaras e Maraísas, coleguinhas, Henriques e Julianos, falecidos famosos sertanejos, eu fecho a porta, coloco os fones de ouvidos e me refúgio nas músicas do passado. Estes cantores e bandas, são, sem dúvidas as bregas de antes, a periferia musical das décadas de 70.80 e 90, e, no entanto, com marketing de música popular e de sucesso se tornaram populares. Não são ruins enquanto estilo, arranjos, qualidade, tanto quanto, ser a expressão social dos sentimentos, das emoções e do espelho da atual situação emocional dos jovens e famílias.

Sem dúvidas há exceções.

Ouço muitas bandas contemporâneas. Ouço músicas por exemplo, que foram indicadas por um de meus cantores do passado: Phill Collins. Ele, em uma entrevista, disse ouvir umas bandas, que os filhos dele gostam. Pesquisei. Ouvi. Gostei e ouço bandas novas.

Mas, o que me incomoda de fato, é a repetição das músicas atuais, do estilo sertanejo, brega, Wesley-forro-sertanejo-coleguinhas existente. São músicas que as vezes enaltecem a família dizendo: “o cachaceiro virou pai de família”, tanto quanto, diz o contrário: “não vi ninguém, ninguém me viu” … não me incomoda isto. Mas, cantarem no mesmo ritmo, com as mesmas notas musicais, com o mesmo estilo, jeito e modelo… isto me incomoda e me faz querer ouvir sempre as músicas do meu passado, do que, as músicas da presente geração, com raras exceções.

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