Opinitivo e Pessoal

Como convencer uma criança, que quer, o que os pais não podem dar?


A imagem abaixo foi printada do Google Maps. É, talvez, o início ou o fim da Avenida Santos Dummont, em Nanuque, Minas Gerais. Escrevo talvez, porque, se observar do lado contrário, é o final.


Figura 1: Google Maps – Nanuque – Av. Santos Dumont

Pois bem!

Nestas portas onde se vê as placas de lojas – como exige os capchas – TecnÓtica e ou Drogaria Popular era uma loja de tecidos, brinquedos, tecidos e outras coisas. O nome da loja era: A PREFERIDA!

Eu era criança quando minha mãe, Maria Eulália, me levou às compras!

A primeira coisa que me lembro, foi ter esbarrado em um manequim, e, eu pedi desculpas e até chamei de senhora. Afinal, todas as pessoas grandes, deveria eu, tratar como senhora, e, se fizesse algo estúpido, estranho, não esperado… era a regra social se desculpar, dar explicações e demonstrar que havia feito algo inesperado.

Hoje isto é visto como algo estranho. Minha avó, a saudosa Laurentina Borges, me disse certa vez: “você é diferente das crianças de hoje. Você é educado e chama os mais velhos de senhora, pede desculpas, e, se importa com os mais velhos”.

Continuando!

Eu fiz um escândalo na loja! Chorei! Caí no chão e esperneei!

Minha mãe com calma e educação – certamente envergonhada – tentou me acalmar e explicar que ela havia recebido de meu pai dinheiro suficiente, e, combinados de que poderiam comprar certas coisas, e, certa quantidade de produtos.

Depois de algumas insistências, paciência, consolo, explicações, a pessoa que atendia se intrometeu já impaciente com a paciência e educação de minha mãe, e ela sugeriu de forma indagativa a mim:

– Vai ter que apanhar menino?

Na questão, já estava sugerido uma burrice minha e a complexa realidade.

Naquela idade, eu já deveria saber mensurar e comparar o que é que me aconteceria se insistisse em querer o que meus pais não poderiam ou não haviam planejados a me dar.

A solução:

Dona Maria Eulália me levou para o fundo da loja, e, que eu me lembro, voltei sem chorar e convencido de que não havia condições de eu ter tudo aquilo que eu via espalhado pela loja, e que eu insistia em querer.


 

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