Opinitivo e Pessoal

Só me falta a coragem necessária, a vontade eu tenho!


Nesta semana vi uma reportagem no Bom Dia Brasil sobre uma ONG que faz shopping para moradores de rua. O mundo é sempre surpreendente para estas novas e corriqueiras situações humanas.

É interessante a ideia!

Mas, agora, neste momento, me lembrei da reportagem por outro motivo do que a ideia principal: auxiliar as pessoas. O que me faz escrever o texto foi um senhor que disse à reportagem que ele era morador de rua. E, que ele havia decidido ir morar na rua por questões familiares. De fato, às vezes, questões familiares fazem com que, se prefira se isolar, viver longe de todos e de tudo que se tenha construído, conseguido.

Eu digo, que, há dias, em que se eu tivesse a coragem necessária, faria o mesmo. Hoje é um destes dias.

Se eu não, pensasse: “não se toma uma decisão lógica e racional no calor das emoções”; e, “pense antes de tomar decisões importantes”,… etc e tal hoje, eu ajuntaria todos os meus panos de bunda, a bota, a insulina, duas agulhas e sairia daqui. Procuraria algum lugar distante. Longe de cidade, internet, cliente, contas, mulher, filho, contas a pagar, contas a receber, compromissos agendados. Juro! Eu abandonaria tudo e partiria para qualquer lugar onde não soubessem ou tivessem notícias de onde eu estivesse, e, que eu tivesse a decisão firme, e o orgulho forte o suficiente para não querer voltar, e mais, fizesse o necessário para não voltar à vida cotidiana abandonada.

Só me falta a coragem necessária, a vontade eu tenho!


Ainda bem que há outras opções à disposição, como, pensar duas vezes, pensar nas consequências, perguntar por que? Para que? Etc, e tal. Posso viver sem os confortos, utilidades, condições, que, com muita luta, trabalho, suor, lágrimas tenho e reconheço, e até, entendo quem decide jogar tudo isto para o canto, e, prefere viver de forma isolada, abandonada e distante de tudo.

    

Um comentário em “Só me falta a coragem necessária, a vontade eu tenho!

  1. São muitos os casos desta ação e muitas vezes pensam e repensam e partem para o nada.
    Coisas da mente e de vidas que perdem o sentido e buscam encontra-lo neste alheamento, nesta fuga para o isolamento.
    Em tempo vi a reportagem que achei interessante ainda que pareça assistencialista.
    Abraços amigo e vamos pensar duas vezes.

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