Opinitivo e Pessoal

A tragédia humana é a regra, não a exceção!


Algumas notícias nos incomodam. Algumas nos deixam perplexo com a natureza da informação, seja a informação positiva ou negativa. Quando positiva, nós ficamos admirados com algumas pessoas, com ações, atitudes, ideias. Às vezes, eu digo para mim mesmo: porque eu não tenho ideias assim?

Coisas, como por exemplo: por que não foi eu a ter a ideia de criar as redes sociais? Por que não foi eu quem teve a ideia de criar tal aplicativo? Por que não pensei nisto? Outra situação é: eu até que pensei nisto, mas, não pensei que seria isto tudo!

Mas, no entanto, penso, não é muito pior, você conseguir realizar coisas que outras pessoas não conseguiram, e depois de algum tempo, você é mostrado como alguém fracassado, incompetente, problemático, incapaz de gerenciar a oportunidade que a vida lhe concedeu. Tem sido muito comum reportagem de pessoas que fizeram sucesso, fama e riqueza, e que, hoje, se encontram em estado de miséria e comiseração.

 

A imagem acima está espalhada pela web. A notícia é veiculada com as informações necessárias, como que, ao tempo que alerta, também acusa: olha este exemplo! Uma pessoa que a vida deu grandes oportunidades, hoje vive como necessitada, fracassada, não mereceu a oportunidade, não aproveitou o que a vida lhe deu.

Sei que é trágico, mas, o que na história humana não o é?

Fracassar, não conquistar, não conseguir, não realizar, é mais comum, normal, real do que se possa admitir. São poucos os que conseguem fama, sucesso, riqueza, poder, e manter-se nestas condições. A história desta mulher, por mais trágico que seja, é comum, normal e o que mais acontece na linha do tempo de todos nós. Evidentemente que alguns, como ela, e muitos outros, que ao ganhar prêmios, demonstrar talento, e, após tantas glórias, vir a ser destaque pela tragédia, é muito mais pior.

Eu sempre digo que, ser pobre, ficar rico, famoso e influente, e, voltar a ser pobre, anônimo, é menos ruim do que ser rico, famoso, influente, e tornar-se pobre, anônimo e insignificante. Por que no segundo caso, se torna algo, que não se era antes. No caso, desta atleta, média e medalhista, a vida de aparente fracasso dela, após, o sucesso, fama, e, conquista, pode transparecer como inaptidão, incapacidade e incompetência dela, mas, será que é?

Muitos ex-famosos, influentes, atletas, vivem uma vida digna, moral, ética, feliz, anônima, e que conta, como viveu o ápice, o apogeu, e o ocaso de suas vidas, como uma saga, como uma grande aventura. E, isto é muito mais legal, crível, amável do que ficar lamentando uma suposta vida melhor.

A vida é sempre isto. Nem todos conseguimos e vivemos no sucesso, na fama, e no estrelato. A maioria, de nós somos assim. Para mim, a tragédia humana, é a regra, não a exceção.

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