Opinitivo e Pessoal

Os sem muito ter o que fazer, são os que vivem mais!


Inusitadamente ali estavam duas pessoas que fazia alguns meses que não se encontravam. E, se encontraram debaixo do sombreiro do Bar do Marrão. Ali por perto, numa velha estrada agrícola, que os populares transformaram em pista de caminhadas matinais e vespertinas, sabe-se lá por quais desígnios eles se encontraram.

– Ué! Você aqui sentado observando os caminhantes?

– Estou aqui imaginando começar isto!

– Isto o que? Tomar uma cachaça depois de prometer parar?

– Não! Começar esta tal rotina de fazer caminhadas!

– Ué? E tá imaginado e pensativo por que?

– Justo eu, que sempre classifiquei as pessoas que fazem caminhadas em:

1) os magros, que não precisam, mas, pensam que é necessário manterem se nesta condição.

2) – Os gordos, que, por ENE motivos são obrigados a aderir a isto, como se, fosse a solução definitiva para anos e anos dedicados à gula, aos desregramentos, e a solução às mulheres que engordaram na gravidez;

3) – os velhos, que os geriatras encucam que podem viver mais e melhor se andarem uns quilômetros semanais;

4) – e os doentes, que por orientação médicas, são obrigados a queimarem calorias, gorduras, e melhorar algo específico em seu corpo, seja a taxa de gordura, o tal do “colesterol ruim”, e o tal do “trigli-embola-língua” (fazendo referência a uma palavra que não consegue pronunciar)

– É vero! Me lembro várias vezes você dizendo isto. Então, é sobre isto que você está imaginativo? Se auto classificando?

– Nãããooo! – Com voz bem arrastada – Estou nos itens 2, 3 e 4. Estou gordo, velho, e doente. Fui diagnosticado com tantas doenças quantos elementos químicos na tabela periódica. Estou imaginando é se, com tanta resistência em mim, se vou conseguir estabelecer um novo hábito, ou se vou preferir morrer do jeito que estou, sem me afligir com esta nova exigência desta vida. Se, faço isto para viver, ou se, não faço para viver o quanto der, e logo morrer. Ou vivo como mandam os médicos ou se morrerei na minha obtusidade. Ô dúvida cruel!

– E qual é seu problema homem em obedecer umas regrinhas médicas?

– É que, pelo que sei, os preguiçosos vivem mais do que os laboriosos. Basta comparar. Quantos jogadores de futebol, EXCETO O PELÉ – gritou – quantos esportistas, quantos homens de velocidade, de esportes intensos, viveram mais de noventa?

– Nunca parei para fazer estas contas não!

– Então! Aqueles que são mais preguiçosos e que são lerdos, lentos, e que passam a vida sem muito frisson, sem muita adrenalina, sem muito estresse, sem muito ter o que fazer, são os que vivem mais: escritores, filósofos, POLÍTICOS…É! Seja como for! Se tenho que começar, vou começar! Marrão! Traz uma dose cachaça que vou dar uma caminhada agora!

3 comentários em “Os sem muito ter o que fazer, são os que vivem mais!

  1. Hahahaha Cachaceiro quando para de beber fica doente! A desculpa é que afina o sangue e mata os vermes…😀
    Tenho uma teoria, Adão. Percebe quem faz muito exercício desde sempre? Essas pessoas precisam cada vez mais aumentar a carga de exercício senão engordam. Ex-atleta na maioria das vezes é o atual gordo.
    Acho que levar uma vida saudável, comendo e bebendo dentro de um contexto que não pese a consciência – pois essa também prejudica a saúde – evitar de usar o carro para tudo ou mesmo em casa evitar as comodidades da vida moderna, já é um bom adianto na queima de calorias. A caminhada tem de ser uma aliada para arejar a mente e não uma coisa imposta.
    Tudo o que fazemos contrariados engorda! Se não o corpo, a mente…
    Beijus,

Comentar este texto!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s