Opinitivo e Pessoal

Como é que você reage a más notícias?


Durante dezoito anos de minha vida, dediquei-me com força e zelo a uma religião, até que, tendo desgostado sair. Não tem me feito falta. A espiritualidade, a fé, as virtudes, os conceitos, os ensinamentos, os valores aprendidos e praticados neste período de minha vida ainda me são úteis. Eu me pergunto hoje, eu seria o que sou hoje, se não tivesse este período existido? Que tipo de homem eu seria? Não sei! E nunca saberei. É o tipo que conjectura que é resumida nas frases do tipo:

  • “O que seria, se tivesse acontecido”;
  • “O que teria sido, se não tivesse acontecido”
  • “O que seria, se não fosse…”

Coisas assim deste tipo. Durante este período, fui visto com desconfiança por questionar certos posicionamento exigido. Por exemplo, tomo esta frase: “O justo não temerá más notícias; seu coração está confiante no senhor”

Uns amigos entendiam que “o justo” não temeria as más notícias, porque o Senhor os livraria das coisas ruins. O que eu discordava com exemplos do dia-a-dia em que muitos amigos recebiam notícias ruins. Mas, ai, os tais, iam para o outro lado: “É que! Talvez, eles não sejam justos”. O que me fazia partir para o ataque de que não se poderia fazer tais julgamentos. É assim que muitos religiosos interpretam e pensam sobre más notícias. Para outros, a dificuldade era entender que a frase “não temerá más noticias” não tem o significado ou equivalência de “não receberá má notícia”. Mas, alguns insistiam na tese da existência desta classe de protegidos do Senhor.

Longe de mim questionar os valores das pessoas por ter recebido más notícias. Além do que, para muitos, más notícias é algo relativo. Já vi pais que acharam uma má notícia, a filha ser lésbica. Outros, má notícia é o filho usar drogas. Um filho ter matado alguém. E, para outros má noticia é nota baixa em prova escolar; é má noticia o time ter perdido de goleada; é má notícia ter que pagar por um prejuízo… por ai.

Eu não estou preparado para más notícias. Penso que a maioria de nós não estamos. E que tipo de má notícia faço referência? Nada em específico, mas, é isto que te aflige. Pode ser notícia sobre um filho, um parente, notícia da empresa, notícia da justiça, notícia política, notícia religiosa… uma má notícia, no sentido de que de fato é algo mal, ruim.

Doenças é sem sombra de dúvidas, uma questão que nos amedronta, e na maioria das vezes, é vista como sendo má notícias. E, foi isto que me impulsionou a escrever o texto. Uma cunhada teve a má notícia de que está com problemas graves de saúde. Ela está doente! Nem parece. Mas, está! Minha esposa chegou aqui e chorou. E, logo brigou comigo por que, eu não chorei, e, na opinião dela, muito pior, disse-lhe que agora não era hora de chorar. É hora de agir e tomar decisões, traçar metas, conhecer a moléstia e fazer o que é necessário para que a situação seja debelada.

Algumas pessoas agem emotivamente. Não há problemas em externar emoções, mas, depende da situação, local, e condições. Ficar chorando quando é necessário agir não vai solucionar os problemas. E, qual foi o ponto de atrito Num momento de crise e de má notícias é necessário que alguém receba o impacto, e o amorteça. O risco é depois, ser rotulado de frio, distante, insensível. Raiva é melhor do que desespero, assim como, razão nestes casos, é melhor do que emoção.

Quando recebi a confirmação de que estava mesmo diabético, não me emocionei, nem chorei. No momento, eu pensei: me lasquei! Agora é vida regrada e com diversos limites. E de fato é assim. Hoje, grande parte das doenças que eram calamitosas no passado, hoje, com os avanços da medicina temos qualidade de vida, e vida saudável sustentável. Então, em muitos casos, reagir a estas más notícias de saúde é só as dificuldades que se terá para se acessar os recursos: exames, consultas médicas que estão caríssimas, remédios também muito caros, principalmente se são de uso contínuo, e por ai vai.

No momento das más notícias, eu costumo parar e perguntar: O que é? O que aconteceu? Como posso contornar? Tem solução? Sim! Qual é? Não tem solução? Nada poderá ser feito!

E você como tem reagido a más notícias? O que é má notícia para você?

2 comentários em “Como é que você reage a más notícias?

  1. Pois é Adão, os ensinamentos religiosos em muito nos alicerçam para enfrentar as intempéries. Reagir a uma má noticia é sempre uma incógnita de pessoa para pessoa. Ao longo da vida vamos nos endurecendo e assim menos vulneráveis para algumas destas más, ao que chamam de experiências e calos da vida. Eu particularmente tenho tido uma certa calma diante estas más. Definir as más noticias nos ajudam a supera-las, para que não haja a famosa tempestade num copo de agua.
    Um abração amigo.
    Bom domingo de paz.

  2. Querendo ou não, as más notícias chegam e nos surpreendem; Pra mim a pior delas é a referente à doenças. Essas me pegam inteirinho e quase caio dura. Depois, do susto, tento levantar e reagir e passo a enfrentar e se em mim, faço de conta dela não existir;. Se na família, agito, tem o, até que a pessoa faça toooodo o tratamento! Assim encaro e não deixo a pessoa cair. passo força que por vezes nem tenho… Mas dá certo! abraços, chica

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