Opinitivo e Pessoal

Minha sogra tem me causado mais problemas morta do que quando estava viva!


Desde jovem ouvi muitos conselhos sobre casamento, relacionamento, vida conjugal, companheirismo, entre outros temas. Ouvi também muitos palestrantes dando suas opiniões sobre o que, e como se deveria viver, proceder, o que fazer, como fazer, quando fazer, e o contrário disso tudo para que se tivesse uma vida conjugal duradoura e feliz. Não era, e nunca houve uma receita eficiente, eficaz o bastante para fazer com que todos sejamos ou que todos tenhamos, ou que todos atinjamos este ideal.

No entanto alguns conselhos e orientações eram unânimes quando o assunto era sogra. E, a maioria deles sempre apontaram como as sogras poderiam ser um ser do bem, quanto poderia ser uma influência para o mal. Eu, sempre vivi e convivi bem com minha sogra. Ela lá! Sem que eu a visitasse. E eu aqui: sem exigir que ela viesse me visitar. Vivemos muito bem assim. Mantendo as distâncias e os terrenos de cada qual.

Minha sogra morreu em 9 de outubro de 2013. E, desde então, minha sogra piorou e muito a ideia que eu sempre tive dela. Agora depois de morta, minha sogra me causa tantos problemas, como se viva estivesse. O pior da situação, é que agora, ela não existe fisicamente para que eu possa tomar as providências necessária e cabíveis.

A questão é que todos os meses, desde que ela morreu, minha esposa, perde o equilíbrio emocional e até a racionalidade, a inteligência decai nestes dias. É que, além de ser a data em que a mãe morreu, há também os dias de TPM, menstruação e pós menstruação.

Tá complicado! E a cada dia piora. Não sei se ela não vai, ou já não esteja precisando de auxilio profissional na área. Mas, este é outra questão. Se ela não reconhecer a sua necessidade de ajuda, infelizmente, somente por imposição ditatorial e ordens expressas de busca de auxílio para haver uma interrupção desta atual situação.

Ela tem visto pequenas e constantes manifestações de perseguição, abandono, perturbação, irritação, pirraça para com ela. Reclama de Deus, do pai, dos irmãos, dos filhos, do esposo, dos vizinhos, cunhados, cunhadas. E, o quadro é muito mais agravado por outras ideias que destoam da realidade. Ela não tem conseguido ver as realizações e as conquistas que temos tido nos últimos anos. Por pouca coisa tem partido para a agressão verbal, o choro descontrolado.

E tudo isto, bem! Infelizmente é o que tenho visto: provocado por minha sogra. Minha sogra depois de morta tem me causado mais problemas do que quando viva. A implicância que ela dizia haver por parte da mãe para com ela, a perseguição sem causa, sem motivo ou argumento lógico, é o mesmo que ela tem usado para fazer com o filho caçula. E, quando intervenho nesta situação, sou acusado de favorecimento, de estar contra ela, de ter tomado a decisão que a prejudica.

Não há mau que dure para sempre! É o que tenho esperado! E como o tempo cura todas as feridas. Desejo que não exija muito tempo, e que, as cicatrizes não volte a sangrar.

Quanto aos conselheiros matrimoniais, bem, muitos deles avisavam aos jovens a prestar atenção nas mães das pretendentes, e, olhando as mães, teriam um retrato fiel do que seria a filha no futuro. Em muitos casos, se aconselhava assim, tão somente para se olhar o corpo das mães: se eram gordas, no futuro teria uma esposa gorda; se eram de cabelos ralos; inevitavelmente as filhas teriam cabelos ralos; se tinham papadas, olheiras, manchas nas maçãs da face, estrias, celulites, trombose, diabetes, problemas cardíacos… tudo era motivo para se olhar. Não me lembro de nenhum deles dizendo que deveríamos observar os traços psicológicos das sogras para determinarmos o perfil psicológico das esposas.

Fato é, que, se eu soubesse o quanto minha sogra enxergava tramas, tamoias, fofocas. Se eu soubesse o quanto minha sogra delirava com conspirações familiares, chantagens emocionais, táticas funestas de caluniar, injuriar, difamar. Se eu soubesse, conhecesse e tivesse ciência do quanto ela se dizia vítima de conspirações diversas de esposo, filhos, filhas, netos e sobrinhos: ainda assim, naquela época eu ainda perguntaria: qual é o impacto desta personalidade sobre outra personalidade? E, quantos homens apaixonados foi tão lógico, tão racional ao ponto de abandonar uma paixão, um amor, por tais possibilidades?

Será que, mesmo sabendo, inferindo tudo isto como verdade: teria eu desistido? Você desistiria?

10 comentários em “Minha sogra tem me causado mais problemas morta do que quando estava viva!

  1. Oi, Adão!
    Você poderia marcar uma hora com uma terapeuta e pedir conselhos de como fazer para que sua esposa entenda que está depressiva. O que ela sente, pode passar sem que precise de terapia ou não. A terapeuta ajudará a abreviar esse tempo. Você não pode abandoná-la agora que está tão frágil.
    Cada um reage a morte de uma forma. Quem pensamos ser forte pode se mostrar patife! Eu fui bem forte quando a minha mãe faleceu, mas sinto que a saudade tem me deixado cada vez mais triste com essa ausência. Nem sempre as reações que temos são controláveis e é preciso que pensemos em todos os envolvidos e não se perder dentro de nós.
    Leve-a para passear ou fazer o que mais gosta. Distrair a mente, fazer coisas diferentes… Se ela blogasse, não ficaria depressiva!😀
    Beijus,

    1. Ah! Luma Rosa se fosse assim tão fácil. Eu já passeio com ela. Já andamos esta cidade. Ela já foi passar dias em SSA. Já fez tantas coisas.

      Ela não está reagindo à situação. E, reclama de eu não fazer o mesmo por que meu pai morreu na mesma época. Acha que é falta de amor. Incomoda-se se reajo, e se não reajo como ela.

      É paciência e cuidado.

  2. Pois é amigo o que prova que a morte nem sempre é a solução,kkk.
    Bom humor na sua bela prosa e claro que voce como bom brasileiro não desiste nunca.
    Perdas nunca estamos preparados para elas, seja de ente querido,coisas que julgavamos nossas, pois ainda temos esta boba mania de posse.
    Boa semana dedicado às mães e guerreiras da arte educar e ensinar.
    Um abração.

    1. Desistir agora não! Naquela época faltava dados. Hoje, nós vamos mesmo pela pirraça, pela teimosia! Pelo meno de recomeçar; Pelo temor de ter que passar tudo de novo!

      Eu não! Isto inspirou outro texto!

  3. rssssss…Tenho certeza que não desistirias! Todos esses anos de alegria e agora isso é passageiro…Vai em frente! abraçosmchica

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