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O que te aprisiona no passado sem DIABETES?


No inicio desta noite 14 de dezembro li o texto O que te aprisiona no passado sem DIABETES? no blog de minha amiga Sarah Rubia Baptista e me impulsionou a escrever também sobre a minha situação. Em 2010 notei os sintomas: urina, emagrecimento, visão turva, dores nas articulações, fome insaciável, boca seca, e bebendo água constantemente.

Emagreci seis quilos em apenas 45 dias. Passei a comer durante a madrugada. Durante o dia a mijação era em poucos intervalos, cerca de 20 a 35 minutos. Durante a noite a cada duas horas.  A visão foi embora rapidamente. Numa semana enxergava tudo, na semana seguinte, só enxergava com o uso de óculos, e até hoje tenho que usar.

No entanto, no inicio eu pensei que tudo isto, todos os sintomas era apenas e tão somente reação a combinação desastrada de medicamentos com uma certa bebida rosa que minha esposa havia comprado. Foi assim: num certo sábado sentamos e bebemos uma garrafa da tal bebida, e nos dias seguintes eu passei a sentir todos os sintomas, então, era óbvio e lógico pensar que era reação da bebida com o medicamento, mas, não era.

A diabete não mudou muito a minha vida. Eu digo até, que a vida me foi enganosa nestes aspectos. Eu passei dezoito anos de minha vida dedicada a uma religião, que, entre as suas doutrinas, há, uma que ensina sobre regime alimentar. Por isto, pelas orientações doutrinárias, eu já evitava bebidas alcóolicas, refrigerantes, açucares, queijos, frituras. Quando deixei de congregar com os Adventistas do Sétimo dia, e me chegou a diabete, os regimes alimentares que a endocrinologista orientou, não me foi nada estranho.

No inicio disto tudo, a preocupação era com os sucos. Como é que eu beberia sucos, uma vez que, me era estranho o gosto dos adoçantes. Eu preferia sempre beber os sucos sem açúcar e também sem adoçante. A comida continua a mesma. Minha esposa cuida de mim neste aspectos.

Por estes dias recebi a visita de minha mãe e de minha irmã caçula: Andréia. Elas me trouxeram um adoçante que eu não conhecia. Adorei este adoçante e já estou usando-o. Muito bom. Um tal de “doçurinha”. Mas não abuso não!

A diabete me trouxe dois tipos de problemas que até o momento são irreversíveis: A visão turva; A dentição. Tenho tido estes dois problemas agravados com a chegada da diabete. No entanto, o meu cotidiano pouco se modificou. Continuo a andar pela cidade sem cansaço, sem dores. E, apenas um item, dos exigidos nunca conseguir colocar dentro das métricas exigidas: dormir cedo, acordar cedo.

Evidente que temo as complicações desta moléstia. Como diz a endocrinologista, tomar cuidado é o mínimo que cada portador da diabete deve fazer. Mudar alimentação; mudar a rotina; e cuidar para que ela não atinja os “órgãos alvos”.  Nestes anos que tenho convivido com a diabete posso dizer que fui beneficiado pela doutrinação religiosa em me orientar quanto à alimentação, ter evitado bebidas alcóolicas, refrigerantes e alimentos doces, e de açúcares.

Do passado sem diabete, não tenho algo que me aprisiona. Mas, ter me cortado a visão, e ter fragilizado a dentição, isto, no presente, muito me incomoda. Mas, do passado, nada!

Um comentário em “O que te aprisiona no passado sem DIABETES?

  1. Oi, Adão!
    Eu tenho um irmão diabético que fez a família toda ficar diabética. Em casa, todos somos solidários e evitamos aquilo que o diabético não pode, até por prevenção. O açúcar é inimigo mas também é amigo das horas de hipoglicemia.
    Tenho várias marcas nos dedos, das horas que tive que salvar meu irmão do coma diabético. Ele não reage bem com o glucagon e quando entrava em coma – em geral enquanto dormia – eu tentava esfregar açúcar em sua gengiva, pois ele já não mais deglutia – sua mandíbula cerrava e não abria – nessa os meus dedos ficavam presos.
    Ele ficou diabético com 5 anos e na época da adolescência que aconteceram os episódios de coma. Nessa fase, a glicemia fica muito difícil de controlar por causa dos hormônios em efervescência. Ele tem um tipo mais complicado e fez recentemente o implante de um aparelho que mede e joga insulina na corrente sanguínea conforme a necessidade.
    Do passado sem diabetes, me lembro de conseguir dormir a noite toda. Agora não mais!
    Feliz 2014!!
    Beijus,

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