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Os conflitos familiares. Choque de gerações. Educação e Culturas em xeque!


Por mais convivência que exista. Por mais tempo que se esteja ao lado de alguém, ninguém, conhece ninguém. Nenhum de nós é capaz de saber “exatamente” do que a outra pessoa é capaz de fazer. É só lembrar  do que fizeram os músicos recentes de certa banda, não é? Ninguém sabe do que o outro está disposto a fazer para ter paz, sossego e manter sua vida inalterada.

E, o que acontece no dia-a-dia, os eventos que se sucedem levam as pessoas a agirem de forma diferente do que outras pessoas próximas estão acostumadas a lidar cotidianamente. Eu sou um exemplo de pessoa, que, por mais que demonstre meus desiquilíbrios emocionais, e minhas reações destrambelhadas, desastradas até, sou mau interpretado por todos a meu lado. Minha esposa, que seria a pessoa a entender-me, é a que mais se espanta e me acusa de falsidade, de empulhação, teatro, logro, tapeação, embuste, mentira. É que sou o que sou.

Meus filhos –  o mais velho tem 17 anos, o caçula tem 13 – sabem que sou de extremos. Sou oito ou oitenta. E, este tipo de atitude e comportamento independe de pessoas presente ou não. Se tenho que chamar a atenção deles, ainda que na presença da vossa santidade, da vossa excelência, de vossa eminência, vossa senhoria, certamente será chamado. Ainda que vão se sentir envergonhado, tristes. Se sabem, por que não evitam? Porque pensar que poderão fazer o que querem se sabem que o que querem naquele momento despertarão em mim ação e atitude controversa e vergonhosa para eles. Eu não aceito o comportamento deles nestes assuntos.

Minhas esposa tem o costume de relacionar meu comportamento com certas certezas que tem a meu respeito. Para ela, eu teria que ter vergonha de não revelar a minha família que sou explosivo, ditador, impositivo em vários assuntos e no cotidiano. Diz que sou falso e hipócrita em dizer que me esforço para ser bom pai, quando na verdade, e de fato, imponho a meus filhos, a ela, e aos visitantes o meu modo de ser e viver. Pois, segundo ela, a hipocrisia estar no fato de estar bem quando está tudo bem, e que me transformo num pessoa cruel, ditador, impositivo quando desagradado.

Continuando. Se digo que não quero comer mais. Nada mais vou comer. Custa respeitar e aceitar o fato de que eu não quero mais comer? Custa aceitar que eu quero descansar, dormir e que quero estar ausente daquilo que eu mesmo comecei? É dificil entender que, as vezes, o som está alto e incomodando? Custa baixar o som?  Custa apagar a luz quando o outro estar dormindo? Custa fechar a porta que estava fechada e você abriu para nada fazer? Para todos eu sou um monstro por demonstrar minha insatisfação com o que me faz ficar chateado; mas, sou considerado legal, maravilhoso quando ajudo-os a realizar seus caprichos e desejos. Eu entendo estas contradições da natureza humana. Mas, eles cobram de mim, que assim, eu não seja. A eles, é permitido ser. Quanto a mim, é hipocrisia, falsidade, embuste. Aff!

Por exemplo, em episódio recente, estávamos almoçando e meu filho primogênito estava com dois amigos em casa. Ele foi para o quarto e ligou o som nas maiores alturas. Eu reclamei! Pedi para baixar o volume! Ele retrucou. Insistir no pedido! Ele não obedeceu e ainda argumentou que não tinha como baixar o som. Eu fui ao quarto e usando o controle remoto do som baixei o volume para o valor de 15. Ele insistiu aos gritos. Foi os suficiente para o aparelho ser emudecido. Pronto! Se você não tiver este som no seu quarto, e ligado ao computador, eu não terei que reclamar do volume.

uuuuuuhhhh!

A mãe caiu sobre mim. Xingou-me! Associou a “violência” do ato ao fato de eu ter recebido a noticia que meu pai estava bem; e a “inveja” de que meus irmãos mais novos estão mais bem de vida do que eu; que eu estava insatisfeito por estar nesta terra seca e sem perspectivas para o futuro; que sou o único a não estar bem financeiramente; que sou infeliz; que sou desgostoso. Eu então gritei, como disse alguém: “as vezes se deve gritar e fazer cara feia para se impor”; Eu fiz o que fiz, por que era necessário fazer! Não foi por que meu pai teve AVC pela quarta vez; Não foi por que conversei com minha família; Não foi por que soube que minhas irmãs e irmãos tem carro e tem casa própria; Eu fiz, por que eu pedi para baixar o volume do som. E fiz uma, duas, três, quatro vezes, e não fui respeitado, não fui obedecido.

Eu sou uma pessoa de boa convivência. E também sou alguém de péssima convivência. Sou o lado bom de minha mãe, o lado bom de meu pai; e pior: sou a união dos lados ruins de ambos! E, não é coisa boa, não! Mas, isto! Eu deixo claro e explicadinho em frase e conversas. Desde pequeno os meninos sabem como ajo. Sabem como reajo. Sabem o que falo. Sabem o que é exigido; o que é permitido; o que é proibido; o que é aceito; o que é intolerável; o que é consentido; o que é permissivo; e a linha tênue que separa o amor do rancor, amor do ódio;  do aceitável do inaceitável; a quase invisível do visível. E, mesmo sendo o mais transparente possível, minha esposa pensa que terei vergonha de exibir o meu lado ruim para meus familiares. Se não tenho de me expor aqui no blog, para meus filhos, para os amigos meus, amigos dela, amigos deles, por que teria de ser, fazer, falar, e agir do jeito que sou para aqueles que por mais de vinte anos conviveram comigo?

Mas, ela pensa que sou aqui, o que não fui lá com eles, meus irmãos na infância e juventude. Quando sou, o que sempre fui; quando ajo do jeito que a situação exige que eu aja, ai! começa outro tipo de acusação: tá vendo ai? É sempre a mesma coisa! É a opressão emocional e a dependência financeira, é esta hipocrisia que tem que ser combatida e revelada aos seus amigos e familiares. Ninguém conhece este seu lado!

Eu sou o que sou! Tenho um lado bom, que é maravilhoso! E tenho uma parte ruim, que o diabo até gostaria de contratar. Afinal, quem é que não é bom e ruim numa só pessoa? Quem não é anjo e demônio na mesma natureza? Quem não é amor e ódio? Quem não tem um cão amoroso e um cão raivoso dentro de si? Como dizem todas estas metaforas: O que mais bem alimentado for, é quem vencerá!

9 comentários em “Os conflitos familiares. Choque de gerações. Educação e Culturas em xeque!

  1. Corajoso em se mostrar! rs Mas somos mesmo anjos e demônios, temos momentos de bondade e momentos de maldades, acho que é natural ao ser humano. Só não gosto de gritos, sinto-me mal quando tenho que recorrer a eles.
    Bom fim de semana, calminho e na paz, amigo.
    Abraços!

  2. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer… Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos! A gente não faz amigos, reconhece-os.

    1. Fui ao blog. Tentei comentar, mas, o comentário foi recusado por SPAM. Eis o que comentei lá:

      Aquí en casa, a veces preguntar es para facilitar la realidad, en la crudeza de los hechos. Si quieres ir a una fiesta y no hay dinero: se muestra el presupuesto familiar. No hay manera! Deben solicitarse con antelación.

      No hacemos rodeos y parches. ¡ Sí! ¡No! ¡No! ¡ Sí! Tal vez
      Bons tópicos e bem comentados!

  3. Adão Braga meu amigo! Família é tudo isto e muito mais. Estamos no meio de anjos e demônios. Uns são os dois ao mesmo tempo. O que muito me intriga é saber e ver como exigem de mim ser anja, enquanto, estão sendo comigo o pior dos demônios.

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