Comportamento de homens · Comportamento Social · Conspiração Revelada

Os maridos como vilões e responsáveis por todo o sofrimento, mesmo quando inocente!


Eu sei e conheço o quanto o gênero masculino pode ser perverso, mal, intransigente, maquiavélico, torturador, implacável … etc., e sei, pelo que a história tem registrado (guerras, destruições, dominações …) , como pela experiência de vida: tanto a minha experiência como homem, macho, heterossexual, pai, esposo, homem, macho. Sei a tentação que é usar a força e o poder de fazer e acontecer para se impor, para ser temido, mais do que ser amado, respeitado, querido, obedecido.

Pois bem! Esta introdução é, para mais uma vez, reclamar da situação de ser tratado como vilão, e ou, causador das dores de minha esposa. É sempre assim que acontece quanto tenho que leva-la a algum atendimento médico. Nós os maridos, os homens, os machos, os dominadores somos os vilões, os causadores das dores, dos sofrimentos das esposas. Eu, a semelhança de Cazuza: “Cansado de correr  na direção contrária, sem pódio de chegada ou beijo de namorada,  eu sou mais um cara!”

Nesta última sexta-feira, fui informado por um amigo: “Kátia ligou e disse que está passando mal” – Larguei a prova de Analise de Sistema pela metade, sai correndo e fui socorrê-la. Levei para UPA-24 horas de Irecê. No trajeto ela desmaiou duas vezes. Ao chegar na UPA-24 Horas, tive que tira-la desacordada. Totalmente apagada. Com as dificuldades do momento, a tiramos do veículo e colocamos na cadeira de rodas. Ela voltou à consciência: perguntou onde estava. Disse-me: “ainda bem que você chegou!”. Entreguei a RG na recepção e levei-a para a triagem.

O atendimento.

No atendimento a profissional mediu pressão, febre, pulso e fez várias perguntas básicas sobre alergia, desde quando, sempre, a primeira vez, desde quando… enquanto isto, a senhora da recepção me perguntava, ao mesmo tempo da enfermeira, sobre endereço, estado civil, idade (desnecessário, pois havia entregue-lhe a RG, ou seja, era só registrar a data de nascimento, e calcular: 2013-Data_Nascimento) tudo bem! Pra frente vamos.

A enfermeira nos informou de que, atenderíamos apenas, e tão somente, para evitar acusação de negligência e falta de atendimento médico, pois, a ÚNICA médica de plantão era uma pediatra. Foi como dizer: hoje, só quem pode adoecer e estar aqui, são as crianças! Ninguém mais. Fomos atendidos nestas condições e especificações!

Ao puxar a cadeira, Kátia estava bem! Mas, ao entrar no corredor, apagou outra vez. Foi quarta vez. Ai, veio a enfermeira acusando minha esposa de estar fingindo desmaios e querendo chamar a atenção. Fiz o que sempre tenho feito desde que isto começou, e que, nenhum especialista que tenha tentado ajudar descobre, o que é que faz ela passar por esta situação: dores abdominais, tremores, calafrios, fraquezas, desmaios. É um ataque estranho de dores, prisão de ventre, desmaios.

Já levei para vários médicos: nutricionistas, endocrinologistas, psicólogo, psiquiatras, dentistas, ortodontistas, ortopedistas… são os que me lembro agora, e, tal situação permanece desde o ano 2005, antes mesmo de tudo que nos aconteceu com nosso filho primogênito, e no entanto, nenhum deles, e nenhum dos exames exigidos e feitos detectou algo. Já até disse a minha esposa: “Pare com isto! Nenhum exame, e nenhum profissional de saúde detecta nada!” – Mas, tudo dentro de nosso circulo de convivência, amizade, amor, afeto. Só um comentário jocoso.

Mas, todas as vezes que chego em uma unidade de saúde, sou tratado como VILÃO e o responsável por todo, e qualquer sofrimento que, a ESPOSA, MULHER, FÊMEA tenha. É sempre a mesma rotina de perguntas e de especulações: estresse, marido, filhos, problemas de família.

Nesta sexta-feira me irritei com a enfermeira da UPA que insistiu mais de uma vez que minha esposa estava fingindo desmaios e que queria chamar a atenção! Eu sei o poder que a mente exerce sobre o corpo, e sei do que é possível acontecer em certas circunstâncias, porém, tenho o bom senso de inquirir: porque e como uma pessoa estando num ambiente de alegria, satisfação, iria fingir sofrimento, dores, e conseguiria, de por exemplo, fazer com que tenha câimbras, entortar dedos dos pés e dedos das mão, ao ponto de não conseguirmos, por exemplo, fazê-la voltar a consciência, estando nós: Adão e Kátia, Kátia e Kaio, Kátia só, Kátia e Pedro… ou seja, em qualquer situação.

Fato é, que todas as vezes que tenho levado minha esposa em algum atendimento de saúde (PSF, Hospital Regional, Municipal e UPA) tenho sido acusado de ser o responsável por seu sofrimento, por suas dores, por seus problemas, por suas desventuras, por, seja lá o que for, que lhe cause dor, sofrimento, transtorno, estresse, agonias, melancolia, tristeza, aumento da pressão, febre, aneurisma, problemas do coração, AVC etc. e tal.

Nesta sexta-feira por exemplo, eu nem estava com ela o tempo todo. Ela estava com os filhos. Comeu, bebeu, brincou, riu, planejou as festas juninas, disse o que faria e como faria. Eu cheguei, tomei banho e fui para o Campus, e lá, fui informado de sua situação. Vim correndo para acudir, cuidar, levar ao atendimento, e mesmo assim, acusado de ser o causador de seus sofrimentos e de suas dores.

Por fim, disse-me outra enfermeira: “estes ai são os piores. Quem vê cara não vê coração. Vocês é que mais maltratam e causa sofrimentos.” Fui inquerido sobre agressões físicas, psicológicas, traumas, palavras, cerceamento de liberdade, filhos mal educados. Em minha opinião, estes profissionais que estão atendendo é que precisam aprender a relacionar, “sociabilizar” e aprender a detectar um caso, e separar o trigo do joio.

Já estou cansado de ser tratado como vilão, e como responsável pelas dores de minha esposa; seja ela dor física, como dores psicológicas, emocionais, tramas, estresses, e tantos outros males que lhe surgem, sem que eu tenha nenhuma interação e iteração.  Este povo precisa aprender que já existe muitos maridos e companheiros que cumpre o que prometeu: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença … eu sou assim.

É uma luta que tenho travado com esta sociedade e com as discípulas e seguidores da “especialista”  Clarissa Pinkola Estes que tem o livro, e palestras especializados em acusar TODO o gênero masculino como responsável por todos os traumas e frustrações do gênero feminino. Nada mais estupido e discriminatório, fascista, imoral e injusto. Até uma mulher solteira, quando sofre, a culpa é de algum homem que deveria ter vindo salvar esta donzela e, não chegou no tempo marcado e esperado: a época do acasalamento, o período que a biologia diz: REPRODUZIR. Certamente, não vai demorar para nós homens, sermos acusados pelo surgimento da menopausa, rugas. Afinal, pela menstruação, já é sabido: foi porque a fêmea não encontrou um macho para fecunda-la. É sobre isto que tenho me revoltado e me posicionado.

As mulheres, esposas, mães, fêmeas são seres que sofrem, independentemente de haver ou não uma figura masculina envolvida no processo. Afinal, isto é uma situação e condição humana, não apenas do gênero feminino.

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