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Filhos! Como criar e educar?


Alguns meses antes de casar recebi o seguinte conselho:

– “Se há divergência entre vocês quanto à maneira de educar, criar e cuidar dos filhos, acho que você não deveria casar com ela, pois, isto vai gerar conflitos sempre, porque filho é para sempre”

Criar um filho é muito diferente de educa-lo. Cuidar, proteger, auxiliar, mostrar, exigir, apontar, permitir, zelar, tolerar, impedir, puxar, pegar, levar, trazer, dominar, castigar, bater … bater? É foi aqui que divergimos no inicio.

Eu sempre adotei a ideia de que se conversar resolvesse tudo, os países sempre usariam as embaixadas, seus embaixadores, e seus diplomatas para que tudo se resolvesse, sem a necessidade de invasão, guerra, destruição, mortes, atrocidades. De igual forma a educação, a criação dos filhos. Sempre disse eu isto ai. Minha noiva, na época, dizia: “ninguém tocará em meus filhos. Ninguém vai triscar a mão, nem levantar o braço!”

Nossos filhos, nestes anos todos, pouquíssimas vezes receberam castigos físicos. Uma vez ou outra quando quiseram medir, de fato, forças. Ai! tiveram o que pediram. Isto, porém, não é coisa fácil não! Pelo contrário. Meus parentes, amigos meus, amigas de minha esposa, amigos dos meus filhos até estranham a maneira como vivemos, a interação, o jeito que somos envolvidos, as liberdades, as responsabilidades.

Por exemplo: certa vez, meus pais estavam nos visitando e minha mãe ouviu umas conversas entre eu e Kaio. Em certo momento ele me disse: “Vai pra porra painho!” E, eu respondi: “Já te disse minha porra era você!” – Para minha mãe foi um grande desrespeito de meu filho para comigo. E, quis corrigir e censurar as palavras dele, e o meu comportamento. Tive que explicar como é que nos relacionamos por aqui. Sem muita rigidez, mas, dentro do que é aceitável. O linguajar dele para comigo não é diferente do linguajar que ele tem com os amigos e amigas dele. Me trata como trata os colegas de sala de aula. O uso das gírias e modo de falar, pronomes de tratamentos, sem hierarquias. As vezes até estranho quando eu os chamo e eles me responde: “Senhor!” – Por que não é exigido deles me chamar de senhor, nem a mãe de senhora.

O outro lado da criação e educação que damos aos nossos é contrastada pelos próprios colegas e amigos que “correge-os”, e, algumas vezes, fazem-nos comparando com a realidade diferente, hierarquizados, subjugados, imposto a eles. Já ouvi, pelo menos dois amigos dizendo:

“Cara! Não faz assim não! Seus pais são a muito legais, e você não obedece, e não faz as coisas que eles te mandam. Lá em casa não tem disso não! Eles não pedem não! Eles mandam! E ai de quem não obedecer”

Criar e educar são atividades diferentes. Penso que parte da educação se faz com regras, com leis, com obrigações. Outra parte de conquista com exemplo. Uma outra com carinho. Um pedaço com atenção. Um taco de dedicação e cuidado. Entre tantos outros elementos. No final, o que almejamos é que nossos filhos se criem de forma educada na moral e na ética, nos preceitos, conceitos; que sejam homens de bem. Que sejam cidadãos. Que sejam donos de suas vidas.

Não fico preocupado com o tipo de filho que deixarei aqui. É óbvio que também espero que meus filhos vivam mais do que eu, e que, a ordem natural vá adiante, mas, não há nenhuma garantia. Mas, peço a Deus que ocorra!

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