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Competição feminina: nem tudo é concreto e o todo não é abstrato!


É notório e alvo de pesquisas livros, resenhas, analises diversas o comportamento feminino quanto ao comportamento competitivo que há no gênero feminino. Não que não exista correlato semelhante no gênero masculino. Não é o caso. Em particular tenho tido interesse e apreço por uma certas características da competição feminina que não vi, nunca li, nem nunca soube existir analise, estudo, acompanhamento. E vos explico abaixo.

As muitas mulheres com quem tenho, e mantenho contato, tem algumas linhas de competição. Elas competem quanto ao cabelo, as unhas das mãos, dos pés, inclusive competem com coisas, atos, atividades, objetos, comportamentos, dos mais triviais aos mais sérios e complexos, tais como:

  • Meu cabeleireiro entende meu cabelo;
  • Minha pedicura conhece tudo de meus pés, é ela quem curou minha unha;
  • Foi tal médico quem me acompanhou no pré-natal;
  • Foi tal obstetra quem fez meu parto;
  • Meu mecânico é fulano de tal

Em cada uma destas listas vem sempre acompanhado de um sem números de requisitos listados. Tudo isto com o objetivo de dizer: Eu tenho acesso ao melhor. Eu tenho mais do que você; Eu conseguir isto assim.  As vezes, vejo mulheres agindo de forma competitiva ao ponto de deixar claro para “a oponente”:

  • Eu tenho e você não tem.
  • Eu tenho e você tem, mas, o meu é melhor;
  • O seu pode até ser melhor, mas, eu tenho a mais  tempo;
  • Você tem algo melhor, mas, eu tenho isto e nem uso, não sei por que você dá tanta importância

Tal comportamento não é de uma classe social. Isto não pertence a mulheres pobres, nem mulheres de classe média, nem de mulheres ricas. Isto é do gênero por completo.

A competição quanto ao cabelo, a ter ou não ter estrias, ser ou não malhada, ter ou não uma barriga tanquinho, ter um marido bonito e com outros defeitos, ou ter um feio com qualidades e defeitos semelhantes; ter filhos que se destacam na escola, no teatro, na piscina, nos esportes. etc. e tal!

Tudo e todo estes assuntos e muito mais, são elencados como itens coringas na competição feminina. Até os maridos ruins, em certos círculos, são listados como elementos da competição, quando o assunto: quem tem o pior marido; quem se casou com pior canalha; quem sofre mais e ainda assim, consegue demonstrar felicidade; quem é que sofre isto e aquilo, e mesmo assim, mantém a família unida, o sonho de ter uma família feliz.

Tudo entra na lista!

O marido.

Quando o assunto é marido e já participei de muitos almoços, jantares, festas, eventos, reuniões a ponto de consegui ver e diagnosticar e conhecer os meus pares e vê como as vezes, eles são exemplos de intolerância, mau caratismo, safadezas, insensibilidade, imoralidades, crueldades, bem como, são defendidos como homens de qualidades excepcionais, amorosos, fieis, legais, leais, amáveis.

O que é que diferencia um evento do outro, é, em muitos casos, a sessão. Se a sessão é elogiar e elencar qualidades, até os violentos entra na lista com algumas coisas que os mais santos e angelicais jamais terão.

Os filhos.

Quando uma mulher faz um elogio a um de seus filhos, tenha certeza de que as outras mulheres e mães nas redondezas virá para fala ao menos um item que só, e somente o filho dela, segundo ela, é capaz de ter tal atributo, ou, que somente ele é capaz, de por exemplo, dizer espontaneamente: eu te amo.

Os filhos são elementos constantes na competição. O filho mais lindo, o mais inteligente, o mais afetuoso, o mais carinhoso, o mais carente, o que tem maior dificuldade, o que tem maior isto.

É até curioso ouvir a frase: ” e o meu filho… eu nem te conto”… a maioria das vezes é uma frase, para dizer à outra: o seu é assim, e o meu, é isto, mais isto, e aquilo também. Seja para o bem, para o mau. A questão é ganhar, nem que seja, para dizer: eu sofri mais para parir, tenho sofrido mais para educar, e tenho lutado mais do que você para ter o meu filho.

Minha casa

Quando o assunto é casa, até aquelas que mora, debaixo de “pé de umbu*”, tem o que dizer para outras sobre as qualidades, sobre o que lhes parece superior, a ponto de dizerem: “eu moro debaixo de um pé de umbu, eu não tenho casa, mas, eu tenho uma família maravilhosa, um marido presente, filhos inteligentes, e não pago aluguel. Eu tenho um lar, só me falta uma casa pra colocar meu lar dentro”

Tudo que existe numa casa é motivo a ser relacionado como algo superior. Até um prato que tenha sobrado do “chá de panelas” depois de vinte anos de casamento, uma fronha macia, o piso, uma casa com vários objetos, sem nenhum objeto, tudo é motivo para se contar vantagem na competição feminina.

Há muito a ser listado, mas, isto é suficiente para transmitir a ideia do que penso sobre o tema: competição feminina, nem tudo é concreto, e o todo  não é abstrato.

galeria-umbuzeiro

Pé de Umbu. Quando alguém vai morar debaixo de um pé de umbu, é porque não tem casa, não tem lugar para morar. Extrema pobreza. Famílias viajantes.

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