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Os homens, não somos todos iguais.


Na noite de domingo meu filho Kaio pediu ajuda com as tarefas escolares. Auxiliei-o em oito exercicios da matéria de química. Estudei com ele conteúdos diversos e diferente da química que estudei. Mas, nada que eu não conseguisse ajuda-lo a entender o conteúdo.

Na manhã de segunda-feira – ontem! – auxiliei Pedro nos estudos da matéria de Geografia. Estudei com ele o conteúdo sobre a região Norte do Brasil, e da América do Sul.

Como homem, as vezes sou intransigente. Sou como escrevi recentemente, tolerância zero, sou exigente, e “cheio de nós pelas costas”. Mas também sou e tenho virtudes; sou e tenho o lado bom. E auxiliar meus filhos nas tarefas escolares, não me é uma; eu vejo estas atividades mais como uma função paterna do que uma qualidade de homem, e faço esta distinção a contra-gosto, pois, sou contrário a estes preconceitos que faz-nos descriminadores.

Semanas atrás meu filho saiu com uns colegas e já havia passado do horário combinado e ele não havia nem ligado. Entrei nas redes sociais e enviei mensagens (conta de acesso da esposa), tentei outros contatos por meio de colegas, tentei celular dele e de colegas. Quando lá pelas tantas da madrugada ele me ligou e disse estar bem, e que havia chegado na casa do colega e que lá iria dormir.

Antes de dormir outro pai entrou em contato no bate-papo do Facebook. Informei-lhe da situação e  veio ele com o seguinte comentário:

– Bom é ser pai! Que nestas horas da madrugada está dormindo tranquilo e sem preocupação!

Se eu estivesse usando usuário e senha de minha propriedade, eu teria sido mal educado com ele. Respondi-lhe com cortesia. Mas, me incomoda esta ideia de que nós pais somos desinteressados dos filhos, que não perdemos noites de sono, que não estamos preocupados com quem os filhos andam, onde estão.

Sei que existem milhões de homens que assim agem com seus filhos. Inclusive um, que o classifico como ex-amigo, em específico, pois, tem um filho que, por erro médico, tem sua existência prejudicada, este pai simplesmente o ignora. A criança demonstra querer e desejar sua companhia, mas ele ignora, ele finge que ele não existe. E isto muito me dói.

Os homens, não somos todos iguais, ainda que certos comportamentos nos sejam peculiares.

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6 comentários em “Os homens, não somos todos iguais.

  1. Adão, acho que você é o único pai que conheço que fica acordado preocupado com filho. As minhas amigas reclamam muito dessa “ausência”, como de outras. Mas que, na hora da cobrança é sempre “presente”. Bom fim de semana!! Beijus,

  2. Vim lá da Norma pra te agradecer o carinho e chego ,encontrando um texto lindo e que faz pensar.Há pais e PAIS, mães e MÃES…

    abraços,tudo de bom,chica

  3. Existem Homens e homens, como existem Mulheres e mulheres. Alguns acham que suas responsabilidades param em um ponto, não entendem que se colocamos filhos no mundo temos que acompanhá-los e auxiliá-los sempre que o pedirem. Já me meti no teu post.
    Gostei bastante do que li, és pai.
    Beijos.

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