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Ter pai e ser pai


Hoje é o segundo domingo de agosto. Dia em que se comemora o dia dos pais. Alguns amigos não tem mais a presença física de seus entes paternos. Alguns, faz algum tempo que vive sem ter esta companhia e influência. Outros perderam recentemente. Lembro-me de minha amiga Beth Santana, e de Daniel – Blog: tempestade cerebral.

Ter pai ou ter alguém como figura paterna é importante e deve existir por ai pesquisas que aponte para esta realidade. Não vou pesquisar pra exibir aqui, pois, não é objetivo meu neste texto. Eu, quando jovem, pensava que odiaria meu pai por toda minha vida, no entanto, a figura de meu pai se transmutou depois que eu me tornei pai. Muitas ações, coisas, eventos, situações me fez sentir na pele de meu pai. Eu fui uma criança levada, um juvenil teimoso, estripulento, traquino; e fui um adolescente sem dar problemas a meus pais e famílias, com raras exceções.

Ter pai ou ter alguém como figura paterna é maravilhoso. Algum tempo atrás quando o pai de um amigo faleceu, e, eu fui lá conversar com ele, falei-lhe o que eu pensava sobre isto, e sair de lá com a certeza de que nós, por mais independente que sejamos, por mais estabilizado que estivermos, por mais longe que estivermos, ainda que tenhamos nossas vidas seguindo com trabalho, família, projetos, ter um pai como referência é como ter a certeza de que poderemos voltar para casa de papai quando necessário.

Sem pai, perdemos esta referência. É o que vivo hoje. Meu pai está la. Já teve alguns Acidente Vascular Cerebral. Já está com algumas dificuldades físicas; tem algumas limitações locomotivas; mas está lá. E o fato dele está lá, é suficiente para dar-me garantia de que estou amparado.

Ser pai é muito diferente de ter pai. Ser pai – nem  todos os homens, infelizmente – é um privilégio, uma responsabilidade, uma função, um posto de vigilância, um tótem: espiritual, físico, emocional, histórico, referencial, filosofico, político…

Tive a oportunidade de ser referência paterna para meus filhos: Kaio e Pedro, e também, ser a referência paterna para outros que tive contato. Ano passado um colega de Pedro me fez chorar por sua situação. Aqui em casa quando faziam um trabalho de escola, ouvi-o dizer a Pedro o seguinte:

– Eu queria conhecer meu pai, e queria que meu pai fosse igual ao seu.

Ter pai e ser pai são equidistante. Tanto é que o colega que aqui dizia querer um pai igual a mim, para se defender na escola, afirmou o seguinte:

– É que o pai dele, ajuda ele nas tarefas e nos trabalhos.

De fato ajudo. Eu não faço as tarefas de meus filhos. Ajudo-os a entender, compreender, fazer, desenvolver; eu opino, auxilio, e contribuo com materiais, dinheiro e incentivo. Se depender de meu exemplo, daqui desta casa sairá dois pais, para que os filhos deles tenham pais, e que eles dois sejam pais. No entanto, nem sempre acontece como nós pais queremos.

Para todos que são pais: Parabéns. Para todos que tem pais, aproveitem o dia de hoje; para os que não tem a presença física de seu pai, fica a reflexão e as lembranças; aqueles que nunca tiveram a influência deste ser, que seja você um pai, e desenvolva e demonstre a necessidade de pais, não de homens valentes, violentos, autoritários; ser pai, para mim, é uma honraria.

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