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As vidas que não consegui melhorar nem mudar


Quando encontramos pessoas que faz muito tempo que não nos vemos, é normal, digo até inevitável, existir entre nós, antes das atualidades o papo saudoso, as perguntas sobre pessoas, eventos, lugares, situações, lembranças diversas, épocas, escola… por ai.

Este fim de semana tive a oportunidade de reencontrar um grande amigo da juventude. Apesar da diferença de idade entre nós, e dos laços de amizade, amor, espirituais e outros, somos amigos. Me alegrou vê-lo, ouvi-lo e ver seu filho.

No entanto, uma informação de me deixo triste. Muito triste! Extremamente triste. E eu explico. Lá nos idos 85/90 quando ainda jovem, conheci uma família. Desta família a filha caçula estava saído de um relacionamento complicado e complexo. Ela uma jovem mãe de vinte e poucos anos. O filho, um mimo de garoto. Lindo galeguinho. Não parava quieto. Como é hoje, quase que normal: criança saudável dá trabalho e causa euforias, e provoca tumulto onde está e aonde ficar. Assim era ele!

Neste fim de semana, no domingo, soube que o mesmo se encontra detido num presidio qualquer da região sudeste. Está cumprindo pena por envolvimento com drogas. As tentativas de protegê-lo e resgatá-lo foram feitas inúmeras vezes. Até ouvi a frase seguinte:

– Olha Dão! Até com vovó ele foi morar e mesmo lá, longe de todos aqueles que o influenciavam, ele deu trabalho e se envolveu novamente com quem não prestava.

Vi e ouvi o relato como um desabafo: não adiantou nada levá-lo para morar com vovó que é linha dura, e educou bem todos os filhos e também alguns netos. Foi como um veredito familiar: ele não tem jeito.

O que me condói nesta história e em algumas outras é que nossas vidas se cruzaram em uma época, em que, eu pouco pude fazer por sua formação, educação, proteção, auxilio e meios de fazê-lo tomar um caminhos diferente do que tomou.

As vezes me pegou fazendo perguntas e querendo saber como é que tal pessoa está? Será que fez escolhas certas? Será que tem uma vida feliz? Será que aproveitou  bem as oportunidades? Será que contribuir para sua vitória? Será que eu contribuir com sua vida bem sucedida? Será que…?

Eu já escrevi alguns textos sobre este tema com outros títulos. Mas, continuou a sentir certas dores pelo mundo, e muito mais por certas pessoas com as quais tive contato e que não consegui fazer com que tivesse uma vida diferente da que tiveram, nem tão pouco, consegui fazer com que decidissem melhor suas questões.

A vida continua e só termina em morte. Mas, até este dia, bem que podemos aproveitar este espaço de tempo muito bem.

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