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Herança violenta! O que fazer com ela?


É estranho o comportamento da sociedade feminina em muitas família. E digo isto baseado nas famílias em que participo e tenho ativa participação. Meu pai que era mulherengo, machista, e que batia em minha mãe, é o exemplo a ser evitado para todas as mulheres da família. Nenhum homem com o comportamento e atitudes de meu pai, deve ser escolhido para ser esposo, marido e companheiro. Por outro lado, é um comportamento totalmente aceito, se, for levado em consideração as mulheres que entram na família.

Nós os filhos homens de meu pai, se não agem com machismo, força, insensibilidade e agressão somos taxados de frouxos, dominado pelas esposas, manipulados e outros adjetivos que apontam para a falta de herança de macho por parte de meu pai, pois, parece-me que é o que desejam para as companheira e esposas de todos os homens. É como se, tivéssemos que vingar a desditosa vida que tiveram na infância, e das tristes lembranças de momentos que, não esquecemos.

Não é só em minha família que percebo e vejo isto. Nalgumas famílias próximas, as mulheres, revelam desejar que seus irmãos ajam e sejam iguais ou piores do que os chefes de família a que pertencem. Tenho visto nestas famílias o mesmo comportamento que vi recentemente entre algumas mulheres da minha família. Repito! É como, se os irmão devessem reproduzir o exemplo paterno como uma vingança social e impingir sobre estas o que lhes aconteceram; por outro lado, desejam, que as mulheres tenham a sorte de encontrarem esposos modernos, e tipicamente educados para a nova realidade feminina.

Não faz muito tempo que ouvi esta frase: "Todas as minhas cunhadas tiveram a "sorte grande" com os homens de nossa família, todos são ótimos maridos e nenhum de vocês agem como pai". O lamento era de que não foram vingadas. Não tiveram nos homens da família a perpetuação do círculo violento encontrado no seu lar. Alguns amigos são impulsionados pelas próprias irmãs a agirem com vigor, virilidade, violência e cerceamento de liberdade. Semana passada ouvir de uma irmã o seguinte: "Mulher é bicho traiçoeiro! Se você não agir com força e violência ela pinta e borda!" – Isto foi dito mesmo no intuito de dominação e subjugação.

No início da vida conjugal, no segundo ano, ocorreu um fato entre eu e Kátia. E todos os indícios apontavam para violência doméstica, e havia sido apenas um incidente violento. A cultura de mascarar, ocultar, proteger os agressores é tanta que minha esposa, propôs ao aproximar da casa dos pais uma mentira para ocultar minha ação. O que eu disse discordar. E discordei pelo fato de que não havia necessidade de ocultação o ocorrido, e, mesmo que fosse um ato de violência ela deveria sentir-se segura em falar aos familiares dela tal conduta de minha parte.

O que aconteceu é que foi inusitado. Ela falou que o ferimento na perna havia sido eu quem tinha feito. E nenhum dos parentes dela acreditou. Me senti o Acima de qualquer suspeita. No entanto, na virada do século, sofri com acusações de maus tratos e violência doméstica a ponto de ir na delegacia responder por suposta agressão. Felizmente, a justiça, apurou os fatos, nada encontrou de violência em nosso lar.

É assim! Se querem proteger os seus, enquanto, se acoberta a violência dos seus. Pois, quem me acusava, e me perseguia com tais acusações, fazia muito pior com sua companheira e filhos. Infelizmente eles pensavam e acusavam a mim de atitude que era o lado contrário quem fazia. Partiam do pressuposto de que, se ele fazia, era provável que eu também daquela forma agisse. Enganaram. Este é meu legado a meus filhos: jamais sejam como seu avô foi com sua avó, suas tias e seus tios.

Vingança é muito diferente de justiça. E não justifica aceitar que irmãos sejam vingadores de irmãs com as irmãos de outros irmãos. Isto fará apenas prosperar o círculo da violência. Muitas vezes é muito bom ter alguém próximo para te alertar quando há algo fora do lugar

Uma irmã, certa noite, gritou comigo:

ADÃO BRAGA BORGES, assim você vai se tornar e fazer igual a seu PAI! É isso que você quer?

Pronto! Este grito ecoa ainda em meus ouvidos. E já faz, 17 anos. Pois, naquela noite, quase saio dos trilhos e dos caminhos das virtudes.

É só uma confissão de que todos somos tentados a agirmos como vimos acontecer. A minha resposta a pergunta do título é: Vigilância e perseverança no caminho e na busca do equilíbrio é sempre uma exigência de excelência. E quando em perigo, que se tenha alguém para gritar-nos, pois, certamente estamos longe do caminho e da vereda da prudência, da justiça, dos bons costumes.

Oxalá todos tenham uma irmã com o juizo no lugar. E paciência em todas as vezes que se tentam quebrar e destruir este equilibrio que a duras penas conseguimos montar.

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