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Não passamos pelo vale da sombra da morte só!


Neste ano de 2012 talvez a frase que mais estejamos repetindo é esta: “Estamos muito felizes. É o melhor ano de nossas vidas nos últimos anos todos!” – Assim mesmo com toda a redundância.

Não vivemos nos padrões de antes, quando podiamos realizar comemorações diversas durante os nossos dias natalicios. Mas, este ano, já temos uma condição muito melhor do que, por exemplo, os últimos cinco anos, em que vivemos angustiados com a doença, com as atenções divididas, as preocupações ampliadas.

Durante a fase mais critica da doença – o Linfoma diagnósticado em nosso filho – (2008/2011),  algumas vezes eu e Kátia ficavamos preocupados com Pedro Henrique. A falta de acompanhamento escolar, a falta de roupas novas, brinquedos, atenções diversas. Tudo que antes tinhamos como fazer, e que neste período ficamos manietados pelas circunstâncias. Além de não poder deixar a peteca cair de um dos lados, não podiamos vacilar em nenhum dos flancos, nem no ataque, nem da retaguarda.

A boa noticia sobre isto é que Pedro Henrique passou junto conosco. Muitas vezes chorou conosco a situação do irmão. Algumas vezes se resignou. Outras ele disse: “painho! Kaio é forte! Se esta doença fosse em mim, eu preferia morrer!” – Como repreender uma criatura tão pura e adorador do irmão como ele? As vezes, nós brigamos com Kaio que explora dele, das mais diversas formas, inclusive a emocional. Coisa de irmãos. Entendo! Mas, vigio.

Pedro  tem nos dado constantes alegrias este ano. Primeiro passou num concurso oferecido por uma conceituada escola de Irecê. Ganhou uma bolsa de 100%. Só tivemos que comprar o material escolar. Caro. Mas, conseguimos. Segundo. Pedro foi homenageado com sua citação e foto no mural como destaque da turma. Terceiro. Pedro participou da prova das olimpiadas do conhecimento. Ficou em segundo lugar.

Não é tudo sobre Pedro. Mas, deixa eu escrever um pouco sobre Kaio. Ele passou no vestibular do IFBA e lá está. Eu sei que o objetivo dele é ser melhor e maior do que eu. Ele já declarou: “Meu irmão! Eu vim para este mundo para te ofuscar!” – debocha sempre. Ele já me tomou alguns títulos domésticos tal como: “O mestre dos jogos”. Agora investe alto e pesado em ser melhor do que eu em conhecimentos técnicos, e escolares, uma vez, que estamos estudando na mesma instituição de ensino.

Problema mesmo, este ano quem esta dando é Kátia. Mas, ela é teimosa desde sempre. Duas ou três vezes neste ano que ela me “dá problemas”. Mas, era assim antes e eu suportava e cumpria a promessa feita: “na alegria, e na tristeza. Na saúde e na doença …”

Não passamos pelo vale da sombra da morte só, isolados, abandonados, e esquecidos. Pelo contrário. E, este ano de 2012 está sendo maravilhoso também, por que, os amigos, conhecidos, anônimos, famosos, ricos, pobres, poderosos e fracos […] gente de toda natureza, sorte, lugar, meio social, condição financeiro, espiritualistas, carnais, agnósticos, céticos, ateus, teístas, deístas … e das mais variadas maneiras, meios e modos nos auxiliaram, nos abraçaram, nos confortaram. Mas, isto acima, não abandonados, e esquecidos é tão somente a referência aos amigos e amigas e vários famíliares.

E eu não irei cansar de repetir que este ano de 2012 está sendo maravilhosos para nós. Falta alguns tocos a serem arrancados. Existem alguns espinhos a serem tirados. Sabemos que a doença, segundo os médicos, só poderá ser dada com curada em definitivo após anos de acompanhamento. Mas, o que é esta vida sem esperança, perserverança, fé, entusiasmo, crença, amizade, espiritualidade, ceticismos, abalo, queda, … soerguimento, apoio, amparo, amor, dedicação… ah! é tanta coisa a ser listado.

Meu filho agora já é um rapaz. Passamos por esta fase. Todas elas. Outro dia, veja que coisa! Eu disse a minha esposa: “Kaio passou pela transição de criança, juvenil, adolescente para esta pessoa que está aqui em casa hoje, e que eu me lembro, nós brigamos apenas uma vez!”

Isto mesmo! Nós brigamos. Falamos alto um com o outro. Olhamos encarados. Nos enfrentamos. Ai! Exigir respeito. E com autoritarismo e totalitarismos coloquei as coisas nas devidas ordens. Ele ameaçou ir embora. Disse que me odiava. Quando a mãe entrou na conversa e esclareceu o lado dela, e disse: “essa sua ameaça de: eu vou embora! Fique sabendo que se sair não vai pensar que eu vou te aliviar. Eu estou do lado de seu pai! Se sair assim! Tá saído!” – Nem passou três horas de raiva e ódio a mim, chegou pedindo dinheiro para ir lanchar que estava com fome.

Bem é isto! A vida nossa não está mil maravilhas, mas, já esteve bem ruim. Não está como pensavamos que seria. Mas, já está muito, muito melhor do que ano passado, retrasado, e ante-retrasado.

Mais um texto de agradecimento por todos vocês que ajudaram, contribuiram, auxiliaram, estiveram perto, longe. Obrigado amigos e amigas. Pessoas físicas, juridicas, casadas, solteiras, familias. Obrigado!

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3 comentários em “Não passamos pelo vale da sombra da morte só!

  1. “///.Prezado Adão Braga,cumpre-me ressaltar que em nosso intelecto existe uma fagulha de esperança impregnada em nossa vontade de vencer,que,de certa forma tudo aquilo que porventura venha acontecer inesperadamente,essa própria potencialidade é um forte escudo para nos defender todos os empecilhos e desatinos em qualquer momento da nossa vida.Do meu ponto de vista,eu acho que o que mais vale nesta nossa trajetória terrena é sempre usarmos a positividade e o equilíbrio emocional..sempre e em todo momento.Um forte abraço e fique com Deus…Atenciosamente”///.

  2. Adão Braga! Você me deixou em lágrimas com este texto. Eu soube agora que vocês enfrentam esta doença. Meu Deus! Que maravilhosa expressão de gratidão. Algumas frase no texto dão a dimensão de sua alegria. Os adjetivos listados demonstram o quanto você e sua família são mesmo família.

    Sintam abraçados e beijados por esta desconhecida aqui!

  3. Me emocionei com seu texto, porque senti um certo “alívio” por saber que este ano foi melhor do que os anos passados. Eu tenho esperanças, imagino um futuro sem sombras, sem o medo da doença e que Caio se estabeleça plenamente, sem medo de ser feliz!
    Acho que tudo isso, dá um valor e sentido novo a vida. Até mesmo Pedro ganhou experiência observando e vivendo as tristezas e aflixões. Desejo que em futuro bem próximo somente as glórias sejam lembradas! Beijus,

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