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Por que eu não gosto de ir a lugares com muitas pessoas!


Em 14 de junho de 2011 escrevi o texto: Por que não vou em festas? Neste texto listo vários motivos e episódios que me desmotivam ir a festas. Mas, não somente a festas. Para mim, basta ser um lugar com uma centena de pessoas desconhecidas, ou, uma aglomeração heterogênea da nossa raça para eu ficar desconfiado de que acontecerá algum movimento, algum tumulto.

Pois bem! Esta semana meu cunhado ganhou 15 ingressos do Parque que está instalado logo ali na Praça Cleriston Andrade. É muito perto daqui de casa. Olhe na imagem.

Imagem 029

Seguindo as setas na imagem acima, a distância de minha casa até o local onde o parque está instalado, não chega a 300 metros.

Hoje fomos levar Pedro, o filho caçula para brincar. Pedro é uma criança insegura em vários aspectos. Não tem a coragem e tão pouco é destemido quanto ao irmão. Mas, não lhe é exigido que fosse. Ele tem sua natureza, suas particularidades, suas peculiaridades, seu jeito, sua maneira de ver e entender as coisas, os eventos, etc.

Por exemplo: para usar alguns brinquedos ele insistiu para que eu fosse com ele. E depois de ter ido uma vez, ele foi outras vezes só. Mas, a primeira vez, só acompanhado. E, quando dissemos: agora você vai ao aviãozinho ele recuou e retrucou:

– Não vou não! Daquela outra vez, quando eu estava lá em cima, eu vi quando o cara assassinou aquele outro carinha. Quero ir não.

Isto aconteceu faz uns dois anos, e não imaginávamos que ele tinha ficado assim, “traumatizado” , e de certa forma, atrelado o evento de violência com o uso do brinquedo, mas, hoje, para nossa surpresa soubemos que para ele, o fato dele estar lá em cima, tem sim, ligação com violência.
Depois de ir a todos os brinquedos que ele quis ir e pôde ir só, resolveu que era hora de enfrentar seus medos e desassociar um evento de outro. Disse que iria sim voar no brinquedo do aviãozinho. No entanto, a nossa frente ia três Policiais Militares. E, em seguida fizeram aquele sinal típico de PM em missão. Apontando os dedos nos olhos, fez sinal de circulando, dividiram-se e saíram em disparada. Nós estávamos já na fila, quando isto aconteceu. Foi uma gritaria só. E, enquanto os PMs cercaram uma determinada área, eu peguei Kátia e Pedro pelas mãos e sair do local.

Resolvemos ir comprar lances. Afinal, o parque já não era mais atrativo. Saímos. Passamos pelo lado do muro do exército saímos na Avenida Caraíbas e subimos em direção ao Polivalente. Quando estávamos em frente ao Colégio Centro uma viatura da PM parou ao nosso lado, e três policiais desceram gritando: Parado ai velho! Parado! Mãos na cabeça. Encosta a cara no muro! Ficamos espantados com tudo aquilo. Ficamos a distância olhando a cena.

É como eu sempre digo: parece que quando saio e me junto a toda esta aglomeração de pessoas, a encrenca está sempre a poucos passos de mim. Por isto, insisto e vou continuar a preferir ficar em casa vendo TV, navegando na internet, lendo, escrevendo.

Afinal, a vida pode ser muito perigosa onde tem mais de uma dezena de pessoas desconhecidas. E Pedro, pelo que tenho acompanhado não é muito diferente de mim. Quando fomos visitar Kaio em Salvador quando ele esteve internado por mais de sessenta dias, quando lá estavamos, e quando fomos levar Pedro no Pelourinho, presenciamos três tipos de acidentes. Uma carreta que desceu uma ladeira e atingiu dois ônibus e três carros. Levou muitas pessoas ao desespero. Um ônibus que bateu em outros carros. E em frente ao Shopping Salvador Norte, aconteceu um violento acidente entre dois veículos.

Mas, o assassinato em 2010, pelo visto, foi o que “traumatizou meu caçula”. Não é pra menos, mas, também, vimos que não ficou para mais!

É isto. Pode não ter relação alguma. Mas, para mim, e para Pedro, certos eventos estão ligados. E eu entendo perfeitamente meu filhote!

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Um comentário em “Por que eu não gosto de ir a lugares com muitas pessoas!

  1. Morar em cidade grande, é uma violência a cada esquina…seja ela qual for: acidente de transito, operações policiais, ou transeuntes drogados.. Mas nem por isso devemos nos isolar do mundo, mas é saudável evitar certas aglomerações para quem tem filhos pequenos; seja em cidade grande, pequena ou festas em bairro ! Na hora do sufoco, os pequenos e os idosos são os que mais sofrem.
    Nunca me imaginei, por exemplo, ficar em uma mureta de proteção em um show de rock…sempre tem gente passando mal, desmaiando…mas depois de Paul e Foo Fighters … ahhhh…descobri que adoro arriscar !!!

    Aqui em Irecê Beth Santana é uma cidade de 66 mil habitantes e a violência tem traços semelhantes às de cidade grande!

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