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Coisa de mulher: a minha submissão é diferente e melhor do que a sua!


Por estes dias tenho lido algumas reações de algumas mulheres quanto a mudança de postura, e consequentemente do exemplo de algumas mulheres famosas ou que são casadas com homens famosos. O busílis é que estas ditas famosas outrora exemplo da liberdade feminina, deram testemunho de que atualmente são mulheres submissas. Além! Dizem-se felizes na condição atual, em que são submissas e reconhecem que o homem é a cabeça, é o elo mais forte. É a eles que elas devem obedecer e aceitar suas ordens. Ao menos é o que me pareceu.

Algumas outras ficaram irritadíssimas com a postura, por exemplo, da esposa do jogador Kaká. Isto mesmo. Chamam-na de “esposa de Kaká”, como se a mesma não tivesse nome; sabemos que tem nome! Mas, certamente fazer a referência ao jogador é mais impactante do que mencionar o nome dela: Caroline Celico, pois, duvido que se leia o nome dela, ou quem vê a imagem dela saiba quem é. Por ser esposa de quem é, pelo meio em que vive, pelo que se pode pensar de sua classe social esta declaração: “Porque quando o homem trai, é sinal de que a sua mulher falhou em algum ponto. Ela não estava dando o necessário. E não falo só de sexo. Falo de carinho, diálogo, cumplicidade. Se eu descobrisse um caso do Kaká, seria complicado. Mas se ele me trair, acho que estou fazendo algo de muito errado” – ficou muito mal dita. E, é um exemplo de mulher que as mulheres lideres do movimento de libertação, se pudessem amordaçariam ou impediam-nas de ter acesso a imprensa e redes sociais.

Eu discordo destas ideias em que a vítima se posiciona como culpada ou coadjuvante nos erros de outrem, pois, para mim, é como argumentar que a vítima do estuprador foi quem o atraiu para a ação; é como argumentar que por você ter algo valioso está contribuindo para alguém se tornar ladrão. Não! Isto não. Mas, sou contra nesta questão e sou contra em outras situações análogas e também isomorfas. Eu discordo dela quanto a maneira em que se submete a seu marido. Penso os votos e as promessas feitas devem ser respeitadas e a traição deve ser evitada. E sei o quanto isto é complicado, difícil, amplo, e inimaginavelmente complexo. Porém, não me posiciono contrário à submissão entre os gêneros. Não que pense que apenas e tão somente a mulher deve ser submissa. Deve haver submissão em quem quer manter o relacionamento o mais longo possível. Por que socialmente se exige submissão das esposas?

Muitas criticas feitas as mulheres, que se dizem submissa aos maridos, são por ser esta opinião e submissão baseada em conceitos, dogmas e doutrinas religiosas. Mas parece haver uma rixa entre as próprias mulheres que se dizem livres da tal submissão em relação a estas outras que se assumem submissas. Eu até arrisco a dizer que todas as mulheres são submissas dentro de um relacionamento, e não é por que milhares tiveram coragem de divorciar, que tem coragem de sair de certas situações que se possa dizer: Eu não fui submissa. É que a palavra submissão já carrega um preconceito: é coisa da Bíblia.

A submissão, em especifico a que é mais criticada é aquela submissão por meio de dogmas ou conselhos religiosos – e há mulheres que não sabem explicar nada mais do que: é a Bíblia que manda – bem, além desta submissão orientada pela religião, há a submissão voluntária por parte de milhões de mulheres que não são religiosas, e vivem na sociedade moderna, cercada de tecnologia, e tem seu emprego e quiçá renda maior do que a do seus esposo, ai entra a pergunta: nestes casos, porque elas são submissas? Para as mulheres bem sucedidas, poderosos, ricas, por que são submissas? Há uma cultura já estabelecida. Milhões se dizem submissas. Outras que também são submissas, mas, de forma diferente, dizem não ser. É como se estivessem declarando: a minha submissão é diferente melhor do que a sua submissão. A minha submissão é consciente, a sua, é imposição religiosa, é uma ordenança doutrinária. Qual é mesmo a diferença entre uma e outra? Nenhuma. Trata-se de submissão.

Milhares de mulheres que evitam os relacionamentos por não aceitar nenhum tipo de submissão, vivem a reclamar que não encontraram, vejam que ironia, o seu ogro. Já não dizem mais “meu príncipe”. Estão trocando uma expressão por outra, mas, com significado igual. Gostaria de ter um macho, um ser viril e que mija ereto, e que bagunça quarto, sala, cozinha e deixa o banheiro todo molhado, outro do gênero para dedicar-lhe corpo, amor, atenção, carinho, cuidado, e submissão, pois, meu gato, meu cachorro já não me satisfaz. É quase inevitável. Todos que entramos em um relacionamento, haverá sim submissão de ambas as partes.

Minhas ideias sobre submissão não mudaram. Aqui no blog tem muitos textos em que opino sobre o tema. É só usar o sistema de busca. Só para lembrar uma destas opiniões: “Este é outro tipo de comportamento mal visto e mal entendido na guerra entre os gêneros. Essa natural submissão feminina ao gênero masculino, e ou talvez, esta tática feminina de ter poder incomoda a muitos. Pensam que não deveria haver mais esta palavra submissão, e penso, tentam dizer que o que existe mesmo é cumplicidade”

Outra atitude que tenho visto pela internet e aqui em minha esfera de ação, são mulheres que se dizem contrárias à submissão e chegam ao ponto de abominar os relacionamentos por pensarem que ao unirem em relacionamento obrigatoriamente terão que ser submissas. E de fato é verdade. Mas, é que, eu reconheço, há uma confusão em se ser submissa, e em se ser escrava doméstica e ou sem identidade moral, ética e sem personalidade, sem caráter, sem CPF, sem RG e sem título eleitoral. Isto é outra coisa. Isto não é submissão.

A verdade é que aquele que aconselha às esposas submissão exorta aos maridos: amai-as como vossas carnes; protejam-nas como parte mais fraca, seja feliz com mulher que você escolheu em sua juventude, sacie-te nos seios da mulher que você ama… Não existe apenas um lado. Existem sim duas pessoas, duas maneiras de viver, dois gêneros, um só relacionamento, um jeito de viverem.

Eu conheço advogadas, professoras, vereadores, deputadas, oficiais de justiça, sociólogas, empregadas domésticas, tecnólogas […] ou seja, mulheres de tipo, forma, etnias (caucasianas, negras, altas, baixas, magras, gordas) que são independentes em todos os sentidos: emocionais, financeiras, intelectuais, espirituais e no entanto, no relacionamento há sim submissão. Pois, nas relações humanas, sejam quais forem sempre haverá submissão. O interessante da palavra submissão, é que muitas mulheres dizem ser contrárias, mas, vejamos, por exemplo, nos relacionamentos homo afetivo. Há submissão entre eles? Quem entre eles se coloca em submissão?

Não é algo simples. Eu sei que não! Há como sempre aquela explicação HISTÓRICA sobre tudo. E aqui nos relacionamentos, dizem que a submissão é uma herança do patriarcalismo desde a colonização portuguesa e muitos vão além ao dizer que é mesmo uma herança do modelo adotado pela Bíblia sagrada cristã judaica. Seja como for. Venha de onde vier, o fato é que há submissão de uma das partes.

Como é em minha casa? Não sei se aqui ela é submissa a mim como gênero, ou se ela é submissa ao ideal dela de manter o relacionamento e seguir o que prometeu: até que a morte nos separe. Eu não exijo que ela me obedeça. Não há um código a ser seguido. O contrário. Eu digo que ela como brasileira tem uma lei apenas que nos governa: a constituição. É ai que ela deve se pautar. Há também as regras sociais, que invariavelmente estamos inseridos e queiramos ou não, tem influências sobre nós.

Eu, de minha parte, faço o que é necessário para que ela se submeta a minha liderança: amo-a. Dedico tempo, atenção, carinho, cuidado, afeto, proteção, ouvidos, tempo, meus dias, minhas energias, e tenho testemunhas disto tudo! E tudo que lhe prometi que faria – na alegria, na tristeza, na pobreza e na riqueza, no bom e no ruim, no calor e na chuva, no calor e no frio, na água e na seca – eu tenho me esforçado para cumprir. Talvez por tudo isto eu tenha uma mulher submissa, mas, não escravizada. Eu tenho uma mulher companheira e que as vezes entramos em divergências, em conflito de opinião, e que muitas vezes entramos em debates. Ou seja, submissão não é abdicação de direitos constitucionais, civis e penais.

Na quinta-feira última ouvi a reclamação de uma colega: “Adão! Eu já não estou mais aguentando. Estou para entregar os pontos para ser uma mulherzinha dona de casa, e deixar meu marido trabalhar para nós”.
Eu lhe perguntei: Por quê? E ela me respondeu: “É que esta vida de mulher moderna, livre, dona de seu nariz, que tem seu próprio dinheiro, que não depende de homem tá me acabando”. Pois é isto. A vida de algumas mulheres é o testemunho vivo do que afirmo no texto: a minha submissão é diferente e melhor do que a sua. E mada justifica aos homens serem o que muitos tem sido: insensíveis, abusados, intolerantes, desmotivadores das relações naturais que deve existir entre nós, os homens e elas as mulheres. Tome jeito homem tosco!

A submissão feminina é uma coisa que nem todo homem merece receber, apesar de milhares delas serem submissas a cada tipo de homem, que, as vezes, eu me perco nos pensamentos de quem é que mais merece ser meus sentimentos de empatia e misericórdia.

Devo concluir dizendo que a palavra submissão nada tem a ver com fazer tudo que o marido manda, servir-lhe sua cerveja preferida quando ele exigir, nem ter que suportar os amigos dele para o futebol ou enquanto o ele está vendo o jogo do seu time, nem servir-lhe o café, o almoço, o jantar nas mãos e todos os dia de sua vida e estar a disposição dele e de seus amigos enquanto jogam baralho, dominó ou seja lá o que for. Isto não é submissão, é servidão! E não! Submissão – vai por mim – não é coisa do tempo de nossas mães e de nossas avós, apesar de que a palavra submissão é vista como mulher que fica em casa para lavar, passar, cuidar dos filhos, cozinhar, agradar o esposo quando em casa. Isto não é submissão! Não se deve confundir tarefas de cada um com submissão, e não há uma regra para definir quem é que deve fazer o que. isto é outro texto, pois este já está longo demais.

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4 comentários em “Coisa de mulher: a minha submissão é diferente e melhor do que a sua!

  1. Adão,

    Acredito haver aqui uma confusão em relação ao termo submissão, pois para você ele tem um significado enquanto que, para a maioria das outras pessoas, ele implica algo diferente.

    Parece-me que, para você, o amor romântico de uma mulher contém, indiscutivelmente, a submissão, que a submissão é parte integrante do amor da mulher e não pode ser fornecida separadamente, enquanto que o amor do homem não necessariamente atende a esse requisito. E, da mesma forma, que o termo não é pejorativo pois condiciona a “natureza feminina”.

    Entretanto, procure a definição no dicionário. Em qualquer um. Verá que “submissão” tem sim ligações com “subordinação”, “obediência”, “subserviência”, ou seja, designa sim uma relação de superior/inferior. Não é à toa que os praticantes de BDSM se separam entre “dominadores” e “submissos”.

    O que vejo, em relação ao povo brasileiro, é uma espécie de esquizofrenia a respeito da condição da mulher moderna. O mesmo pai de família que cria sua filhinha para ser uma poderosa executiva é aquele que critica a vizinha que é independente financeiramente e não tem parceiro fixo. A mesma mulher que obtém destaque, prestígio e inspira outras a seguirem seus passos pode vir a desistir de tudo após casar. A mulher que é taxada de “vagabunda” por estar solteira e se relacionar com vários homens pode ter muito mais influência social do que as exaltadas “santinhas” e do que os próprios homens em questão. Até mesmo retomando o exemplo do BDSM anterior, existem sim mulheres dominadoras e homens submissos.

    Ao contrário do que o senhor disse, isso não ocorre com tanta frequência em relacionamentos homoafetivos, e, quando ocorre, é muito mais por traços de personalidade dos envolvidos do que por um papel social preestabelecido de “ativo” e “passivo”. Digo isso por minha própria experiência. Já me relacionei, tanto de forma leviana quanto de maneira séria, com homens e mulheres, e posso lhe afirmar que a tal submissão feminina está muito mais na cabeça dos homens do que no mundo concreto. Eles são condicionados pela sociedade a aparentarem fortes e absolutos diante da mulher na qual estão interessados, a dar opinião até sobre assuntos que não entendem, a mentir… tudo para não parecer fraco. E, pelo menos a mim, desagradam muito relacionamentos dessa espécie, pois como construir a confiança com tantos disfarces? Não estou dizendo aqui que as mulheres são perfeitas (longe disso, muitas também cultivam maus hábitos), mas elas agem mais pautadas na discrição e elegância (também por influência social), como se soubessem da força interior que o silêncio porta.

    As mulheres – não todas, mas as que não se encaixam nos padrões de “submissa” – prezam muito pelas liberdades que obtiveram. Para a maioria de nós, uma relação amorosa com submissão só é concebível se as duas partes forem submissas uma à outra (isso admitindo a mesma atribuição da palavra “submissão” contida em seu texto). Todavia, os homens – aqui ressalto, os que são heterossexuais e além disso se identificam com o rótulo de “dominador” – ainda cultivam uma mentalidade ultrapassada… Bom, aqui só me resta concluir que o tempo avança, não retrocede, e que só abandonaremos nosso estado esquizofrênico de fato quando se aceitar essa quebra de paradigmas e se dialogar com as novas formas de identidade masculina e feminina, muito mais plurais do que a de nossos antepassados.

    Não pretendo, com este comentário, mudar sua opinião, Adão. Eu, como mulher e jovem, e você, como homem de outra geração, provavelmente temos visões e experiências muito diferentes. Só queria deixar aqui registrado outro ponto de vista, também possível dentro deste mundo tão diversificado.

    Abraços!

  2. olá Adão! li com atenção o teu texto todo e sabes aonde estou agora? Estou sozinha na minha casa de praia,estou a escrever e a ver o mar e estou te a dizer isso porquê? Será que se tivesse com um namorado ou marido eu estaria sossegada a descansar a ler o teu exto e a olhar o mar? Uns dias atrás estava a falar com uma amiga e ela dizia-me que as minhas ideias não são para este tempo que vivemos,diz ela que as minhas ideias são muito avançadas e porquê? por tudo isso que acabei de ler ,eu não me submeto a nunguém ,não sirvo a ninguém e estou nas tintas para me preocupar por um homem que conheci num bar,numa praia,etc… As unicas pessoas por quem eu faço algo é pelos meus pais e familia chegada. Eu fui casada 8 anos,não tenha queixas do meu ex. marido que por acaso era o tipo de homem ideal que não me chateava e nada me pedia. e sabes porque nos divorcia-mos» ele começou a sair com um empregado aos fins de semana e não me levava com ele ,eu disse a ele se saires o próximo fim de semana e nao me levares eu vou-me embora,ele saiu e eu vim embora. Não nasci para ser submissa,escrava e sei lá mais o quê. sou uma excelente pessoa,mas gosto de estar só no meu canto sem ter que me preocupar com nada . Em minha casa sempre vi a minha mae a fazer o que queria e o meu pai nunca se meteu ,claro que dava a sua opnião mas a palavra final era a da minha mãe e como dá para ver eu saí á minha mãe ehehehhe nada nem ninguém vai dizer o que devo ou nao fazer,não admito ninguém a me dar uma ordem ,por isso e para não me meter em trabalhos estou sozinha por opção ,mas se um dia encontrar um homem que não se intrometa nos meus assuntos e nem pense em me dar uma ordem ,aí eu caso com ele ahhaha

    Beijos e boa semana para ti

    1. Querida Carla. O seu relato confirma a tese: a minha submissão é diferente e melhor do que a sua. E outro detalhe é o que escrevi no texto mesmo:

      “A submissão feminina é uma coisa que nem todo homem merece receber, apesar de milhares delas serem submissas a cada tipo de homem, que, as vezes, eu me perco nos pensamentos de quem é que mais merece ser meus sentimentos de empatia e misericórdia.”

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