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Ditadura ideologica e os estigmas sobre o gênero masculino.


No texto anterior em que participei da Blogagem coletiva: Amor aos Pedaços, Luma Rosa do Blog: Luz de Luma comentou, e eu quero aproveitar esta frase do comentário:

– Vejo muitas mulheres mais velhas amarguradas pois desejaram um tempo viver um relacionamento integral com o marido, mas esse marido se perdeu no seu cansaço.

E porque somente este pedaço? Por que é dele que me surge a oportunidade de dizer que já está na hora dos milhões de homens que não estão no grupo se manifeste contrários a este mito de que somos os responsáveis por “mulheres mais velhas amarguradas”. E também as mais novas. Evidente!  Não é de hoje que ouço e leio que nós homens, em especial os casados de longas datas somos os causadores dos infortúnios e das infelicidades das esposas. Mas, não é para menos, esta é, em suma, o que a Clarissa Pinkola Estes, com sua fama, autoridade e ideia espalha mundo a fora. Já discordei dela em textos neste blog. Tá nos arquivos. Use o sistema de busca.

Esta fama já nos pertence. Sendo ou não os responsáveis. Sendo mau, justifica. Sendo bom marido, homem, pai, companheiro, porque a fama recai sobre nós? Por que somos homens, oras!

Uma parenta de minha esposa depois de mais próxima a nós, me disse:

“Adão, eu não ia com sua cara porque você tem cara de homem que bate em mulher, mas, depois que conheci você, e vejo como você trata Kátia, eu me enganei. Ai! Se meu marido me tratasse assim”.

Não é que ela pensava isto de mim. Por longos anos eu tive que conviver com estes comentários. Era a fama que alguns da família espalhavam sobre mim. Este foi o argumento que um parente dela usou para justificar as ameaças de morte que fez a mim. Até que ele soube que eu poderia sim representar uma ameaça a ele. Eu também tenho um lado ruim. E ele é perverso. Mal. E se não quiser conhecer, saia rápido de cima da lápide deste velho homem!

Pois bem. Voltando ao tema.

A frase acima citada traz em si esta visão. Eu reconheço esta realidade em mulheres mais nova, tenho pelo menos quatro irmãs como testemunhas, e sobrinhas também. Existem milhões de homens canalhas. Não estão todos no passado. Poderia listar nomes de pelo menos uma dezena bem próximas a mim. E eu começaria a lista por aquela que apanha. Isto mesmo! Ele bate nela por ela errar, por exemplo, o preenchimento de um cheque, por não fazer uma transação bancária no dia e na hora que ele mandou, por não fazer completamente e do jeito que ele ordenou, da maneira que ele quer e deseja e não sabe fazer … e ai, eu vou dizer que ela é uma mulher “mais velha e amargurada?” Minha pergunta é: porque ela suporta aquela vida desgraçada com ele?

Baseado no testemunho dela, afirmo que ela suporta tudo pelo status social que ele representa, porque ela tem uma família linda com ele, ele é bonito, rico, poderoso, responsável, e deu a ela três filhos lindos, e pelas festas, e pelos vestidos caríssimos que ele lhe presenteia para que ela vá com ele e com os filhos às festas e jantares promovidos pelas principais instituições da região. Ah! Tem gente neste mundo que come ovo depois de apodrecido por duzentos dias e acha gostoso e é prato típico.
Estigmas

Minha esposa na última quinta-feira, 19/04/2012, foi atender ao pedido de Kaio, e o pedido foi este: “Maiiiiiinhaaaaaaa! A senhora lava esta calça para eu ir para a escola amanhã?”. Já que ia lavar uma calça, resolveu lavar as poucas roupas que estavam no cesto. Aconteceu que na referida calça, depois de tira-la do balde de amaciante, no momento da torcida da calça, sentiu uma dor no dedo anelar. Era por volta das dezenove horas. Dormiu gemendo com as dores. Na manhã de sexta-feira levei-a ao ortopedista. Saímos de lá depois dela receber uma injeção, orientações médicas, com a mão imobilizada por dez dias, e, com a certeza de que, depois destes dias, se não resolver, terá que fazer cirurgia.

Tá! E o que tem isto com o texto? É que, desde que Kátia ficou assim, sou eu quem tem que cuidar dela. Tenho que dar-lhe banho, vestir, pentear cabelo, amarrar o cabelo, limpar a casa, arrumar as bagunças dos meninos e as minhas e as dela também, atender clientes, dar-lhe a medicação pela manhã, meio-dia, e a noite […] e, eu não faço isto apenas, e somente, e desde a semana passada. Eu faço isto, desde que casamos, até mais, desde antes de casar com ela eu já fazia isto. Já cuidava dela e continuo cuidando, e no entanto, esta ainda é fama que tenho que carregar. Esta é recompensa de ser “diferente e especial”: ser classificado e rotulado como todos os demais.

Tá! Ainda não explicou, não é? É que, na rua, quando as pessoas nos encontram, eu sou acusado de tê-la ferido. – Adão! Precisava tanta força? Agora tem que fazer tudo dentro de casa – Dizem uns. Se arrombou! hein Kátia? – Eu tenho que aguentar e suportar, levar nas costas esta má fama de todos os homens. Todo e qualquer tipo de sofrimento, ferimento, má aparência, que as esposas passam e suportam, somos nós quem provocou. Somos os responsáveis por todas as mulheres mais velhas e também pelas mulheres novas amarguradas, feridas, e cambaleantes.

Nosso estigmas.

Ainda que seja piada, é o estigma que nós carregamos: somos espancadores e somos quem desfere golpes de infelicidades, mágoas, destrato e perebas. Não importa quantos milhares de homens, a minha semelhança, que cuida, zela, ama, trata bem de suas esposas, nós sempre seremos os responsáveis também. Nem é que a carapuça me caiu. Estamos ai, inclusos nesta visão de sempre do mundo a respeito de nós homens: “Vejo muitas mulheres mais velhas amarguradas pois desejaram um tempo viver um relacionamento integral com o marido, mas esse marido se perdeu no seu cansaço.” – Por trás de cada mulher mais velha amargurada, existe um marido que se perdeu no seu cansaço.

Maaaaas, por trás de cada mulher feliz, existe ela mesma como sujeito de suas realizações.

O final da branca de NEVE

Eu não concordo com esta ditadura ideológica de gênero que tem estado vigilante sobre nós. E não! Eu não concordo que este tenha sido o fim da Branca de Neve. Este ai, é só mais um estigma que nós homens temos que suportar, tolerar, e ficar calado, porque homem, até calado está errado. E, parece que não ajudamos em casa, não cuidamos da esposa, nem somos carinhosos com os filhos, e só fazemos bagunças. Existem milhões que agem assim, mas, por outro lado, não penso que todas as mulheres são como as prostitutas e as milhares de mulheres canalhas que existem por ai. Sobre nós os estigmas de sempre, e agora, o de preguiçoso, o de indolente, descompromissados, causadores de dores e infortúnios, aproveitadores, etc.

Esta visão sobre nós, é histórica. É! Talvez universalizada. E penso, que já é hora de nós outros, que não estamos no grupo, fazemos nosso marketing. Apresentar e dizer: não sou assim! Eu trabalho tanto quanto ela. Eu faço também por ela, tanto quanto ela faz por mim. E digo a todas o que digo para minha esposa: Ter família, criar filhos, educar, proteger e ainda ter condições de olhar um para o outro, mesmo em meio ao sufoco, não é para qualquer um não. Se não aguentar: pede para sair, mas, não jogue a culpa em mim não!

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Um comentário em “Ditadura ideologica e os estigmas sobre o gênero masculino.

  1. Olá Adão! é muito complicado entender esses casamentos que ainda perduram durante anos e anos e que todos sabem que não passa de fachada e porque duram? porque a mulher sai de casa e nao tem dinheiro,nao tem nova casa,não tem força de vontade e vai ficando e ficando e quando dá por ela acaba a vida nas mão desse homem com que casaram para serem felizes e afinal não passam de umas coitadas e infelizes. Muitas também são ameaçadas e com o medo mais uma vez vao ficando apresionadas a um homem para o resto das suas vidas. E quanto ao teu caso ,quem vê caras não ve corações. Vou-te contar uma situação que aconteceu há uns meses atrás . Uma das minhas irmãs que estava casada ha 23 anos deixou o marido e aqui em casa a minha mãe ficou chocada. a minha irmã diz que o marido nunca lhe fez mal,mas já não o amava e queria viver o resto dos anos que tem pela frente feliz e não amargurada. Eu entendo e apoio. A vida é para ser vivida como queremos e não como os outro querem e é preciso ter coragem para abandonar 20 e tal anos de casada ,mas para ser feliz vale a pena !

    Bom fim de semana,beijo

    Carla Granja

    http://paixoeseencantos.blogs.sapo.pt/

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