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Abdicar. Conceder. Conviver. Realizar … Os verbos dos relacionamentos


Hoje eu excluir minha conta no Facebook. Na prática eu ainda tenho 14 dias para pensar melhor. Porém, não farei, repito, como o político. A minha decisão é irrevogável. Foi assim em 2006 quem abandonei o Orkut. E, parte do problema, eu confesso, é que eu sou um homem de difícil lida! Difícil convívio! E tudo o contrário, se as regras a mim impostas sejam também válidas para quem impõe regras. Ninguém está acima da lei, nem quem promulga.

Um dos motivos listado entre vários outros foi: “Minha esposa, anda, a semelhança da vida real, não entendendo certas opiniões minhas, e tem gerado alguns conflitos, do tipo: você escreveu isto para mim, fulano de tal disse isto para mim, por que você escreveu aquilo lá… etc. Não tenho que convencê-la do contrário.” – Cansei do Facebook, por isto saio.

Eu sou de difícil lida. E um motivo que me torna assim, é que eu não gosto de ficar repetindo as mesmas coisas sempre. E algumas vezes tive que justificar que algo que escrevi não foi para dizer isto ou aquilo para minha esposa, e ou, sobre a família dela; e que minha opinião, fere fulano de tal que pensa diferente. Então, ao contrário de “os incomodados que se mudem”, eu prefiro mudar. Eu quero é ficar longe de ter que justificar o desnecessário. E, o pau de dá em Chico, dá em Francisco!

Não uma vez, nem duas. ”As esposas” (Se você se incomoda com generalizações, pule fora aqui) tem a capacidade de pensar que nós, os maridos, somos programados, e casamos com a missão secreta de fazer coisas que as incomodam, e que aquelas promessas de amar na riqueza, na pobreza, na alegria, na tristeza, na saúde e na doença e tudo mais, era só cascata. Nossas intenções são mesmo outras do tipo: irritar, provocar, desdenhar, fazer sofrer, humilhar, menosprezar, contrariar… Já escrevi isto aqui no blog!

Desde a faculdade de Teologia lá no IAENE, nos estudos dos livros do Pentateuco uma observação sobre o comportamento humano me ficou evidente: a necessidade constante de atenção e a insistente necessidade de ação demonstrativa de amor, atenção, cuidado, carinho, por parte de quem diz que ama, gosta, e tem carinho; este é quem tem que provar. Isto era visto da seguinte maneira: Deus fazia um milagre e todas as pessoas ficavam maravilhadas e criam. Dias depois, ainda que o último milagre tenha sido, por exemplo, fazer chover pão do céu, o povo exigia nova ação de Deus, senão eles reclamavam e debandavam para outras religiões. Quem ama tem que, cada dia e TODOS OS DIAS fazer um milagre. O milagre de ontem, hoje, já não vale, ou, se é lembrado, não tem validade. Hoje é hoje! Cadê o de hoje?

Nos relacionamentos não é diferente. É como aquele filme: Como se fosse a primeira vez. Todos os dias devemos reconquistar. Todos os dias devemos insistir. Todos os dias devemos fazer as atividades de ontem, e fazer as outras de hoje. Se o namoro for virtual, a situação pode até piorar. Pois, ai você tem que responder mais e mais indagações: eu ti vi online e você não me deu atenção; você não me enviou um e-mail, você não escreveu uma frase bonita para mim, você não me quer mais; o que está acontecendo que você não me ama mais, você não me quer mais, você não me deseja como antes; o que aconteceu que você passou um dia sem mandar um e-mail para mim; eu fiquei te esperando no bate-papo e você não apareceu…

Ou seja, não é de hoje, que nós fazemos como os antigos Hebreus. E não é de hoje que os relacionamentos exigem todos os dias, novas atitudes. Não importa se você está a um ano dando demonstração de carinho. Não importa se você está a 18 anos do lado da pessoa. Não importa os sacrifícios e tudo que foi feito ao longo de NOSSA HISTÓRIA; tudo é resumido e destruído se não aconteceu algo hoje, em especifico, se não aconteceu algo desde o último evento. Toda uma história de vida. Todo o romance. Todo o carinho dedicado. Todas as palavras e promessas feitas e cumpridas. Tudo! Absolutamente tudo, vai abaixo por uma PARANÓIA de que faltou atenção nas últimas 24 horas. Eu te esperei. Eu fiquei aguardando. Eu perdi meu tempo, eu perdi meu sábado, um feriado desperdiçado, […] É assim! Tudo antes de agora, não vale nada, por mais lindo que tenha sido! Porque agora algo não foi feito! Um evento não aconteceu. Um evento que não foi concretizado; vi você estava dando atenção a um amigo, você estava com os amigos de seu filho; você está comportando diferente de anteontem; você não é mais o mesmo; você está diferente.  São tantas observações e que as vezes eram positivias!

Nós maridos e namorados reconhecemos a importância dos eventos. Sabemos da dedicação das mulheres quando se expecta um encontro. Sabemos, ou melhor, eu sei do empenho que é aguardar um momento, um encontro. No entanto, não é por que algo aconteceu, e que nos impediu de agir dentro do esperado que nossa história antes disto está esquecida, perdeu o significado. Não! Mesmo quando, e se, um relacionamento vier ao fim numa situação desta, nada pode apagar o que aconteceu antes.

Outro exemplo? Sim eu tenho outro exemplo. Um homem, no modelo “semiantigo”, em que o homem é o provedor. Se, este homem, por um período apenas da vida conjugal estiver incapacitado de prover, de proteger, de agir como antes, todos os anos que antes que ele fez, é esquecido! E, não é só um que eu conheço nesta situação.

Quanto ao geral? Para manter um namoro, um casamento, uma amizade, um relacionamento por longos anos, é necessário, abdicar de muitos conceitos, preceitos, vergonha, desejos. Se uma das partes sentir, pensar, pesar e concluir que dá mais do que recebe, esta situação contribuirá para que em algum momento o relacionamento acabe. Então é melhor mudar de atitude antes que a vaca chegue no brejo.

É assim!

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