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Eu não preciso da ajuda do filme Comer, Rezar e Amar.


Eu, como homem, sou o que sou. No gênero e na raça! Sou o que minhas experiências puderam me transformar e me moldar. Na maioria das vezes, digo que sou o resultado do produto das minhas equações, das minhas escolhas, dos contatos, dos convívios, das reações às ações minhas e alheias. Sou o que sou. Hoje, o meu filho primogênito faz 16 anos. Temos 17 anos de casamento oficializado e 18 anos juntos. Quase nunca separados. Conversando todos os dias. Às vezes o dia inteiro. Se, fizéssemos sexo o tanto que conversamos ou na quantidade que conversamos, bem, nenhum homem no universo teria feito mais do que eu.

No entanto, por causa daquelas, que rotulo de discípulas de Clarissa Pinkolo Éstes, as ditas clarissistas escrevo este texto. Uma resposta direta. Quem são elas? São mulheres que vem aqui, sentindo-se as almas mais puras e mais seguras do universo por que leram os livros desta autora. Através dela, soube que todas elas, são gente boa! Eu não sou gente boa! Segundo Lígia Maria Marques, eu sou uma migalhinha. Mas! Sou destas migalhinhas que incomoda. É tanto que ela me escreveu! A Miriam disse ter sentido uma angústia no coração … saibam todos: por mim! Nem precisava tanto querida! Valho menos do que toda esta sua angústia… e este texto é para dizer a Miriam, que eu assistir ao filme que ela “recomendou”. Mas, assistir não porque ela recomendou. Eu já tinha visto. E esta semana revi e lembrei-me de que tinha que responder a isto:

“Assista ao filme: Comer, Rezar e Amar… quem sabe possa lhe ajudar a encontrar Sua Palavra de fato. Venha nos contar”.

Meu resumo do filme: Nihil novi! – (Nenhuma novidade!) Muitas podem se deslumbrar com o filme. Podem se sentir presas e verem no filme e também na leitura do livro um impulso libertador. Podem se identificar com a história. Eu vi no filme indicado um bocado de idiotice, e situações não aplicável a 99,98% das mulheres que eu conheço e me relaciono.

Eu conheci uma mulher na situação dela. Talvez pior! Ela tinha sido abandonada pelo esposo. Fugiu com sua melhor amiga. Deixou-a para trás, ela e o filho. Ignorou-os por longos anos. O que fiz? Eu a amei e insistir para ela aceitar o amor que havia despertado em mim para com ela. Vivemos um intenso amor de nove meses. Foi-me dolorido separar-me dela… Sabe o que mais Miriam, nove meses de amor. Sem sexo. E nosso relacionamento foi de meu ponto de vista: um sucesso. Eu disse a ela em palavras e em letras que ninguém deve recusar amor por desanimo, nem se é derrotada por “fracassar” em um relacionamento, que não depende apenas dela.

Aliás, por que se diz que se fracassa quando o casamento acaba? O tempo em que teve amor, carinho, atenção, cuidado nunca é contabilizado? Tenha paciência e mude de opinião! Se meu casamento acabar amanhã ou depois de amanhã, eu, e minha esposa não somos fracassados. Tivemos quase duas décadas de sucesso! Por que não mudar esta opinião de que divorciar é sinônimo de fracasso? Como afirmei para minha querida Beth Santana: aproveite e viva enquanto eterno for.

Por uma simples questão de princípios, eu não imporia essa minha pessoa desanimada, derrotada e velha ao adorável, inocente Giovanni. Sem falar que eu finalmente havia chegado à idade em que uma mulher começa a questionar se a maneira mais sensata de superar a perda de um lindo rapaz de olhos castanhos é mesmo levar outro para sua cama imediatamente

É no mínimo uma visão equivocada sobre ela, a pessoa humana, os relacionamentos e a sexualidade, em especial, da comunidade onde ela foi criada. Não muito diferente de uma grande maioria das comunidades. Ela questiona relacionamento e sexo casual neste paragrafo, e dá aquela sensação de grandeza ao ponto que se inferioriza se declarando desanimada (Por causa do relacionamento anterior), derrotada (idem), velha (o tempo e a biologia ). Ou seja, ela é a injustiçada! Mas, está ai ocultando, o que nós homens assumimos. Quando olhamos para uma mulher bonita e de olhos castanhos, nós, homens, não pensamos que vamos casar com ela, se ela quer, nós também queremos e pronto! É só um falso senso de moral versus desejo e excitação!

O livro e o filme, na visão que tive, é uma história de alguém, no mínimo egoísta, e uma visão, que veja bem: mantém o mito desconfortável de que uma mulher não pode sentir desejo, não pode e nem deve revelar seus desejos. É estranho para muitos, saber que, eu e minha esposa conversamos sobre isto. Estranham saber que ela me conta os desejos dela. Acham que ela fica vulnerável em dizer a mim, que, sente-se atraída por homens negros, altos e elegantes. Ah! Você é louco e corno! Mas, digo sempre: casar-se comigo, não extingue nela o desejo, as vontades, as carências (emocionais, fantasias, e desejos dela). Penso que não tem necessidade dela esconder, nem de revelar. Sei que existe. Se ela não conseguir segurar, bem, de igual forma a mim, temos a liberdade de ir atrás destes, e romper o relacionamento. Sem fracassos!

Só lamento vocês não terem um homem como sou! Desculpe a falta de modéstia e a arrogância. Mas, neste caso, está sendo necessário. Lamento que vocês, clarissistas, junguianas, não tenham a seu lado um companheiro tal qual sou para minha esposa.

O livro e o filme descreve como são as mulheres? Acho que não! É só uma visão, uma opinião de uma mulher que pensa que da maneira mediocre e aprisionada que ela viveu é a realidade de todas. As vezes é bem pior. Mas revela que elas guardam segredos de seus segredos. Superei estes medos e dificuldades com o último filme de Stanley Kubrick: De olhos bem fechados. Se nunca assistiu tome coragem e assista! É de 1999. Quer mais detalhe antes de assistir: Clique aqui. Eu prefiro esta visão ao do Comer, Rezar, amar.

O resumo de Comer, rezar e amar, é uma triste realidade: não ensinam as moças, e os moços a lidarem com os sentimentos, as emoções e os relacionamentos. Eu, não só procuro lidar com minhas emoções, como, se possível ajudo quem estiver precisando. E, até listaria, pelo menos quatro meninas e dois meninos que aconselhei recentemente a como resolver seus problemas de relacionamento. Criaram uma sociedade de humanos, emocionais, inaptos aos relacionamentos e aos sentimentos. São pessoas que pensam que relacionar num casamento é viver felizes para sempre. E, por uma, outra, ou por um período de desavenças, se declaram fracassados, feridos mortalmente, há os que matam e se matam também. Fraquezas emocionais, sentimentais, e falta de conceitos sobre sucesso e fracasso, amor e ódio. Há também os doentes! Casos separados.

A minha vida é conturbada como a vida dos sete bilhões deste planeta. E daí? E daí que não vou me matar por esta ou aquela dificuldade. E, sou diferente, bem como minha esposa da Elizabeth. Se nosso casamento acabar amanhã, não teremos condições de sair viajando mundo a fora. Nem reprimindo excitação. Medindo sentimentos. Ocultando emoções. Não, não vamos!

Meu casamento esta semana.

Esta semana é especial e também está conturbada. Eu e minha parceira de relacionamento estamos em situação difícil. Nosso filho menor está de catapora. E o mais velho faz aniversário hoje. Esta foi uma semana de pouco sono. Uma semana de comiseração e de impotência. Quando se digo que tá de catapora, as pessoas tem a ideia de que catapora é isto e aquilo. Em Pedro é pior. Ele está completamente tomado pela catapora. Duvido que alguém tenha tido tantas cataporas quanto ele. E Ontem o levamos ao hospital para ser medicado. Ele necessitava dormir, pois, nestas semanas poucos foram os minutos de sono que ele e nós pudemos ter.

A vida continua oras! Tive que trabalhar. Ela teve que cuidar das tarefas dela. O outro filho teve que ir para a escola. E eu tive que trabalhar durante o dia, e cuidar dele durante a noite. Dar banho. Passar remédio. Cuidar para que ele descansasse um pouco. E finalmente ontem à noite, tive que cuidar dele e cuidar dela que ao ver a reação adversa que o Polaramine causa nele, pensou que nosso filho estava ficando demente.

Então queridas desinformadas e discípulas de Clarissa, eu não preciso dos conselhos de Elizabeth, nem da Clarissa. Minha vida é completa sem elas, e as ideias e conselhos delas não tem nenhum valor por aqui. Temos nossa vida assim. Cheias de eventos bons, eventos não bons. Mas, é a vida! É a existência. Uns sofrem mais. Outros sofrem menos. Uns não procuram e sofrem. Outros procuram e não sofrem. Uns parecem serem e estarem mais felizes do que outros.

Eu não preciso da ajuda do filme Comer, Rezar e Amar.

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