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Em defesa do corpo, da alma e do espírito!


Existem algumas atitudes e condutas em mim que minha esposa diz odiar e temer e que jamais deseja que eu use contra ela o que sempre fiz ao longo de minha vida. Estas atitudes, diz ela, me torna uma pessoa estranha. Não sabe explicar como é que pode existir dentro de mim sentimentos, ações, atitudes e “coisas tão antagônicas” como as que carrego em mim. Uma das atitudes que ela diz não entender, mas, que já aprendeu de mim, é não olhar para trás! E se olhar, mesmo arrependido(a), atitude tomada, é caminho escolhido! É pra frente que se anda. No entanto, não esquecendo que caminho nenhum é sem saída para quem sabe olhar para trás e voltar se necessário.

auto-defesa

Em 1993 decidi não continuar e terminar o curso de teologia. Parei. Desistir. Abandonei. Sair do colégio interno em junho de 1993 quando faltava um mês para concluir o sétimo semestre, e a apenas sete meses da conclusão do ensino superior. O diploma me fez falta por todos estes anos. Mas, desistir e fiz o que quis fazer. Sem arrependimentos. Os efeitos e  as consequências todas recaem em mim. Mas, preservei minha conduta, minha opinião, meu descontentamento não era sem motivo. Preferi perder o diploma, mas resguardei coisas do tipo: minha moral, minha ética, minha dignidade, minha sanidade, cabeça livre, amor próprio, honra, …

Talvez a mulher que eu mais tenha amado em minha vida seja H. D. P. Tem a história e citações a ela ai no blog: the end?. E em 1990 ela decidiu que não suportaria a vida ao meu lado dez anos no futuro. Quando nos despedimos na praça do Campo da Pólvora em Salvador, uma das reclamações que ela me fez posteriormente ao telefone foi assim: Você entrou naquele ônibus e eu fiquei esperando você olhar para trás, e você não olhou! Esta é uma de minhas sombras. Eu chorei por ela 8 noites seguidas. Passei anos de vez em quando chamando-a em meus pensamentos. Suportei. Suplantei. Avancei. É só ler no texto citado.

Na família também já recebi reclamações. Em especial por manter as opiniões por longos anos. Depois de casado e do nascimento do primeiro filho passei pelo menos dois anos morando próximo de minha família. E ao de lá sair, passei dez anos sem voltar. Vez ou outra dava aos mesmos noticias. Informava-lhe de como estava: se bem, bem! Se mal? mal! E só. Depois de uma década o muro foi derrubado por aquele que havia construído: me pai! Ao chegar aqui, pedi-lhe a benção. E ouvi depois: você é mesmo um torrão meu filho!

Isto tudo acima citado e um tanto de outras situações e eventos podem servir de exemplo de como sou. E, é também exemplo de vários outras pessoas a minha semelhança criamos regras. Muitas são antagônicas outras harmônicas. No entanto, todos temos regras para seguir na vida. As minhas regras são as vezes obtusas. Mas que no final servem para proteger a mim mesmo de minhas emoções, de minhas entregas, de meus caminhos. Vivo assim! Tem dado certo. Abraço com carinho novos caminhos. Vivo com intensidade tudo que a vida me oferece. Repito versos das músicas que me embalam. Leio as poesias que me chegam. Colho as flores que estão no caminho. Falo besteira quando posso, e também quando sou inconveniente.

Nem sempre minhas atitudes, jeitos e modo de vida é aceitável. Este comportamento mesmo, que para um amigo, foi confundido por insensibilidade, é de fato, um mecanismo de defesa. É uma muralha em torno do centro nervoso das emoções. Mas, tenham certeza, não é fácil. Não é sem dor que assim vivo. No entanto, quando decido algo, quando opto por um caminho, é tal qual Jesus disse aos seus discípulos:

Portanto, se o seu olho direito faz com que você peque, arranque-o e jogue-o fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ser atirado no inferno. Se a sua mão direita faz com que você peque, corte-a e jogue-a fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ir para o inferno. (Mateus 5:27-30)

Me é dolorido certas posições. È muito difícil agir e reagir de certa forma. Mas, no fundo, todos temos estes mecanismos de autodefesa. A estas minhas, eu denomino de “O lado ruim de Adão Braga"!

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