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Um dia faria amor comigo?


Se um homem qualquer se aproximasse de você e te perguntasse: “Um dia faria amor comigo?” O que você responderia? De imediato, se de surpresa eu garanto que a resposta é NÃO! Por mais que o proponente seja bonito, atraente, charmoso, bem vestido, boa pinta, se assim agisse certamente a resposta, afirmo, que quase 100% das mulheres responderiam NÃO!

Nenhum homem faz esta pergunta para qualquer mulher. Só com uma distância, com uma intimidade e com segurança se faz pergunta semelhante. Nós homens não tememos os desconhecidos. São os amigos que trazem perigo. Os homens próximos é quem ameaçam a soberania masculina, o rei do reinado ou somente a pedrinha ali do brejo.

Outro dia ouvi de uma amiga o que é que a impedia de se envolver com um colega de sala de aula e amigo de atividades profissionais. E quando perguntei-lhe se havia chances dela e de um amigo estarem tendo um caso, ela assim me respondeu:

– Você esquece de algo: somos amigos e somos casados!

Ser amigo não é empecilho. Os casais são antes de namorar amigos. Logo, ser amigos, antes de ser um empecilho,  é na verdade uma facilidade. Primeiro se faz amizade. Depois a intimidade. Depois, e em muitos casos aparece outros elementos, outros sentimentos. Ser amigo não é uma barreira.  E a frase: “somos casados” pode não ser uma base segura. Pode ser mais uma areia movediça do que uma base sólida. Confiar que se é casado e ser casada não é uma boa estratégia. Eu não confiaria na instituição puramente. É mais complicado e dificil vencer um valor moral do que uma influência externa, uma convenção social. Uma determinação de valor tal como: doutrina ou dogma religioso, um valor de família, uma posição ética, uma declaração de amor (amo e sou leal e fiel). “Somos casados” é um valor externo, uma convenção social.

A resposta também revela pelo menos duas vulnerabilidade nela e também serve para apontar para ele o empecilho. E homem, como somos todos iguais, o segredo ou o ponto a ser minado, o elemento a ser vencido é: “somos casados”. E, quem é que não passa por alguns perrengues no relacionamento? Ai, é que está a brecha. É só esperar um destes dias em que se estiver fragilizada, e fazer como o personagem do Zorra Total: não perco uma!

Fica registrado: “Um dia, você faria amor comigo?” – Não é uma cantada qualquer. É uma sondagem. Se um descarado qualquer te perguntou isto, é por que está se sentido seguro demais. Está pensando que está próximo a ponto de avançar além do que pode. É que ele pensa e minimiza a situação. É dos que chega a pensar: o que é que pode acontecer além dela me dizer umas verdades? Em muitas situações, o que se está fazendo é pesquisando o terreno. Está conhecendo as dificuldades. Enumerando os muros. Medindo a largura que separa, e fazendo medidas do quão largo deverá ser o passo. O quanto de ousadia se exigirá.

O uso da indeterminação do evento em “um dia”, é, em toda sua indeterminação uma armadilha. Se a resposta for-lhe favorável certamente se tentará fazer com que este dia indeterminado encontre logo, e o mais rápido possível, uma data no calendário. Se, existir a possibilidade deste dia, não se poupará esforços para que o mesmo aconteça não como uma possibilidade, e sim, como se uma promessa proferida.

Se a resposta não for ao menos uma reta que possa se encontrar no infinito, certamente, que nada impedirá de novas e encantadoras investidas aconteçam. Pelo contrário, tão somente, se tem um muro a mais a ser derrubado, quiçá escalado, subido.

E, é de desconfiar de qualquer homem que afirme: “faria amor comigo”. O sinônimo mais próximo para a palavra amor nestaa frase SEXO. Não estou fazendo valor de sentimentos, e sim dentro deste contexto. A palavra amor, é um engodo.

Eu só estudo casos e eventos. Nunca fui além. Além disso, nenhuma experiência. A não ser no virtual. Alias, “A vida não é virtual. A vida é a vida. Se você tem amizades na web, não é uma amizade virtual, é uma amizade. O amor, a gratidão, a preocupação que tenho com meus amigos, independe do meio. São meus amigos. Inclusive os mesmos tipos de situações que vivo com uns no meio físico, tem se repetido no meio virtual. Isto apenas reforça a minha ideia de que a vida virtual é tão normal, quanto a vida normal pode ser virtual.”

Levando isto em consideração. Nada além! 

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Um comentário em “Um dia faria amor comigo?

  1. A interpretação não é algo fácil, pois, dependendo do olhar de quem lê ela pode tomar caminhos variados, fugindo em alguns casos o que é proposto pelo autor. Assim, muitos são os que se vale dessas lacunas na interpretação para desconfigurar uma idéia formada de acordo com o que lhe é conveniente. A resposta de sua amiga é interessante e a sua análise é pertinente partindo dos argumentos que você usa. Porém, um outro leitor poderia facilmente interpretar o discurso como uma forma educada e singela de dizer não, utilizando para isso fatos (amigos e casados), que comprovam a impossibilidade ou a falta de possiblidade do evento (“Um dia faria amor comigo?”) vir a acontecer.

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