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Sou professora, não educadora de seu filho. E nós pensamos: ainda bem!


Se tem uma atitude que não me deixa confortável e confesso que me controlo para não dizer algumas palavras não agradáveis é quando encontro com algumas mulheres que, as vezes posando de vitimas dizem:

– Eu saio de casa cedo e deixo meus filhos lá e venho para a batalha e recebo muito pouco por isto!

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Esta mesma frase noutras situações também é usada para a vanglória e para o engrandecimento. O que tenho sempre condenado nalguns amigos é querer demonstrar que fizeram escolhas, que optaram por um caminho de sacrifício, de renuncia, tomaram um caminho que exige além de trabalho, que exige também esforço maior das emoções, do físico e do intelecto. Assim, não me venha com tal farsa: “de que eu deixo meus filhos em casa”, como que se está dando mais do que pode, e que recebe menos do que merece. São escolhas. São caminhos seguidos. São opções e decisões tomadas. Você escolhe seus caminhos e os trilha. Você toma suas decisões e assume com isto os riscos bem como recebe os louros. É você quem deve colher as tempestades dos ventos plantados.

Não queira fazer com que eu me sinta culpado, e, senti compaixão por suas decisões. Certamente que não estás livre e fora do alcance de sentimentos como compaixão, altruísmo, empatia de minha parte, mas, no entanto, não por estes motivos. Nunca! Estou sempre disponível para oferecer apoio, carinho, atenção, ombro, e disposição, se o que está em curso, é inevitável, e o que sempre pode ocorrer com todos nós. Esta é a tragédia humana. Sejamos bons ou maus. Ricos ou pobres. Brancos, negros, amarelos, religiosos, políticos, ateus … etc.., é inevitável que vivamos e que passemos por esta existência sem alegria, sem amores, paixões, músicas, e também, dores, sofrimentos diversos e por fim: MORTE. Só nalgumas literaturas é que se registra que pelo menos três personagens tenham deixado este mundo vivos (dois deles morreram e ressuscitaram) para lugar e situação desconhecida.

O que não me emociona, nem me causa boa impressão, é a vitimização. É querer jogar pra cima de mim uma carga que não é minha. Esta de que você está se sacrificando por um bem da coletividade, e que eu devo ser grato por isto, por pertencer a coletividade, não me atrai, nem me ativa sentimentos de empatia. Quem lê este blog sabe de minha posição quanto ao trabalho feminino no mercado de trabalho. Da grande conspiração por mão de obra de qualidade, com preços baixos, e com a delicadeza, a organização, a presteza, o amor, o cuidado… e tudo mais em empenho, dedicação, atenção, carinho, …. que só as mulheres são capazes.

Pois bem. Acontece que nossa sociedade está cada vez mais comum mulheres educando, protegendo, cuidando e zelando dos filhos de outras mulheres que por motivos vários saem para a batalha. É bom esclarecer que esta batalha é por muitos definido como: sucesso profissional, sonhos pessoais, … nada contra, desde que se não queira dizer que somos culpados por não lhe ter chegado ainda este momento.

Assim, muitos destes filhos, destas batalhadoras de sonhos e metas pessoais de sucesso, empresarial, de desejos e metas propostas, são educados por babas ou por domésticas, por amas, por mucamas modernas, que zelam, que cercam os filhos destas outras mulheres e patroas. Então é questão de escolha. É questão de metas. Todas estas escolhas. Todas estas escolhas, estes planos, estas metas foram decididas em algum momento de vossa caminhada. Não me venha dizer que eu devo ser complacente, que eu deva agir de forma diferente com você por que você sacrificou a educação, o acompanhamento de vossas crias em detrimento a vossa carreira. Se você optou assim, por que queres que eu, me preocupe com os seus filhos?

Muitas mulheres que saem de casa para trabalhar na casa destas outras mulheres que também saem em busca de seus sonhos, de sua carreira, também sacrificam os filhos, a família, o marido, o lazer e no final das contas, todas estão, por necessidade ou por metas, buscando alcançar o sucesso, o prazer, e a tão almejada felicidade.

A frase lá de cima, foi uma professora quem disse a Kátia esta semana, justificando que ela é apenas professora e não educadora dos filhos de ninguém. E o debate começou assim. E Kátia então disse-lhe o que pensamos sobre o assunto. Nós escolhemos o caminho a seguir. Se não agüenta, que não invente! Foi ela quem optou por sair e ir trabalhar. Muitas escolhem a carreira pensando apenas de forma bocó: quero ser independente de marido. Estudo e trabalho para homem nenhum mandar em mim. – ou só por usura mesmo, e acabam na situação do mesmo jeito ou pior!

Conheço algumas que amam o que faz! E se esmeram, se esforçam e não reclamam das decisões tomadas, dos caminhos percorrido, dos atalhos errados, da caminhada mais longa, …. Sobem e descem montanhas para ensinar, compartilhar. Muitas apenas acreditam que podem ser esposa, professora, mãe, e servidora pública, e que as prestações não lhe seriam pesada. E, no arroxo… ai, dá tilt, peripaque, estafa, estresses, dores, doenças, infortúnios mil. Caem na vala antes da hora.

Aqui em Irecê nas reuniões de pais e professores tem sido moda usar de forma generalizada essa CULPABILIDADE como que todos nós, pais e mães não estamos em casa, não estamos sabendo o que nosso filhos estão fazendo aqui, ali e acolá. Não aceitamos esta carapuça de que os filhos fazem o que bem querem sem dar satisfação, de que os pais são responsáveis por isto e por aquilo, que os filhos usam e abusam da liberdade concedida por pais ocupados. Não somos parte do todo! Afinal, nem todos optamos tal qual estes que assim vivem. Até os puns aqui de casa é catalogado pela fêmea e cuidadora, nem adianta dizer: não fui eu!

Aqui em casa tem sido o contrário. Exigimos que nossos filhos sejam responsáveis, morais e lá fora em contato com outras pessoas que sejam éticos. Respeitem os professores, as diretoras, e que saiba tratar todas as pessoas conforme a educação e o respeito que exigimos deles. Mas, infelizmente, a educação deles, depende em muito da educação do outro lado.

Várias professoras, professores e diretores tem repetido, não uma só vez, que eles não são EDUCADORES de nossos filhos. E entendemos. Muitos não tem experiência na área. Não educaram nem os próprios filhos, como poderiam querer, pensar que são EDUCADORES. Muitos são, meros replicadores da ladainha exigida pelos PNE. Muitos se incomodam com o que não deveriam incomodar, e deixam de lado, certos conteúdos, e ficam discutindo o que não está no programa do PNE, e criticado por eles.

Ainda bem que certos servidores foram e exercem apenas a função de professores e não de educadores. Vários não tem experiência nem numa função, e delegou a função para outra, que em via de regras, sabem educar os filhos, mas, que não tem estudos.

Um dia chegaremos ao ápice! Ai perguntaremos: E agora?

 

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Um comentário em “Sou professora, não educadora de seu filho. E nós pensamos: ainda bem!

  1. Subentende-se uma parceria na educação das crianças, pais e mestres, afinal, o filho “escuta” e às vezes idolatra um professor. Acho errado o que o Estado faz em colocar a escola e família como adversárias, isto para livrar-se do ônus da culpa, por não abastecer as Escolas de material prático e humano que possa desenvolver o cidadão de forma correta. Assim, a Escola coloca a culpa na família e a família na Escola – a família diversifica dentro deste contexto e estende a culpa para outros seguimentos, mas se esquece, invariavelmente de culpar o Estado e por quê? Porque estará culpando a si mesma, por eleger os mandatários do poder.
    Outra questão que não compreendo nas mulheres; muitas delas trabalham fora apenas por “status”, como se ser dona de casa a denegrisse. Assim, trabalham ganhando aquilo que pagam para alguém ficar no lugar delas em casa e muitas vezes, paga uma pessoa não qualificada. Se a nossa sociedade está produzindo tantos delinguentes juvenis, a culpa é exclusiva da família.
    Boa semana!

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