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Por que não vou em festas?


Certo dia, desta última vez que minha mãe veio aqui em casa, eu perguntei a ela de quem era o caixão que eu me lembrava que estava no meio da nossa sala. Pois, eu tinha esta lembrança, mas, não sabia quem havia morrido. Ela admirada me explicou quem era e o que havia acontecido. E disse-me:

– Você era tão pequeno, como é que se lembra disso?

Eu não sei de como, só sei que é assim. Dado esta explicação, vamos ao que interessa. Tenho procurado entender o por que de eu não ter muito interesse em ir em festas e a lugares em que há grandes aglomerações humanas. Não me lembrei de um só fato ou evento, mas, de alguns. Eis então os motivos pelos quais, penso eu, terem me levado a não gostar destes eventos.

1 – O penteado do cabelo.

Me lembrei de certa vez ter ido num lugar em que para abaixar a juba, eu usei óleo de soja no cabelo. Ficou lisinho e também baixinho o cabelo. Mas, todos olhavam para mim até que numa briga que lá ocorreu, me sentir ridículo, voltei para casa.

2 – O primeiro Cosme & Damião.

Certo dia, lá na Vila Esperança soubemos que haveria uma grande festa dedicada a Cosme e Damião. E soubemos também que 7 crianças iriam ser escolhidas para sentarem no centro da sala e comeriam primeiro e receberiam balas e presentes. Me banhei cedo. Vestir a melhor roupa e desci. Fiquei ali rodeando o ambiente esperando ser escolhido. E até me apresentei para ocupar um lugar, quando ouvi a voz de uma mulher que disse: esse não por que é feio.

3 – Não ensina isto não para meu filho

Quando mais jovem, ali por volta de 1980 até 1983, no auge dos sucessos de MJ, fui certa noite numa festa no bairro do colégio onde eu estudava. Como a sala estava vazia e tocava MJ, resolvi dançar os passos que eu conhecia. Um menino me pediu para ensina-ló a dançar. Ensinei-lhe o que sabia. Mais tarde, quando a casa estava lotada, um homem veio me empurrando e chamando para a briga. O motivo: foi você que estava ensinando meu filho a dançar estas danças de veado?

4 – A ultima festa em agosto de 1986

A penúltima festa que fui, aconteceu no colégio onde eu estudei o ensino médio. Comprei uma entrada de aluno, mas eu era ex-aluno-aluno, e fui barrado na entrada. Porém, o diretor me colocou para dentro da festa com a entrada assim mesmo.

Pois bem, já no final da festa um sujeito que começou uma brincadeira de colar uma fita de bandeirola nos presentes, se irritou quando eu coloquei a fita nele. Partiu para cima de mim e me bateu na cara. Sair e peguei uma barra de ferro. Encurralei-o num estreito e o desafiei.

– Venha! Seu filho da puta! – Gritei em tom de desafio e ira. Ele veio sem ver a barra de ferro oculta rente a perna direita. Desviei-me dele e o calcei. Saiu trôpego, cambaleando, com a nuca em descoberto. Foi então que aproveitei a oportunidade e desferi o golpe fatal. Nem vi mais nada. Sei apenas que quando o olhei estava no chão. Olhando para mim, com os olhos esbugalhado. E Pio, o moço que vendia salgadinhos no Colégio Santo Antônio havia puxado a barra de ferro de minhas mãos e me gritava:

– Você ia matar este cara? É isso que você quer para sua vida?

Desci as escadas correndo. Sentei no lajedo mais adiante. Olhei o céu. Olhei a lua e então decidi: nunca mais vou numa festa. Afinal, quase todas as festas que vou, alguma briga acontece ou sou envolvido nalgum incidente.

Até hoje!

Vejam ai, que não tenho um motivo único para não ir a festas e também para frequentar lugares com mais de umas dúzias de pessoas. O que tenho são lembranças que me fazem evitar estes eventos.

Neste caso, vale o valor do ditado que assim me ensinou: É melhor ser um covarde vivo, do que um valente morto!

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3 comentários em “Por que não vou em festas?

  1. parceiro não te conheço, mais neste ultimo relato sobre sua festa do colegio, vc percebeu o quanto Deus foi misericordioso contigo, ja pensou se nao aparecia aquele homem para tirar a barra de ferro de suas mãos.

    Parceiro festa é bom, mais é alegria passageira, mais a alegria em Deus é eterna, busque a ELE pois vai te abençoar grandiosamente.

    Abraço.

  2. Santo DEUS, é força de experiência trágica. rs
    As minhas foram sempre maravilhosas, talvez por isso me tornei festeira inveterada.

    Amo Festa, dança , música, povo, gente junta.

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