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As mulhers que choraram esta semana


Esta semana que findou ontem encontrei três mulheres que choravam. O choro feminino por ter várias fontes. Invariavelmente muitas choram por sua desdita “situação amorosa”, o que para mim é uma grande antítese. Eu penso que o amor que sentimos por outra pessoa dói. E dói mais quando o objeto do amor age, reage e insiste em agir contrário a quantidade de amor que se envia a ele.  Pois bem, vamos a relação das mulheres que choravam e por quais motivos.

A primeira que chorava estava numa clinica médica. Estava lá oficialmente pode que havia quebrado o antebraço numa escorregadela doméstica. Oficiosamente, confessou-me que foi por ter batido de frente com seu companheiro, e na luta corpo-a-corpo ela levou a pior.

Sei que entre nós humanos, em todos os aspectos possíveis a serem analisados, NÃO EXISTE esta tal de IGUALDADE. Não somos iguais. E por isto, me incomoda a maneira violenta como nossa espécie quer sempre resolver as crises. E, invariavelmente, a violência é usada em casos extremos, ou não. Eu sei, e já usei de certa violência extrema, em pelo menos duas vezes. Não no meio conjugal, que penso, não deveria haver violência e sim sempre os embates diplomáticos, políticos, debates e resoluções de questões baseado na dialética, oratória, apologética (se é possível o uso do termo). Mas, nunca a violência entre os pares que se uniram prometendo se amarem, prometeram estarem juntos em situações adversas quaisquer que fossem.

Esta chorava por ter tentado bater no marido. E quis bater por que soube que ele estava com uma certa quenga pras bandas de um lugar de banho e encontros. Por conta da ação dele, ela, para se vingar, ajuntou com duas outras colegas e foram se insinuar para alguns homens em certo lugar, que sabe, geraria comentários e desaprovação do esposo. Realmente, o que falta a muitos de nós humanos, é um pouco de inteligência emocional. Afinal, qualquer tipo de violência, gera mais violência. Onde é que estas vinganças levam? A violência e destratos. Não prego esta subserviência feminina, nem masculina. Todos temos direitos iguais. Mas, se há este comportamento fora do prometito, é o suficiente para se, ou exigir mudanças, ou partir para outra. Simples assim!

Pois bem, a segunda mulher que chorava não quis comentar comigo do que se tratava. Mas, deixou claro se tratar de problemas com o trabalho. Os atritos entre humanos as vezes é inevitável. Somos diversos, heterógenos, e nalguns pontos, devemos obedecer as palavras do apóstolo: “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha queixa contra outrem.” (Colossenses 3.13). No ambiente de trabalho, é o ambiente perfeito para se aprender algumas lições. Uma delas, é que muitas vezes nós reclamamos de nossos pais, de nossos irmãos, mas, suportamos alguns gerentes, alguns chefes de setores, alguns colegas de trabalho muito mais pacientemente do que suportamos nossos familiares.

E, sim, aqui, por onde tenho andado, a vida de muitas pessoas, tanto faz se homem, se mulher, é muito ruim quando o assunto é o relacionamento funcionário X gerente, chefe ou patrão. Ambiente hostil, caótico, humilhante, desagradável, destruidor de qualquer doutrina e modo de vida zen.

Adiante!

A última que estava chorando … bem” … fui em parte culpado.

Se tem um estado em que admiro uma mulher, é quando ela está grávida. Eu paro e olho uma mulher grávida com prazer, satisfação e esperança. E se é tal mulher, é amiga… ai é quase tietagem. Mimo. Conversas. Perguntas diversas: tá fazendo o pré-natal? Como tá o bebê? Já tem um nome? Tá se alimentando bem? O pai tá animado? Tá recebendo atenção do papai da criança? O seu companheiro tá te ajudando? Já fez o enxoval, tá faltando algo? … etc.

Bem! Aconteceu que fui atender uma empresa e falei com as colegas todas. E a grávida não estava no alcance dos meus olhos. Não vi a criaturinha sentada lá no lugar de sempre. E, quando finalmente cheguei lá, ela estava chorando. Ai me preocupei. Fui lá perguntar o que havia acontecido.

– Eu pensei que você não vinha conversar comigo! Eu estava aqui pensando o que foi que eu fiz para você me esquecer, se toda vez que você vem aqui, você pergunta pelo meu bebê, como tá a barriga, se eu estou calma… – desandou a lamentar e lastimar sobre o ocorrido.

Soluçou! Limpou as lágrimas. E me sorriu!

Onde é que eu iria pensar e calcular o tamanho desta carência. Esta deficiência afetiva. Como poderia imaginar que um comportamento, uma atitude tão simples em perguntar pela gravidez dela, fizesse tanta falta. Mas tem explicação? Sim, claro que tem. Afinal quantas mulheres passam pelos 9 meses de gestação sem atenção, sem carinho, sem receber amor, afeto, abraços, beijos seja do companheiro ou familiares.

No final, tudo foi resolvido. Voltei lá na sexta-feira, e antes de fazer o serviço, fui lá na sala e fiz as perguntas de sempre, beijei-lhe carinhosamente a cabeça, elogiei a barriga, perguntei pela data prevista para o parto.

– Ah! vai demorar ainda! Será ainda em setembro. Obrigada!

Meus Deus, como são as mulheres! Tanta simplicidade e tanta complexidade ao mesmo tempo, num único ser!

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3 comentários em “As mulhers que choraram esta semana

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