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Sempre vou escolher o amor


Quando, em outubro de 1986, fui batizado na IASD na cidade de Nanuque, passei por um período de dois anos e meio sem namorar. Foi uma opção. Um amigo, o Geová, até me aconselhou a abandonar a igreja e me disse: Esta igreja mudou você  demais.

Eu tinha regras. Eu seguia minhas regras. Eu tinha meu credo. E seguia meu credo. Eu tinha uma lista de atitudes e ações a serem seguidas se algo acontecesse. E tais coisas, itens e tudo mais foi necessário depois do estrago do furação chamado Vanessa. Tem o texto dela ai no blog.

Lá, naquele tempo, para mim, os momentos mais difíceis que passei nos namoros que tive, terminar com elas, foram os momentos que mais me entristeciam. É porque dizer para alguém, que não há sentimento suficiente para alimentar o sentimento existente do outro lado, é muito, … muito dolorido. Ao menos para mim sempre foi. Mas, este tipo de dor, doi, mas, doia mais no outro lado, e você só sabe, quando se torna o lado oposto.

Assim foi com Sirleide. Ela quem me pediu em namoro. Antes de um mês, tive que chama-la e dizer que eu havia tentado, mais, não havia germinado nenhum sentimento de mim para com ela.

Foi assim com Zenaide, a outra é claro. Tive que dizer-lhe, que o que eu sentia por ela, não era um sentimento grandioso, puro, amplo como o que ela sentia por mim, e assim sendo, não havendo correspondência e intensidade de sentimentos era melhor terminar.

Algumas vezes, sentir isto em mim, quando por exemplo, Lucinha me disse: Eu ainda gosto do meu ex. E, também outra, que veio direto, sem meias palavras e me disse assim:

– você passou quinze dias longe de mim, e eu não pensei em você, não sentir sua falta, não sentir saudades. Então é melhor acabar.

Sempre foi assim. No entanto, carrego, talvez um destino triste, o fado, de ter que ficar distante de pessoas, de mulheres que o sentimento existe. Que a paixão adentra a alma, domina o espirito, e faz a carne tremer, no entanto, há sempre um grande abismo entre nós. Foi assim com Hortência, a baiana. O que existia entre nós era tão somente 14 anos, 6 meses e 22 dias de idade. Na época eu tinha 22 ela 36.

Num dia qualquer de outubro de 1991, talvez, um mês, antes de se comemorar o dia da Republica, num apartamento, no Campo da Pólvora , ela me convidou para passar um dia na capital baiana. Andamos por muitos lugares, conversamos como sempre, nos beijamos muito, andamos de mãos dadas, andamos abraçados e no final do dia, choramos juntos, e nos despedimos. Foi, talvez até hoje, o pior dia de meus sentimentos.

Ao entrar no ônibus, lá na praça um carro com som muito alto tocava o sucesso daquela época, e o José Augusto, nem cantava, gritava assim:

E agora o que é que eu faço
Prá esquecer tanta doçura
Isso ainda vai virar loucura
Não é justo
Entrar na minha vida
Não é certo
Não deixar saída
Não é não…

Agora aguenta coração
Já que inventou essa paixão
Eu te falei que eu tinha medo
Amar não é nenhum brinquedo
Agora aguenta coração
Você não tem mais salvação
Você apronta
Esquece que você sou eu…

Ai para quebrar de vez os sentimentos já espatifado, lascar com o coração dilacerado, quando entrei no ônibus em Salvador em direção ao colégio interno, o IAENE, na rádio Salvador, passava um especial de RC, e então veio a estocada final:

Você foi a melhor coisa que eu tive
Mas o pior também em minha vida
Você foi o amanhecer cheio de luz e de calor
Em compensação o anoitecer, a tempestade e a dor
Você foi o meu sorriso de chegada
E a minha lágrima de adeus

Aquele grande amor que nós tivemos,
E todas as loucuras que fizemos,
Foi o sonho mais bonito que um dia alguém sonhou
E a realidade triste quando tudo se acabou
Você foi o meu sorriso de chegada
Tudo e nada e adeus

Você me mostrou o amanhecer de um lindo dia
Me fez feliz, me fez viver
Num mundo cheio de amor e de alegria
E me deixou no anoitecer

Como aquela noite me doeu mais do que todos os outros fins de namoro. Até hoje dói. Mas eu gosto, eu penso hoje, que a dor que o amor, e que as paixões me provocaram, são muito mais gostosas de serem lembradas, mais lindas de serem contadas do que todas as dores que se possa sentir quando é algo ruim, mentiroso, enganador, traição.

Ou seja, a dor que sentimos pelo amor que perdemos, pelo amor não correspondido, dói menos do que as dores do engano provocam. Por isto, sempre prefiro, e sempre arrisco ficar como nesta imagem que encontrei na internet, que é realmente o que metaforicamente acontece conosco.

Como-Superar-O-Fim-De-Relacionamento

Mesmo assim. Seja como for, sempre vou escolher o amor, mesmo que eu saiba que certos amores, me arrancarão o coração, e que eu irei passar algum tempo até que eu consiga reconstruí-lo. Ainda assim, vou sempre escolher amar, apaixonar, viver bons sentimentos.

Prefiro o amor, ainda que estes amores, me cause dor, pois, as dores do amor, são melhores do que outros tipos de dores. E todos já experimentamos uma e outras!

Eu tinha minhas regras. Escrevi minhas leis, meus credos, minhas formas de agir e viver, e no entretanto, nunca me foi possível prever e controlar os sentimentos. Eu, no máximo, conseguia controlar minhas atitudes, minhas palavras, e ocultar a dor e as hemorragias que as paixões e os amores até hoje me provocam.

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