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sentimentos, classe social e desejos


desejos

Faz poucas semanas que aconteceu o casamento dos jovens da realeza inglesa. Entre tantas noticias sobre o evento, pouquíssimas vezes não se leu que o casamento se dava entre um príncipe e uma plebeia

Infelizmente as várias comunidades humanas, entre as centenas de nações, povos, línguas ainda que não haja leis, o comportamento social aceitável, instituído, difundido exige que nossos sentimentos também seja confinado às castas sociais, e isto, causa sérias dificuldades para as pessoas que vivem em sistema social diferentes.

Não só na realeza é assim. Aqui em nosso meio há tais regras que tentam inibir o que sempre digo: não há como controlar o coração!

Não temos uma realeza, mas, temos as divisões de classe sociais entre nós. Miseráveis, pobres, classes A, B, C, D, E – classe média, etc. e tal. Até entre as classe existem diferenciações sociais. Há quem é classe média e não estudou, há quem é pobre e estudou, há os negros, as ruivas, as louras, os corruptos, os de mal caráter, os bonzinhos… isto tudo é divisão social e divisão de classes que se consideram como empecilho para as pessoas.

O que não se leva em consideração, em muitos exemplos, é que os sentimentos tais como amor, amizade, atração física, atração erótica, paixão, e desejos não conhece estas regras como ordens superiores.

Os sentimentos nascem onde é possível nascerem. Eles não reconhecem as classes sociais com a autoridade. Indo mais adiante, os sentimentos não conhecem as classes sociais. Os sentimentos nascem nas pessoas, e não dependem de condição financeira, estudos, conhecimento, posição política, religiosa, de sexo, ideologia… os sentimentos nascem onde podem nascer, e crescem onde são alimentados.

Não raro se ouve besteiras sobre as pessoas e seus relacionamentos. Há até um programa de humor, em que as personagens vivem às turras com seus parceiros. O mais funesto que vejo no programa é que uma das personagens tenta fazer humor exatamente sobre esta questão. Ou seja, é uma canalhice fazer chacota sobre a situação das pessoas, em especial, a ideia de que uma mulher que tem uma condição social melhorzinha, tem mais estudos, tem uma loja, tem mais dinheiro, tem profissão mais bem valorizada não pode ter sentimentos, nem tão pouco envolvimento com alguém de uma classe social diferente, como que amar alguém mais pobre, seja vergonhoso.

A outra personagem, no entanto, tem na minha opinião condição pior do que estar envolvida com alguém socialmente inferior. Ela tem um envolvimento moral e ético inadequado para os padrões sociais. Mas, porém, contudo, todavia, parece-me que é mais bem aceito uma mulher ter um caso, ter um envolvimento com um homem casado do que diferença de classes sociais.

Eu e minha Kátia temos nossas diferenças sociais. Temos nossas discrepâncias. No entanto, isto não conta tanto entre nós, mas, já aconteceu de um ou mais amigos dizerem a mim:

– Ela não é uma mulher ideal para você!

A pergunta inevitável: Por que não? – A resposta idiota:

– Você tem estudo ela não! Você já tá no fim da faculdade, e ela nunca terminou o ginasial.

No entanto, esta diferença entre nós nunca foi marcante a ponto de provocar debate, desavenças, discórdias. Que é bom deixar evidente, é mais fácil haver briga entre nós por causa de um pum, do que por causa de uma palavra que ela insiste em falar errado, afinal, isto não é tão importante quanto, o que sentimos um pelo outro.

Nossos sentimentos não conhece diferenças tais como: riqueza, poder, posição social, cargos, altura, comprimento, sexo, cor, religião, distância, e muitas outra variáveis e grandezas.

Como diz uma certa educadora: Apenas sinta! Não pergunte tanto. Não queira entender tanto. Apenas sinta o que tem que ser sentido. Viva cada sentimento quando ele chegar.

Nossos sentimentos trata, e tem relação com áreas do cérebro que não é da mesma relação com, por exemplo, a razão.  E, a razão, não tem poderes sobre os desejos. Por mais que se queira evitar, uma paixão, um amor, um desejo nos faz tomar decisões racionais incompreensíveis para amigos e familiares.

Quantas e quantas vezes ainda iremos ouvir sobre nós, ou sobre outra pessoa qualquer, em especial se for, mulher:

-  Estragar a vida por um traste daquele!

Eu sinto desejos por alguém. Ainda que racionalmente, eu pense que ela é “muita areia para meu caminhão”, ainda que ela “esteja numa casta social”, numa região diferente da minha, ainda que ela more numa cidade com formação cultural diferente, ainda que sejamos de formação religiosa diferentes.

Ainda que nossos pais tenham dado a nós educação religiosa, sexual, moral e ética diferente, ainda que nossos caminhos profissionais sejam diferentes, nosso gosto musical seja de A e Z de diferenças … mesmo assim, pode nascer entre nós um desejo intenso. Um desejo carnal, emocional, avassalador que tudo que existe entre nós perca o valor, por mais importante, forte, impositivo, que seja.

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