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Interpretações e ilações sobre o que não pensei e nem fiz


Desde quando me entendo por gente tem uma ou vários incidentes que me perseguem. E todos tem uma só raiz: interpretação e ilações erradas a respeito de minha conduta.

Até hoje meu irmão, que neste último dia nove de abril fez aniversário, dá boas e gostosas risadas de um evento que ocorreu entre nós. Ele havia confessado que iria matar todos da família e ficaria com a casa, e tudo para ele. Na conversa, eu disse, que pai era mais forte e mais esperto do que ele, e mataria ele primeiro. Nesta conversa, eu estava sentado e ele de pé. Éramos crianças. Eu deveria ter uns sete anos. Foi quando ele pegou um pedaço de pau, e acertou-me a a cabeça. Era o inicio dos planos dele. Reagi. Minha mãe saiu na janela, e sem saber que eu a estava protegendo de um assassino infante em potencial, me pegou em flagrante delito.

Final da história: levei umas bordoadas por estar batendo no irmão menor.  Fui culpabilizado por reagir, e proteger a família.

Alguns anos mais tarde, quando fui morar e estudar no internato, aconteceu que um colega, entrou no prédio feminino, e tentou, insistiu e quis mesmo violentar uma colega. Ele era conhecido como Gênesis, e ela como Hellen. Intervir e consegui evitar que ele a violentasse. O resultado disso foi que a direção do colégio queria que eu explicasse e desse conta das ações e comportamento deste destrambelhado. Que por sinal, deve ser pastor de alguma igreja dos Adventistas, Brasil ou mundo afora!

Logo depois, me culparam, por eventos ocorridos no IAENE no ano de 1992. Por mais que eu apresentei provas, testemunhas, argumentos, bons antecedentes, o diretor disse que nada poderia ser feito. A culpa estava sobre mim e nada poderia ser feito. Por esta incoerência moral, ética, espiritual, administrativa me fez abandonar o curso de teologia no último ano, na metade do sétimo semestre. E não me arrependo de tê-lo feito. Mas isto não acabou ai. A história me perseguiu por longos dez anos. Até quando encontrei uma solução prática.

Um tio de minha esposa me acusou de ser espancador e violento. Que batia com certa freqüência nela, e que ela escondia as marcas da violência. Em decorrência, fui ameaçado de morte por um cunhado. Um outro cunhado que morou cerca de dois anos conosco, me acusou de ter um caso com uma jovem viúva que ajudava minha esposa. Não demorou para que se descobrissem a verdade.

Uma parente que mantinha um noivado e um ex-namorado num relacionamento atribui a mim o fato de o noivo descobrir sua vida amorosa em descompasso com os compromissos firmados. Por isto, ela, o pai, a mãe, e parte da família não mais falam comigo. Como se eu fosse responsável por ter criado uma fofoca de um fato verdadeiro: ela tem um noivo, e tem um relacionamento extra com um ex, que é casado com uma amiga dela. Seja quem tenha dito ao noivo, não fez fofoca, fez algo que não faço, intrometer na vida alheia, mas fofoca certamente não é! O que você faz, a menos que me atinja, a menos que me produza algum tipo de sofrimento, detrimento moral, etc e tal, a mim e minha família, faça o que quiser, não tenho nada com isto. Não acredito em livre arbitrio, mas, penso que cada um é livre para viver do jeito que quiser e pode!

… minha vida é assim, e um pouco mais pior quando o assunto é interpretação e ilações. Veja se tem sentido isto que vos narro agora:

Minha esposa pediu peixe. Comprei. E ao chegar em casa ela conversava com o pai dela. Coloquei o peixe sobre a mesa. Ela tirou e colocou na pia. Eu peguei a sacola em que veio o peixe e coloquei sobre a frasqueira do lixo; uma vez que as mesmas sacolas são usadas para outras atividades, e até para colocar certos lixos. Ela levantou e abriu a frasqueira do lixo e lá jogou a sacola. Eu tentei abrir o peixe e não consegui. Deixei sobre a pia. E fui fazer outas coisas.

Isto foi suficiente para iniciar uma enorme discussão. E sobre o que? Sobre a interpretação que ela teve do fato de eu não ter conseguido abri o peixe. Na interpretação dela, o que não corresponde, com a verdade que vejo dos eventos, eu agir de certa maneira  porque  ela reclamou de eu ter colocado o peixe sobre a mesa; e por ela ter reclamado, eu joguei a sacola sobre a frasqueira, e também, desistir de abrir o peixe.

Não sei por que motivos, razões ou bobagens, as interpretações alheias sempre me são contrárias e atribuem a mim atitude, pensamentos, ações, modos, vícios que não me são próprios, e tais interpretações a meu respeito me causam muito mal, apesar, de eu estar cagando e andando para isto que acontece. Para isto eu tenho um blog para escrever e desabafar!

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7 comentários em “Interpretações e ilações sobre o que não pensei e nem fiz

  1. ih, meu caro, vc nao é o único…kkkk
    Tem tempos em que eu falo uma coisa e todos entendem…de oura…forma…beijos e diasf elizes

    OLha, sometne hoje, seu email desembarcou…ou é uma copia de outro?

  2. Pra dar importância as interpretações alheias, os “alheios”precisam ser muito importantes para mim.
    Aprendi isto no decorrer de muitos anos de “vida pública” onde por mais que se faça nunca se é muito bem interpretado.

    Sou tranquilona em relação ao que pensam, dizem, fazem, o que realmente me importa é se consigo colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz.

    E vá lá que sempre tem um chato de plantão, dê importância real aos que realmente merecem.
    abraço

  3. Ihhh, nem me fale em interpretações alheias… Eu cansei desse negocio de dizer ou fazer uma coisa e as pessoas acharem que minha intenção é outra, mas nem ligo, no final muita gente se “lascou” com as “proprias” interpretações… As pessoas esperam que os outros sejam iguais a eles, pensam: “se eu fosse fulano, falaria isso mas querendo dizer aquilo, se eu fosse sicrano faria aquilo para insinuar aquilo outro…” e a insanidade vai longe…
    Eu ja me perguntei se não sei me expressar, ja me perguntei se não sou clara o suficiente, mas a resposta não está em mim, a resposta está nos outros, e isso vai além de mim.
    E entendo quando você diz que isso tudo, apesar de não estar nem aí, te deixa mal. Deixa mesmo…
    Mas essa do peixe tem cara de TPM, rsrsrsrs
    Beijinhos

  4. Ahhhh….Agora eu entendo o pq vc é cabeça dura !!!
    De resto, é a vida…dificil conviver, dividir, entender um ser humano que nunca é igual a outro ser humano. E que graça teria que fossemos todos iguais? Mesmo que seja pai, mãe, esposa, filhos…sempre haverá um momento em que a sintonia não é a mesma.
    Já mandei muita gente pra PQP na vida e já parei para questionar isso ou aquilo, esses ou aqueles… mas hoje…na serenidade da idade…eu rio das voltas que o mundo dá !! Rio? Não. Caio na gargalhada !

  5. Gosto de te ler sempre, embora raramente deixo algo comentado. Levo comigo sempre as suas lições, os seus ensinamentos e, hoje, levarei não só para mim, como para todos que conheço, esse seu desabafo. A vida é assim…E o veneno anda correndo solto na língua das pessoas.

    Bjs pra você, Adão…bom te ler, menino.

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