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Mais me preocupa a maldade!


Nos dias entre 28 de janeiro a 04 de fevereiro deste ano fui visitar meus irmãos, irmãs, pai, mãe, sobrinhos, amigos e cunhados. Duas irmãs moram em cidades praianas. Em São Mateus, mora Andreia, que deste pequena eu a chamo de pêpêta. E em Guriri mora Adinéia.

Lá estando, várias e muitas experiências foram observadas. A minha sobrinha Grazi, me fez ver a diferença entre a visão de uma criança e a opinião de uma pessoa adulta. É que dizem que as crianças são verdadeiras. Depois, noutro dia, outro episódio, ela me fez ver a inocência, a pureza, ante o perigo.  Minhas indagações, depois do episódio foram estas:

  • Quando é que deixamos de ser verdadeiros para sermos preconceituosos?
  • Quando é que perdemos a inocência para a malícia?

E vos explico o que aconteceu.

No domingo, 30 de janeiro, íamos para Vitória-ES e ultrapassamos uma motocicleta onde ia duas mulheres. Grazi, a criança, e minha sobrinha, olhou-as e num instante de alegria, risos, euforia e espontaneidade gritou:

– Mãe, olha ali, a Vovozona na moto. Ela tem uma filha! Eu vi a Vovozona e a filha dela! Você viu tio?

Já o motorista comentou: Que visão dos infernos meu Deus!

Na visão de Grazi, a criança, ela apenas tinha a aparência de uma personagem de filme. Ficou alegre. Não era importante ver naquelas mulheres se estavam ou não obesas, acima do peso, gordas, nédias.  Para ela, estar acima do peso, não era algo a ser observado, mas tão somente, a semelhança entre as mulheres e a Vovozona!

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Imagem daqui: Correio Braziliense

Curiosamente, na terça-feira, quando voltávamos da praia encontramos as mesmas mulheres. Estávamos no ponto de ônibus e elas vinham no mesmo sentido e passaram por nós. Elas estavam de tênis leve, próprio para caminhadas, de biquíni, mochila nas costas. As pessoas no ponto de ônibus passou a comentar sobre o que viram, e chegaram ao absurdo de comentar:

– Que coisa ridícula! Como é que estas duas tem coragem de sair assim na rua?

Conversaram! Comentaram. Riram. Preconceituam. Eu apenas pensei comigo mesmo: Ainda bem que não existe nenhuma lei, em que só é permitido aos bonitos saírem a desfilar pelo mundo.

O que vi naquelas pessoas foi a desinibição de ambas em assumirem-se gordas, acima do peso, obesas, mas, mesmo assim, dentro de biquínis e exercendo o direito que tem de ir e vir como bem lhes aprouver.

Por outro lado, tem aquele negócio de sentir a vergonha alheia. Ali no ponto de ônibus, pelo menos três pessoas estavam sentindo uma vergonha que não lhes pertenciam. Estavam sentido vergonha por aquelas mulheres que não sentiam vergonha de si. E duas senhoras, comentaram:

– Meu Deus que mico!  Enquanto a outra comentou: se fosse eu, tinha senso de ridículo!

– Que coisa feia gente!

As pessoas comentaram sobre as duas, como se apenas, e tão somente pessoas bonitas, magras, inteligentes e que segue algum tipo de regra social tenham o direito de sair nas ruas como querem para serem admiradas, reconhecidas como tais, quando na verdade os espaços públicos pertencem a quem quer e deseja ir.

Enquanto isto ou seja, enquanto elas comentavam sobre as duas mulheres gordas e que desfilavam na avenida de tênis, biquíni e canga, observei que um homem, aparentando mais ou menos trinta anos, encarava minha sobrinha. Olhou uma vez. Olhou duas vezes. Baixou a cabeça. Olhou de novo. Sair de onde estava, e fiquei ao lado dela fitando-o.

– O que foi Adão? – Perguntou Kátia.

– É que eu não acho nada estranho aquelas mulheres andarem de biquíni numa cidade praiana. Nem de biquíni, nem de canga, nem de tênis, mas, um homem, adulto que fica encarando uma criança, isto me preocupa e me acende a luz vermelha do perigo.

– Mas, você não quer dizer que o homem é pedófilo?

– Aí é que mora o perigo! Enquanto vocês se ocupam da aparência, o que me incomoda é o cada um mantém oculto no intimo. A aparência todos podem julgar, mas, a maldade interior, esta, só podemos saber, quando já está o mal feito.

Eu aprendi lendo a Bíblia que não devemos julgar segundo a aparência, mas, devemos ter retidão, bom censo, justiça, equidade quando formos analisar e julgar quem quer que seja, como não sei as intenções das pessoas, disto faço precaução, mas da aparência alheia, nada posso deduzi, nada pode me fazer crer que o que é feio também é ruim, é mal, porque o mal, pode muito bem, ocultar-se onde melhor lhe convém.

Eis a regra: Não julgueis pela aparência mas julgai segundo o reto juízo.  (João 7:24)

Mais me preocupa a maldade, que é oculta nos corações, do que a aparência que meus olhos veem!

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3 comentários em “Mais me preocupa a maldade!

  1. Eu sempre amei a “maioria” dos meus conterraneos. No Rio, voce vai a praia do jeito que estiver, sai da praia e entra no melhor shopping da cidade e ninguem (pelo menos a maioria) nao te nota e nao liga pra suas vestimentas, nao te observa com desdém…
    Mas o preconceito esta dentro de cada um, como diz o ditado, que tb nao sei de quem: A beleza está nos olhos de quem vê.
    Beijos e saudades do meu Daozim

  2. Eu admiro uma pessoa obesa que está em paz com seu corpo, porque além dela se aceitar ela tem que lidar com a reação das pessoas diante de sua aceitação.
    Eu sou do tipo de pessoa que olha pra dentro, para atitudes.
    Outro dia, numa conversa com as amigas sobre a beleza de um certo homem, eu discordei, listei varias atitudes que me impediam de enxergar tal beleza, ouvi assim: “-Ah isso a gente finge que não percebeu!”
    A aparencia pode se transformar da noite para o dia, numa derrapagem, num mal entendido, numa dessas supresas do destino, é superficial demais.

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