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SER e TER o melhor que puder


Os preconceitos nascem e morrem sem sabermos e ou sem entendermos o porque de seu surgimento e objetivos. E, penso ter nascido nos últimos anos um preconceito dentro do gênero feminino quanto as mulheres que não saem de casa para trabalhar, e explico com esta narração abaixo:

– E sua esposa trabalha onde Adão?

– Em casa! Porque?

– O que? – Exclamou com espanto e em voz alta – Ah! meu amigo, desculpe a sinceridade, mas, ela deve ser uma mulher frustrada e infeliz?

– E porque você acha que ela é frustrada e infeliz?

– Porque é, oxente!

– Não por isto querida! Vai me dizer que você se sente feliz e realizada pelo que você faz, e pela renda que você recebe? Com sinceridade, digo eu, a base de sua felicidade e de sua realização é que estão errada!

Dai por diante o debate encorpou e encampou. Outros e outras colegas chegaram e cada qual tinha sua opinião sobre o tema, no entanto, todos ali no corredor eram favoráveis à ideia de que mulher tem que trabalhar nalgum lugar fora do ambiente do lar para ser feliz e encontrar sua realização pessoal e profissional, senão, “Falta alguma coisa na vida”, como se todas as mulheres são obrigadas a entrarem no mercado de trabalho, e ter seu lugar no competitivo mundo dos negócios.

– Me diz o que você tem a mais na sua realização pessoal e profissional que você possa dizer que é mais feliz e mais realizada do que aquelas que optaram e vivem a plenitude da dona de um lar?

– Eu tenho minha renda e não dependo de meu marido!

– Ah! Entendi sua situação e seu problema!

– Não é um problema! Eu gosto de trabalhar e ter meu dinheiro.

– Mas, se seu marido te desse dinheiro suficiente para as necessidades da casa, e suficiente para o salão, para roupas, bijus, perfumarias e as demais necessidade femininas você trabalharia?

– E qual homem faz isto?

Seguindo o que se aprende nas aulas de raciocínio lógico, basta a existência de um homem que assim proceda, para que toda a tese dela de realização e felicidade se desmorone. E não saímos da sala da conversa. Uma colega, que ferrenhamente defendia a mesma tese declarou:

– Se meu marido me desse condições de ter o que preciso, eu não trabalhava! Eu ficava em casa! Mas, ele é um muquirana. Um homem mesquinho que faz questão de R$ 1,00. Como é que eu fico em casa? Só se for para morrer de raiva e de necessidade.

Por outro lado, mês passado, estava na sala de uma determinada empresa, quando uma funcionária entrou para conversar e acertar a situação dela:

– Minha licença maternidade acaba esta semana. Eu vim avisar que não venho mais trabalhar. Quero ficar em casa pelo menos três anos cuidando de minha filha!

– Tudo bem – Disse o empresário – quando terminar este tempo você pode voltar. Aliás, quando você quiser, antes ou depois deste prazo, você pode voltar!

Assim que ela saiu comentávamos sobre ela e o empresário disse-me:

– Essa mulher é retada! Boa funcionária, boa atendente, ótima pessoa e se juntou com uma pessoa responsável, que assumiu ela e a criança. Se ela quer assim que assim seja. Já cicrana, voltou a trabalhar antes da licença acabar porque não aguentava ficar em casa por causa do trabalho de casa. Ela disse que não suporta trabalho doméstico.

No fundo, parte da posição feminina é tão somente por não saber fazer certos trabalhos domésticos, não gostar deles, e ou, pensar que não há realização e felicidade em cuidar de certos serviços. Entendo! Mas, dizer que outras são infelizes e frustradas, é ir além, e dizer o que não é representação de todas as realidades. Aqui e acolá vejo mulheres que dizem não gostar do trabalho doméstico porque não há recompensa, porém, varrem ruas, limpam lojas, e são humilhadas e sofrem todo tipo de assédio onde trabalham.

Ao final do debate, me chamaram de louco, ao passo que outras diziam desejar ter a vida que Kátia e outras esposas levam.

Abaixo o preconceito às mulheres que optaram por serem mães, esposas e donas de suas famílias. Não há indignidade, nem frustração, muito menos infelicidade em assim viver e agir. A realidade de umas não se aplica realidade de todas. E isto, é uma verdade ampla, geral e irrestrita. Há mulheres que são felizes e bem sucedidas em administrar e cuidar da família, e a isto atribui sua situação, bem como há mulheres que o são por não ser isto. E vice-versa.

Existem aquelas que abandonam carreira promissora no direito, na politica, empresarias, como profissional liberal, médicas, juízas, etc.. E há as que fazem tudo e gostam de assim viverem e agirem, outras não! Cada qual com suas escolhas e com suas vidas. E garanto que tanto uma quanto outras, a finalidade é a de sempre: ser e ter o melhor que puder e o melhor que a mão alcançar.

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4 comentários em “SER e TER o melhor que puder

  1. Sinto falta de casa. Gosto de chegar, tirar os sapatos, me atirar no sofá, ligar a tv, jogar as malas na sala e só abrir dias depois – quando viajo -, de brincar com os cachorros, de cozinhar, fazer mercado e arrumar tudo direitinho no armário, organizar minhas coisas para o dia seguinte, cair na cama, dar uns pegas no benhê e dormir já esperando o despertador tocar. Ele tem que tocar, se ele não tocar eu piro.

    Sinto falta de casa, mas não tenho saco para ficar em casa, para ser dona de casa, para me entregar exclusivamente para isso. Se eu tivesse filhos, com certeza absoluta, aos 6 meses já estariam em creches. Mas acho bacana a mulher saber escolher o que é melhor para ela seja estudando, trabalhando ou tão somente sendo dona de casa. Se isso a realiza, então tá bom neh?

    Olha, minha cabeça é extremamente voltada para o lado laborativo e acadêmico. No meu caso, ficar em casa, me deixaria extremamente infeliz, não realizada. Não suportaria ver o mundo acontecer através de tv, revista, jornal, num mundinho de “Oi Vizinho” sem minha participação direta. Se isso acontecese, me daria a impressão de estar perdendo a partida do trem. É coisa minha saca?

    Quero estar na rua, andar de metrô, me estressar com o trânsito, andar arrumada e muito bem maquiada, trocar idéias com o pessoal da procuradoria, lidar com meus clientes do turismo, fazer projetos, roteiros, estudar, bater papo com professores e colegas. Adoro as cobranças do trabalho, da faculdade, das preocupações a cada viagem organizada, da correria. Mas adoro principalmente ver a grana entrando na minha conta bancária. Adoro. Sou uma workaholic assumida, produtiva e que ainda arruma tempo para familia, amigos, lazer, prazer, viagens. Os finais de semana e feriados me salvam de mim mesma.

    Na minha casa, meu lugar preferido é o escritório pois aqui tenho todos as minhas saidas, partidas, meu dia seguinte de 12 horas ausente. Mas é bom saber que tenho uma casa para voltar e para quem voltar…é meu porto seguro de chegadas e partidas – partidas e chegadas. E ponto.

    Eu não tenho preconceito nenhum com mulheres que escolhem serem donas de casa, mas para serem minhas amigas, fazerem parte da minha vida; elas tem que me oferecer algo além de conversas voltadas para filhos e marido, marido e filhos e o que rolou na último capitulo da novela das oito. Mas Katia não é assim, pelo contrário, dia desses batendo altos papos com ela…falamos até de politica. Inteligentérrima. Acho até que vc deveria ter respondido: Ela é dona de casa, mas não é burra – ela sabe o que quer.

    Beijos Adão…daqui a pouco o despertador me chamará.

  2. Adão, isso que tu escreve é a mais pura verdade, viu? Vou te dizer que eu prefiro ser dona de casa e cuidar da casa e da família do que trabalhar fora, ou trabalhar dobrado. Diversas mulheres demonstram preconceito com quem trabalha cuidando de sua casa, acho super errado!
    Abraços

  3. Ja fui muito criticada por isso, sempre disse que só trabalharia fora depois de meus filhos completassem 7 anos, quando o 1 fez cinco veio o segundo que quando fez 7 descobrimos a DM1, mas hoje trabalho não por necessidade, é por prazer.

    O resultado do meu trabalho não tem preço, é satisfação pessoal, do contrario, não sairia de perto dos meus filhos, sou coruja e sinto orgulho de ser assim…

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