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ou eu ou… ?


Nós humanos temos a capacidade de aprender. Temos a capacidade de falar. Bem como temos a capacidade de dificultar. Em especial, quando se trata de relacionamento.

Temos por hábito pensar, por meros momentos, que pelo fato de termos beijados na boca, ter ido para qualquer lugar, ocorrido aquele amasso, aquele sexo gostoso ou não, todavia significativo, que doravante, este outro ser nos pertence, e todas as suas forças, energias, sentimentos e atenção devam ser direcionadas a nós. Porém, a realidade não é esta.

– Você escolhe agora: Ou eu ou seus cavalos. Assim esbravejou a jovem, linda, carinhosa e meiga Carol. Monzin ficou descabreado, porém, educadamente pegou a jaqueta, pegou os capacetes, pegou as mochilas e saiu acelerado na moto com ela na garupa.

Não mais do que 35 minutos depois volta ele: só. Trocou a roupa,  foi para o curral, montou num dos cavalos e saiu pela roça. A mãe toda  raivosa com a atitude do filho quis saber porque ele levou a namorada embora.

– Namorada não! Agora ela é ex-! Ouviu mainha: é EX! E mulher nenhuma vai me fazer escolher entre meus cavalos que acompanho desde criancinha e ela. Nenhuma! Qualquer uma que fizer a pergunta, já perdeu. Eu não largo meus cavalos. Não tem nada a ver uma coisa com outra.

Que confiança cega, faz com que se aja assim? Que lógica é esta, que faz alguém pensar que pode pressionar alguém a optar entre um sentimento, que certamente não sabe mensurar, com a importância que ela pensar ser e ou pensa ter?

Não raros, são algumas, vejam bem eu escrevi, algumas mulheres pensam que podem encurralar certos homens, a ponto deles, por motivos desconhecidos, optarem por ficar com ela.  Raramente se encontrará homens fazendo tais exigências. Nas vezes em que se sente preterido, muitos de nós, apenas dizemos:

– Fique com isto ai!

Ou seja, o comportamento dos homens talvez seja diferente, porque pressupõe que ela já escolheu. Ela já decidiu. Ela já está nesta outra atividade. Ela optou e deseja ficar com esta outra atividade, estar com esta outra pessoa. Porém, nada desagradável. É só um direito de se fazer, de se ter o que quiser e como quiser. Direito garantido em lei.

O que faz “certas mulheres” pensarem que são mais importantes do que o amor que sentimos em ir ver nosso glorioso time no estádio ou na TV?

O que fez esta jovem, e também muitas outras mulheres pensarem, que certos homens, abandonarão a rodada de cinuca no fim de semana, para ficar ao lado dela como “pedras imóveis na praia”?

Em certos casos, a razão lógica é simples, como foi no caso dele:

– Meus cavalos nunca me pressionaram. Meus cavalos nunca exigiram que eu escolhesse em estar com eles e ou sair montada na moto. Eles simplesmente, ficam comigo quando eu estou com eles.

Alguém assim reclamava de sua situação:

– Ela diz que eu nunca passo um dia com ela. Mas, quando fico com ela o dia inteiro, “não ganho nada!”  Ela quer que eu fique em casa olhando para ela, fique rodeando ela o dia inteiro. Aonde é, que deixo de bater uma pelada, para ficar em casa? Nunca! Nunquinha nesta vida, por mais que eu a ame, meu amor, não é de um tipo só!

Por outro lado, a esposa relatava:

– Ele fica em casa, até “ganhar uma coisinha”. Depois disso, ele arranja várias desculpas, vários compromissos. Só chega suado, sorrindo e contando vantagens do campo de futebol.

O problema nestas situações é que nós humanos usamos nosso egoismo ao extremos. Queremos que tudo gire em torno de nós. Queremos uma mulher só pra nós. Queremos um marido só nosso. Esta mulher não pode ter nenhuma outra atividade, atenção, zelo. Não pode pensar, a não ser, como diz a música: Pense em mim, chore por mim, liga pra mim.

Tudo pra mim. Nada para você. Se você chegou ao ponto de impor a seu parceiro(a) esta opção, é porque, você não reconhece os direitos que este outro ser tem.

O amor é um sentimento gigantesco. O amor não é egosita. E nós humanos conseguimos amar diferente, pessoas diferentes, atividades diferentes, situações diferentes.

Quando amamos uma pessoa, é diferente quando, amamos uma atividade. Mas, quando não se compreende que podemos amar assim ou pensar, que ao amar uma atividade, um alguém, uma coisa, sem inferiorizar, sem menosprezar, é uma tolice, impor ao outro esta escolha:

ou eu ou …?

Esteja bem seguro(a) ao propor a resposta deste raciocinio lógico, a resposta, pode ser aquela que você NÃO deseja!

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23 comentários em “ou eu ou… ?

  1. Para algumas, Daniel, é parte da cultura educacional materna, fraterna, social. Deve-se romper-se com tal conduta… mais liberdade e confiança para a pessoa amada, gera amor, atenção e cativo.

  2. Eu acho que esse tipo de coisa é mais das mulheres mesmo, até aquilo que você falou ali de que com um beijo já se sentem donas.

    Pelo menos algumas mulheres já aprenderam e viram que ficar nessa de achar que estão dividindo o cara com alguém ou algo é besteira e perda de tempo. Ele não é um só, dela, é vários, que tem muitos gostos, amores e prazeres.

    Abr

  3. Hum… interessante.
    Mas e quando o prazer que está em questão são o consumo de drogas, bebida ou cigarro, que afetam a família deste? Deve a família respeitar os “prazeres” para não chamar de vícios, abrindo espaço para que um exemplo negativo seja dado aos filhos “porque o pai ou mae precisam se sentir livres”?

    1. Ana, neste caso, é outra coisa. E mesmo que alguma pessoa imponha sobre a outra a opção, mesmo que o vicio seja os exemplos, se corre o risco de ter preterida por algo futil, pernicioso. Tente impor sobre um viciado a opção: Ou eu ou as droga que você usa, para ver qual ele escolhe… alguma dúvida?

  4. Daozin,

    Eu penso como mulher, tento ser eu mesma, mas nao sempre a mesma. Sou tola, faço beicinho etals…Mas, estou e nao sou nesse momento, uma tirana, é por conta do conquistar…
    Nao entendeu?? Hhahahahahaha…Não é pra isso que vim aqui, foi só para te ler e sentir um pouco em mim sua presença virtual.
    Beijossss te amooooooo

  5. Pois é Adão, tem gente que se apropria da outra… Não considero isso amor!
    As pessoas devem ser livres para amar, se sentir livres na relação e sem aquela “mea culpa” de estar fazendo algo errado quando não está!
    Abraços

  6. Maridos unidos, jamais serão vencidos !!!

    Hahahahahahahahahahahahahahaha
    Tu és
    Time de Tradição
    Raça, Amor e Paixão
    ÔOOOOOOOOOO meu mengo!!!

    Meu rei !!! Tá vendo??? Mengooooooooooooooooo…agora aguenta eu e katia !!!!

    1. Coitadas… nos últimos anos, é o que tem sobrado para vocês… títulos de expressão nacional, quando foi mesmo que vocês ganharam… até o Sto André eliminaram vocês na final da Copa do Brasil… he he he

      1. Vou dizer para ele que foi indicação de um A.M.O de carteirinha !!! kkkkkk
        Se bem que hoje quem fez o almoço foi ele. Além de ter acordado cedo e ter ido a feira. Justo né? Eu arrumo a casa e ele cuida da cozinha. kkkkkk

        Deveria ser A.M.O.P.D = Associaçãos dos Maridos Oprimidos pelo Dengo. 🙂

        Beijos fofucho
        boa semana para ti !!!

  7. Adão,
    então eu penso como homem, porque eu tenho essa mesma atitude, aliás eu apenas aviso que to saindo fora, mas vou te dizer uma coisa, os homens estão acostumados com esse negocio de “ou eu ou…”, talvez por conta da criação, tem pessoa mais chantagista que mãe? alguns deles precisam de um comparativo de amor pra continuar ou não uma relação, são filhos-amantes, confundem sempre a mulher com a mãe.
    Quando uma pessoa não consegue conviver com o hobby de outra, com as escolhas pessoais de outra pessoa, ali não existe mais um relacionamento saudavel, mesmo na amizade.
    Mas o “ou eu ou…” é uma atitude masculina também, eu ja ouvi muito isso, mas se eu não optar por mim mesmo, quem vai optar?

  8. Não teria sido melhor se ela aprendesse andar a cavalos e a partir dai entendesse o amor e o prazer de seu parceiro pelo animal? Medir forças com um cavalo, jogo de cartas, futebol aos domingos, amigos de happy hours, é não acreditar em si mesmo e no amor que o parceiro te dedica. Esses hobbys e prazeres da vida só devem ser ponderados quando eles efetivamente atrapalham a comunicabilidade do casal, quando não há mais diálogo porque a pelada do domingo é mais importante que um domingo no parque com os filhos, por exemplo.
    De resto? Não é dificil respeitar a privacidade e os prazeres do parceiro, muitas vezes prazeres esses que você não faz parte. Não é dificil, muito menos impossivel.

    Bjs
    Bom Feriado

    1. É que as pessoas mudernas gosta de tudo que é díficil. Quando é fácil, se procura complicar… é o gosto pelo díficil e complexo, como se fossemos especialistas em resolver problemas.

  9. Concordo com Lugirão, isto não é amor. O amor é companheirismo mas cada um conserva sua individualidade, sua vida.

    Adão, passa no Médicas frustradas que tem um desafio para ti. Se não quiseres é livre para aceitar ou não.
    Beijos no teu coração.

  10. Adão, excelente teu texto… acho que as pessoas agem assim porque pretensamente se acham donos do outro, como se o outro fosse um objeto do desejo que se compra em uma loja e se dispõe ao seu bel prazer.
    Na minha modesta opinião acho que é por isso que os relacionamentos não são felizes , completos, não podemos impedir que o outro tenha outros interesses e amores, isto é saudável, instigante, já pensou que coisa mais chata a sua vida girar em torno e somente pela pessoa que diz amar… sufocando-a, em pouco tempo ela não aguentará a pressão e amando ou já tendo deixado de amar, cairá fora.

    Beijos

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