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Reviravolta na casa de Zé


Em outubro de 2007, contei aqui a história de um casal sob o título O poder do dinheiro nas relações. Naquela época, um dos envolvidos na história assim se expressou:

–  … como é que uma pessoa pode ser tão ingrata? Como é que essa mulher esquece do que fiz por ela? Ela é hoje, o que eu pude fazer por ela. Eu a incentivei. A ajudei nos trabalhos. Paguei-lhe tudo. Nunca a abandonei, e agora que ela tá colhendo o fruto, não pode ter paciencia? Não pode ajudar-me agora que preciso, sem remoer, sem jogar na cara?

A situação dele não melhorou nos anos seguintes. O relacionamento ficou insustentável.

Diziam  que mantiam as aparências para criarem os filhos juntos; que havia motivos para eles não separarem, que eles seriam egoistas,, que deveriam pensar nas crianças, evitar traumas, que era melhor dois do que um… etc.

Enfim, arrolavam uma série de motivos para não divorciarem. O tempo, este que tudo muda, providenciou os meios necessário para resolver a questão. Depois de longos seis anos, ele conseguiu emprego numa cidade próxima, e para lá foi. Ele permanecia quato dias lá, e três em casa com outras atividade.

Ele pensava que se  tratava tão somente da questão financeira. Esperava que voltando a ser o “mantenedor” da casa, que a roda das coisas e dos acontecimentos o favoreceria. Ledo engano.

Neste tempo, a filha caçula, terminou os estudos e passou a trabalhar. O filho mais velho já estava em sua casa, com esposa e filha. E eles continuaram dando motivos para continuarem a dividir o mesmo teto. Esta situação perdurou por tempo demais. Finalmente semana retrasada, me contaram em clima de fofoca:

– Não soube que Zé tá com uma amante lá aonde ele trabalha? Minino, nem te conto!

Mas contou, todos os detalhes, menos os sordidos, porque certamente omitiram. Semana passada encontrei-o no mercado.

– Zé, como é que tá. Estou sabendo que você anda viril? É verdade!

– Verdade, e bom demais! Se eu soubesse teria acabado com aquela agonia faz tempo.

– E o casamento, como é que tá?

– Mudou muuuuito! Depois, que andei dandos um beijos acolá, tem gente me cercando de tudo que é lado. Oiiiia, é ela! Espere, que é ela me ligando.

– rum, rum!  sim! sei. Estou no mercado com Adão Braga… sim… sei sim, tá bom, não demorou não senhora.

– Então não é boato, não?

– Que nada! Ela vivia dizendo que havia acabado! Que não tinha nada mais entre nós. Eu não tinha nada a perder. O meu problema Adão, era que eu não sabia que eu tinha condições de “pegar uma mulher”, mas, bastou uma conversa mole, e não demorou nós estavamos fazendo ousadias debaixo dos pés d umbu.

– E a reação dela?

– Pediu divórcio. Levou a papelada para o advogado. Assinei. Arrumei as malas. E ela me chamou pra conversar, foi então que ela me disse:

– Eu pensava que não gostava de você, mas, descobrir que gosto. Gosto não, sinto mais do que só gostar! E, também descobri que você andava muito solto. De agora em diante a corda vai ser mais curta.

– Mudou tanto assim?

– Rapaz, o bom, o bom mesmo,  é que antes, era uma vez por semestre, agora sou eu que não estou aguentando… é de manhã, meio-dia, de noite, o tempo todo me querendo, me puxando, me convidando para passar o dia com ela… eu não sabia que ia ser assim, pois se soubesse, e tivesse entendido aquelas suas sugestões, já teria feito, a mais tempo. Na hora do trem lá, eu pensei nas palavras suas, estou tocando a vida pra frente.

– Isto amigo, é o poder da concorrência!

– Agora, é como você dizia, se já acabou, tá acabado, eu não tenho mais nada para perder, já perdir o que tinha que perder. Mulher é bicho curioso hein? Enquanto eu não tinha ninguém, ela era uma pessoa e agia de tal forma, bastou ter outra na parada, ela já mudou de vez, e agora, eu já avisei, qualquer coisa, eu tenho pra aonde ir!

– É verdade que sim, porém, não se deixe empolgar e evite tratá-las com desprezo, desatenção, e jamais diga: “se você não quer, tem quem quer!”; isto a magoará mais do que, o que você fez até o momento.

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Um comentário em “Reviravolta na casa de Zé

  1. Hahahahahahaha Eita cabra bom esse heim? Mas não é só mulher que se comporta assim quando “ameaçada”, homem é igualzinho. E ficam atentos quando a ameaça fica de olhos esbugalhados para cima do material. 🙂
    beijocas querido bom final de semana inté….

    Foi ação e reação

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