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Tal qual como antes


Quando eles se casaram à família dele dizia que o casamento não teria duração de um ano. Há mais de uma década que o casamento deles estavam indo de vento em popa apesar das desconfianças, das alfinetadas, bem como das cobranças de atitude dos familiares dele para que ele tomasse uma atitude coercitiva, em relação aos comportamentos arbitrários, autoritários, agressivos, intolerantes que ela sempre manteve sobre ele. Tal comportamento foi ainda percebido no namoro. Todavia, depois de casados, pensavam que ele mudaria a situação do namoro. Isto não aconteceu.

 

Os mais de 3500 dias em que ele esteve com ela, e os filhos, tanto os irmãos mais velhos, como os mais novos, e até a caçula dizia que ele era frouxo ao permitir que ela o tratasse daquela maneira.

 

Ao longo dos anos, enquanto ele submetia voluntariamente à situação do seu relacionamento, os parentes, amigos e aderentes, o insuflava à rebelião, ao divórcio, ao abandono. Houve até quem, em sã consciência, aconselhou-o a dar uma sova naquela mulher intolerante, arbitrária, autoritária, agressiva para que ela se recolhesse a sua função social função social de submissão.

 

Em ocasiões de festas e regozijo familiar, ele era intimado a comparecer nos lugares e nas famílias em que ela tinha prestigio e notoriedade. Contrariamente a isto, ele era proibido de ir à casa dos pais, dos irmãos, parentes, amigos e colegas de trabalhos. Nalguns casos em que ele a avisava e ou pedia permissão, era-lhe concedido o direito de visitas e participações em festas e eventos.

 

Antes, porém de uma década e meia, ele ouviu algo que o enfureceu. Ninguém soube o que foi. Ninguém teve noticia de algo extraordinário, porém, todos souberam que ele havia saído de férias e viajara sozinho.

 

Não demorou até que o bairro fosse inundado com o escândalo da semana: Ele havia saído de casa. Fora em buscar um antigo amor da adolescência na capital cearense. Voltou uma quinzena depois. Desceu do carro com a nova companheira.

 

Intrigante foi ver a cara daqueles que outrora o incentivava à rebelião. Um irmão fechou a porta. Saiu ao passeio da casa e o avisou:

 

– Meus filhos não precisam deste exemplo de irresponsabilidade. Onde já se viu acabar um casamento assim?

 

A mãe e o pai, ainda que tentasse serem imparciais, se recusaram a receber a nova nora. Alguns amigos começaram a fazer-lhe agouros e vaticínios fatalistas e apocalípticos. A ex-esposa, espalha pelos comunicadores, comunidades virtuais e por e-mail a infidelidade, e a maneira triste como ele abandonou o lar, e a família.

 

Ele agora se encontra na situação oposta. Fez o que todos diziam que ele deveria fazer, entretanto, todos estão contra, e abandonando-a a própria sorte, tal como antes, mas, não demorará muito a surgir os novos a dizerem que ele apenas trocou seis por meia dúzia.

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7 comentários em “Tal qual como antes

  1. Matar é coisa normal até entre os normais.
    Veja só Adão…sou daquelas que acreditam que há sempre um monstro pronto a explodir dentro de nós. Como diria uma defensora que foi minha orientadora: “matar, todos somos capazes”. Estuprar, poucos”.

    Achei a atitude dele impar e decente…diante de tantas outras histórias bizarras que presenciamos e ouvimos diariamente.

    ++ Beijos

  2. Dãozinho,
    As pessoas gostam de desmerecer as outras, de diminui-las de alguma maneira.

    Hoje aos meus 35 anos penso que nem sempre o que achamos que é sofrimento realmente o é.
    Algumas pessoas sentem prazer em certas situações.
    Algumas mulheres gostam de mandar, outras de apanhar, algumas de sustentar a casa, assim como alguns homens.
    Não acho que ele reagiu a situação, ele seguiu a vida, reagir seria ele “encher ela de porrada” e continuar na mesma relação.(era o que todos esperavam)
    Não é da natureza dele t interagir com situações, imagino que ele seja daqueles tipos que so funciona a base de gritos, já conheci um tipo assim, se a mulher fosse carinhosa era igual uma lesma, era impossivel ele se levantar de uma cadeira se não ouvisse um grito.

    A mulher cansou e partiu, hoje ele ouve gritos, só que agora dos filhos, e ai de quem critique os filhos por gritar com ele.

  3. Baita hipocrisia Adão! As pessoas tem o costume de meter a “colher” na vida dos outros e se esquecem de sua própria.
    Gostei do texto… Acho que todos nós já vimos acontecer algo do tipo!
    Abraços

  4. Ainda bem que esse não matou a mulher. Veja só…minha cunhada participou de uma audiência, na Defensoria Pública, onde o réu foi acusado de atear fogo na mulher apos passar anos e anos de humilhações impostas por ela. Ele chegou ao ponto de desequilibrio tamanho que não conseguia se separar, preferiu matá-la e perder sua vida atrás das grades!!! Cruzes!!! Ainda bem que o teu conhecido arrumou outra forma de seguir a vida dele!!!

    bjs
    Inté semana que vem….amanhã tô seguindo terra onde Cabral se perdeu com a india pataxó !!!

    “Enquanto Cabral samba, Pero Vaz caminha. Seguindo no compasso dessa indiazinha”

    Tchancuru, (Thanchegô)
    Ccatchanbá, (Tchan popo)
    Paquechan, (tchanrerê)
    Tchansambá, (tchan mexê)

    🙂 Fui Dão…inté!

    Matar mulher é coisa normal numa cultura anormal!

  5. Adão, eu conheço uma história igualzinha a essa! Acho que todos nós já presenciamos isso, mas as pessoas não aprendem, né? Botam bedelho em tudo!! Por isso, alguns saem para ‘comprar cigarros’ e não voltam mais! Boa semana! Beijus

    Estes dos cigarros, quando voltam, ao ver a situação igualzinho ao que deixou avisa: esqueci os fosforos, vou buscar.

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