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Blogagem Coletiva: Adoção um ato de nobreza


Quando os encontrei a primeira vez eram noivos. No segundo encontro, seis meses depois, já estavam casados, e como sempre a pergunta de cobrança. Alias, quando se está solteiro, perguntam cadê a namorada, quando namorando, quando noivam? Quando casados, e os filhos?, etc.

Assim o fiz. O que ela me respondeu:

– Agora vamos curtir a vida de casados, vamos viajar muito, curtir estes anos de I love you!

Seis anos depois, soube, que pelo período prolongado de uso do anti-conceptivo, não poderia mais engravidar. O pior foi saber que se houvesse, no inicio, tentado engravidar, teria todas as condições necessárias, porém, agora aos 34 anos, com seis anos de uso indiscriminado das pílulas, mesmo depois de haver passado dois anos em tratamento, a situação dela foi irreversivel, e para completar o caso, a medida que o útero dela ia diminuindo de tamanho, a fertilidade dele também ia diminuindo.

Ele se julgava o maior dos reprodutores, e sempre a culpava do fracasso em terem um gravidez e um filho biológico, mas, os exames mostraram que a população espermática diminuia aos milhões de um exame a outro. No primeiro exame, em janeiro daquele ano, ele tinha em média quarenta e dois milhões de espermas vivos. Em dezembro, diminuiu para vinte e sete milhões.

Diante do quatro, restavam a eles a adoção, mas, ele era resistente à idéia.

Numa bela manhã de sol, ele passava em frente do Hospital Regional, e viu uma senhora, de aparência pobre, com cara de fome, sentada no meio fio, e com uma criança recém-nascida. Ele olhou a criança, e achou-a linda. E comentou com esta senhora o seguinte em alegria e sorriso, porém em tom de brincadeira:

– Que criança linda! Dá ela pra mim?

A senhora levantou-se, e entregou-lhe a criança nas mãos e erguendo os braços aos céus exclamou:

– Ô Deus grandioso, eu te pedi que enviasse um filho seu para cuidar desta minha neta, e o Senhor me atendeu de imediato, eu te louvo Senhor.

Voltou-se para ele, que já estava com cara de espanto e vendo a complexidade da situação, tentou remediar, dizendo que era brincadeira, que não estava falando sério. Ela foi categórica. Disse que ele providenciasse a documentação, para que a adoção pudesse ser concretizada.

Tornou-se o xodó da família. Ela ficou impressionada como aquilo aconteceu, e desde então diz que aquela criança, foi um presente que ela recebeu. As vezes este ato de nobreza é provocado em nós pelos meios mais diferentes e espetacular que Deus, o destino, o amor, ou seja lá que poderes manipulam para que possamos abrir as janelas e expandir os horizontes do amor sem fim.

Quer adotar, vá nos hospitais. Em especial nas cidades do interior, tem muitas mães que dão seus filhos para adoção.

O segredo, ao toamr este caminho, é que apesar de haver burocracia, existindo já o contato entra as famílias, a justiça é obrigada a tomar certos atalhos.

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5 comentários em “Blogagem Coletiva: Adoção um ato de nobreza

  1. oii
    gostei dos tres itens na vida do homem, posso colocar no meu blogue? 🙂 Dia desses eu estava vendo sobre adotação aqui em palmas e a assistente social disse que os pais de hoje escolhem demais as crianças pra adotar, que dificilmente alguem quer uma criana negra, com deficiencia e com 5 anos de idade. 😦

    Quem quer adotar tem lista de exigências, quem quer ser adotado também, mas este outro, aceita mais do que os primeiros!

  2. Voltei… Não me fiz entender bem, pelo menos eu acho! Quando vejo uma criança sem pais e família fico com vontade de adotar… Mas não pode ser coisa de momento, entende? Hoje sou muito mais madura e no futuro pretendo adotar… A questão da “pena” no outro comentário foi mal colocada… Não consigo explicar kkkk. Abraços

    Eu entendi. E o meu momento semelhante a este foi no dia do SIM, eu ficava pensando, este SIM vai valer até quando? Ele é pra sempre. Adoção também. Mesmo que depois, aconteça algo, você não poderá mais desistir!

  3. Acho um assunto delicado Adão… Mas tu o tratou de uma maneira brilhante! Gostei das duas postagens que fizeste sobre o assunto… Mas tenho um pouco de cautela com adoção… Não sei te explicar, mas se eu tivesse outro filho com certeza eu gostaria de adotar… Não consigo ver e nem saber que crianças não tem um lar real para morar, me indigna… Por outro lado o sentimento de adotar é o mesmo de parir deve ser assim e não de pena… Sei lá, fico meio confusa com o assunto!
    Abraços 🙂

    Esta sua cautela é compreensivel.

  4. Adão,
    Essa é um seara difícil de opinar, sabe? Levei alguns anos tentando e tratando até engravidar da minha filha. Nesse meio tempo terminei de criar um menino que já veio pra mim com 10 anos, embora aparentasse 5. Não me arrependo, mas não é fácil a adoção, criação ou seja lá o que for. É um ato de amor mesmo, mas um ato para o qual vc tem que estra muito preparado. Uma vez com a certeza, vá em frente! Penso em adotar, dessa vez recém nascido, daqui há alguns anos pois terei tempo e amor de sobra. Mas entrego nas mãos de Deus que e quem sabe de todas as coisas.
    Bonita sua iniciativa, garoto! 🙂

    Eu sei. Entendo você. As adaptações são díficeis de serem implantadas e aceitas, por todos os envolvidos!

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