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Blogagem Coletiva: Adoção um ato de nobreza


Alguns podem achar que a palavra nobreza pode não ser apropriada para esta blogagem coletiva, que participo a convite do Saia Justa, porque NOBREZA, tem como parte de sua definição uma parte ligada à sociedade nobre, ligada à fidalguia. Entretanto, a palavra não tem apenas esta definição. Ela também significa agir ou ter ação notável, ilustre, célebre, majestosa, augusta, generosa, longânima, magnânima. Assim é a adoção.

Eu, Adão Braga, antes de casar e constituir família tinha como meta, mesmo depois de “ter”, melhor, “ganhar” filhos biológicos, adotar quantas crianças fosse possível. Mas, a questão é: porque antes de casar?

Depois de casado, descobrir que meu conjuge nunca demonstrou ter esta alma notável, ilústre, célebre, majestosa, augusta, generosa, longânima, magnânima. Minha opinião encorpou definitiva e permanetemente, quando a ouvi declarar, que “não gostaria em nenhuma hipótese dividir os bens da família com uma criança adotada, que teria os mesmos direitos aos bens que os filhos dela!”

Estas palavras, fez hibernar em mim tal desejo. Mas, ainda espero que ela chegue a maturidade e a conhecer o amor numa face menos egoísta. Minha participação é sobre os sexto e o sétimo item da blogagem:

  • Gostaria de discutir o assunto mesmo que não queira adotar uma criança?
  • E como vê toda essa situação na sociedade em que vivemos?

Em 1997, estava eu numa excurção na região de Irecê, e usei as seguintes palavras numa reunião evangélica:

– Se todos aqueles que se dizem seguidor de Jesus, adotassem uma criança, em poucos anos, não haveria a necessidade de as igrejas terem que sair de casa-em-casa para pregar o evangelho.

Esta minha opinião, é baseada nos conselhos de Ellen White, uma escritora americana. Ela era considerada profetisa no meio Adventista do Sétimo Dia, e os textos abaixo, foram escritos nos últimos anos do século 19 e no inicio do século 20, ou seja, antes de 1900. Isto mesmo! Os conselhos desta senhora, era para que as famílias Adventistas adotassem crianças nestes longinquos anos. Ei-los abaixo:

Abram aqueles que têm o amor de Deus, o coração e o lar a essas crianças. Não é o melhor plano cuidar dos órfãos em grandes instituições. Caso eles não tenham parentes capazes de tomar conta deles, os membros de nossas igrejas devem, ou adotar esses pequenos em sua família, ou encontrar lugar conveniente para eles em outros lares. Testemunhos Seletos – Volume 2 – Pág: 519

Meu esposo e eu, embora chamados para árduo trabalho no ministério, sentimos ser nosso privilégio trazer para dentro de nosso lar crianças que necessitam cuidado, ajudando-as a formar caráter apropriado para o Céu. Não podíamos adotar bebês, pois isto teria monopolizado o nosso tempo e atenção e roubaria ao Senhor o serviço que de nós requer em levar muitos filhos e filhas para Ele. Mas sentimos que a instrução do Senhor em Isaías 58 era para nós, e que Sua bênção nos acompanharia na obediência a Sua Palavra. Todos podem fazer alguma coisa pelos pequeninos necessitados, ajudando a pô-los em lares onde possam ser cuidados. Manuscrito 35, 1896.  Beneficência Social – Pág: 221

Deus tem um povo neste mundo, e há muitos que podem adotar crianças e delas cuidar como os pequeninos de Deus. Carta 68, 1899.  Beneficência Social – Pág: 232

Se tivésseis vossos próprios filhos para pordes em exercício cuidado, afeição e amor, não estaríeis tão encerrados em vós mesmos com os vossos próprios interesses. Se os que não têm filhos e que têm sido por Deus feitos mordomos de recursos, dilatassem o seu coração no cuidado de crianças que necessitam de amor, zelo e afeição, bem como assistência de bens do mundo, seriam mais felizes do que são hoje. Sempre que jovens sem o piedoso cuidado de um pai e o terno amor de uma mãe estiverem expostos à corruptora influência destes últimos dias, é dever de alguém suprir o lugar de pai e mãe para com alguns deles. Aprenda-se a prover-lhes amor, afeição e simpatia. Beneficência Social – Pág: 233

É estranho que não exista entre as diversas comunidades cristãs esta cultura de adoção. Há, certamente, uma tendência e uma maneira social diferente da que hoje vivenciamos, mas, observo nos escritos dela, e comparando com a atual situação que a “conduta humana”, nesta situação, parece-me não ter sofrido mudanças no último século.

Baseado nestes conselhos, já consegui fazer com que duas famílias adotassem crianças. A primeira delas, ouviu a conversa na reunião que citei acima e adotou a criança. Dois anos depois, ela me encontrou, e disse, que havia adotado uma criança porque ouviu o conselho que eu havia dito na reunião. Depois de quatro anos ela engravidou.

Um amigo que há 17 anos casado e a esposa não engravidava, viajou seisentos quilometros para adotar o filho que sempre desejou.

Só para atiçar, saibam todos, que, quem mais adota neste mundo é o próprio Deus. Vou esclarecer. O evangelho diz que Deus só tem “UM FILHO ÚNICO”, leia nas palavras do evangelista João:

“Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna.”

Se Deus, tem filho único, fica entendido que todos nós outros somos filhos adotados. E o apóstolo Paulo confirma ao informar que somos “filhos de adoção por Jesus Cristo, […], segundo o beneplácito de sua vontade” (Efesios 1:5) e ambém declara: “… recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai” – (romanos 8:15).

Depois de tudo, repito o conselho de Jesus:

Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também

Vá lá e adote!

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6 comentários em “Blogagem Coletiva: Adoção um ato de nobreza

  1. Adotar uma criança não é para qualquer um, amar, educar como se fosse seu, só vale se for assim, aplaudo que tem essa capacidade, como só tive filhos homens, pensei em adotar uma menina, mas me faltou coragem, por medo de não conseguir amá-la como os meus filhos.

    beijos.

  2. Beth, é isso mesmo, eu já passei por issso, quando uma criança nos sorri sabemos que é ela e pronto.

    Você está corretissima quanto ao apoio quando a mãe quer criar os filhos, o amor não esta no espaço fisico, está no coração.
    Talvez o menino tenha escolhido o seu benhê como referencia paterna, isso é lindo e mãe nunca é demais.

    Eu não entendo muito bem o processo de adoção no Brasil, as vezes uma criança está na rua, mas não pode ser adotada por quem a quer, tem que passar por todo aquele processo, e a adoção é negada.

    Adão,

    Contei parte da historia da minha filhinha do coração, ainda pretendo ter outras……
    Beijos

  3. Em 91 conheci um menino de rua que queria passar o Natal na casa de alguma família. Conversei com meu marido e trouxemos ele pra cá. Não perguntei nada além do nome. Providenciamos roupa nova, banho, corte de cabelo, presente e qdo vimos já era abril e ele ´recisava estudar. Resolvi procurar a mãe dele a fim de saber se ela estava procurando por ele. Não, a criança era abandonada mesmo. Conseguimos a certidao de nascimento dele e o matriculamos em uma escola. Meu filho terminou apenas o ensino fundamental, não quis prosseguir, apesar de nossa insistência. Ele deu muito trabalho. Mas pela graça de Deus,´hoje ele se converteu, vive com a esposa e a filhinha linda e é um homem trabalhador. Sempre que pode dá conselhos a minha filha para que aproveite a oportunidade para estudar e diz que assim que folgar no trabalho vai retomar os estudos. Tenho uam neta linda que me chama de Meu Amor. Minha experiência não foi fácil pq sei o qto sofremos nesse caminho, mas posso dizer: Valeu a pena!

  4. Vale lembrar que qualquer dúvida os candidatos devem procurar a Justiça da Infância e Juventude que possuem reuniões constantes, entrevistas com assistentes sociais e psicologos. O ECA-Estatudo da Criança e Adolescente trata do assunto adoção nos seus artigos 39 a 52 e no mesmo Capitulo que é destinado ao Direito à Convivência Familiar e Comunitária, também há os tópicos: familia natural, familia substituta, guarda, tutela.

    Beijos

  5. Essa semana “benhê” me surpreendeu. Ele perguntou se eu não queria pegar o filho do meu ex-caseiro, nosso afilhado, para criarmos. O mané abandonou a familia aqui no RJ e recentemente descobrimos que ele foi assassinado em SP. “Benhê” só pensa na situação no menino, na falta de recursos da mãe. Respondi que mãe que é mãe, apesar dos pesares, não dá seu filho na mão de ninguém para criar. O que poderiamos fazer, como padrinhos, é dar uma assistência na educação, saúde e numa boa criação para que ele se torne um cidadão de bem. Mas se você conhecer o Gabriel e o Benhê, você vai dizer que um é a cara outro. Parece até que Gabi nasceu para fazer parte da vida do benhê, até a cor dos olhos é a mesma de um e de outro.

    Bem, infelizmente ainda é pouca a busca por crianças negras e maiores de dois anos, mas são essas que ainda esperam nos orfanatos a oportunidade de terem uma familia que os queiram. Creio que o Brasil deveria ter um cadastro nacional de crianças aptas para a adoção, pois hoje em dia a demora ainda esbarra nessa disponibilidade e na procura “em prazo legal” pela familia original e pela liberação por parte dessa mesma familia à adoção. Recentemente descobrimos, num trabalho de campo na faculdade, que muitas crianças que estão nos orfanatos ainda não estão aptas para a adoção.

    Por aqui optamos nossas futuras adoções da sequinte forma: “a criança que nos escolherá…tipo amor no primeiro abraço”. Não importa sua cor, sua idade, pois será ela a nos escolher.

    Beijos e boa campanha !!!! Adoção é para sempre e não tem devolução…adoção é ato de amor.

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