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Poderes


Naquele feriado de todos os santos, num dia nublado ele resolveu sair com seu filho menor. Uma criança paciente, educada e admirável por sua conduta integra. Sempre alegre, solicita, meiga, apesar de alguns acharem que os adultos da família a deixasse abandonada.

No cotidiano, era uma criança comum. Jogava video-game, assistia aos desenhos animados da tv aberta, quanto da tv por assinatura. Já sabia ler e escrever. Não era alheia as estruturas e regras sociais. Tanto quanto as oçpões e regras morais, quanto tanto com as leis e regras éticas.

Tinha em seu pai o exemplo de homem, de herói, de amigo. Porém, havia em seu pai algo estranho para os dias atuais. No mundo globalizado, industrializado, informatizado, eletrônico e voltado para estas bugigangas da tecnologia, eles estava sempre lendo velhos livros, antigas orações.

Não que ele soubesse ou percebesse. Era o comentário generalizado entre os famíliares sobre as estranhas predileções pelo mundo sobre-natural, e rezas e orações antigas.

Andava ele com seu infanto pelo parque quando se viu cercado por aquela súcia. A ação e reação institiva foi puxar o filho para entre as suas pernas, protegendo-o com os braços.

– Levanta covarde! – Disse um deles!

– Coisa de corno, esse seu programa de feriado hein? – zombou outro arrancando uníssona gargalhadas. Recebeu socos, safanões, empurrões.

– Não fala nada não! Frouxo! O gato comeu sua língua?  – Num tom gutural e com a língua entre os dentes falou como num breve múrmurio:

cai idú’ hippós clôrós’, cai rô caté-menus épánu autu ônoma autô, tanatós, cai rô êcolutei metá autu; cai edidomé autóis écsousia épi tó tetarton tens gens, rapokteinan en romfaia cai en limfô cai en tanato cai rupó ton térion tens gens.

Não terminara de cerrar a boca e o terror se abateu sobre o mais agressivo.

Vendo o comparssa em desespero, inquiriu ameaçadoramente.

– O que você fez?

– Não se preocupe, você terá o seu!

Foram espalhados. Corriam de um lado para outro como que fugindo do invisivel. Um a um foram tombando. Não demorou para a polícia chegar. Não souberam explicar, o como, o porque, que todos aqueles mortos estavam com olhar petrificados, pupilas dilatadas.

– Deve ser algum tipo de drogas que tomaram!

Não muito longe, pai e filho chegaram em casa. Ele correu para os braços da mamãe. Abraçou-a e num cochicho quis saber:

– Mamãe, o que significa cai idú´ clôros?

– Onde você ouvi isto?

– Foi o papai quem disse!

– Quando foi?

– La no parque!

– Vá tomar seu lanche que está sobre a mesa!

Entrou na biblioteca e puxando um dos antigos livros procurava explicações, e no verbete de Todos os Santos, leu as seguintes palavras:

“No dia de Todos os Santos, é o dia em que todos os demônios e espíritos podem andar livremente – só voltam às regiões inferiores à meia-noite do Dia de Finados. São implacáveis quando invocados, e não deixarão de executar a tarefa que lhes foram confiadas.”

Agora que foram invocados, tais agentes não cessariam suas atividades enquanto a terça parte de todos os familiares daqueles não fossem capturados e levados ao mundo inferior. Pegando o livro sagrado dos cristãos, abrindo-o no último livro, procurando nas referencias, encontrou o trecho correspondente, e assim está escrito:

“Eis um cavalo amarelo. Aquele que estava assentado sobre ele, tinha por nome Morte. O inferno o segue. Foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, com fome, com peste, e com as feras da terra”

– Porque você fez tal invocação? – Perguntou-lhe interropendo suas preces e tirando-o do êxtase.

– Eles ameaçavam seu filho!

Olhando-o ternamente, beijou-o com carinho. Saiu e foi para a copa onde o pequeno estava tomando o suco. Pegou-o no colo, abraçou-o e disse:

– Papai te ama!


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6 comentários em “Poderes

  1. Adão. Tenho muita curiosidade sobre essas coisas. Eu mesmo já vi muita coisa inexplicável na minha vida. Gostei muito do escrito. Qualquer dia desses te conto algumas marmotas que já vi. Abraço.

    Eu conto outra!

  2. O Exorcista? Essas experiências me deixam arrepiada. Epê-pê-ô, Mangalô 3 vezes. Xô Ebó Mal Despachado.
    Quando estava com um pé aqui e outro acolá, meu irmão levou no hospital um grupo de evangélicas da Igreja que ele frenquentava. Uma delas começou a falar coisas estranhas e eu agoniada com àqueles gritos e orações e linguas estranhas pedia para Deus levar ela embora dali. Bem, rapidamente ela terminou o que foi fazer lá. Acho que Deus ouviu minhas preces e as dela. 🙂

    Acho maneiro essas manifestações e as invocações. Nunca presenciei uma. A única experiência que tive foi com uma bendita sombra negra que ficava saracoteando pelas minhas paredes…e um dia me invoquei dei uma bronca nela, mandei ela cantar em outro terreiro, invoquei a força dos anjos e a bicha nunca mais deu as caras por aqui. Tá vendo? Sou uma He-Man de saias…eu tenho a força! O estranho é que minha inquilina via a tal sombra, minha cunhada via ela de corpo inteiro e capuz e depois ela passava por aqui como sombra. Mas depois da minha bronca a bicha nunca mais apareceu… 🙂

    Beijos querido. Fé. Fé. Fé…que a luz sempre estará próxima protegendo.

    PS: Tô indo viajar. Semana que vem a gente se fala tá? Ainda não resolvi aquela pendenga…mas semana que vem sossego e a gente resolve.

    Só estou respondendo hoje, porque a situação aqui anda apertada. Ah! Se você soubesse o que eu sei!

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