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Comparações


Situação 1

Ele entrou em casa amarrou a mulher na cadeira. Fez um preparo de produtos de limpeza. Pegou o revolver calibre 22, sentou na frente dela e colocava bala a bala no tambor. Pegou a mistura e tentou enfiar goela abaixo. Ela resistiu. Bateu-lhe com cano do revolver na cabeça. Sangrou. Escorreu pelo rosto.

Pegou o filho, subiu por uma escada de construção para a laje. Segurou-o pelos pés e ameaçou soltá-lo. Ela chorava e gritava desesperada.

– Por favor não faça nada com meu filho. Não faça nada. Não faz isto não!

O pai dele chegou. Tomou o revolver. Soltou a mulher. Mandou-a embora e disse-lhe:

– Vai embora e não volta! Esse homem é louco. Não sei o que você viu nele para querer ter uma familia com ele.

Ela foi embora. Levou o filho. Vivem isolados e separado.

Situação 2

Eles estão juntos por mais de quatorze anos. Tem suas desavenças, rusgas e intrigas. Evitam o máximo qualquer tipo de ato violento. Tanto entre eles, quanto com as crianças.

Se esforçam para dar a melhor roupa, a melhor escola. Incentivam os filhos a estudarem, a aprenderem a profissão do pai. Ajudam os filhos com as tarefas escolares, proporcionando-lhe meios sufientes para se destacarem como bons alunos.

Em casa tem TV, Video-Game, Micro-Computador, DVD, antena parabólica, e muitos outros eletro-eletrônico necessários numa casa atual, e que os pais possam adquirir em 24 parcelas nas diversas lojas do ramo.

Conclusão

O filho do pai violento o obedece. Seja por respeito ou temor. Basta o pai olhar e mover cenho que a criança percebe o desagrado e imediatamente faz o que o pai quer. Sabe das consequências que é tirar nota abaixo de 7.

“É preciso ter em vista que os homens de maus instintos são mais numerosos que os de bons instintos. Por isso se obtém melhores resultados governando os homens pela violência e o terror do que com discussões acadêmicas.

Cada homem aspira ao poder, cada qual, se pudesse, se tornaria ditador; ao mesmo tempo, poucos são os que não estão prontos a sacrificar o bem geral para conseguir o próprio bem. Quem conteve as feras chamadas homens?

Quem os guiou até agora? No princípio da ordem social, submeteram-se à força bruta e cega, e mais tarde, à lei, que é essa força mascarada. Concluo, pois, de acordo com a lei da natureza, que o direito reside na força”

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9 comentários em “Comparações

  1. Ambos podem se tornar um “nardioni” a qualquer momento.
    Um expõe claramente seu lado violento, o outro sufoca para manter as aparencias, mas um dia entre quatro paredes, ela vem a tona, e quem poderá provar??????

    É a vida……

  2. Strindberg tem um frase perfeita para esse teu texto…e silencio-me diante de tamanha sapiência, de ambos os lados.

    “Família, tu és a morada de todos os vícios da sociedade; tu és a casa de repouso das mulheres que amam as suas asas, a prisão do pai de família e o inferno das crianças.” (August Strindberg)

    Beijos fofucho !!!!
    Boa semana para ti !!!!!

  3. Há culturas que falam em disciplina utilizando-se de símbolos como “vara” (na função de instrumento de açoite), visando a alcançar o respeito dos filhos, etc.
    ……
    Tem até a expressão “aplicar um corretivo” para definir o espancamento.
    …..
    Na verdade, a prática meramente “tribal” é traumática para todos porque não alcança a raiz do problema – como está escrito: “o coração do homem é onde reside o mal”. A palavra “homem” é a espécie humana, querendo dizer que até mesmo um bebê teria em si o mal em potencial.
    …..
    Para comentar esta sua publicação, Adão, eu compararia o primeiro caso a uma tentativa de exorcismo. Vejamos.
    ……
    1) Alguém acha que vai exorcizar o mal que ele mesmo exteriorizou ao tentar formar uma família por mero instinto animal.
    2) Alguém que exorciza o invasor de sua vida e usurpador de sua posição de “cabeça” da família.
    3) Pessoas que tentam se equilibrar na corda bamba e acreditar que o núcleo familiar deve ser mantido a qualquer custo, pois viver é crer – mesmo quando não podemos avaliar o próprio nível de felicidade.
    ……
    Acho que a intuição nos diz que a esperança é mesmo a última que morre.
    ……
    Sua narrativa é forte. O alcance é amplo.
    ……
    Um abraço.

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