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Adolescência, conflito, minha vez


Desde que atingir a idade de vinte e poucos anos que aprendi uma frase, que é a seguinte:

– Só entenderemos nossos pais, quando tivermos nossos filhos!

Hoje, devo reconhecer o quanto fui problemático, injusto, desobediente, crítico, desaforado, cruel, e tantos outros adjetivos negativos com meu pai e com minha mãe.

Recebi uma notificação da escola do filho primogênito. Ter que ouvir o relatório do comportamento insatisfatório, da indisciplina, da falta de interesse escolar, da falta de respeito com os professores e colegas de aula, foi-me, o mesmo que receber uma bofetada.

Fiquei calado. Fiz algumas perguntas. Fui á sala de aula ver e ouvir o professor. E, a cabeça aos zilhões de pensamentos, no entanto nenhum respondia a inquietante questão: “O que posso mais fazer?”

– Dialogar?

Será que não há dialogo suficiente entre nós? O tanto que conversamos, os diferentes níveis de interação, envolvimento. Será, que tanta conversa ainda não é suficiente? Ou será que esse negócio de dialogar não funcioa de fato, porque, sempre valorizamos o dialogo, e só temos mais jovens problemáticos!

– Explicar?

Dizem alguns, que os filhos se revoltam quando querem algo e pensam que os pais não dão porque não é porque não podem, é porque não querem. Devemos explicar as situações, explicar as privações, as necessidades, as dificuldades que enfrentamos, para expor os motivos pelos quais não podemos comprar aquele novo video-game de R$ 3.000,00 reais.

– Auxiliar?

Auxiliar os filhos nas suas deficiências, angustias, dificuldades. Ampará-los quando estiverem dasamparados. Compreender quando estão isolados.

… etc e etc.

A verdade é que me sentir semi-fracassado ou ler o relatório dele. Insubordinado. Desobediente. Conversador. Atrapalhador da turma. Confusento. Birrento. Não faz as atividades. Atrapalha os demais. Desafia os professores e colegas. Insurgente. Isto me deixou triste, e tenho me questionado desde a tarde se guiamos essa criança no caminho correto.

O conforto que podemos ter, temos! Temos uma casa. Móveis diversos. Alimentação. Não é tudo que queriamos, mas, é o que podemos ter. O que pode está influenciando-o?

Jà chamamos para a conversa. Já investigamos. Já instruimos. Orientamos. Auxiliamos. Seguimos o manual moderno dos pais modernos e decidimos:

– Acabou a moleza cabra! Próxima reclamação, punições severas do tempo da inquisição e técnicas anteriores a 13 de maio de 1833 serão utilizadas. É bom não querer reacender em mim alguns intrumentos de torturas de décadas passadas.

Amanhã será outro dia, e espero a colaboração, sem o uso radical da força! Porém, minhas esperanças na atual geração é frágil.

A verdade é que agora que chegou a minha vez, senti pena de meu pai.


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7 comentários em “Adolescência, conflito, minha vez

  1. E é bem assim mesmo. Eu só passei a conhecer e acreditar em tudo o que meus pais falavam quando ganhei uma sobrinha. Meu Deus, como é difícil hoje em dia tudo, só na base do diálogo mesmo.
    Mas bem que estou doida para arrumar uns bacurizinhos, não vejo a hora de entrar na fase “pinel”!
    rsssssssssssssssssssss

    Beijão Adão.
    Sempre uma satisfação imensa ler-te!!!

  2. Adão.

    Eu não tenho filhos ainda.
    Pretendo… já conversei com a minha cônjuge.

    Sobre o assunto em pauta… acho que a Sarah vai comentar muito melhor do que eu.

    A única coisa que pode me restar depois do que li… é filosofar sobre a possibilidade do pânico pré-paternidade que esse teu texto texto me causou… rs.

    Abraço (e boa sorte).

  3. Adão,
    Eu sigo a risca o conceito de que dialogo é o melhor caminho.

    Fiz o curso de formação de professores(antigo normal) e te digo, nem sempre o problema é apenas o aluno.
    O professor também tem que manter um ambiente propicio ao bom comportamento, ouça as queixas dele sobre a escola, as vezes ele pode ter razão.
    Quando o comportamento na escola é diferente dos demais ambientes o problema pode estar lá.
    Procure ver saber como o professor o trata quando tem duvidas, se ele está aprendendo, como é o relacionamento dele com os amigos de turma, tudo isso conta.

    Mas chega uma idade em que eles encontram dificuldades com os proprios conflitos, é dificil lidar com isso, porque a situação é nova para ambos e pra nós, pais, ainda vem essa sensação de culpa.

    Eu ja fugi da escola, fiz professora chorar com perguntas incessantes a qual ela não sabia responder, já soltei bomba na escola, e não acredito que minha mãe errou em alguma coisa, estava apenas testando os limites, nada melhor do um “Pare, vamos conversar”.

    Mas PELO AMOR DE DEUS NÃO USE CASTIGOS FISICOS, estar preparado para ouvir o ponto de vista dos filhos é sempre o melhor caminho.
    Sempre que é usado é por conta da nossa decepção e não para educar.

    Beijos

  4. Pois é…adolêscencia é um periodo complicado. Mas tive uma educação impar e todos os meus anseios e arroubos eram muito bem gerenciados pelos meus pai. Imagine: na eferveção dos anos 80 e eu nem podia assistir Menino do Rio.

    Com 13 anos eu dizia que ia ser mãe solteira e meu pai me ensinou a usar camisinha. Com 15 queria largar os estudos e trabalhar no comércio e minha mãe me arrastou para a secretaria do colégio e mandou eles arrumarem um outro curso técnico para mim, pois não tinha me criado para trabalhar em pé no comércio. Meu primeiro emprego foi como estagiária da Petrobrás.

    Mas, ao final…eles estavam certos. E hoje, mesmo não sendo mãe, ainda exerço esse lado maternal, de refugio, de orientação, de respaldo dos menores da familia que estão entrando nesse período de arroubo, revolta e questionamentos.

    Bjs e uma linda semana para ti !!!

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