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ser diferente e ser normal


Em 17 de outubro de 1979, Madre Tereza de Calcutá, foi premiada e reconhecida mundialmente com o prêmio Nobel da Paz.O que ela fez de diferente? Nada. Ela criou a Casa da Esperança, fundada em 1952, juntou-se o “Lar dos Moribundos”, em Kalighat.

Uma década depois, em 1965, a Santa Sé aprovou a Congregação Missionárias da Caridade e, entre 1968 e 1989, estabeleceu a sua presença missionária em países como Albânia, Rússia, Cuba, Canadá, Palestina, Bangladesh, Austrália, Estados Unidos da América, Ceilão, Itália, antiga União Soviética, China, etc.

O que é diferente no prêmio dela, e de outras pessoas, é que se formos criteriosos, veremos que ela procurou viver a vida cristã, a caridade cristã, e tão somente viver a vida que Jesus e os apóstolos deixaram exemplificados e ordenado a todos os cristãos.

Hoje, ser cristão com tanta luz e brilho, é mesmo notável e merecedores de prêmios. E desde então, quanto tem se destacado? È raro encontramos cristãos que pratiquem o evangelho, a ponto de quando há, ser premiada. Isto estou escrevendo não como meio de crítica, mas para fazer um paralelo com minha situação atual.

No último sábado, Kátia quebrou o pé esquerdo. Desde então, tem dependido muito de minha ajuda para pequenas tarefas. Tenho que vir em casa diversas vezes para saber se ela deseja algo. Coisas simples, uma vez que ela ficou imobilizada nos primeiros dias.

Eu precisava vir em casa mais vezes para saber se ela queria algo. Se precisava ir ao sanitário. Se queria água. Café. Lanche, etc.Pela noite, tive que chegar mais cedo leva-la ao banho. E tomar outros cuidados com ela, enquanto estiver nesta situação.

Desde segunda-feira que tenho que fazer o trabalho de rua, atendimento a clientes, e voltar para casa e fazer as tarefas domésticas. Na segunda-feira, e na terça-feira precisei cozinhar. Dei conta do serviço.

Hoje quando uma colega soube que eu estava fazendo isto, veio sorridente para mim:

– Que gracinha! Eu queria um marido assim pra mim! Que cuidasse de mim, que zelasse. Que demonstrasse tamanho amor e carinho.

Este é o paralelo.

A Madre Tereza ganhou o prêmio Nobel por fazer e viver a vida que Jesus desejou que todos cristãos vivessem e praticassem.

Eu recebi um elogio por fazer tão somente o que deveria ser o comportamento e vivência de todos nós maridos, afinal, não custa lembrar-vos que prometestes:

– Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença!

Ser diferente é normal, e também é muito normal ser diferente, mas certas diferenças não precisavam existir.

Tanto no caso da Madre Tereza quanto no meu, nós estamos apenas sendo normais; a maioria é que estão sendo diferentes!


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11 comentários em “ser diferente e ser normal

  1. Olha Adão, eu acho que é isso mesmo. Ela cuida de tu e tu cuida dela uai!
    É assim que tem que ser.
    Meu marido faz o mesmo quando fico dodói. Aliás faz tempo que não fico e já tô sentindo falta de uns dengos extras, hahahaha.
    Abraço pra tu e boa semana.

  2. Putz.,comparar-se a Madre Tereza é fogo !!!! Estou achando que sua esposa está te explorando porque já quebrei o pé, cortei o joelho que ficou enfaixado e a vida não mudou nada.

    Leia o texto novamente, interprete-o corretamente e verás que não me comparei a madre Tereza, e não lamento o fato de quando esteves com a perna ferida, não recebeu ajuda daquele que deveria te ajudar, já até escrevi aqui que cada mulher tem o marido que merece! Talvez seja o seu caso!

  3. Adão,
    ouço tantas mulheres contando debochadamente os feitos domesticos de seus maridos, que chego a acreditar que algumas gostam de sofrer, basta passar de blog em blog que fale sobre o relacionamento da autora e veja quantas criticas e quantos elogios. Sabe que apesar dos pesares não tenho o que reclamar quanto a isso, quando fico dodoi sou muito bem cuidada, mas é só melhorar que lá vem a conta……kkkkkkkkkkkkkkk. Bjs

    Cuidar do parceiro é normal. Não deve haver prêmios para quem faz.

  4. Amigo voltei! Que coisa linda isso! Ó manda melhoras pra Kátia, li por alto… Madre Tereza? Ela foi legal. rs Ainda tô meio grog por isso o comentário meio non-sense, não bebi nada juro. rsrsrsrs
    Só soro. hehehehe Beijos!

    Que bom que voltastes… fiquei de olho nos feeds para ver suas postagens!

  5. Madre Teresa é amigona do peito do mago esotérico oportunista Heitor Caolho a quem, como sabe, tenho a honra de psicografar. Quanto a lida do lar apoio totalmente.

    Eu até imaginei que voce escreveria: Madre Tereza foi a mulher “mais boa” da face da terra!

  6. Adão, se tua amiga tivesse um marido como você, tenho certeza, que ela não daria o devido valor… As pessoas que reparam muito no que os outros tem dificilmente conseguem enxergar o que tem. Os que admiram a bondade alheia não conseguem libertar a propria capacidade de também serem solidarios.

    Ser normal, infelizmente é ser diferente. Não vou te elogiar, vc não fez mais que sua obrigação, rsrsrsrsrs.

    Sarah, vamos para a briga: he he he, temos que ser solidários a ela. Apesar da evolução tecnologica e ciêntifica, nas questões de relacionamentos, emocionais, homens e mulheres ainda são machistas e jogam responsabilidades entre si, e há, aqueles que simplesmente, ignoram o sofrimento do parceiro… é uma realidade cruel, mas é real.

    Quanto a voce ter dito que fiz a obrigação, é verdade! Pena que o genero, não ajam padronizados. E também, porque não sabem viver assim, não sabem os beneficios que é serem parceiros. Não sabem que ser dois é melhor do que ser um.

  7. Um homem de bem, faz exatamente o que estás fazendo! Adão, o texto de hoje, além da tua atitude (que sirva de exemplos aos demais), me tocou porque sou fã da Madre Teresa de Calcutá, como disse: “Se você julga as pessoas, não tem tempo para amá-las”. Lindo e verdadeiro, né?! Saudade das tuas visitas. Um forte abraço e melhoras a tua esposa.

    1 – Penso Querida Cármen, que a companheira que escolhi, e que também me escolheu como parceiro, e socio, deve sentir-se segura em todos os momentos. É muito cinismo masculino querer e desejar estar ao lado da esposa, tão somente nos bons momentos. E, falta educação para que se viva melhor. Porém, não é esta educação tradicional que temos hoje. Falta educação para o lar e para a vida.

    2 – Quanto as visitas, eu tenho ido lá no seu blog, fui ver suas fotos. Só não deixei nada escrito, mas vi você no vestido longo, na lagoa, no castelo, com o microfone, rindo. Vi todas suas fotos postadas. Apenas fiquei em oculto.

  8. Nunca deve-se acostumar. Deve-se fazer apenas o seu papel. O que a sua consciência de cidadão mandar e o coração de homem pedir.

    Beijos amore !!!! Amo-te !!!!!

    Viver aqui neste mundinho azul, é e sempre foi mui complicado. Não é de hoje isto. E aceitar certos acontecimentos como normais, é uma valvula muito utilizada.

  9. Porém, voce faria isso todos os dias até o ultimo dia de sua vida??

    A regra aqui em casa é assim:
    Se não estar disposto(a) a fazer todos os dias de sua vida, não faça a primeira vez. Tenho feito há mais de 14 anos. Eu suporto até mais! Duro é cuidar de um ente querido em fase terminal!

  10. As pessoas estão tão acostumadas com a anormalidade, com a injustiça, com falta de amor, com a lei da vantagem, com a ausência de direitos e deveres que, acabam premiando ou endeusando ou criticando e ameaçando àqueles que somente fazem o seu papel humanitário, de bom cidadão, de conhecedor de seus direitos.

    É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a justiça. (Henry Mencken)

    O marido não é obrigado a cuidar da esposa ou dos filhos, até porque, na maioria das vezes, o homem comum bate ponto, tem obrigações além das paredes domésticas e chega em casa cansado e estressado. Mas, é normal que ele vá querer, no mínimo, não ver sua familia doente ou a merçê de terceiros.

    As pessoas se acostumam facilmente a serem rejeitadas, a não serem amadas, ou cuidadas. É qualquer coisa que vá além desses conceito, é no mínimo surpreendente e, assim, elevam pessoas comuns que vivem momentos comuns a categoria de deuses.

    bjs e boa quinta-feira para você

    São certos costumes que me incomodam! Porém, deve-se acostumar com estes costumes?

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