Ações da alma Humana · Relacionamentos, casamentos e contratos · Vidas

A felicidade pode ser encontrada em atitudes simples


Estamos no período de Quaresma. Neste período, a família de Kátia tem por costume antigo, não comer carnes vermelhas às quartas e sextas-feira.

Hoje, ao invés de comprar o peixe, propus que fossemos comer num restaurante que nos preparesse um bom peixe frito.

Quando chegamos já haviam dois jovens à nossa frente, porém, nós haviamos feito a encomenda antes, então foi só sentar e receber a mesa pronta. Só estavam esperando.

Sou mesmo um tremendo observador da vida alheia. Me impressiona como a “valorização egoista” da “natureza egoista” impera nesta nossa geração. Fico perturbado em ver como alguns são inabeis, e até inaptos para resolver questões pessoais quando a questão é emocional. A truculência emocional, é usada com frequência.

Enquanto esperavam, o celular de um deles tocou três vezes. Em todas as vezes, aquele que recebeu a ligação, tentou explicar que um outro alguém não estava ali.

Quando este outro chegou, foi avisado: 

– “Sua mulher já ligou três vezes perguntando por você”.

Muitos, depois de casados, pensam que um relacionamento, se mantém tão somente a imposição do mais forte. Tolice!

Um relacionamento para ser profícuo, ambos, devem estar ligados, e lembrar sempre, que estabilidade não existe.

O que existe é o dinamismo, e que se deve estar aptos a improvisar, decidir, andar “juntos-separados-juntos-separados” para formar um conjunto e transformar a realidade de ambos.

Não demorou muito o celular tocou.

– É sua esposa! – Disse o amigo, e passou-lhe o celular. Saiu de perto dos amigos e foi conversar a uma certa distãncia. A conversa foi rápida. Logo voltou. Sentou-se e começou a comer.

A truculência que ele revelou, me transportou para o outro lado da linha, e me perguntei, como ela estaria reagindo. Fiquei apenas teorizando enquanto o ouvir dizer aos amigos:

– “Eu sou assim!” e também

– “Se quiser viver comigo é assim!”

Demonstrando força e imposição, e energia em suas palavras. Pelo, que pudemos ouvir, ela estava preocupada com ele. Queria saber se ele estava bem.

É inacreditável, como existem pessoas que se entregam. Se martirizam. E depois reclamam que o casamento acabou. Que não deu certo. E dizem que o culpado é a instituição. Que casamento não presta! Que mulher é bicho complicado! Que homem são todos iguais. Etc. 

Se esquecem que a cada manhã somos diferentes. Que a cada manhã nosso caminho é diferente. A vida é dinâmica e os relacionamentos também. Decisões importantes são tomadas todos os dias. Transformações são inevitáveis. E que ambos são os agentes destas transformações. Ambos estão não fazendo o caminho enquanto caminham.

Já percebi, que muitos vivem seguindo manuais de relacionamentos. E tenho lido artigos do tipo:

  • 10 coisas que uma mulher nunca deve dizer a um homem;
  • 10 coisa que ele espera de você na cama;
  • 05 motivos pelos quais ele some

E por ai vai.

Num relacionamento, a entrega de ambos deve ser de forma proporcional e equacional. Devem reduzir as questões “emaranhadas, a pontos simples e claros, à semelhança dos matemáticos, para mais facilmente lhe achar solução.”

Não somos a melhor família do mundo. Não somos perfeitos. Temos diversos problemas. Enormes dificuldades nos cercam a cada dia, mas, enquanto estavamos aproveitando uma tradição antiga para estarmos juntos, eles estavam separados. Ela procurava meios de atraí-lo, ele impunha seu desejo sobre ela: “Se não quiser assim, vai te lascar” – disse.

Kátia comentou baixinho:

– Todos ali são casados. Todos tem filhos. Enquanto estão aqui neste banquete, deixa as esposas em casa com os filhos como se fossem elas as responsáveis por tudo.

As oportunidades de transformar nossos relacionamentos estão a nossa disposição. Hoje, está mais fácil. A felicidade pode ser encontrada em atitudes simples, em modo de vida simples: uma roça, uma cerveja num lugar qualquer; um riacho; sentarem juntos e verem um filme, uma novela; um banho juntos; uma piada; …uma troca de atividades,  uma louça lavada, uma roupa passada. etc.

Sabe o que vai acontecer?

Quando chegar em casa, ela vai estar tomada banho, cheirosa e fazendo mil e uma demonstração de que hoje terá uma terapia sexual para dar jeito neste dia que o casamento deles estava ruim. Porque é assim, que muitos resolvem algumas pendengas do dia-a-dia do relacionamento, até o dia, em que este evento não mais ter efeito sobre eles.

Homens deste tipo, sofrem e chora ás escondidas. Negam seus sentimentos. Suas emoções são mascaradas com a coragem. A coragem, é a arte de sentir medo sem que outros percebam.

Impõem às esposas a dura atividade de serem responsáveis pelo sucesso e fracasso do casamento. Não são honestos em admitir que não conseguem ser sinceros, que são eles os inaptos em externar sentimentos e principalmente que não assumem suas inseguranças. 

Preferem ir almoçar com os amigos do que dar explicações e pedir desculpa ou perdão quando está errado. Exploram o medo do fracasso, muito comum, nalgumas mulheres. Esse medo é explorado, porque, a maioria das mulheres sabem da cobrança social sobre elas. Sem dúvidas, é sobre elas que recaem a culpa de um relacionamento fracassado.


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9 comentários em “A felicidade pode ser encontrada em atitudes simples

  1. Entendir perfeitamente, pois eu vivo essa situação, tenho um namorado desse jeito, não aguento mais. E não sei mais o qie fazer? Termino a relação, ai ele fica bonzinho depois começe tudo novamente… Socorro..

    Ter que ensinar as regras do relacionamentos é importante. Se você não concorda com as atitudes dele, seja enfática:

    – Você é assim! Eu não vou te mudar. Eu não vou é ficar com você sendo assim. Suas regras e minhas regras. Você não muda. E eu não fico com você. Acabou e não te quero de volta!

  2. Excelente texto. As pessoas sofrem imposição de se comportarem como a sociedade deseja. Homem tem que ser assim. Mulher tem que se comportar daquele jeito. Quando se casa, a felicidade se conquista assim. Nada deve ser fixo, cada um tem um jeito de ver as coisas. – E se fosse um amigo nosso recebendo essas ligações, eu ia zoar muito dizendo:” a polícia tá atrás de vc”.

    Buscar a unidade na diversidade de idéias, espirito, emoções.

  3. 06:47 da manhã

    1 – fazer o café
    2 – ler o adão
    3 – desligar a máquina e estudar
    ………………………………………………………….
    Nao aceita??? Tô nem ai…tô nem ai…
    Fio, veja bem, eu sempre leio os textos de onde parei e comento de forma aleatória. É claro que eu, murdock e magui entendemos muito bem. O problema é: suposições e subjetivismo.

    1 – Vc diz que a culpa recai nas coitadas das mulheres – ôoooooo tadinha das mulheres e culpa os caras por estarem ali, jogando papo fora. E se fosse ao contrario???

    2 – Vc, apesar de não ser autor de novela e nem a ultima moda em Paris, se contradiz neste texto de seu Modelos Utopicos, pois você também está impondo uma situação, ditando uma regra, selando uma situação que pode não ter ocorrido em relação aos sujeitos. Mas viva as nossas contradições!!! Amo contradições!!!!

    3 – Quem disse que ele brigou?

    Não estou pregando o VIVA o HAPPY HOURS com os amigos!!! É claro que não vou preferir que meu marido saia com os amigos do que comigo. É claro que não vou querer meu marido na farra e eu em casa. Mas também não vou querer que meu marido venha em casa, resolva o problema dando uma transadinha e saia com os amigos e me deixe em casa plantada como uma idiota – Tudo bem, vc sabe que ainda estou em lua-de-mel – talvez amanhã eu condene o chopinho dele com os amigos, mas hoje, estou doida para que ele reveja os amigos dele e não os perca de vista. Casamentos, quando a gente quer, são facilmente dissolvidos (talvez as esposas dos caras adorem essa situação descrita). Amigos, quando se tem um bom amigo, é para o resto da vida, na felicidade perene de um choppinho ou nas lágrimas de uma separação.

    Nunca vou ver as mulheres como coitadinhas e nem eles como os grandes vilões! E a reciproca também é verdadeira.

    Txau…bom domingo para ti!

    07:24 = Vou estudar, mas mais tarde te ligo!!! Preciso falar com você…..

    Vou resumir: vocês são “minurias”… “MINURIAS” contam? Claro que conta, mas, continua sendo “minurias”… as estatisticas, são abalizadas e estabelecidas pela “maiuria!” E a “maiuria”, é mesmo assim. Levante suas mãos para o céu, e agradeça a Deus… kkkkk

  4. Cair aqui procurando texto sobre a felicidade. E vou entrar no assunto.

    Não entendi porque a opinião de alguns acima estão com o foco em outro assunto. Entendi o que voce escreveu.

    Esse cara que foi almoçar com os amigos, está agindo igualmente ao meu marido, ao meu cunhado e vários outros colegas de trabalho. Quando tem uma briga com a esposa, e é quando a esposa tá com a razão e ele acha que vai perder a autoridade, o patriarcado, sai de casa, não vem almoçar, e faz esse joguinho idiota de que aqui quem manda sou eu.

    A maioria das mulheres nestas situações cedem e ficam como esta ai, ligando e querendo saber onde é que está o queridinho dela.

    Ele deixa o problema que é deles nas mãos dela e vai almoçar com os amigos. E o pior é que deve ter desligado o celular e ela fica ligando para os amigos, esperança de ele saber que ela tá preocupada.

    Ele deveria ir primeiro em casa para resolver suas questões e depois, sair com os amigos.

    Por fim concordo com a opinão da Sarah.

    Finalmente alguém que me entendeu. Já estava me sentindo o pior dos escritores… kkkk

  5. Sei lá, talvez você tenha tomado conclusões precipitadas sobre o pessoal da outra mesa. Mas, de qualquer jeito, infelizmente as pessoas pensam que as coisas se resolvem por imposições, regras, vontades unilaterais. Aceite e agrade e pronto, tudo está resolvido.

    Vou revisar o texto…. kkkkk

  6. Lembra da amiga que só transa se ele der um presente? Ela quer o presente, ele quer apenas almoçar/jantar com os amigos!

    Desculpa, mas estou com Magui…também achei um texto de suposições e com as velhas formulas que tanto você combate. Veja bem, eles podem nao estar juntos por vários motivos: ela pode estar trabalhando, na faculdade. ou em casa cuidando das crianças. De repente ele vai jantar com ela mais tarde. De repente pode ser um encontro de amigos após o trabalho (Happy Hour). De repente ela sufoca com tantas ligações diárias o tempo todo. Pq a culpa é dele e do machismo implicito ou explicito e próprio dos homens? Pq ele tem que estar grudado nela o tempo todo? De repente ela foi convidada e não quis ir. E se fosse ao contrário? Uma mesa tipicamente feminina e com celulares tocando? No mínimo seria um bando de vagabundas sem ter o que fazer na vida enquanto os maridos trabalhavam e os filhos estavam abandonados em casa. E se fosse um encontro de mães, com seus filhos? No mínimo seriam umas irresponsáveis que mereceriam perder a guarda dos mesmos.

    Desculpe as minhas suposições, considere mal de estudante e futura advogada que tem como primazia questionar o autor antes da inicial.

    A tal terapia? Bem, uma amiga chama isso de prostituição matrimonial. Nem discordo e nem concordo.

    Bjs Queridão. Bom final de semana….Por aqui tá tudo bem, apenas muita pesquisa jurisprudencial para fazer…mas, tirei breves minutos desse início de manhã para me atualizar em você !!!

    Você e a Magui, pegaram uma direção que já procurei no texto e não encontrei. A única suposição que fiz foi a situação dela. Quanto a ele, tá no texto. Ele foi grosseiro, estupido, ignorante, e tratou-a ao celular desta forma. Os outros dois, são casados e estavam lá para o almoço. Um deles eu conheço a esposa, e sei da labuta dela em manter o casamento com ele, que por sinal, está a contra-gosto dela, entrando no campo politico. Ele vive assim mesmo. Sai para almoçar com os amigos de partido, da empresa, eventos diversos, e nunca leva a esposa e as duas filhinhas que tem. Por fim, não aceito as desculpas!!

  7. Este texto é meio complicado porque contém algumas suposições. Mas eu acho que uma pessoa não deve ficar telefonando para outra toda hora como se preocupada fosse. É um mal do celular. Se fosse comigo ia ficar chateada com marido telefonando toda hora. O almoço dos caras podia ser por vários motivos e não apenas para evitar sair com as esposas.E eles podiam nem ser casados!

    Magui, reli o texto, fiz umas mudanças de paragrafos, e outras declarações para alumiar as idéias.

  8. ADÃO!!!! Adorei esse texto…. o machismo visto como fraqueza, e é isso mesmo… É nessa hora que entra meu lado feminista, terapia sexual??? depois de tanta ignorancia??? Tem que ter a auto estima lá no pé…….

    Essa historia de telefonema me lembrou um acontecido bem engraçado e é logico que diante da fraqueza masculina eu levei a pior, nesses lugares nunca é sabido o que foi dito do outro outro lado, nem o motivo das ligações, eles sempre querem tirar uma de gostosões, as vezes é so pra avisar que tem um cobrador esperando no portão insistentemente, kkkkkkkkkkkkk.
    Quem vai dizer isso aos outros???? é melhor dizer que a mulher ta enchendo o saco….
    beijinhos

    Grato querida. Grande parte dos casais, casados ou não, usam tal terapia. Sendo ela aceita ou não, é como uma conhecida me disse: Nada melhor que uma noite de sexo, depois, de uma briga!

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