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Modelos


A sociedade e as comunidades vivem e sobrevivem sob os modelos estabelecidos e transformados em padrões. As leis, regras, estatutos, diretrizes são estabelecidas e devem ser seguidas, sob a forte ameça das leis vigentes. Certas leis só existem nalgumas famílias.

Nunca me interessei em saber como certos modelos se tornaram tão popular, no entanto, há modelos que me custa aceita-los.  As vezes, nem é o modelo em si, mas, o mais intrigante, é saber como há pessoas que se adaptam e vivem dentro de certos modelos impostos, ou até escolhido de forma livre, outras vezes, nem é escolhido, foi ao longo da existência aceitado como normal e se questiona justamente o contrário: Como é que as pessoas não percebem que estamos certos?

Esta semana, fomos confrontados. Fomos pisoteados e até tentaram  enxovalhar-nos,  por não seguirmos alguns modelos e não somos adeptos de alguns outros rótulos por eles advogados e que já tentaram fazer-nos aderir, no entanto, sem eficácia.

A família se tornou enorme. E onde há pessoas, surgem comentário. Fofocas. Intrigas. Debates entre outros.

Nossa família, não tem lá muitas regras. Porém, não é desprovida destas, apenas, não são as mesmas regras e padrões ou modelo que você utiliza na sua.

Aqui há respeito, amor, gratidão e queremos que nossos filhos se tornem cidadãos críticos e responsáveis. Que saibam a diferença entre o certo e o errado. Saiba também, escolher no momento certo,  um ou outro. Mas, quando for, e se algum dia forem fazer algo errado, que o façam de forma certa!

Noutros lugares não é assim, (e todos tem o direito de escolher o modelo, o padão a ser adotado, e ressalvo também o nosso direito de tê-los.) Há as regras que os filhos devem seguir, e há punições severas para quem não as cumprem. Há nalguns modelo, um caminho obrigatório a seguir para se obter a recompensa final ou a decepção. Não há garantia alguma de que seguir este ou aquele modelo, mas, há uma clara evidência, de que há certas preferências. E isto é importante.

Temos tido alguns problemas. Os problemas tem aflorado quando alguns filhos criados noutro modelo, vem gradativamente, migrando para nossa casa e modelo. Tem havido uma guerra fria da parte de lá para com os de cá. E somos acusados de aliciadores, desvirtuadores. Porém, a acusação se auto-destroi, quando os filhos e netos dizem: “Não se meta mais na minha vida, eu posso ir e vir, já sou maior!!!”

Temos sofrido algumas acusações. E, como, não houve reação agressiva de nossa parte, nem uma rejeição por estes que nos achegam, vieram esta semana nos atacar.

O ataque foi frontal e violento.

A “verborreia” atingiu nossa moral e nosso ego. Porém, não ficamos abalados. Ficamos tristes porque há pessoas que se irritam quando são rejeitados, quando se descobrem falidos quanto a seus modos e maneiras de viver, e que eles pensavam, que eram os únicos e talvez os últimos bastiões de todas as famílias tradicionais.

Nunca os convidamos a virem pra cá. Eles optaram. Eles desejaram virem pra cá. Alguns pensam que é porque temos condições financeiras e oferecemos o que eles não tem. Entretanto, não é verdade. Não somos ricos. Não temos dinheiro em banco. Não temos recursos finaceiros excedentes. É muito pelo contrário. As vezes estamos como disse uma amiga: “As pessoas pensam que estamos ricos, porque compramos um carro novo financiado, e eu comprei um notebook de três mil reais; mas, tem dia que vamos comer acarajé na barraca de mamãe, porque lá em casa não tem o que comer”

Nos investigaram para saber então o que é que há aqui, que os filhos e netos deles gostam de estar aqui, e ficaram furiosos, porque não eram os bens materiais que eles procuravam, eram tão somente o ambiente.

Decepcionaram-se. Porque pensavam que podiam reproduzir o ambiente. Compraram TV grande. Aparelho de som potente. Novos móveis. E tudo que não temos por aqui, e mesmo assim, não os atrairam. Agora estão nos atacando violentamente, moral, ética, social e fisicamente.

O que eles tem descoberto é que à medida em que estes jovens vão crescendo e adquirindo certos conhecimentos, tem deixado de lado este modelo em que eles dão presentes em troca de submissão, respeito, amor e outras atitudes. (Leiam este post da Julie)

Fazem de tudo para que os filhos, netos e sobrinhos os amem. E este amor deve ser em retribuição aos muitos presentes e tudo mais que fazem por eles. Estes jovens tem se sentido comprados, e até vendidos. E desprezam este tipo de amor, este modelo e padrão aqui presente.

 Já o citei esta semana, mas, serei obrigado a fazê-lo novamente:
Pra estes a música do Frejat e Cazuza (Blues da Piedade):

Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia


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7 comentários em “Modelos

  1. li tudo! post grande, e bem indignado hein!
    Que coisa, a verdade é que a gente, como filho, sempre percebe, e é sempre muito irritante, quando querem comprar nossos sentimentos com bens materiais.
    Essa coisa de trocar carinho por presente não funciona, é fato.

  2. Bom, somos todos frutos do meio. No caso somos bombardeados por indicações de consumo e viramos refens se não nos tocarmos. Se nossos filhos querem se sentir comprados há de existir um meio de se contornar. Temos o livre arbítrio para tal. O comodismo é uma bosta.

  3. Adão sempre penso que quem se preocupa demais com a maneira de que os outros vivem e tentam mudar ja é um derrotado.

    Quanto a familia não tenho muito o que dizer, porque por aqui aprendemos desde cedo a respeitar as decisões dos outros e principalmente a educação dos filhos, mas não é so na familia que isso acontece, em qualquer ambiente que se reunam diferentes estilos de vida.

    Educamos filhos para o mundo, e um dia partirão com seu proprio padrão.

    Pais tem que ter feeling para saber o que os filhos sentem necessidade de aprender, nem sempre o que é importante pra nós, é importante pra eles.

    Agora vou te dizer “seguir sempre o mesmo padrão deve ser chato pra burro!!!”

    Obrigado pela visita.
    Beijinhos.

  4. O triste nisso tudo é que somos julgados a cada passo que damos. E para esse julgamento as pessoas se utilizam de suas próprias fraquezas para apontar o que mais incomoda em nosso comportamento. Não estou falando apenas do TER, mas do SER também.
    Por muitas vezes deixo de mostrar o que SOU, como o faço hoje, para conseguir existir sem incomodar tanto. Um pouco de covardia talvez, mas mais preservação. O diferente dos padrões incomoda, atrapalha, suscita rejeição e como você cita, ataque. Por que o padrão é o que se conhece, bom ou ruim, já está incorporado e aceito. E quebrar algumas regras, ainda que dentro da lei, nadar contra a maré, meu Deus, que sacrilégio. Desejo que você tenha força e frieza para se manter nas sua convicções e que acima de tudo consiga sempre ouvir a voz do coração.
    Beijos

  5. Eita Adão … esse post é rico de várias percepções. Mas irei ater-me às minhas.

    Triste daqueles que nos rotulam não é mesmo? Ou que rotulam tudo, como se rótulos e etiquetas, marcas e modelos valessem de alguma coisa.

    Pena que muitos não exergam que muito de nossas conquistas advém de alguns sacrificios pessoais e familiares.

    Mas cada um segue, da forma que melhor lhe prouver seus conceitos e modelos pessoais, principalmente dentro de sua casa, de seu lar, na educação de seus filhos, no relacionamento conjugal e etc e tal. O que não pode acontecer é modelos querendo se impor a outros modelo que subjugam outros modelos. Afinal, ninguém é obrigado a concordar com outrem e muito menos conviver. Se não concordo com o teu modelo de vida, então, com certeza, não farás parte do meu rol de amizade ou de convivência – é mais honesto me afastar do que viver demagogicamente.

    Enquanto criança, o menor é bombardeado de informações e valores advindos de seus familiares, colégio, amigos. Mas desse bombardeio ele vai tirar somente o que realmente foi importante para sua formação e levará essa escolha para o resto de sua vida. Isso é fato. Mas também não podemos isolar nossas crianças de outras percepções nem tão agradáveis da vida. Ou achar que um simples acampamento, ou uma viagem vai fazê-lo se afastar do brilho de um mundo consumista de um shopping center ou da selvageria de um mundo empresarial.

    Tudo tem que ter seu peso e sua medida para que hajam escolhas a serem feitas. Não adianta muito enfeitar o pavão, apresentando um mundo cor de rosa, quando lá na frente haverão vários e vários nãos a serem ouvidos e vividos.

    …….. As vezes me pergunto o porque minha casa vive tão cheia de criança e de gente entrando e saindo o tempo todo.

    Meu amigo ! Muita paz no teu coração e um excelente final de semana.

    Valeu por ter aparecido lá no blog de vôo…bom saber que vc está acompanhando. Passa lá novamente depois.

    Bjs

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