Relacionamentos, casamentos e contratos · Vidas

Maria X Valdivia


Foi num domingo qualquer de minha infância. Lembro-me de ouvi meu pai dizer a minha mãe:

– Arruma meu filho, que hoje, nós vamos sair para tomar uma cerveja!

Não me lembro de ter comido ou bebido alguma coisa naquela manhã, mas lembro-me do lugar onde meu pai chamou uma jovem mulher e me apresentou-a dizendo:

– Esta é minha namorada.

– E mãe Pai? – Indaguei curioso

– Sua mãe é minha esposa, esta aqui é minha namorada, mas você não pode dizer a ela que eu tenho uma namorada. Entendeu? – Em tom de confidência e ameaça. Também não me lembro de ter falado com minha mãe sobre isto até o dia de hoje. Talvez seja isto, a tal confraria masculina.

O intrigante desta época de minha vida, é que durante muito tempo, presenciei a disputa de minha mãe (D. Maria) com esta namorada de meu pai (D. Valdivia). Enquanto, minha mãe dizia lutar pela família, acusava a outra de vagabunda, descarada e destruidora de lar. Entretanto, não vejo, tal situação como via antes. Hoje, vejo que ambas defendiam suas familias.

Minha mãe e D. Valdivia defendiam a mesma coisa: A família. Fui testemunha diversas vezes, e algumas delas, até ajudei minha mãe a surrar a outra, e tudo porque, a regra social diz que minha mãe, é a esposa original e oficial, e isto, parte do principio de que ela foi a primeira esposa, logo tem os direitos garantidos.

Eu e um amigo, ex-pastor presbiteriano, pensamos e até dialogamos sobre o caso: A sociedade ocidental foi muito prejudicada com o casamento monogâmico imposto pela Igreja Cristã. Nalgumas culturas, em que é permitido a bigamia, bem como a poligamia e nalgumas outras em que é tradicional a poliândria, não se tem certos problemas que enfrentamos no dia-a-dia das famílias e dos casais que conhecemos.

Não se sofre por amor, nem se sofre tanto pela família como se tem sofrido com a imposição do amor indivisivel e egoísta que somos obrigados a ter pela esposa ou pelo esposo. Tudo não passa de uma questão cultural.

Certos problemas típicos da sociedade ocidental parece não existir no meio de certas civilizações ditas primitivas, tais como estas em que se permite a poligamia quanto as que praticam – essas quase extintas – a poliandria.

A monogamia como padrão estabelecido para a vida a dois, procurou deixar claro os papeis dos homens na familia, quanto delimitou o papel da mulher. Entretanto, este modelo, vem ao longo do tempo sofrendo ataques.

Há relacionamentos espatifados que se mantém graças a adaptação masculina e feminina as situações. Há homens e mulheres que vivem juntos. São casados. Tem filhos. E no entanto, vivem de fachada. Ela finge estar tudo bem, e ele finge nada ver, nada saber, nada entender.

Ocultam-se no anonimato social. Poderiam estar separados, mas vivem juntos. Vez ou outra ele vai embora, mas volta e é aceito. Enquanto, a situação está boa, ele permanece. Quando está ruim, ele vai para os braços de uma outra.

Os três lados se enganam com falsas esperanças.

1 – Ele pensa que vai conseguir permanecer com todas;

2 – A esposa, pensa que um dia ele vai ficar só com ela;

3 – A amante, pensa que um dia, ela terá ele só para ela.

As vezes quem Ganha, sai perdendo

D. Valdivia se foi.

Meu pai permaneceu com minha mãe.

Mas, a que custo?


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13 comentários em “Maria X Valdivia

  1. Adão,
    O que não concordo no seu texto é quando você usa as palavras “fingimento”, “fachada”. Isso não existe quando as pessoas optam por um casamento diferente a menos que vá enganar as pessoas, fingirem estar bem quando na verdade estão esfaceladas por dentro.
    As pessoas quando tomam a decisão de terem seus relacionamentos de uma forma diferente tem que estar bem seguras de si, ter certeza do que realmente querem e que seja sem sofrimento, é possivel sim. Sou bem clara quanto a isto no meu texto.
    Diferente de Maria eu não luto por algo que já acabou. Eu vivo. Infelizmente muitos pais ainda acham que os filhos tem que participar dessas decisões, não tem, os pais levam os filhos a tomar partido quando ao inves de faze-los se sentirem amados o apresentam perdas, não ter um pai em casa nem sempre é uma perda, ter pais separados as vezes é ganho para eles, mostro isso no texto “a amiga do meu pai”. É uma situação real o dialogo com meu filho realmente aconteceu, poderia ter dito a ele que tal pessoa estava invadindo nosso lar, inumeras frases que vemos mães dizendo aos filhos todos os dias, Eu lamento minha mãe não ter conversado comigo como eu converso com meus filhos, talvez tivesse curtido mas meu pai, depois que fui capaz de compreender que tudo aquilo não tinha nada haver comigo tivemos pouco tempo juntos.
    Por que sempre a mulher tem que agir de acordo com as decisões do homem? não entendo porque pra você sempre funciona assim? já passou pela sua cabeça que eu quero um relacionamento diferente e ele tradicional? por algum momento vc pensou que quem luta por alguma coisa é ele? Que a maria da historia é ele?
    Sabe Adão, se eu aceitasse o papel da mulher imposto pela sociedade eu realmente seria uma exemplar dona de casa, já fui assim. Mas não fui muito feliz, tente ler de novo meu texto, mas com a mente livre de qualquer opinião pre estabelecida. É isso, finge que um homem escreveu…..
    bjs

  2. Veridiana…
    ————————————————-
    A situação que narrei, hoje, nas grandes cidades, não é assim tão fácil de se encontrar, mas existem. Não muito tempo encontrei uma mulher em BH nessa situação. Pensava em se matar quando cheguei na casa dela. - Eu chego em cada hora?? - Peguei-a chorando e lamentando a situação dela ser a outra e de que jamais poderia ter um casamento com aquele homem.

    Lembro-me de ter voltado lá mais duas vezes antes de certificar-me que ela não faria besteira. Mas, esta situação existe ainda aos montes por ai.

    Sarah:
    ———————————————-

    Os casais devem estabelecer suas regras. As melhores baseadas no concenso entre eles, e que seja, ou que beneficiem a maioria. Alguns acham a anarquia um bom conselheiro, outros a demoncracia. Cada qual tem o seu.

    O fingimento, é algo necessário ao dia-a-dia de todos, bem como mentir. "Falar a verdade é necessario, mentir é indispensável" - Adão Braga

    Por você não acreditar em algo não significa que não irá acontecer, pode até ser que ele já tenha feito, e você nunca soube!

    Maria, não levava os filhos, eles faziam parte de tudo. Não pense você que numa eventual situação semelhante, que seus filhos não aderiam a um ou a outro lado. Isto, é inevitável. Nós acompanhavamos Maria porque viamos e criamos nos ideais dela. Nem precisava ela nos insulflar.

    O momento de minha mãe e também o da sua foram os momentos delas com eles. Elas lutaram para manter as idéias e os modelos que elas aceitavam e criam ser o modelo ideal para elas. Ao contrário de muitas, elas criam e lutavam muito mais do que por exemplo: Você!

    Quanto a felicidade de Maria, ela foi, porque todos aqueles que lutam por ideologias e vivem por estas são felizes. Elas não buscavam utopias, não buscavam o amor abstrato, não buscava a felicidade em idéias, mas buscava tão somente a sensação de realização, e naquela época o que era isto para a maioria das mulheres? Um marido, filhos, uma casa para tomar conta, e isto, foi o suficiente para uma grande maioria. Um modelo simples, mas, eficiente.

    Quanto ao restante:

    Li seu texto no seu blog, e a conclusão que chego é que você não é diferente de minha mãe. A diferença entre vocês é a atitude dentro da situação. Vocês optaram e viveram da maneira que pensava ser certo.

    Maria agiu como guerrilheira, tinha ação, tinha iniciativa, mas nenhuma disciplina ou planejamento. O seu modelo, apesar de não querer ser-lhe um opositor, pareceu-me mais que você cedeu à vontade alheia por complacência. Não há nada de tradicional ou inovador.

    Por fim, a indicação do video e claro a opinião do Elsimar Coutinho no programa do Jô, que trata da questão do Ciúmes, como havia comentado com você no MSN.

    Rafael:
    ———————————————-

    Se formos avaliar cada modelo proposto por cada povo, cada nação, cada cultura, veremos que nenhum modelo é perfeito, nenhum modelo é universalizador. Há aqueles que vivem num modelo, e julga que aquele outro acolá, vivem melhor. Quando o assunto é poligamia, poliandria, casamento, haréns, etc e etc, é comum cada grupo julgar o outro como infeliz.

    Para você duas coisas para complementar o argumento:

    1 - O paragrafo final da reportagem que diz: "Momdebí pergunta quantos maridos tenho e zomba de mim, quando respondo, apenas um. Realmente, ela não parece ter tido uma vida ruim"

    2 - Indico-te, se for possível, assistir ao filme Lantenas Vermelhas. Que retrata a situação da poligamia e o conflito de culturas, uma vez que a protagonista do filme, apesar de ser obrigada a seguir as regras tradicionais do país, morou num outro país onde a tradição era diferente. Um choque cultural. Não é perca de tempo, é um investimento cultural.

    Por fim, me rendo a sua opinião: No ocidente vivemos um exacerbado culto a liberdade, que na verdade não passa de um individualismo nocivo.

    Paola:
    ———————————————-
    Você fica me devendo... vou cobrar. Obrigado por sua atenção.

    Observações finais a Beth e Sarah:
    ———————————————-
    Num conflito, apesar dos pontos beligerantes, os envolvidos devem ter sabedoria em proteger aqueles que nada tem com a guerra gerada por eles.

    Maria, Valdivia e "ele" souberam até certo ponto poupar as criançã. Não todos. As filhas por exemplo, foi recusado por ele, pelo simples fato de ser fêmeas, e "ele", pensar que filha fêmea fosse sinônimo de problema, e foi abandonadas as mãos de pessoas estranhas por Valdivia até a sua volta, depois de longevos tempos.

    A que custo? Irreparável custo para estes inocentes envolvidos. Para ele. Para Valdívia. Para Maria. Todos pagaram o custo por eles. Trazemos marcas, lembranças boas, lembranças ruins, entre tantos outras coisas. Somos herdeiros emocionais desta época, e desta situação.

  3. Adão, com a continuação a historia muda totalmente, ponto para a Maria, foi maior que qualquer sentimento ruim e fora a Valdiva, seja lá o que faria ela feliz filhos não se abandona, imagino que quando eles partiram a Maria deve ter sofrido muito mais do que tudo que viveu com seu pai, a Valdiva queria aventura e não amor, depois dos filhos criados é mole.
    Acho que criança deve estar sempre acima de qualquer briga de casal, meu irmão passa por isso, me revolto as vezes ve-lo entregar rios de dinheiro a uma mulher que não ta nem ai pra trabalho, ele sempre me responde, “são meus filhos”, “elas não me querem querem a vida que dou a elas, mas as crianças não tem culpa”, sabe me da vergonha de ser mulher nessa hora, eu vi minha mãe lutar por nós até quando podiamos faze-lo sozinhos, provento para os filhos é sagrado, mas não se pode dar mais a um do que a outro so por que cometeu um erro.

    Maria é bem mais forte do que pareceu no texto, um mulher sofrida mas com sentimentos bons, ela venceu quando ganhou mesmo que por uns tempos, filhos. Isso Valdiva terá que agradece-la sempre, e os filhos dela também.
    bjs

  4. Nossa Adão! Mas vc não disse que haviam duas famílias. Que loucura heim? A simples namorada do choppinho, acabou virando mãe dos filhos dele?

    Uauuuu….carga pesada hein? E Valdiva, imponente, ainda dá os fihos para ele criar enquanto se restabelecia em uma nova cidade. E ele jogou a carga para a Maria? Uauuuuu…Maria tanto lutou por ele, pela família, que acabou somatizando uma outra familia. E mesmo assim os filhos que ela “obrigatoriamente” ajudou a criar ainda preferiram seguir Valdiva. Uauuuuuuuuu

    Olha Adão, fico admirada com mulheres como Valdivia. Vc em determinado momento do texto acabou deixando-a de lado, mas admiro a força dessa mulher em reconhecer que algo não era sadio em sua vida e resolveu mudar. Tenho certeza sim, de que Valdivia foi bem feliz. E tinha uma força tão grande dentro de si que soube recuperar seus filhos. Ela com certeza não precisaria de um novo relacionamento, de um cueca dentro de casa, para ser feliz.

    Maria? Hummmmm….realmente….a que custo??? Agora entendi seu questionamento. Maria, talvez tenha passado os longos anos desejados, àqueles anos pelos quais lutou ao lado dele com o coração carregado de mágoa. Afinal, ela não foi a grande vitoriosa. A vida passou por Maria. A vida soube ser benevolente com Valdivia, pois mesmo tardiamente, ela viveu a vida.

    Adão, mesmo vc cortando sua carne, pode apostar, criou um dos mais belos textos que já li.

    bjs e tenha uma lindo dia!
    Até o proximo post!!!!!!!!!!!!

  5. Beth:

    D. Valdivia, deixou os filhos com meu pai. Mãe criou-os por longos anos. Ela foi para São Paulo, e viveu lá vários anos depois voltou, e em breve conversa com os filhos, todos voltaram pra casa e perguntou:

    – Pai, mãe quer saber se nós podemos ir embora com ela?
    – Vocês querem ir?

    Um pouco temerosos, disseram que sim. E ele apenas respondeu:

    – Vocês é que escolhem; quem quiser ir vai, quem quiser ficar fica.

    Assim eles partiram. Hoje, vivem em São Paulo. Um mora na Europa. O filho do meio foi morto em SP. E as duas meninas, eu não tenho noticias, mas vivem lá também. Espero que estejam bem!

    D. Valdivia, não sei que teve um novo amor. Sei que a vida dela com meu pai parece que não foi uma experiência boa para ela; mas, existiu! Arrependidos ou não é algo que eles não podem alterar.

    Um período crítico foram aqueles que eu tinha que ir levar o dinheiro da pensão: 1.500.000 (Um milhão e quinhentos mil cruzeiros). No inicio era muito bom para eles. Umas vezes vi, o que ela comprava para os filhos, e como eles viviam lá, era antagônico a nossa realidade. Me lembrava sempre da música de Chico Buarque:

    De que me vale ser filho da santa
    Melhor seria ser filho da outra
    Outra realidade menos morta
    Tanta mentira, tanta força bruta

    Porém, a situação do país na época detonou a pensão. E o Juiz, não quis despachar nova pensão. Neste caso, a situação ficou ruim para eles. Até hoje, tenho dúvidas, se não foi meu Pai, junto a Jonga, e outros influentes que fizeram tal ação: não renovar ou dar-lhe novo valor atualizado (Época de juros altos, inflação e correção monetária).

    Esta atitude, ainda que de meu pai, e também, que a maioria dos homens fazem, me entristece. Demonstram maior amor ao dinheiro e aos bens do que aos filhos.

    Amanhã respondo os demais. Vou deitar e ver se consigo dormir antes da meia-noite.

  6. Excelente reflexão Adão

    Mas sinto algum temor quanto a poligamia. Primeiro porque eu nunca conheci uma cultura que permitisse a poligamia válida tanto para os homens quanto para as mulheres, com direitos iguais. Mesmo as poliandricas da reportagem tem vários maridos para si, e pelo que entendi, eles tem apenas uma mulher.

    Segundo, porque sempre tem um que “amamos mais” do que os outros. Ou nas palavras da própria reportagem: “Cada uma delas acaba escolhendo seu marido preferido e os outros têm que se esforçar pra conseguir um tratamento especial. Champalín confessa, enrubescida, na frente dos outros: ‘Este é o meu preferido'”.

    Existe muita coisa em jogo quando se fala em casamento, e você sabe muito melhor do que eu que sou solteiro.

    E ainda acho que no ocidente, o questionamento sobre o casamento não advém do fato de se querer partilhar a vida com mais de uma pessoa, mas sim do fato de que não querer se prender a nenhuma pessoa, não tornando-se assim responsável por uma relação. No ocidente vivemos um exacerbado culto a liberdade, que na verdade não passa de um individualismo nocivo.

    Mas ainda são apenas palpites de quem está começando a pensar mais a sério no assunto.
    abraços

  7. Passei por aqui e sabia que o assunto estaria em pauta.kkkkkkkkkkkk……..

    casamento…..muitas regras, muitas complicações, muitos modelos…..
    Felicidade nada mais é que um percurso a ser percorrido e não um destino.
    Adaptações? por que não se são a melhor o opção?…
    Os casais tem perdido muito tempo com sentimentos pequenos, com possessividade.

    “Ela finge estar tudo bem, e ele finge nada ver, nada saber, nada entender.”
    Ela não precisa necessariamente fingir, as vezes realmente está tudo bem, e ele, pra que ver o que não é da conta dele.
    As pessoas querem diferente, pensam diferente, sentem diferente uma das outras.

    Muitas vezes os casais se esquecem que os filhos nada tem haver com isso, não acredito que o pai dos meus filhos apresentariam a eles uma mulher como namorada, a menos que pra ele ja estiver estabelecido uma separação entre nós, como amiga talvez, eu jamais levaria meu filho pra bater numa mulher, filhos nada tem haver com as complicações que os pais se metem. Ele pode não ser o que eu quero como homem mas é o que meu filho tem como pai, e quer. é minha obrigação não tentar detonar tal sentimento, ele que tire suas conclusões quando for capaz. Meu pai foi um FDP com minha mãe, nunca a ouvir falar mal dele pra nós, nunca nos foi pedido ajuda pra resolver problemas conjugais, nós que as vezes nos metiamos e ainda tomavamos bronca por que não era assunto nosso.

    Não acredito que sua mãe tenha lutado pela familia, ela lutou pelo homem, e foi extremamente egoista, a maioria dos casais o são.
    Concordo com a beth, quem levou a melhor foi a Valdiva, viveu o amor pelo seu pai enquanto existiu e se foi, não importa se foi mais ou menos feliz ela continuou sua historia, sua busca.
    Seu pai nunca buscou nada além dele mesmo, e nada encontrou, apenas conflitos, deve ter se lamentado muito, sua mãe acha que venceu, mas foi a que mais perdeu, passou a juventude em conflito em nome da familia, criou os filhos com angustia e medo de ser abandonada totalmente, pois ja havia sido abandonada afetivamente e depois recebeu como recompensa os fragmentos do homem com quem se casou.

    “Há relacionamentos espatifados que se mantém graças a adaptação masculina e feminina as situações. Há homens e mulheres que vivem juntos. São casados. Tem filhos. E no entanto, vivem de fachada”

    Que fachada??? Pra quem tem um modelo pre estabelecido??? Esses sim estão errados, as vezes passam a vida tentando se encaixar nos modelos impostos pela sociedade, e quando não conseguem se acham fracassados, e realmente ficam muito infelizes.

    Quisera eu que meu companheiro pensasse assim……………..
    talvez fosse a mulher mais feliz do mundo, mas como a maioria tem aquele modelo padrão, mulher em casa cuidando dos filhos e do marido, se desdobrando sozinha entre a maternidade e sexualidade, enquanto ele ganha o pão nosso de cada dia. pra ele seria perfeito, amor eterno.

    Mas e eu??????????????????????
    A mulher que pensa………. Que quer algo além de suas contas pagas, que quer ser mais do que mãe e mulher, que deseja ter seu proprio espaço conquistado e que não se resuma somente a casa e aos amigos, quer ter uma profissão, que produzir algo além da educação dos filhos e do jantar saboroso.

    Muita gente divide casa com amigas(os), parentes, irmãos, qual o problema em dividir com o pai dos filhos????
    Só é ruim quando falta um concenso numa das partes. O novo as vezes é de dificil aceitação e entendimento

    Vou ser obrigada a continuar o texto no meu espaço.

    Amei o texto.

    Bjs

  8. acho que antigamente era mais comum, mas quando digo antigamente não me refiro que só ocorria antigamente, me refiro mais as gerações passadas em que isso tornava-se mais comum, principalmente pela idéia de que casamento era para sempre, hoje em dia, os jovens tem mais opção, ao invés de casar, muitos apena “moram juntos” (eu particularmente não vejo muito distinção), e até mesmo por ter tanta opção acho que a maioria dos casamentos logo desmoronam , mas uma coisa no seu texto é certa: “Os três lados se enganam com falsas esperanças” … bjs e uma ótima semana

  9. Sabe o que achei de estranho nesse teu texto?
    Vc, ao final, se penaliza da condição escolhida por seus pais…de repente esqueceu-se de Valdiva.

    Mas acho que no fundo, Valdiva se deu bem. Seguiu o caminho dela e talvez tenha sido muito feliz.
    Mas…os seus pais… a que custo? Vc se pergunta e só vc saiba a resposta.

    Lindo texto adão!! Adorei….rico de coments, com certeza, voltarei para continuar. Agora estou indo treinar.

    beijocas e tenha um lindo dia

  10. Adão amigo meu !!! Mal chego de viagem e já encontro um post maravilhoso desses. Well ….. acho que deu para relaxar um pouco, mas estou com mil coisas ao mesmo tempo na minha cabeça, tronco e membros. Estou realmente cansadinha ………. mas volto a postar em breve ok ?? Por enquanto só poetisando e voando.

    Lindo texto …… maravilhoso !!! Voltarei para comentar depois.

    bjs no seu colaxaum !!!!

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