Inteligência e Espirito

Direito de pai


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Eu vi esta matéria ontem, na sexta-feira 10/07/2007, mas como amanhã já é o dia dos pais, e será minha folga, pois já temos por aqui uma certa agitação, não irei nem aparece por aqui. Nem lá no outro. Veja a que ponto nós pais estamos chegando! 

Em Recife (PE), um grupo de pais saiu às ruas para exigir o direito do homem de acompanhar o parto da mulher. A lei aprovada há dois anos pelo Congresso é descumprida pela maioria das maternidades do Sistema Único de Saúde.

Cynthia e Wlademir Jeminni se prepararam para o parto de Lorena durante nove meses. Fizeram cursos e freqüentaram grupos de apoio a casais grávidos. Mas depois de passar por duas maternidades, a frustração: Wlademir foi proibido de acompanhar o parto da primeira filha e só pode conhecer Lorena no dia seguinte ao nascimento. “Frustrante, né?”, diz Cynthia. “Sempre foi colocado muito essa importância da participação do pai, porque não é só a mulher que está grávida, e que o pai também ele está numa situação de gravidez. Então ver o nascimento da minha filha seria uma realização única”, lamenta Wlademir.A lei federal 11.108, de 2005, garante o direito da gestante de ter um acompanhante antes, durante e depois do parto. Mas na maioria das maternidades públicas isso ainda não é uma realidade. No Recife (PE) menos de 30% das maternidades do SUS permitem que o homem acompanhe a mulher na hora do parto e, mesmo assim, a decisão depende de cada equipe médica.

A justificativa para o não-cumprimento da lei é a falta de estrutura, de material adequado, pouco espaço e a alegação de que a presença de um homem nas enfermarias femininas tiraria a privacidade das mães. Mas para elas, esse apoio emocional traz muito mais segurança na hora do parto. “Se ele estivesse comigo seria mais fácil”, diz uma futura mamãe.

Às véspera do Dia dos Pais, um grupo foi às ruas do Recife para exigir o direito do homem de não ser só uma visita.”A gente costuma dizer que o homem não participa, não é isso? Então a dificuldade, na verdade, não é só no sentido de uma cultura machista, mas de um sistema de instituições também que pressupões que como ele, em princípio, não participaria, então não tem estrutura. A gente tem que mudar isso, a gente tem que mudar desde essas instituições“, diz Benedito Medrado, educador da ONG Papai.

O pai ou acompanhante que for impedido de acompanhar o parto deve recorrer ao Ministério Público para ter o direito garantido.

1 – Link da Matéria


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